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terça-feira, 27 de outubro de 2015

LEAVES' EYES - KING OF KINGS



                 Grandiosidade e excelência nas composições. Belos arranjos e interpretação vocal sublime. O sexto álbum de estúdio do grupo LEAVES' EYES chega ao mercado via Shinigami Records e traz, além das características citadas anteriormente, uma boa variação entre o Symphonic Metal e o Folk, sem esquecer do Gothic Metal, terreno de onde a vocalista Liv Kristine conquistou fãs quando integrou o Theatre of Tragedy. Com mais de dez anos de carreira, o Leaves' Eyes se consolida cada vez mais, onde os músicos, capitaneados por Alexander Krull (ex- Atrocity), marido de Liv, esbanjam categoria em um trabalho, que como escrito anteriormente, possui grandes composições.

                A produção, que ficou á cargo de Alexander, soube evidenciar as melodias bem elaboradas do grupo, mas sem esquecer de destacar as guitarras, que por vezes, carregam no peso se contrapondo a suavidade e beleza da voz de Liv Kristine. E aqui, o contraste muito bem arranjado entre Liv e os vocais de Alexander formam um diferencial, pois fogem um pouco da fórmula "Beauty and the Beast", que é característico ao estilo. Uma bela arte gráfica também se destaca, dando um brilho ainda maior ao trabalho. Algumas participações especiais merecem citação, como as belas participações de Simone Simmons (Epica) e Lindy-FayHella (Wardruna). Além disso, a participação do London Voices Choir, criou um clima mais sofisticado e deu mais classe ao álbum.

               Sweven abre o trabalho, como uma introdução bastante épica e que prepara o ouvinte para a segunda faixa, que dá nome ao álbum. King of Kings expõe a grandiosidade da música do grupo, com arranjos que nos remetem a trilhas sonoras, recheadas por batalhas medievais. As guitarras alternam momentos com os teclados, variando entre a melodia e a agressividade. Liv cantando de forma mais suave e um refrão forte, fazem desta, um dos destaques. Aqui, há a participação do já citado London Voice Choir. Halvdan The Black, a terceira faixa já tem uma pegada mais rápida, onde os vocais de Liv se destacam. Os arranjos ficaram muito bons, pois a variação entre o peso e a melodia, que se mantém durante toda a execução do álbum, mostram a capacidade de composição do grupo. A bela The Waking Eye, com sua melodia mais calma, mas que não dispensa o bom trabalho das guitarras, também se destaca, evidenciando a dinâmica e versatilidade da banda. Os vocais de Alexander soam bastante agressivos e contrastam com a suavidade da faixa. Feast of The Year é uma pequena introdução folk, que antecede Vengeance Venom. Uma faixa com grande variações, onde as guitarras soam mais uniformes.

              Sacred Vow é outro dos grandes destaques. Uma das faixas mais pesadas (no que se refere ao estilo proposto pela banda), com os vocais de Liv perfeitos, mostrando grande técnica e emoção. Edge of Steel conta com a participação de Simone Simmons. E o dueto formado por duas mais belas vozes do symphonic metal ficou sensacional! A faixa tem um andamento mais moderado, marcado, e conta com incursões de Alexander dando um clima mais pesado á música. Uma composição muito bem executado onde os instrumentos foram executados de forma perfeita, fazendo dela, na minha opinião, a melhor música do álbum. Haraldskvaeoi é uma faixa bem calma, introspectiva, que dá uma amenizada no andamento do álbum. Mais uma bela interpretação de Liv Kristine. Blazing Waters, a décima faixa, tem a participação de Lindy-Fay Hella e é a mais longa do álbum. Uma grande variação de andamentos, com destaque para o trabalho de guitarras. O vocal de Alexander se opõe aos de Liv e Lindy-Fay, e os corais acabam criando um clima épico em algumas passagens, que também possui momentos ligados ao folk. A faixa onde mais aparece essa nuance é a última da edição regular do trabalho. Swords in Rock, tem uma cara mais alegre, com uma pegada folk, daqueles de cantar junto com o caneco na mão. A edição nacional, tem duas faixas bônus (ponto para a Shinigami por colocá-las na nossa versão). A primeira, é Spellbound. Uma música mais calma e por vezes densa. E o encerramento se dá com Trail of Blood, onde o clima pesado e épico de todo o trabalho se mantém, mostrando um Alexander mais cru em seus vocais e Liv desfilando sua bela voz.

            Um álbum indicado aos apreciadores do estilo, mas que pode, e deve, também ser indicado a quem curte heavy metal sem se prender a estilos. Composições muito bem estruturadas e arranjadas, além de interpretações primorosas, fazem de King of Kings um dos melhores trabalhos do Leaves' Eyes. Classe e bom gosto acima da média.



       
Sergiomar Menezes


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