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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

HOT FOXXY - BURNING BRIDGES (2017)



              Quase todo fim de ano é assim. Você está lá, tranqüilo, com a sua lista e melhores do ano pronta. Aí vem uma banda com um CD excelente e dá um jeito de bagunçar tudo. Ás vezes, não tem como voltar atrás, pois a lista já tá publicada. Mas outras, ainda dá pra refazer... E felizmente, esse é o caso de BURNING BRIDGES, ótimo trabalho de estréia da banda paranaense HOT FOXXY. Hard Rock da melhor qualidade, feito por quem entende e pra quem entende! Guitarras sensacionais, vocal perfeito e uma cozinha mais do que eficiente. Pronto, temos aqui, mais um dos melhores álbuns de 2017! 

                 Marco Lacerda (vocal), Humberti Sprenger (guitarra solo), Eder Erig (guitarra base), Betão Sassarrão (baixo) e Daniel Schultz (bateriam) formam a banda que apresenta nesta estréia, 10 faixas (sendo duas versões acústicas) do mais puro hard rock, com aquela pegada típica dos anos 80, mas ao mesmo tempo, atual e moderno. Composto entre 2015 e 2016, o álbum foi gravado e masterizado no Funds House Studio em Curitiba e produzido por Alysson Irala (Sad Theory, Motorbastards) e ficou com uma sonoridade perfeita, limpa e cristalina, mas ao mesmo tempo, com uma atmosfera "crua", tão inerente ao hard rock. Glam, Hair... Chame como quiser. O que temos aqui é um trabalho de nível internacional, que não deixa nada a dever para muito material gringo que chega por aqui. E isso não é nenhuma novidade, basta lembrar os álbuns mais recentes de nomes como Tales From The Porn, Marenna, entre outros. Se faz Hard no Brasil sim! E de extrema qualidade!

                 Redhead Rocker abre o álbum e já nos mostra todo o potencial e categoria da banda. E não há como de cara, já destacar o excelente trabalhos das guitarras! Humberti e Eder se completam de forma perfeita, alternando bases bem estruturadas, cabendo a Humberti solos que, além de técnicos, transbordam aquele feeling genuinamente hard. O vocal de Marco também merece destaque, pois tem um timbre bem característico, totalmente singular. Clear Moon tem o mesmo espírito, com riffs na linha Kiss (fase sem máscara), usando a cozinha composta por Betão e Daniel (baixo e bateria, respectivamente) de forma bem eficiente. Humberti, mais uma vez, capricha em um belo solo. Burning Bridges, a faixa título, é mais acelerada e me trouxe a mente o Van Halen antigo (mas, apenas na forma da composição) e mostra a versatilidade do grupo, que alterna ótimas passagens durante a execução da faixa. Wrong Love tem como destaque a ótima interpretação de Marco, pois o vocalista consegue passar toda a emoção criada pela composição em sua voz de forma bem intensa. E, não querendo ser repetitivo, mas já sendo, que solo! Impressionante o nível atingido pelo grupo nesse quesito!

                    Getting Over You é aquela balada que não pode faltar em um grande álbum de hard rock. Com uma bela melodia, a faixa mostra a criatividade do grupo na hora de compôr, além de mostrar outra bela interpretação de Marco. I Don't Mind If It Won't Last Forever tem uma certa veia AOR, mas as guitarras se encarregam de moldar o hard do grupo. E o refrão é daqueles que grudam na cabeça após a primeira audição e não saem mais... Tatooed Girl in Black é uma das melhores, totalmente na linha hard 80's, principalmente no que diz respeito às guitarras, a faixa tem aquela malícia característica do estilo. Born To be a Rockstar é daquelas faixas perfeitas! Pesada (dentro do estilo), com riffs ótimos, vocal com aquela "urgência" hard, baixo e bateria marcados... Desde já, uma das faixas que serão sempre obrigatórias nos shows do grupo! O álbum se encerra com as versões de Getting Over You, acústica e com a participação da vocalista Gabi Nickel e Redhead Rocker, apenas no piano.

                     BURNING BRIDGES é, sem nenhuma sombra de dúvidas, um dos melhores álbuns lançados no Brasil em 2017. Ainda bem que chegou a tempo, antes de fechar minha lista. Indicado para todo fã de Hard Rock e de música de qualidade. o HOT FOXXY ainda vai dar muito o que falar. Anotem e me cobrem depois! Bandaça!




                   Sergiomar Menezes

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