quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

BURN INCORPORATED - SUPERNOVA (EP) - 2018



                 É extremamente gratificante quando recebemos um trabalho de uma banda formado por garotos, que apostam no Heavy Metal e o fazem com paixão. É o caso da banda BURN INCORPORATED, formada em 2014 em Monte Alto (SP) pelo baterista Vincenzo Nucitelli, que na ´poca tinha apenas 10 anos! Com o objetivo de tocar cover de bandas clássicas, a banda rsolveu, com o passar do tempo, se dedicar às suas próprias composições, e quatro anos após sua formação, lançou em 2018 o EP SUPERNOVA.

                    Na gravação do EP, a banda era formada por Hariel Davela (vocal, que deixou a banda recentemente), Gabriel Alonso (guitarra), Raphael Alonso (baixo) e o fundador do grupo, Vincenzo Nucitelli (bateria). Muito bem produzido, mixado e masterizado por Fábio Fonzare, SUPERNOVA traz quatro composições que mostram o potencial do grupo. Obviamente que por s etratar de seu primeiro trabalho, algumas arestas precisarão ser aparadas, mas nada que possa causar algum tipo de demérito ao grupo. Aliás, acredito que a saída de Hariel possa ser benéfica ao grupo, uma vez que seu vocal pareceu um tanto quanto deslocado, pois a sonoridade do grupo traz uma interessante mistura entre o Heavy metal, o Prog (na praia Dream Theater) e o Thrash. 

                      O EP começa com a faixa "Hate", com um instrumental bem trabalhado, com destaque para o entrosamento dos jovens músicos. Com uma pegada bem atual, mas sem abrir mão do peso, a música mostra que apesar da idade, a molecada apresenta grande versatilidade. Os riffs do guitarrista Gabriel se destacam, da mesma forma que em "Lonely", mas aqui, a cozinha composta por Raphael e Vincenzo mostra que sabe muito bem o que faz e onde quer chegar. Com um refrão de fácil assimilaçao, a faixa guarda uma certa semelhança com a fase "Load/Reload" do Metallica. "Until my End" vem na sequência e tem quase  dez minutos de duração. E podemos dizer que a banda é corajosa, pois em seu primeiro EP, de cara apresentar uma faixa bastante longa, mostra que o grupo está disposto a arriscar. Confesso que não sou adepto a composições longas, pois músicas assim precisam ser muito bem estruturadas, para prender o ouvinte, algo que nem sempre acontece. E aqui, mesmo que bem trabalhada e executada, a faixa não prendeu minha atenção. Mas o grande destaque do trabalho é a faixa título, que encerra o EP, a instrumental "Supernova". Uma faixa que traz consigo todas as influências dos músicos, mostrando peso, técnica e o mais importante, a entrega de todos na execução da faixa. Com um misto de Heavy/Hard/Prog, a composição consegue transpôr a perigosa barreira da faixa instrumental com extrema desenvoltura.

                      SUPERNOVA surge para apresentar o BURN INCORPORATED e mostra uma banda que apesar de jovem, sabe onde quer chegar. É provável que a entrada de um novo vocalista aumente ainda mais o potencial do grupo e o transforme rapidamente de promessa a uma realidade. Ta aí um nome pra guardar e acompanhar seu crescimento!




                Sergiomar Menezes

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

NASHVILLE PUSSY - PLEASED TO EAT YOU (2018)



              "A última grande banda de Rock n' Roll da América!". Foi assim que deus, também conhecido por Lemmy, definiu o grupo californiano NASHVILLE PUSSY! E quem somos nós pra discordar, não é mesmo? E o sétimo álbum de estúdio do quarteto, mostra que sua música continua com aquela pegada AC/DC/Motörhead de ser. Com o sintomático título PLEASED TO EAT YOU, o álbum chega ao Brasil através da Shinigami Records em um belo digipack, com um encarte sensacional, daqueles que deixam a gente com vontade de adquirir o CD só por isso. Mas a música, ah, meu amigo... É muito mais interessante que o encarte!

                    Blaine Cartwrigt (vocal e guitarra), Ruyter Suys (guitarra e backing vocal), Bonnie "Bon" Buitrago (baixo e backing vocal) e Ben Thomas (bateria), nos trazem treze faixas repletas de adrenalina, com aquela pegada "suja", como o Rock n' Roll deve ser, politicamente incorreto, repleto de referências sexuais. Sabe a tríade Sexo, Drogas e Rock n' Roll? Pois é... O NASHVILLE PUSSY é uma das poucas bandas que sustenta essa ideologia de forma contagiante! O álbum foi gravado e mixado por David Barrick (Black Stone Cherry, Marshall Tucker Band) e foi produzido por Daniel Rey (quem é fã do Ramones conhece esse sujeito muito bem), que já produziu entre outros nomes, o próprio Ramones, White Zombie, Raging Slab, etc. Ou seja, uma dupla que sabe como as bandas de rock verdadeiras devem soar, deixando tudo no lugar. E a arte gráfica do trabalho também merece ser destacada. Como citado no começo, o encarte do álbum é muito bacana, cheio de detalhes, além de no verso tarzer um pôster do grupo com o roteiro da turnê atual. 

                    Abrindo com "She Keeps Me Coming and I Keep Going Back", o grupo mostra que o Motörhead e AC/DC ainda corre nas veias de Blaine e Ruyter Suys, principais compositores da banda. Aliás, muitos chamam a guitarrista de "Angus Young de saias", não apenas pela sua maneira de tocar, mas também pela energia dispensada por ela nos shows do quarteto. "We Want War" tem uma levada mais cadenciada, cheia de swing, enquanto "Just Another White Boy" é daquelas faixas que a gente ouve e põe no repeat de tão legal que é! Mais uma vez, a veia rocker da dupla aparece, mas cabe destacar também a cozinha composta pela baixista Bonnie e pelo baterista Ben, que mostram entrosamento em bases sólidas. "Go Home and Die" traz uma atmosfera mais densa mas nem por isso menos contagiante. O clima volta a esquentar em "Low Down Dirty Pig", com sua levada rápida e direta. As letras do grupo primam pelo politicamente incorreto. Fico pensando como seria aqui no Brasil com essa cambada de chata pra caramba... "Testify", apesar do refrão bem construído, fica um pouco aquém das faixas apresentadas até aqui. Os riffs ficaram bons, mas alguma coisa não composição não encaixou da maneira certa.

                      O Rock n' Roll retorna com "One Bad Mother", com guitarras em perfeita sintonia, no melhor estilo irmãos Young. Inclusive, o grupo dedica o trabalho ao mestre Malcolm Young, além de Lemmy. O espírito bluesy de "Woke Up This Morning", cortesia de Ruyter, mostra a musicalidade do grupo, bebeu, e muito, na fonte do blues. "Drinking My Life Away", mostra aforça do grupo em compôr faixas repletas de energia, onde o vocal de Blaine assume um timbre bem característico. A pesada "Endless Ride", também foge um pouco das demais faixas, uma vez que sua levada sai um pouco da linha adotada pelo grupo, e mesmo com boas idéias e sendo sobre Lemmy não mantém o ritmo pegado do álbum, que volta ao "normal" com "Hang Tight", uma faixa viciante, na linha ZZ Toppra ouvir tomando uma gelada dirigindo um carro por uma estrada deserta. Ok, não dá pra beber o dirigir não é mesmo? Mas estamos falando do Nashville Pussy... "CCKMP" é um cover de Steve Earle e ganhou uma interpretação bem pessoal do grupo. O encerramento vem com "Tired to Pretend That Give a Shit", um som insano e com guitarras bem na cara.

                      PLEASED TO EAT YOU não vai mudar o mundo da música. E provavelmente, não tem essa intenção. Segunda a própria Ruyter Suys, a música do NASHVILLE PUSSY serve para que você esqueça dos problemas e mergulhe em meia hora de pura diversão. Poucos artistas conseguem expressar de forma tão simples e clara sua arte. E o "Angus Young de sais" consegue de forma muito consistente. Longa vida ao verdadeiro Rock n' Roll!





                  Sergiomar Menezes

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

MALKUTH - VOODOO (2018)


             
                          Com 25 anos de carreira (o grupo foi formado em 1993), uma das mais importantes e blasfemas hordas nacionais chega ao seu mais novo trabalho. VOODOO, lançado no ano passado pelo grupo pernambucano MALKUTH, é um álbum de uma qualidade absurda, seja pelo nível das composições apresentadas, seja pela produção, que se por um lado, não está tão "tosca" e suja como nos trabalhos anteriores, por outro, deixa nítida a capacidade e competência do quarteto, ao mostrar toda a brutalidade e agressividade do grupo de uma forma mais "limpa".

                      Voodoo foi gravado por Sir Ashtaroth (vocal e guitarra), Agares (guitarra e teclado), Dmysteriis (baixo) e Destroyer (bateria), mas a banda hoje conta com a presença de Rangda Daeva (guitarra e teclado) e Ghoul (baixo). E as nove faixas que compõem o trabalho ostra o porquê da relevância do grupo dentro do cenário. O peso e fúria das guitarras continuam intactos, repassando nos riffs toda a agressividade que a atmosfera lírica do grupo pede. E isso é fruto de muito trabalho e dedicação, pois não é preciso ser um expert em black metal para saber das dificuldades existentes pra quem pratica o estilo no Brasil. Produzido pela banda e por Joel Lima, o trabalho é uma obra repleta de blasfêmias e muita brutalidade. Profano, denso e sombrio. E o que se mostra muito interessante é que o MALKUTH não faz uso apenas da velocidade, dosando muitos momentos mais cadenciados e até mesmo melódicos (?!) dentro de sua proposta. Uma sonoridade única e extremamente cativante.

                          Rite of the Fullmoom Over the Sepultures abre o trabalho como uma introdução, nos preparando para a porrada Shoot to Kill (je$u$), presente no EP homônimo lançado pelo grupo em 2017. Velocidade e peso, aliados à momentos bem próximos do metal tradicional, fazem desta faixa uma das mais mortais já compostas pelo grupo! O início de The Old Blade traz um riff quase thrash, que logo em seguida mostra que em matéria de black metal (como ele deve ser), poucas bandas podem se igualar ao quarteto. Os riffs aqui, assumem uma dimensão mais sombria e até mesmo fria, enquanto a bateria de Destroyer "castiga" os ouvidos menos  preparados em momentos insanos. E tome mais blasfêmia em Anticristum (Bellicus), cantada em português, e que mostra como que teclados bem encaixados podem sim fazer a diferença dentro do black metal sem exageros. Dead (Cold... As the Graveyard) também possui essa característica, se mostrando uma faixa bem soturna, com as características que se tornaram a marca registrada do grupo.

                        Voodoo (Demoni Invocation) é dona de uma bateria brutal, além de mostrar um grande trabalho de guitarra. Sir Ashtaroth possui um timbre bem peculiar, pois procura impôr de forma consistente seus vocais que muitas vezes, parecem ter vindo diretamente do inferno! Assim como Dense Forest, Nocturnal Paths, que mostra toda a influência do metal tradicional no trabalho do grupo. E isso é algo mais do que louvável, uma vez que muitas bandas tentam mascarar suas influências, o que no caso do Malkuth, não acontece. Place of Pain, Desolation, Sadness and War é outro belo exemplo de como criar uma faixa pesada, agressiva, rápida e extremamente soturna. Soa estranho? Ouça a faixa coma tenção que você entenderá. O encerramento vem com Shadows, que fecha o álbum de forma tão blasfema e intensa como começou. 

                         25 anos de carreira. VOODOO, sétimo álbum de estúdio do MALKUTH, não pode ser considerado apenas como um dos melhores álbuns de 2018, mas também, como um dos principais trabalhos já lançados pelo grupo nestas duas décadas e meia. A brutalidade  e agressividade, inerentes ao trabalho da banda, seguem firmes em sua batalha dentro do underground. Fazendo uso de forma equilibrada dos teclados e aproximando-se do metal tradicional, a banda prova que não é necessário fazer nenhum tipo de concessão em sua sonoridade para se manter no mercado. Basta ser honesto e verdadeiro consigo mesmo. 
              





                     Sergiomar Menezes

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

MELHORES DO ANO 2018 - INTERNACIONAL

É chegada a hora dos melhores de 2018 internacional. E não podemos nos queixar, afinal, o ano passado teve ótimos lançamentos. E ao menos para mim, houve dúvidas com relação a dois trabalhos, que eu sinceramente, não sabia se entrariam na lista nacional ou internacional. Por tratarem-se de artistas com a carreira consolidada lá fora, optei por colocá-los aqui. No mais, um grande 2019 á todos os leitores, amigos, parceiros, bandas  e àqueles que fazem a base do Heavy Metal mundo á fora! Esses são, na opinião do REBEL ROCK, os melhores álbuns internacionais lançados em 2018!

1º THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA - SOMETIMES THE WORLD AIN'T ENOUGH



2º DEE SNIDER - FOR THE LOVE OF METAL



3º SAXON - THUNDERBOLT



4º JUDAS PRIEST - FIREPOWER



5º U.D.O. - STEELFACTORY



6º IMMORTAL - NORTHERN CHAOS GODS



7º ACE FREHLEY - SPACEMAN



8º GRETA VAN FLEET - ANTHEM OF THE PEACEFUL ARMY



9º GHOST - PREQUELLE



10º LUCIFER - LUCIFER II



11º WARREL DANE - SHADOW WORK



12° SOULFLY - RITUAL



13º DEAD DAISIES - BURN IT DOWN



14º STEPHEN PEARCY - VIEW TO A THRILL



15º METAL ALLEGIANCE - VOL. II POWER DRUNK MAJESTY




                Sergiomar Menezes

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

MELHORES DO ANO 2018 - NACIONAL

                           E 2018 chega ao fim... E de certa forma, apesar dos ótimos álbuns lançados pelas bandas brasileiras (algo que vem acontecendo com uma regularidade bem interessante, o que é salutar), vimos uma polarização nunca vista anteriormente. E não estou falando de Black Metal x White Metal... Infelizmente, podemos ver, através das redes sociais muitos músicos da cena brasileira tomando partido de forma veemente. Obviamente que todos têm todo o direito de se manifestar. Mas o que aconteceu foi algo um tanto quanto constrangedor, pois vimos músico brigando com fã, fãs discutindo entre si, numa eterna batalha pra sair sempre como o dono da razão. Algo que, definitivamente, a cena não precisa. Não estou pregando aqui que sejamos alheios ao que acontece em nosso país, muito pelo contrário. A apatia foi o que nos guiou até aqui. Mas esse debate político não pode transformar amigos, músicos, fãs, produtores, etc, em inimigos. Que todas essas desavenças acabem e que voltemos a nossa atenção ao que de melhor aconteceu na música pesada nacional neste atípico ano de 2018. E, musicalmente, não temos do que reclamar... Neste primeiro momento, publico a lista dos melhores álbuns nacionais de 2018 de uma forma diferente. Mesmo que não tenha publicado a resenha de todos os álbuns, todos aqui terão um pequeno comentário acerca de sua escolha. Chega de conversa e vamos ao que interessa. Com vocês, os melhores álbuns de 2018 na opinião do REBEL ROCK! 

Sergiomar Menezes

1º - KRISIUN - SCOURGE OF THE ENTHRONED



Não é novidade pra ninguém que o KRISIUN é hoje, o maior expoente, não apenas do death metal, mas do Heavy Metal brasileiro no exterior. E com todo o merecimento. Prova disso é que o trio gaúcho vem consolidando sua carreira  a cada novo trabalho. SCOURGE OF THE ENTHRONED é um álbum simplesmente sensacional! Na opinião deste que vos escreve, pode ser colocado ao lado dos também espetaculares Apocalyptic Revelation (1998), Conquerors of Armageddon (2000), Works of Carnage (2003) e Southern Storm (2008). Produzido por Andy Classen, o álbum mostra que em matéria de brutal death metal, ninguém se compara a capacidade criativa e agressiva de Alex Camargo (vocal e baixo), Moyses Kolesne (guitarra) e Max Kolesne (bateria).
Faixas de destaque: Sourge of the Enthroned, Demonic III, Slay the Prophet, A Thousand Graves, Electricide e Abysmal Misery (Foretold Destiny)


2° - HEAVIEST - THE WALL OF CHAOS-T 



Mudanças de formação muitas vezes geram instabilidade dentro de uma banda. Mas, para nossa sorte, o que aconteceu com o HEAVIEST foi exatamente o contrário! A entrada de Alax William (vocal), no lugar de Mário Pastore, deu um maior dinamismo à musicalidade do grupo. Agregando uma influência maior de nomes como Disturbed e Pantera, a banda mostrou que o potencial apresentado em Nowhere (2015) é hoje uma realidade. Com uma pegada bem atual, uma produção pesada e moderna, que ficou sob a responsabilidade do guitarrista Guto Montesso e que contou com a co-produção de Roy Z, e uma arte gráfica bem trabalhada e elaborada por Alax, THE WALL OF CHAOS-T transformou a banda em uma realidade no metal brasileiro!
Faixas de destaque: Like Those Ones, Thieves of Life, Blood, Fire it Up, Hunted e Kill the King


3º - ANGRA _ OMNI


Confesso que colocar este álbum entre os melhores do ano me trouxe uma sensação de alívio e satisfação. Primeiro porque, nos últimos anos, nenhum trabalho do ANGRA me chamou a atenção. E segundo, e talvez, o mais importante, é que se teve uma banda nacional que me fez ver que o Metal Melódico aqui não era apenas bem feito, mas que servia de influência pra muita gente, essa foi o Angra. OMNI trouxe de volta, ao menos para mim, toda aquela classe e técnica da banda, aliadas a melodias cativantes, como só o grupo sabe fazer. As participações especiais, inclusive de Sandy (que gerou polêmica), foi bem explorada pela banda (até com certo exagero), de certo modo, não fariam falta, tamanha a qualidade das faixas apresentadas aqui. Como dito anteriormente, fico muito feliz em colocar este trabalho entre os escolhidos de 2018! Destaque para Fabio Lione (como sempre) e Marcelo Barbosa, que é muito mais do que um substituto para Kiko Loureiro!
Faixas de destaque: Light of Transcendence, Travelers of Time, Black Widow's Web, Insania, War Horns e Magic Mirror


4º MAESTRICK - ESPRESSO DELLA VITA - SOLARE


É raro encontrar bandas que tratam sua música como ela deve ser tratada. Música, antes de mais nada, é arte. E o MAESTRICK soube fazer isso de forma sublime em ESPRESSO DELLA VITA - SOLARE. Podemos dizer, sem nenhuma sombra de dúvidas, que estamos diante da obra prima, definitiva, do grupo de São José do Rio Preto. Desde a concepção da rate gráfica até o que é mais importante, que é a música, o grupo teve um cuidado e a, digamos, ousadia, em construir uma obra conceitual cercada de muita qualidade. Podemos ouvir de tudo na fantástica música apresentada pelo grupo: Beatles, Yes, Pink Floyd, Queen, Rainbow, Jethro Tull... Não há limites para a criatividade artística do quarteto. Produzido pelo mestre Adair Daufembach, o álbum mostra a versatilidade do grupo e nos deixa numa expectativa muito grande para a segunda parte desse grandioso projeto!
Faixas de destaque: Origami, I A.M. Living, Rooster Race, Keep Trying, The Seed, Across the River, Penitência e Hijos de La Tierra


5º - MX - A CIRCUS CALLED BRAZIL



Não estamos diante apenas de uma das capas mais legais e verdadeiras do Heavy Metal brasileiro. Estamos diante de um dos discos de Thrash Metal mais foda lançados por aqui nos últimos tempos! Mas também... Estamos falando do MX, um dos grupos mais tradicionais do estilo nesse "circo chamado Brasil"... Riffs carregados de agressividades, baixo/bateria marcados na velocidade da luz e um vocal que destila toda a ira que o estilo pede fazem de A CIRCUS CALLED BRAZIL um álbum para ser ouvido no repeat inúmeras vezes. Poucas bandas incorporam o espírito "thrash" com tanta pegada e conhecimento de causa como o quarteto. Se o Thrash Metal é sua praia, mergulhe fundo num dos melhores discos do estilo já lançados por aqui!
Faixas de destaque: Fleeing Terror, Murders, Lucky, Toy Soldier, Keep Yourself Alive, Marching Over Lies e A Circus Called Brazil  


6º - SACRIFICED - ENRAGED



O segundo trabalho de uma banda sempre vem cercado de expectativas. Ainda mais quando a estréia é acima da média. E o quinteto mineiro SACRIFICED não decepcionou! ENRAGED é um álbum pra firmar o nome da banda no cenário nacional. Com uma sonoridade difícil de "rotular", o grupo mostra categoria e versatilidade ao agregar à sua sonoridade influências mais atuais, pois segundo o próprio grupo, sua música tem uma pegada bem Modern Metal. O vocal Kell Reis guaarda uma semelhança com o de Cristina Scabbia (Lacuna Coil), mas com uma linha mais Heavy Metal. Ao buscar sua afirmação no cenário, o grupo "cometeu" um dos grandes trabalhos de 2018. E que a banda siga nos proporcionando uma música intensa e cheia de energia como a apresentada aqui!
Faixas de destaque: Meet Your Fate, Shame, Oblivion, Spiral Down, Dear Killer, Thick Skin e Into The Hive


7º - ATTOMICA - THE TRICK



Thrash Metal. Não há nenhuma outra definição que melhor se encaixe no ATTOMICA. E não há o que ser questionado aqui. O grupo é um dos pilares do Thrash Metal nacional, tendo lançado ótimos trabalhos, sendo um deles, de fundamental importância para o estilo Disturbing the Noise (1991). Agora, o grupo resolveu soltar um petardo que, muito provavelmente, se igualará a este último no quesito clássico. THE TRICK possui todas as características do grupo, agregando uma sonoridade mais atual, sem esquecer de suas raízes. Um álbum perfeito, digno de reconhecimento não apenas pelos fãs do grupo, mas por todo apreciador de Heavy Metal. Quem ainda não conhece o grupo, corra atrás por que vale, e muito, a pena. Quem já conhece... Bom, sabe muito bem do que estou falando, não é?
Faixas de destaque: Give Me the Gun, Feeling Bad, Kill the Hero, The Last Samurai, The Trick, Endless Cycle e Mistery


8º - PLEASURE MAKER - DANCIN' WITH DANGER


O retorno da PLEASURE MAKER em 2017 rendeu, em 2018, não apenas um álbum de Hard Rock de respeito, mas sim, um dos melhores CDs do estilo lançados no Brasil nos últimos tempos. Fazendo aquela sonoridade tipicamente hard oitentista, mas sem soar datada em nenhum momento, a banda mostra em DANCIN' WITH DANGER que o estilo, mesmo que ainda restrito aos fãs ( o que gradativamente vem mudando), é muito bem representado no Brasil. Os riffs e solos de Alex Meister (guitarrista e mentor do grupo), são inspirados, resgatando aquilo que de melhor já fizeram grupos como Dokken, Def Leppard, Ratt, etc. Produzido por Alex, o álbum ficou com uma sonoridade atual, unindo a classe e malícia dos anos 80 à modernidade. Saty Hard!
Faixas de destaque: Dancin' With Danger, Chains of Love, Rock The Night Away, Lonely is the Night, A Matter of Feelings e Runnin' Out  of Time

9º - SABBATH BRAZIL SABBATH - THE BRAZILIAN TRIBUTE TO BLACK SABBATH


A iniciativa da Secret Service Records em lançar no mercado um tributo aos pais do Heavy Metal apenas com bandas brasileiras, pode ter sido arriscada. Afinal, nem sempre álbuns tributo tem boa aceitação, ainda mais se analisarmos que aqui temos apenas bandas underground (sem a presença de nomes como Sepultura, Angra, Krisiun...). Mas o resultado apresentado em SABBATH BRAZIL SABBATH - THE BRAZILIAN TRIBUTE TO BLACK SABBATH é simplesmente sensacional! Versões matadoras recriadas por bandas históricas e também mais novas no cenário só vêm a comprovar a qualidade e força do metal brasileiro. Fica difícil apontar destaques em um trabalho tão homogêneo. Sem dúvida, o melhor e mais completo tributo ao Black Sabbath!
Faixas de destaque: Children of the Grave (Leviaethan), Tomorrow's Dream ( Genocídio), Voodoo (Uganga), Sabbra Cadabra (Ancesttral), Supernaut (King Bird), Neon Knights (Korzus), Mob Rules (MX), Sabbath Bloody Sabbath (Drowned), TV Crimes (Voodoopriest) e N.I.B. (Attrachtha)


10° FACES OF DEATH - FROM HELL



Depois de 20 anos fora da cena, o grupo de Thrash/Death Metal FACES OF DEATH, retomou as atividades em 2017 com o lançamento do EP Consummatun Est, e agora em 2018 nos apresenta esse ótimo trabalho, o petardo intitulado FROM HELL. Com uma produção crua e suja, mas ao mesmo tempo bem equilibrada, encaixada perfeitamente dentro da sonoridade apresentada pela banda, o álbum traz em menos de meia hora, 09 faixas carregadas de agressividade e peso, lembrando em alguns momentos o saudoso Sepultura. Voltado mais para o lado thrash, o som do grupo mostra que a perseverança e dedicação, aliados ao respeito e honestidade, podem ser recompensados. Esse álbum faz parte dessa lista com o mais devido merecimento!
Faixas de destaque: Priest From Hell, I Am the Face of Death, New World Order,Fucking Human Gods, Human Race, Face The Enemy e King of Darkness

11º MALKUTH - VOODOO



São 25 anos de carreira. Uma das mais blasfemas e insanas bandas de black metal do planeta chega ao seu sétimo álbum, evidenciando ainda mais o seu lado sombrio. A brutalidade e agressividade, inerentes ao trabalho da banda, seguem firmes em sua batalha dentro do underground. Fazendo uso de forma bem equilibrada dos teclados e por vezes aproximando-se do metal tradicional, o veterano grupo pernambucano prova que não é necessário fazer nenhum tipo de concessão em sua sonoridade para se manter no mercado. Basta ser honesto e verdadeiro consigo mesmo. VOODOO é um dos melhores trabalhos já lançados pelo MALKUTH e um dos melhores do estilo neste ano de 2018!
Faixas de destaque: Shoot to Kill (je$u$), The Old Blade, Anticristum (Belicus), Dead (Cold as Graveyard) Dense Forests, Nocturnal Paths e Shadows


12º - NERVOSA - DOWNFALL OF MANKIND


O terceiro trabalho da NERVOSA traz uma proximidade bem maior com o lado extremo do metal, mais precisamente, com o Death Metal. Não que as garotas tenham abandonada o Thrash, veia mais latente em seus dois trabalhos anteriores, mas a entrada da baterista Luana Dametto, abriu o leque de possibilidades, explorando de forma mais brutal os limites da música do trio. Fernanda Lira está "cantando" de forma mais agressiva e ríspida, beirando o gutural em muitos momentos. Prika Amaral segue despejando ótimos riffs em sua guitarra, mantendo a boa sequência de lançamentos da banda. DOWNFALL OF MANKIND é um álbum que mostra que toda a batalha que o trio vem enfrentando ao longo dos anos está sendo recompensada. Um álbum mais extremo, mas ainda com a marca registrada da banda!
Faixas de destaque: Horrordome, Never Forget, Never Repeat, Enslave, Kill the Silence, No Mercy, Raise Your Fist, Fear, Violence and Massacre e Selfish Battle


13° - BARANGA - MOTOR VERMELHO


Rock n' Roll visceral! Guitarra, baixo e bateria! Como deve ser, não é mesmo? A banda mais AC/DC e Motörhead do Brasil chega ao seu sexto álbum, praticando o mesmo rock sujo, com algo de Heavy Metal. O BARANGA consegue fazer uma música até certo ponto simples(!?) e ao mesmo tempo cativante. MOTOR VERMELHO mantém a mesma pegada dos trabalhos anteriores da banda, mas a produção parece ter agregado uma pegada mais suja às guitarras, sendo estas o grande destaque do disco. Impossível ouvir esse trabalho e ficar indiferente à energia contagiante que emana de cada faixa presente aqui. Riffs grudentos, baixo/bateria pesados e a voz rasgada de Xande, transformam esse disco em dos dos grandes trabalhos de 2018!
Faixas de destaque: Boteco ao Lado, Motor Vermelho, Rock de Rua, Encrenca, Déjà Vú, O Carona, Biruta e Amor ou Loucura

14º - DROWNED - 7th


O sétimo álbum do grupo mineiro DROWNED traz consigo uma pequena mudança na sonoridade do grupo. Mas fique bem tranqüilo. Não há nada de anormal aqui. Se assim fosse, com certeza, 7th não estaria nessa lista. Essa mudança na realidade é que, a veia Thrash Metal do grupo aparece de forma mais latente, mas, que fique bem claro, aquele Death Metal que consagrou o grupo como um dos grandes nomes do metal mineiro e nacional, continua lá, firme e forte. Num primeiro momento, esse direcionamento pode soar um pouco "estranho", mas a cada nova audição, o álbum se torna mais e mais interessante. Mais um grande trabalho na carreira dos mineiros!
Faixas de destaque: The Bitter Art of Detestation, Rage Before Some Hope, Damage Wood Coffin, Epidemic and God Selfishness e Elitist Heaven Ruled by the Devil


15º - EXTERMINATE - PRAY FOR A LIE



A brutalidade encontrada em PRAY FOR A LIE, segundo full lenght do quarteto gaúcho EXTERMINATE é algo absurdo! A banda parece ter incorporado de vez todas as suas influências extremas e colocado isso de forma consistente em suas músicas adicionando sua personalidade. Resumindo, que baita disco de Death Metal! Falar o quê da maquina de triturar tímpanos chamada Sandro Moreira que destrói sem nenhuma piedade seu kit? Mas a banda é muito coesa, basta ver a performance dos guitarristas Adriano Martini, responsável também pelos vocais, e Rafael Lavandoski, que imprimem doses cavalares de peso em riffs e solos extremos. O baixista Marcelo Feijó não fica para trás, vez que cria bases sólidas e densas nas quatro cordas. O RS segue seu histórico de trazer ao mundo verdadeiras instituições do metal extremo!
Faixas de destaque: Image of a Dead God, Blind Faith, Pray For a Lie, Religious Zombie, War, Chaos e The First