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sábado, 10 de junho de 2017

PRONG - X - NO ABSOLUTES (2016)



             Formado em 1986 por Tommy Victor (guitarra e vocal) e Mike Kirkland (baixo), o PRONG teve um início bastante promissor, lançando álbuns que agradaram aos fãs de metal por incorporarem peso, agressividade e elementos pouco utilizados pelas bandas do estilo naquele momento. Beg To Differ (1990), o excelente Prove You Wrong (1991) e Cleasing (1994) deram ao grupo boa credibilidade e fixaram o seu nome entre as principais bandas da cena naquele momento. Mas a década de 90, a partir de sua metade não foi muito boa para a banda, que após Rude Awakening (1996), encerrou as atividades. Em 2002, Tommy Victor resolveu colocar a máquina novamente na estrada e de lá pra cá, o grupo vem numa crescente de bons lançamentos, tendo em 2016 lançado X - NO ABSOLUTES, que sai por aqui via Shinigami Records/SPV Steamhammer. E o sexto álbum, desde a "volta" do grupo, mantém a qualidade apresentada nos trabalhos anteriores.

            A banda hoje é formada pelo já citado líder e principal compositor do grupo Tommy Victor (guitarra e vocal), Jason Christopher (baixo) e pelo baterista Art Cruz. E o trio caprichou em 12 faixas (13 na versão nacional, que inclui uma bônus track), onde a versatilidade do grupo, que sempre o caracterizou se mostra mais uma vez de forma explícita. Riffs excelentes, peso na medida certa e aquela velha mistura entre o thrash metal, o crossover e algumas pitadas (muito de leve) de industrial aliadas à uma excelente produção (à cargo do próprio Tommy Victor e de Chris Collier, que foi responsável também pela mixagem e masterização) fazem deste, um dos melhores trabalhos do grupo desde seu "retorno".

             X - NO ABSOLUTES equilibra bem a fase passada e o momento atual do grupo. E isso já pode ser noatdo logo na faixa de abertura, Ultimate Authority. Carregada de peso (baixo e bateria mostram ótimo entrosamento e coesão, criando uma base sólida e densa), a faixa traz consigo todas as características que marcaram a carreira da banda. Além disso, o vocal de Tommy Victor continua o mesmo, pois o vocalista canta de forma limpa e agressiva sem perder a entonação. Da mesma maneira, Sense of Ease, resgata o lado mais crossover do grupo, abusando da velocidade e trazendo a urgência do hardcore à música do Prong. A guitarra, por sua vez, comanda de forma nervosa o andamento de Without Words, que contrasta com um refrão melódico, criando um diferencial. Cut and Dry tem um pouco de Prove You Wrong (91) e Cleasing (94) em suas linhas, mas recebe uma sonoridade mais atual. No Absolutes também tem essas características, muito mais pelo nadamento e pelo peso que a base empresta à composição do que pelas linhas de guitarra e é uma das melhores faixas do trabalho. Do Nothing tem um começo mais introspectivo, ganhando peso e energia durante sua execução, mas que ao meu ver, acaba pecando pela melodia "excessiva", que acaba por não funcionar com a música do grupo.

               O peso retorno junto com uma dose generosa de groove me Belief System. A guitarra de Tommy encontra seu complemento no baixo de Jason, criando uma perfeita sintonia entre ambos. Soul Sickness apesar do peso, tem um certo apelo para o lado mais comercial (não que isso seja algo ruim ou pejorativo, que fique claro), principalmente no que tange à melodia. Já In Spite Of Hindrances a velocidade volta à tona, auxiliada por riffs tipicamente hardcore, enquanto o baterista Art Cruz cria linhas que mesmo rápidas, carregam no peso em vários momentos. O baixo comanda Ice Ruins Through My Veins, uma composição bem interessante, pois é bem variada e tem momentos pesados e outros mais melódicos, mostrando a categoria de Tommy como compositor, deixando a música com uma forte personalidade. E tome riffs em Worth Pursuing, uma faixa bem "metal" , daquelas pra bater cabeça e tocar a famosa "air guitar". Essa música deve ficar excelente ao vivo! O encerramento do tracklist regular vem com With Dignity e é o momento mais fraco do álbum. Sem muita inspiração, a faixa foge totalmente daquilo que o Prong está acostumado a fazer. O que não se pode dizer de Universal Law, a bonus track que acompanha a versão nacional do álbum. Pesada, com ótimos riffs e andamento moderado, a faixa resgata o clima mais pesado e metal do álbum.

                   X - NO ABSOLUTES mostra um PRONG atual e pesado, que busca soar moderno sem que com isso renegue o que fazia no passado. Muito pelo contrário. O grupo consegue resgatar sua sonoridade, adaptando-a ao momento de hoje. Peso, energia e qualidade fazem deste trabalho, um dos melhores álbuns da banda após a retomada das atividades. Que continuem nesse ritmo!




                    Sergiomar Menezes
            

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