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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

BATTLE BEAST - BRINGER OF PAIN (2017)



                   Os finlandeses do BATTLE BEAST chegam ao seu quarto álbum de estúdio. Numa regularidade, que hoje em dia é bastante louvável, já que a  banda lança seus trabalhos acada dois anos, BRINGER OF PAIN chega por aqui através da parceria Shinigami Records/Nuclear Blast. E, não tenho nenhum receio em dizer que o grupo apresenta aqui seu melhor trabalho! Com ótima produção e deixando ainda mais explícita sua gama de influências, o grupo mostra em 13 faixas (10 na versão regular, mas a versão nacional traz 03 bônus tracks), que evolui a cada novo álbum.

                      Formada em 2008, a banda é composta por Noora Louhimo (vocal), Joona Björkroth (guitarra), Juuso Soinio (guitarra), Eero  Sipilä (baixo), Jane Björkroth (teclados) e Pyry Vikki (bateria)  a banda acba fugindo daquele certo estereótipo quando se fala em bandas finlandesas. nada de metal melódico, sinfônico, ou até mesmo death melódico. O que temos aqui é um grupo que mescla de forma bem consistente várias influências, com uma ênfase maior ao hard rock e ao heavy metal. Produzido pleo tecladista Janne, o trabalho ficou com uma ótima sonoridade. também, esperar o quê quando ficamos sabendo que o álbum foi mixado por Mikko Karmilla e masterizado por Mika Jussila? Algo com qualidade acima de qualquer suspeita!

                        O álbum abre com a instigante  Straight To The Heart, um hard/heavy, com guitarras bem timbradas e que abusam de riffs certeiros. A voz de Noora Louhimo é bem versátil, pois vai do melódico ao mais rasgado com facilidade e desenvoltura. Já a faixa título é uma daquelas arrasa quarteirão, rápida, direta e com um bom trabalho da cozinha, composta por Eero Sipila e Pyry Vikki (baixo  e bateria respectivamente). King for a Day tem nas linhas de teclado seu destaque, o que deixa tudo com um pouco mais de melodia. Beyond The Burning Skies tem seu início no piano, o que acaba por remeter em alguns momentos ao Nightwish, mas obviamente, guardadas as devidas proporções, sem exageros ou orquestrações como seus conterrâneos fazem com primazia. Familliar Hell, apesar do título, apresenta um certo apelo pop, principalmente pelos vocais de Noora, que soam bem cristalinos e límpidos aqui.
                          
                         Lost in Wars traz a participação de Tomi Joutsen, do Amorphis no vocal. E a faixa acaba trazendo um pouco das características da banda do vocalista. O contraste entre as vozes se mostra muito bem construído e pensado, o que dá à composição uma linha mais diversa do restante do trabalho. Bastard Son of Odin traz de volta  apegada hard/heavy do início do álbum, com destaque para  base rítmica, que capricha numa pegada bem próxima do heavy tradicional. Um andamento mais cadenciado é o que temos em We Will Fight, que possui uma boa dose de peso nas guitarras, cortesia da dupla Joona e Juuso, que mostram ótimo entrosamento. Dancing With The Beast acaba sendo o ponto mais fraco do álbum, pois não acrescenta nada de relevante. Com um forte acento pop, mas sem agregar nada de peso ou passagens mais trabalhadas, a faixa deixa um pouco a desejar. Far From Heaven é uma bela balada que encerra a parte regular do CD. Temos ainda três faixas bônus: God of War, que poderia estar na versão regular, pois traz ótimas guitarras e um grande trabalho de baixo/bateria; The Eclipse, pesada e com mudanças de andamento e Rock Trash, um hard/heavy pesado.

                            Neste quarto trabalho, o BATTLE BEAST comprova sua evolução através de seus álbuns. Buscando identidade, o grupo parece ter encontrado sua posição nesse disputado cenário, com composições fortes e muito bem trabalhadas. BRINGER OF PAIN é um álbum para ser apreciado pelos fãs de hard/heavy e rock em geral. Curta sem moderação!





                      Sergiomar Menezes

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