quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

TORTURIZER - FACELESS (EP) (2016)



              A banda TORTURIZER foi formada em São Luís, Maranhão em 2011 com o intuito de fazer um thrash metal visceral e agressivo. Tendo como influência nomes como Sepultura, Torture Squad, Slayer, Sadus, Carcass, entre outros, o grupo lançou em 2016 seu primeiro registro, o EP FACELESS. E podemos dizer que o objetivo inicial foi atingido! Sem nenhum tipo de concessão, o trio coloca o popular "sangue nozóio" em cada faixa presente neste trabalho. Buscando inspiração no lado mais brutal do Thrash Metal, a banda traz sete faixas (contando com uma introdução), onde coloca toda sua fúria e garra de forma bastante consistente.

                 Formada por William Vieira (baixo/vocal), Luís Baldez (guitarra) e Wilton Vieira (bateria), a banda apresenta músicas fortes, com guitarras que fazem uma aproximação entre o Thrash e o Death Metal, mas com uma ênfase maior ao estilo que consagrou nomes como Sepultura e  Slayer, Já a cozinha, carrega no peso, onde o baixo e a bateria mostram grande entrosamento e coesão. Aliás, alguns blast beats aparecem por aqui, o que corrobora esse lado mais agressivo do trio maranhense. Lançado de forma independente, o EP teve a produção, mixagem e masterização sob o comando do guitarrista Luís Baldez. E pode-se dizer que ficou boa, mas poderia ser um "pouquinho" mais polida. Claro que o som do grupo pede uma sonoridade mais suja e direta. Mas acredito essa "polidez" á que me refiro, não traria nenhum demérito ao trabalho. Acho até que ele poderia ficar mais pesado. Mas de forma alguma isso atrapalha  audição, pois a música do grupo nos atinge de forma certeira.

              A intro Bloodthirsty nos prepara para a primeira pedrada. Faceless, a faixa título, começa com um peso avassalador, abrindo caminho para as guitarras nervosas de Luís Baldez. Já a dupla William e Wilton (baixo e bateria, respectivamente, e que são irmãos), se encarrega de criar uma base sólida e pesada. Com passagens mais cadenciadas, a faixa mostra que o grupo não brinca em serviço. Human Collector segue essa linha, com mais um bom trabalho de baixo e bateria. Já Torture Machine começa de forma mais cadenciada e marcada, o que nos leva a crer que manterá essa batida, mas logo me seguida ganha velocidade. Carnivore já começa rápida e direta, com os vocais de William mostrando uma mistura entre a agressividade do thrash e a brutalidade do death metal. Death Emperor talvez seja a faixa que mais se aproxima do death, mas durante sua execução, ganha contornos mais trabalhados e passagens até mesmo introspectivas. O encerramento vem com a porrada Death Lights, onde as guitarras comandam o massacre sonoro.

               Com o pouco tempo de estrada, o TORTURIZER mostra que tem um grande potencial. FACELESS apresenta uma banda que mesmo trazendo uma gama de influências significativas, mostra personalidade. Uma melhor produção em um próximo trabalho deixará isso ainda mais evidente. Indicado para os fãs de um thrash old school, brutal e agressivo!






                 Sergiomar Menezes

FREEDOM CALL - MASTER OF LIGHT (2016)



               Formada em 1998 pelo vocalista Chris Bay e pelo baterista Dan Zimmermann (ex-Gamma Ray), a banda FREEDOM CALL chega agora ao seu 9° trabalho de estúdio. Buscando resgatar um pouco daquela pegada de seus trabalhos iniciais, MASTER OF LIGHT, lançado em 2016 e que chega por aqui através da Shinigami Records, traz 12 faixas onde aquele power metal melódico característico do grupo mostra, com guitarras mais pesadas, o estilo ainda vive. Obviamente que o excesso de bandas acabou meio que saturando o metal melódico, mas cabe aos fãs separarem as bandas de qualidade daquelas que apareceram pra aproveitar o momento. E os alemães do FREEDOM CALL se encaixam, com toda a certeza, na primeira turma.

                O grupo hoje é formado pelo vocalista/guitarrista Chris Bay, pelo também guitarrista Lars Rettkowitz, pelo baixista Ilker Ersin e pelo baterista Ramy Ali. Após várias mudanças de formação, apenas Chris Bay permanece da formação original (o baixista Ilker Ersin, integrou o grupo nos primeiros anos, saiu e agora está de volta). Mesmo assim, a essência do som do grupo continua intacta, ou seja, aquele power metal, por vezes mais melódico, influenciado por nomes como Helloween, Gamma Ray, Iron Savior, entre outros, está presente. Produzido por Chris Bay e por Stephan Ernst, o álbum apresenta uma sonoridade limpa, mas que não esquece de manter uma certa dse de peso, afinal, estamos falando de um cd de heavy metal, não é mesmo? Já a mixagem e masterização ficaram sob a responsabilidade de Stephan Ernst. A capa, dessa vez traz um desenho simples e que foge um pouco do estilo que a banda sempre adotou nesse quesito. 

                 Nas doze faixas apresentadas aqui, o grupo navega com facilidade e bom gosto pelas águas do já citado metal melódico, mas sem esquecer daquele lado mais pesado do power metal germânico. Sem muito o que inventar, a banda busca resgatar, como dito anteriormente, uma linha mais voltada aos seus primeiros trabalhos, onde o melódico era "auxiliado" pelo peso (quando digo isso, me refiro ao peso das bandas do estilo, que fique claro), e ganhava mais intensidade. Podemos destacar algumas faixas, como a abertura com Metal Is For Everyone, uma daquelas cujo refrão foi feito para se cantar junto nos shows. Melódica, mas com passagens mais cadenciadas e pesadas, a faixa vai agradar em cheio os fãs. Assim como Hammer of the Gods, que tem uma atmosfera que nos remete aos bons momentos do Stratovarius. World Beyond poderia estar em um trabalho do Gamma Ray que passaria como uma composição do grupo de Kai Hansen. E tome metal alemão com Emerald Skies, Hail The Legend, Riders in The Sky e High Up.

                Resumindo, MASTER OF LIGHT consegue, sim, resgatar o que o FREEDOM CALL fazia em seus primeiros trabalhos mas sem que isso se torne, digamos assim, datado. Com melodias bem estruturadas e com guitarras que dão uma dose de peso, fazendo com que essa junção fique no lugar certo, o grupo alemão acerta de forma eficiente. Que mantenha esa pegada nos próximos trabalhos. Os fãs do power metal/melódico agradecem.






             Sergiomar Menezes

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

ARKONA - VOZROZHDENIE (2017)



             Regravações sempre são arriscadas. Não são raros os casos onde uma banda regrava um trabalho clássico (ou um conjunto de músicas clássicas e históricas) e que, acaba por dividir e muito, a opinião dos fãs. Muitos casos acabaram dessa forma: o Exodus que em 2008 relançou seu fantástico álbum de estréia, "Bonded By Blood" (originalmente lançado em 1985), renomeado "Let There Be Blood", que apesar do bom resultado não agradou a uma boa parcela dos fãs. Destruction, Whitesnake (no caso em questão, regravando músicas do Deep Purple) também acbaram tendo esse mesmo problema. Talvez, uma das exceções seja o Anthrax, que conseguiu em "The Greater of Two Evils", lançado em 2004, e que trazia grandes clássicos gravados por Joey Belladona, na voz marcante de John Bush. Dessa forma, os russos do ARKONA, decidiram colocar no mercado  a regravação do seu primeiro trabalho. VOZROZHDENIE, primeiramente lançado em 2004, chega, 13 anos depois, com uma melhor produção e com uma sonoridade mais atual e moderna. Com pequenas mudanças em alguns arranjos, o cd chega por aqui num belo digipack, em mais uma grande iniciativa da Shinigami Records.

                O grupo atualmente é composto por Masha "Scream" Arkhipova (vocal, teclados), Sergei "Lazar" Atrashkevich (guitarras), Ruslan "Kniaz" (baixo), Vladimir "Wolf" Reshetnikov (flauta e gaitas) e Andrey Ischenko (bateria). Essa regravação trouxe pequenas modificações nas versões apresentadas aqui, mas nada que altere demasiadamente cada composição. Com uma melhor produção, os arranjos ganharam mais riqueza, fazendo com que  a audição se torne mais atenciosa. E muito disso se deve a produção, que ficou sob a responsabilidade do guitarrista Sergei e da vocalista/tecladista Masha. Já a mixagem e masterização foram feitas apenas pelo guitarrista. Esse conjunto de fatores tornou o álbum mais atrativo, tendo em vista que já se passaram 13 anos desde o lançamento original. E a arte gráfica, conforme citado anteriormente, também ficou muito boa, num formato digipack, com um livreto muito bonito.

                 Juntando elementos do folk, black, pagan e do symphonic metal, o grupo apresentou (ou apresenta) 12 faixas que já mostravam seu potencial e que fariam da banda uma das referências no estilo em questão. Faixas como Pod-Mechami (uma das melhores composições da carreira da banda), Rus (presente na primeira demo do grupo, auto-intitulada, lançada em 2003), Kolyada (cheia de variações que mostra a versatilidade dos músicos e que possui arranjos muito bem estruturados) e Sointsevorot (com um belo trabalho de baixo e bateria, e também com linhas bem variadas) são os destaques.

                   O ARKONA proporciona, com essa regravação, que aqueles que ainda não conhecem ou não conheciam esse álbum, tenham acesso ao trabalho com uma melhor produção e pequenas modificações nos arranjos. VOZROZHDENIE já mostrava que a banda não pensava pequeno. E após todos esses anos, continua mostrando e o que é mais interessante, provando isso!







                  Sergiomar Menezes

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

AFFRONT - ANGRY VOICES (2016)



                   Um Thrash/Death brutal, agressivo e veloz! Assim, de forma rápida, podemos definir o que o AFFRONT, grupo carioca formado em abril de 2016, apresenta aos apreciadores da estilo mais extremo do heavy metal. Mas não podemos nos restringir apenas a isso, pois o que temos em ANGRY VOICES, traz influências de outras sonoridades, mostrando que o grupo, mesmo praticando esse lado mais "metal da morte", não se restringe, expandindo seus limites e cria com isso, uma identidade própria. Podemos ouvir ecos de nomes como Sodom, Dorsal Atlântica, Ratos de Porão, Motorhead, Iron Maiden e Sepultura (mesmo que no release da banda, haja informação sobre a influência da fase antiga do maior nome do metal nacional, pode-se ouvir também um pouco do que a banda faz nos dias atuais).

                     Formado por M. Mictian (baixo e vocal, fundador da banda de black metal Unearthly), o grupo conta ainda com o guitarrista R. Rassan (também Unearthly) e com o baterista Jedy Najay. Com guitarras que sintetizam de forma eficiente essa mistura entre o thrash e o death, podemos perceber também a pegada do baterista Jedy, que traz consigo alguns moemntos que remetem ao black metal (mas de forma contida). Nada de se estranhar, afinal as faixas que integram o álbum foram  compostas pela dupla M. Mictian e R. Rassan, que possuem bagagem de sobre quando o assunto é o lado mais negro do estilo. Já as letras ficaram por conta do baixista/vocalista e explorou temas a sujeira na política, a violência que nos cerca diariamente, além de versar sobre religião e seus males, bem como sobre a inconformidade do povo perante as falcatruas regidas pelos governos que se sucedem. Produzido por M. Mictian e R. rassan, o álbum tem uma sonoridade bem peculiar, pois carrega no peso, deixando o timbre da guitarra bem mais próximo do thrash metal. Já a mixagem e masterização ficaram sob a responsabilidade de Daniel Escobar, enquanto que a capa é mais uma bela obra do brasileiro Marcelo Vasco (Slayer, Distraught, entre outras). Em doze faixas, o grupo passa seu recado de ódio e fúria de forma brutal!

                   Scum of the World abre o cd como um soco seco e violento na boca do estômago! Guitarras ríspidas e nervosas encontram no baixo e na bateria, uma base pesada que sustenta toda agressividade da faixa, que trata em sua letra sobre o lado sujo da política e da igreja e como esse lado aparece na hora de "ganhar" dinheiro. As guitarras com uma pegada mais death metal aparecem na faixa título, que traz um vocal beirando a insanidade em alguns momentos. Cantando de forma mais rasgada, M. Mictian deixa sua marca de forma bem característica. Forte e bastante agressiva, a música fala sobre o ódio e a raiva com que políticos e religiosos  assolam o mundo usando de suas crenças. Affront segue a aula de ódio e violência, com mais velocidade e bateria que alterna momentos mais trabalhados e rápidos. E mais uma vez, as linhas de guitarra, mais próximas do death, se destacam. Conflicts é mais cadenciada, com algumas alternância em sua velocidade, fazendo com apareça bem a versatilidade do grupo, o que comprova que as amarras do estilo não são respeitadas pelo grupo. E isso faz a diferença! Já Terra Sem Males (Guerra Guaranítica) é uma faixa instrumental que teve o baixo e todos os instrumentos indígenas gravados por M. Mictian e que homenageia os povos guaranis que lutaram contra os espanhóis de forma desigual para manter sua liberdade sem se tornar escravos. Na sequência, Mestre do Barro, única faixa cantada em português, é um tapa na cara do radicalismo, pois traz elementos do folclore brasileiro, mais precisamente do baião. Esse Thrash/hardcore faz uma homenagem ao Mestre Vitalino, que viveu em Pernambuco no século passado e tem suas obras espalhados por importantes museus ao redor do mundo. 

                       Riffs diretos e agressivos são o norte de Religious Cancer, que me trouxe à memória, um pouco do que o Kreator fazia no início de sua carreira, mas trazendo um clima mais atual, principalmente no que diz respeito aos arranjos. Under Siege é o que podemos definir como a melhor expressão thrah/death. Os estilos se encontram e s e fundem perfeitamente aqui mesmo que pequenos inserts hardcore apareçam em alguns momentos. Já Carved In Stone é a faixa mais lenta e arrastada do álbum. Mas em alguns momentos a velocidade mostra a cara, deixando um clima mais agressivo. O vocal de M. Mictian encontra nas linhas e guitarra de R. Rassan, o complemento perfeito para descarregar sua fúria. Wartime Conspiracy é rápida e direta e traz consigo, um pouco da influência de metal tradicional na sonoridade do grupo, principalmente pelas guitarras. Em Echoes of the Insanity é outra faixa instrumental onde apenas baixo e violão se fazem presentes e mostram, mais uma vez, que o grupo não tem medo de arriscar. O encerramento vem com um reprise de Under Siege, que dessa vez conta com a participação de Marcelo Pompeu, vocalista do Korzus, o que deu uma nova atmosfera á música.

                  ANGRY VOICES é apenas o primeiro trabalho do AFFRONT, mas já coloca o grupo como um dos destaques do cenário nacional. Músicos com um background respeitável, com disposição de "começar" tudo de novo, além de mostrar versatilidade em um estilo que não é muito adepto á isso, fazem deste álbum, algo de estrema relevância para o metal nacional! 




          

               Sergiomar Menezes

ATTRACTHA - NO FEAR TO FACE WHAT'S BURIED INSIDE YOU (2016)



               Impossível começar a falar sobre NO FEAR TO FACE WHAT'S BURIED INSIDE YOU, primeiro full lenght do grupo paulista ATTRACTHA, que não seja citando a incrível arte gráfica apresentada pela banda. Poucas bandas, até mesmo internacionais, tiveram o capricho e principalmente, a consideração que o quarteto teve neste seu lançamento. Sim, consideração. Afinal, quem consome o trabalho da banda é o público. E com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo (plataforma digitais, downloads ilegais, etc), é de se louvar quando um grupo aposta suas fichas em oferecer algo do nível apresentado aqui. Mas de nada adiantaria se esta primeira impressão que temos ao pegar em mãos o cd, não correspondesse ao ouvirmos as nove faixas presentes no álbum, que foi lançado numa parceria Dunna Records/Shinigami Records. E, com a mais absoluta certeza, o que podemos ouvir é música da mais alta qualidade!

                     Formada em 2007 pelo guitarrista Ricardo Oliveira e pelo baterista Humberto Zambrin, a banda passou por várias mudanças de formação durante seus primeiros anos, até entrar em um hiato em meados de 2011, devido a falta de produtividade e dificuldades em estabilizar uma formação. Em 2012, o grupo resolveu retomar as atividades com seus dois membros fundadores e contando  com o vocalista Marcos de Canha e com o baixista Guilherme Momesso  e com esse line up, lançou em 2013 o EP Engraved, com 04 faixas. Após, mais uma mudança de formação, agora com a saída de Marcos e a entrada de Cleber Krichinak nos vocais, em 2016 a banda colocou no mercado este álbum, onde podemos encontrar uma boa mistura entre o hard rock e o heavy metal, mas com uma dose maior deste último. E o vocal de Cleber acrescentou peso pois sua voz possui um timbre diferente do vocalista anterior, ampliando assim, os horizontes musicais do grupo. Produzido por Edu Falaschi (Almah, ex-Angra), o álbum contou com a co-produção da própria banda, enquanto que a mixagem e a masterização foram feitas por Damien Rainaud, em Los Angeles, na Califórnia (EUA). Já a sensacional arte gráfica foi obra de João Duarte que vem fazendo trabalhos cada vez mais caprichados e com qualidade muito acima da média.

                   Aliando peso, guitarras muito bem trabalhadas, bases sólidas e carregadas de densidade e vocais variados, a banda mostra em faixas como a pesada e técnica Bleeding in Silence, versatilidade e riffs intensos. Praticando um metal moderno, mas longe daquilo chamado dessa forma nos dias atuais, Unmasked Files (Revisited), que já havia sido lançada como single em 2015, traz guitarras que encontram um meio termo entre o peso e a melodia, enquanto que a cozinha carrega a mão, criando uma atmosfera cheia de punch. Se eu citei que as duas músicas anteriores eram pesadas, espere até ouvir 231. Riffs nervosos guiam a faixa que é um dos grandes destaques do álbum. Move On é mais cadenciada, mostrando variação em sua composição pois a faixa ganha velocidade, além de um belo solo. E tome heavy metal em Mistakes and Scars! Com um pé no thrash metal (mais pelo peso e riffs de guitarra) a faixa ganha o ouvinte por investir em uma estrutura que foge um pouco do padrão das composições executadas até sua audição. 

                   No More Lies é uma faixa mais introspectiva, "quebrando" um pouco o clima agressivo do trabalho. Nesta faixa, Cleber se destaca por mostrar sua versatilidade, sabendo explorar com correção seus limites. Em Holy Journey temos o peso dos riffs de volta, numa levada mais cadenciada, onde a bateria se destaca durante  a execução do refrão. Victorius tem um pé no prog metal, mas não aquele cheio de quebradeiras e extensos. Trata-se uma composição variada, buscando um equilíbrio entre o lado mais pesado e o lado mais técnico do estilo. O fechamento vem com Payback Time, é rápida e insana, novamente trazendo as influências mais agressivas e pesadas que a banda possui (como o Adrenaline Mob, por exemplo). 

                    O ATTRACTHA apresenta em NO FEAR WHAT'S BURIED INSIDE YOU, um trabalho consistente, técnico e de grande qualidade. Composições pesadas, com guitarras excelentes, cozinha trabalhada e um excelente vocalista. Tudo isso aliado ao excelente trabalho gráfico apresentado, fazem deste, um dos dos grandes álbuns lançados por aqui no ano que se passou. Parabéns ao grupo pela respeito e consideração ao público!









               Sergiomar Menezes