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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

D'HANKS - VEREDICTO



                  Chamar a música praticada pela banda carioca D'HANKS de Pop Rock seria uma grande injustiça. Afinal, ouvimos muito mais do que isso em VEREDICTO, terceiro trabalho do grupo, e que foi lançado de forma independente. Uma sonoridade com influências de Pop sim, mas podemos perceber toques de hard, e porque não dizer, algo de metal também. Guitarras muito bem timbradas e que garantem o "peso" ao som da banda, um baixo muito bem trabalhado e em perfeita sintonia com a bateria e os vocais que se encaixam de forma correta no som da banda, transformam o álbum em um trabalho bastante coeso e bem composto.

                  O grupo é formado por Angélica (vocal), Rogério (guitarra/vocal), Renan (guitarra), Roberto (baixo) e Felipe (bateria) e está completando 12 anos de estrada agora em 2016. A gravação e a mixagem ficaram sob a responsabilidade de Lucas Macedo "Tuta" e foi realizada no EME Estudio (RJ). Já a masterização foi feita por Dave McNair em New jersey (USA). E tudo ficou muito bem feito, pois os instrumentos ficaram nítidos, pesados quando necessários mas sem perder a clareza. E as composições ajudaram bastante, pois trouxeram á tona a qualidade dos músicos e além disso, souberam dar cara própria ao grupo. E isso, no terreno ao qual eles estão inseridos, faz a diferença.

                 Matá-lo ou Morrer abre o play, destacando o trabalho do baixo de Roberto. Pesada (dentro da proposta da banda), a música tem uma pegada certeira. As variações na execução dão um toque especial, além do belo vocal de Angélica, que de forma correta, não comete os exageros que algumas de suas colegas cometem ao tentar fazer aquilo que não sabem. Deixa Fingir tem uma levada mais Pop Rock, onde as guitarras de Rogério e Renan ganham destaque. A terceira faixa, Depois de Tudo, tem um andamento mais cadenciado. Uma melodia mais intensa, cortesia das guitarras. E a bateria de Felipe aparece de formar a dar uma sustentação mais pesada e densa á faixa. Ressurgir vem na seqüência e aqui podemos perceber uma certa influência de hard rock no som do grupo. Mais um bom trabalho de guitarras. Me levar, a quinta faixa, tem uma melodia mais suave. Uma faixa com algumas variações bem interessantes nas linhas vocais.

                 Despedaçar, inicia com os vocais suaves e melódicos de Angélica e um andamento bem mais calmo. Até que as guitarras trazem boas bases aliadas ao trabalho pesado da cozinha (e novamente, entenda-se por "pesado" com relação á proposta da banda). Nova Solidão pode ser considerada uma balada. O belo solo é um dos destaques. Melódico e cheio de feeling, dá á música uma cara própria. Invisível tem os vocais de Rogério e é uma faixa com um andamento mais cadenciado e possui uma boa dose de peso e traz uma letra bastante introspectiva. Em seguida, Corra, uma faixa bastante Pop e que traz os vocais divididos entre Rogério e Angélica e que ficou muito boa. Veredicto, que encerra o track list regular, vem com velocidade e guitarras que chegam a soar punk rock. Os vocais aqui também ficaram mais diretos. Uma bela faixa, cheia de garra e energia.

                 O cd possui duas faixas bônus. Utopia e Silêncio. A primeira é uma balada carregada de sentimento. Já a segunda possui um andamento variado, com as guitarras bem colocadas e baixo/bateria sintonizados.

                 Com este terceiro trabalho, o D'HANKS mostra uma boa evolução e mostra que o cenário pode e deve se renovar e não ficar preso aos mesmos  (e saturados) nomes. Seu diferencial está na boa dose de peso das guitarras e do instrumental muito bem trabalhado. Mais um bom nome no Rock n' Roll nacional!


               

Sergiomar Menezes

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