quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

NARNIA - "GHOST TOWN" (2023)

 


NARNIA - "Ghost Town" (2023)
Narnia Songs/Sound Pollution

Com a facilidade que temos hoje em dia de ouvirmos músicas e bandas novas, são poucos os lançamentos que te prendem de verdade, aqueles que quando temos um mãos (ou digitalmente), faz com que paremos tudo o que estamos fazendo e concentremos as atenções apenas no que iremos ouvir. Foi exatamente isso o que aconteceu com este redator ao receber os arquivos desta pérola do Power Metal sueco, ‘Ghost Town’ o nono trabalho de inéditas do Narnia.

Após sua volta as atividades no meio da década passada, este é o terceiro trabalho do Narnia, que mostra uma banda madura, consistente e que sabe exatamente o som que vai levar aos seus fãs. Aquele Metal classudo com pitadas de Prog Metal, Heavy Metal tradicional e teclados que remetem até a música clássica.

Christian Liljegren está com a voz em dia, e olha que o cara está com projetos paralelos a rodo, como  The Waymaker, e recentemente lançou seu 3º trabalho solo, cujo título é suficientemente explicativo, ‘Melodic Passion’; e todo esse grande momento parece que só o motiva ainda mais a soltar a voz. O Narnia continua sendo sua banda principal, é aqui onde ele se destaca ainda mais já que conta com parceiros de longa data nesta empreitada como CJ Grimmark (guitarra), Andreas 'Habo' Johansson (bateria) e Martin Härenstam (teclados), com um entrosamento de mais de duas décadas e que leva seus fãs ao delírio a cada novo lançamento.

Tive a oportunidade assistir a um show do Narnia abrindo para o Stryper e pude perceber que muitos estavam lá mais por causa do Narnia do que pela banda principal. Que fãs devotados e fieis, no qual me incluo desde os anos 90.

‘Rebel’ abre o trabalho com muita categoria com um riff principal super pesado, algo não tão comum assim em sua vasta discografia. Outra que segue o lado mais rápido é ‘Glory Daze’ onde CJ Grimmark parece com fome de riffs, esbanjando técnica e criatividade. ‘Descension’ é um grande destaque, talvez a melhor de todas com seus mais 7 minutos em que a banda explora um lado progressivo com os teclados dando o tom na maior parte do tempo, com uma faceta mais épica, destrinchando aí a tal maturidade que alguns fãs/apreciadores podem não entender muito bem. A faixa título ousa por vários caminhos: começa com uma linha de teclado bem AOR e de repente estamos num Power Metal rápido e grudento, característico do Narnia e do metal sueco como um todo. Ah, e tem a balada do disco ‘Out of the Silence’, a única que posso dizer que não me empolgou. ‘Wake Up Call’ tem um quê de Savatage em sua levada fechando em grande estilo o nono trabalho de estúdio do Narnia.

Quem gosta da banda vai adorar, quem não gosta continuará não gostando, e apesar de ser um trabalho mais diversificado, o Narnia não fez questão de inventar nada novo, mas o fez com uma categoria que apenas mestres sabem fazê-lo.

Mauro Antunes




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