Seguidores

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

D.I.E. - II (2016)



                 Peso! Muito peso! É o que encontramos no EP II, da banda D.I.E. de Botucatu, interior de SP. Fazendo um crossover que mistura de forma bem dosada o tharsh metal e o hardcore, o grupo formado em 2010 não nega influências de nomes como Pantera, Machine Head, Hatebreed, Superjoint Ritual, Sepultura, Ratos de Porão, entre outros. Só que ao compor, deixa claro que influência não significa "copiar", pois a banda tem uma forte personalidade, o que fica comprovado nestas quatro faixas disponibilizadas neste EP de forma independente.

                Charles Guerreiro (vocal), Hell Hound (guitarra), Roger Vorhees (baixo) e Mortiz Carrasco (bateria) já dividiram o palco com grandes nomes do metal/crossover nacional. Torture Squad, Korzus e RDP são alguns desses nomes. E a experiência foi muito produtiva para o grupo pois o que ouvimos é uma música agressiva, pesada, brutal e direta, sem concessões ou modernismos. O EP foi produzido em conjunto pela própria banda, por Fabiano Gil e Umberto Buldrini e ficou muito boa. Suja mas plenamente audível, ela ressalta bem as características do grupo e expõe de forma clara sua proposta.

                Truth Like Youself abre o trabalho despejando uma fúria thrash/hardcore com riffs perfeitos pro estilo proposto. Um vocal forte e potente, com uma pegada que nos lembra os grandes vocalistas do thrash metal. Além disso, a cozinha carrega no peso sem se furtar de sentar a mão. Religion tem uma veia bem HC, daqueles típicos de NY. Mais uma vez, a guitarra se impõe de forma pesada, deixando a faixa carregada de adrenalina. Já a terceira faixa, Space to Destroy, apesar de seu início bastante introspectivo, ganha velocidade e tem em seu destaque a bateria de Mortiz Carrasco que acompanhado da vocalização rasgada de Charles Guerreiro, criam um clima apocalíptico. A última faixa, Lost, faz um apanhado das influências do grupo, mostrando a boa qualidade técnica dos seus integrantes.

               O único senão ao trabalho, fica por conta da curta duração. Se em 4 faixas o grupo apresentou uma fúria e agressividade latentes, o que fará em um full lenght? Ficamos no aguardo pois a banda tem um enorme potencial! 



           Sergiomar Menezes

Nenhum comentário:

Postar um comentário