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terça-feira, 1 de agosto de 2017

AXES CONNECTION - A GLIMPSE OF ILLUMINATION (2017)



                        "O AXES CONNECTION toca Heavy Metal! Pesado e cortante como um machado!" Assim inicia o release trazendo as informações da banda. E de uma maneira direta, ele acerta em cheio! Com um som calcado no heavy metal, mas incorporando influências que vão desde o hard, thrash e também aquele som mais voltado aos anos 70, a banda gaúcha lança seu trabalho de estréia, A GLIMPSE OF ILLUMINATION apresentando dez faixas onde transbordam a inspiração e a honestidade dos músicos envolvidos. E não é pra menos, afinal estamos falando de experiência quando o assunto é música pesada. 

                  Márcio Machado (vocal), Marcos Machado (guitarra, ex- Distraught), Magoo Wise (baixo, ex- The Wise, ex- Distraught e ex- Apocalypse) e Cristiano Hulk (bateria, ex-Vômitos e Náuseas, ex- Grosseria) - o álbum foi gravado pelo baterista Lourenço Gil se encarregou das baquetas na gravação do trabalho -, formam a banda, cuja a história remonta à década de 90, quando os irmãos Vítor e Marcos Machado compuseram algumas músicas juntos para um novo projeto. Mas uma pausa se fez necessária quando Marcos veio a ser convidado para tocar com a Distraught. Tendo permanecido no grupo por 15 anos, durante este período, o projeto continuou ativo, embora de forma informal. Algumas vezes, Márcio Machado, irmão do guitarrista e do baterista, participava fazendo os vocais. Após deixar a Distraught, Marcos foi encorajado por Vitor, em janeiro de 2013, a retomar o projeto. Infelizmente, no mês seguinte, Vitor veio a falecer. Como forma de homenagem e para honrar a memória do irmão, Marcos resolveu dar continuidade ao projeto. E dessa forma surgiu A GLIMPSE OF ILLUMINATION. Gravado e mixado por Felipe Haider e masterizado por Benhur Lima (ex-Hibria), o álbum é muito mais do que uma homenagem e sim, um disco onde o heavy metal surge de forma imponente.

                           The Meaning of Evil abre o álbum de forma direta. Com guitarras inspiradas e uma pegada que por vezes nos remete aos anos 70 ( não apenas pelas guitarras, mas também pelo timbre do vocalista Márcio), a faixa mostra que o grupo não se prende á limites ou a algum tipo de rótulo. Com um refrão de gruda na cabeça, a faixa já deixa clara a potencialidade criativa da banda.  Rearrage Yourself vem na sequência e é uma porrada nos ouvidos. Rápida e com um belo trabalho de  baixo e bateria, temos aqui um pouco da veia thrash do grupo. Wisdom is The Key tem uma pegada na linha do metal tradicional, lembrando a fase áurea dos anos 80. Momentos que resgatam também um pouco de hard aparecem. E cabe aqui uma constatação: as linhas de guitarra ficaram muito boas! Não apenas nessa faixa, mas em todo o álbum. E isso acaba sendo reflexo da experiência dos músicos. O peso vem com força em Use The Reason, onde mais uma vez a cozinha composta por Magoo e Lourenço se encarrega de sentar a mão. Prepare Your Soul faz um resgate dos anos 70, mostrando toda a versatilidade e desenvoltura do grupo. Márcio canta de forma mais direta aqui, criando uma linha que se encaixou bem na levada da composição.

                            The Gates carrega um pouco de influências mais agressivas, mas tem toques mais "modernos" em algumas passagens. Vocais mais rasgados e guitarras "na cara" guiam o andamento da faixa. Já na faixa título, o baixo comanda a pancadaria, que tem um mix entre o lado mais pesado do grupo e o lado mais voltado aos 70's. Journey To Forever dá uma amenizada, com um andamento mais "suave". Mas a guitarra lembra que estamos falando de heavy metal, então... A melodia ganha intensidade, criando um belo contraste com as partes mais pesadas. Skyline mantém esse clima, comprovando que nem só de peso se faz um bom disco de metal. O encerramento vem com The True Connection, onde a guitarra de Marcos se destaca. Com variações e vocais cheios de feeling, temos "escondida" após seu término, um cover para "She Sells Sanctuary" do The Cult que ficou bem bacana, ainda mais pela performance de Márcio, que deu uma interpretação própria ara o clássico do grupo inglês.

                          Com um nome inspirado na conexão entre os irmãos Machado (Axe, em inglês), segundo Marcos, o grupo tem por objetivo honrar a memória do irmão Vitor e também levar música de qualidade para um mundo cada vez menos preocupado com isso. E podem ter certeza. O objetivo foi atingido com louvor! Grande estréia!




                      Sergiomar Menezes

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