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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

ACCEPT - THE RISE OF CHAOS (2017)



                             E parece que depois do retorno, com Blood of Nations (2010), o ACCEPT não cansa de nos presentear com ótimos trabalhos. THE RISE OF CHAOS é o quarto trabalho com o norte americano Mark Tornillo (ex-TT Quick), que entrou no lugar do lendário Udo Dirkscheneider, e apesar de ser fã do baixinho com cara de quem tá sempre chupando um limão azedo, podemos dizer que a banda ganhou, e muito, com a entrada de Tornillo. Na banda desde 2009, o vocalista incorporou, desde sua entrada, o espírito heavy metal que move a máquina de guerra chamada ACCEPT, tanto que os quatro álbuns lançados com ele, são muito acima da média. E este mais recente, que chega por aqui via Shinigami Records/Nuclear Blast, só confirma a ótima fase que a banda vem atravessando.

                        Após a saída de Herman Frank (guitarra) e Stefan Scharzmann (bateria) que resolveram tocar adiante o Panzer (que ainda conta com Schmier, do Destruction), Tornillo (vocal) Peter Baltes (baixo) e o mestre Wolf Hoffmann (guitarra) - únicos integrantes da formação original da banda - recrutaram o experiente Uwe Lulis (guitarra, ex- Grave Digger, ex- Rebellion) e Christopher Willians (bateria, War Within), que gravaram com a banda o excelente DVD Restless and Live, e ao lado do produtor Andy Sneap (quase um sexto membro do grupo após o retorno) nos entregam mais um ótimo álbum de heavy metal. Riffs e mais riffs, baixo e bateria pesados e marcados e a voz de Tornillo mostram que quem foi (e é) rei, nunca perde a majestade (sim, é clichê, mas cai como uma luva aqui).

                     Die By The Sword abre o álbum da melhor maneira possível, ou seja, com riffs inspirados de Wolf e Uwe, enquanto a cozinha de Baltes e Willians sentam a mão. Tornillo, apesar da similaridade com Udo, parece ter mais pegada e fôlego, pois em nenhum momento deixa a desejar. Pelo contrário. Apesar de seus 54 anos, o vocalista é um dos destaques do trabalho. Hole in the Head é aquela típica faixa cadenciada e pesada, uma das características do grupo. Uwe lulis mostra que não é apenas um simples substituto, dividindo com Wolf o excepcional trabalho de guitarras. E o refrão... bom, se você "cantando" ele logo após a primeira audição, é por que você tem algum pequeno problema...  The Rise of Chaos, a faixa título, é mais um festival de riffs totalmente na escola alemã. Escola essa em que o Accept lecionou e ainda leciona. Tornillo mais uma vez mostra grande capacidade vocal, enquanto Wolf Hoffmann mostra toda sua classe e categoria. Koolaid traz elementos mais próximos do rock n' roll, até mesmo com um pézinho no hard, algo que sempre se fez presente na música da banda. No Regrets é outro petardo. Variada, indo de momentos mais introspectivos até uma explosão de adrenalina e peso, a faixa mostra que o Sangue "nozóio" da banda ainda pulsa. 

                     Analog Man tem um pouco da atmosfera presente também em Koolaid. Mais cadenciada, a faixa apresenta os elementos hard/heavy (mas no jeito Accept de ser), com ótimos backing vocals em sua execução. E tome heavy metal em What's Done is Done! Peter Baltes mostra linhas de baixo bem interessantes, que acabam recebendo um complemento na bateria precisa e pegada de Christopher Willians, que se encaixou perfeitamente no que o Accept precisava. Um baterista técnico e eficiente. Em World's Colliding temos mais uma vez aquela levada mais próxima do hard, com riffs que navegam na tênue linha entre o estilo e o metal tradicional. Carry the  Weight é uma faixa mais power metal, tipicamente germânica. Bateria acelerada, e guitarras ditando o ritmo, com bases  e solos bem estruturados e inspirados. O encerramento vem com a "acceptiana" Race To Extinction, que fecha o álbum em grande estilo.

                             THE RISE OF CHAOS não é apenas mais um álbum na extensa discografia do ACCEPT. É sim, mais um grane trabalho dessa nova fase e prova (como se isso ainda fosse preciso) que os alemães ainda tem muita lenha para queimar. Já disseram certa vez que quem é metal curte ACCEPT. E não Há a mínima possibilidade de se discordar disso!




                     Sergiomar Menezes

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