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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

DISTRAUGHT - LOCKED FOREVER




            Brutal. Pesado. E simplesmente, SENSACIONAL! Não consigo encontrar outros adjetivos que possam descrever com precisão o que é este petardo intitulado LOCKED FOREVER da banda gaúcha DISTRAUGHT. Em um cenário que, por vezes, se mostra desfavorável, o grupo vem lançando um trabalho melhor que o outro. Mantendo sempre um elevado nível de qualidade, mas que, na minha opinião, vem se superando desde Unnatural Display of Art (2009), e teve seqüência em The Human Negligence is Repugnant (2012), com este mais recente trabalho, o grupo mostra que as dificuldades de se fazer metal no Brasil não são empecilho quando a garra, vontade e determinação em fazer aquilo que vem da alma são maiores.

            André Meyer (vocal), Ricardo Silveira (guitarra), Everton Acosta (guitarra), Nelson Casagrande (baixo) e Maurício Weimar (bateria) nos entregam um dos melhores álbuns lançados em 2015. Tudo que se espera de uma grande banda de thrash metal está aqui. Um vocalista que despeja raiva e fúria em cada palavra, em total sintonia com o que a música pede. Guitarras afiadas onde os riffs e as bases pesadas mostram o talento dos guitarristas com uma pegada thrash bem característica. O peso descomunal da cozinha, que se traduz em bases poderosas que vão da velocidade á uma pegada mais cadenciada. E além de tudo isso, composições que transbordam a energia que o estilo tem por definição. 

            A produção ficou á cargo de Renato Osório (Hibria) e ficou muito boa, pois os instrumentos ficaram nítidos e limpos, mas sem perder o peso e a sujeira que a música da banda pede, soando moderna e ao mesmo tempo, agressiva na linha mais "old school". A mixagem foi feita por Benhur Lima e a masterização por Adair Daufembach. A capa é mais um belo trabalho de Marcelo Vasco. E o grupo contou ainda, com a participação de Eduardo Baldo (Hibria) na bateria da faixa Dehumanized. E cabe salientar, o trabalho foi baseado no livro "Holocausto Brasileiro" da autora Daniela Aurbex, que relata como funcionava o manicômio Colônia, na cidade de Barbacena (MG).

            O cd abre com Between The Walls of Colônia. Após uma breve introdução, a banda entra com os dois pés na porta, despejando a fúria do thrash metal. Bateria e baixo á frente, as guitarras nos trazem riffs insanos. E o vocal, na mesma intensidade, transpassa toda a raiva contida na faixa. Lost vem na seqüência, com um grande trabalho nas guitarras e um refrão forte. Com uma variação entre velocidade e partes mais cadenciadas, a faixa deve figurara nas apresentações ao vivo do grupo. Locked Forever, a faixa título, ganhou um video clipe bem legal e com certeza é uma das grandes músicas do trabalho. Sabe aquela faixa que você ouve apenas uma vez e fica com os riffs e o refrão na cabeça? Além disso os solos dessa faixa merecem destaque, variando entre a agressividade e melodia. Dehumanized teve a bateria gravada por Eduardo Baldo (Hibria) e é uma faixa mais cadenciada. Destaque ao peso proporcionado pelo baixo e pela variação na composição, com um arranjo destruidor. Brazilian Holocaust já começa com a bateria e riffs carregados de peso. Aqui a banda contou com a participação de Ezequiel Catalano, do grupo Witchour, que compôs e gravou a referida faixa. Uma música com variações, que mostra a categoria do grupo e sua versatilidade.

            Shortcut to Escape é uma das melhores faixas do cd! Grande trabalho da cozinha composta por Nelson e Maurício, onde o vocal de André soa agressivo e por vezes mais rasgado, principalmente no excelente refrão, onde as guitarras de Everton e Ricardo mostram perfeito entrosamento. Baita música! Blacktrade não fica atrás! Que dupla de guitarristas! Riffs e solos perfeitos, velocidade e peso na cozinha e muita, muita fúria! Refrão daqueles "pra cantar junto". Em seguida, The Blind Vision of The Enemy vem com um início mais cadenciado, pra ganhar peso e velocidade de forma avassaladora. E mais uma vez, a banda se supera, pois os riffs e o peso da cozinha são destruidores. E o cd se encerra com The Last Trip. E que forma de se encerrar um trabalho. Outra cacetada, brutal, agressiva e com vocais beirando a insanidade. 

           Não tenho nenhuma dúvida que esse álbum é um dos melhores trabalhos de 2015. Tudo o que se procura e se espera em um cd de uma grande banda de thrash metal se encontra aqui. E há algum tempo, eu já considero a DISTRAUGHT TOP 5 do metal nacional. As outras quatro, ficam a critério do leitor. WELCOME TO THE WALL OF DEATH!!!!!!!!



            

      Sergiomar Menezes

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