quinta-feira, 7 de maio de 2026

PANTERA - THE GREAT SOUTHERN TRENDKILL - 30 ANOS

 


THE GREAT SOUTHERN TRENDKILL - OS 30 ANOS DO ÁLBUM MAIS AGRESSIVO DO PANTERA

Por Sergiomar Menezes

O mundo da música estava saturado pelo pós-grunge e pelo surgimento do pop punk nas rádios em maio de 1996. Enquanto várias bandas de metal buscavam "suavizar" seu som para se manter nas paradas, o PANTERA optou por fazer exatamente o contrário. O resultado foi THE GREAT SOUTHERN TRENDKILL, um álbum que, após três décadas, se mantém como a gravação mais sombria, niilista e agressiva da banda texana.

Diferentemente dos álbuns anteriores, "Vulgar Display of Power" e "Far Beyond Driven", as gravações de TGST foram caracterizadas pela fragmentação. Enquanto Dimebag Darrell, Vinnie Paul e Rex Brown gravavam no Texas, o vocalista Phil Anselmo gravava suas partes vocais no estúdio de Trent Reznor, em Nova Orleans. Essa distância física refletia o estado mental de Anselmo, que enfrentava dores crônicas nas costas e dependência de heroína. Porém, o isolamento destilou uma agressividade pura. O grito de abertura da faixa-título — um berro agudo de 10 segundos — funciona como o cartão de visitas ideal: este não era um álbum destinado ao grande público. Era, sim, uma declaração de guerra contra as tendências do momento.

Se nos álbuns anteriores Dimebag se concentrava em riffs de groove precisos, em TGST ele se transformou em um cientista do caos. Ele utilizou afinações ainda mais baixas e explorou intensamente o pedal "Whammy" e os harmônicos artificiais para produzir sons que lembravam gritos de animais ou máquinas quebrando.

Um capítulo separado deve ser dedicado ao solo de "Floods". Ele não é somente técnico; é também cinematográfico. Dimebag empregou uma técnica de "overdub" para sobrepor diversas camadas de guitarra, gerando um clima desolador que remete a uma inundação devastadora. É um solo que se distancia do clichê do shredding veloz e concentra-se na textura e na sensação de perda.

Já gravação das vozes em New Orleans (NOLA) não foi somente uma decisão de ordem logística. Naquele período, Anselmo estava intensamente envolvido na cena local de Sludge Metal, com bandas como Crowbar e Eyehategod (além dos já citados problemas com as dores nas costas e a s drogas). Isso introduziu uma sujeira sonora no disco que não estava presente no Pantera até aquele momento.

Ainda que a banda estivesse fisicamente separada, a cozinha composta por Vinnie Paul e Rex Brown nunca foi tão natural. Como gravaram as bases no Texas, eles mantiveram a pegada do "ao vivo". Em "13 Steps to Nowhere", o trabalho de bumbo duplo de Vinnie Paul é ao mesmo tempo quase imperceptível e complexo, estabelecendo uma base instável que complementa a letra paranoica de Anselmo. O baixo de Rex Brown passou a ter uma distorção mais pronunciada, ocupando o espaço deixado pelas guitarras cada vez mais experimentais de Dimebag.

As letras deixaram o estilo de "autoajuda agressiva" de Vulgar Display of Power" e adotaram o niilismo absoluto. Músicas como "War Nerve" atacam diretamente a mídia e a indústria musical, despejando um veneno que evidencia o quanto a banda estava cansada da fama.

O álbum apresenta uma variedade de andamentos, oscilando entre um groove intenso e momentos de passagens acústicas inquietantes. "Drag the Waters", o single principal, impulsionado por um riff de Dimebag que exemplifica o "peso", condena a manipulação e a hipocrisia. "Suicide Note Pt. I & II": possivelmente o maior contraste na discografia da banda. A Parte I é uma "balada" fúnebre acompanhada por violões de 12 cordas, enquanto a Parte II é uma explosão de grindcore industrial que pode ser insuportável para quem não está preparado.

O título "Trendkill" (Morte das Tendências) transmitia uma mensagem direta. O Metal estava sendo levado ao underground em 1996, tanto pelo Britpop na Europa quanto pelo grunge de Seattle nos Estados Unidos. Naquele momento, uma das maiores bandas de metal do mundo, o Pantera, utilizou sua plataforma para afirmar que não alterariam sua aparência ou estilo musical para se conformar com o que era considerado "cool" ou interessante pelo mercado e seus modismos.

Após 30 anos, THE GREAT SOUTHERN TRENDKILL permanece como o testamento definitivo do PANTERA: uma celebração de ódio, técnica e resistência que se recusava a morrer ou a se conformar.



terça-feira, 5 de maio de 2026

AEROSMITH - ROCKS 50 ANOS

 


ROCKS - OS 50 ANOS DO ÁLBUM QUE MOLDOU O HARD ROCK 

Por Sergiomar Menezes

Quando pensamos no ano de 1976, é comum lembrarmos do auge da discoteca, do nascimento do punk rock em Nova York e Londres, e da dominância do rock progressivo. No entanto, no meio desse turbilhão, este que vos escreve, veio ao mundo. Mas, alémm de tudo isso, o AEROSMITH entregou, em 3 de maio, o disco que serviria de guia para o que chamamos de Hard Rock.

ROCKS não é apenas o sucessor de "Toys in the Attic". "Rocks" é a declaração de independência da banda. Se o trabalho anterior trouxe os sucessos que os colocaram nas paradas, "Rocks" é onde a banda decidiu: "nós somos a banda mais perigosa dos Estados Unidos".

Para entender o impacto de "Rocks", precisamos entender a atmosfera da época. O Led Zeppelin estava lançando Presence, um disco que apresentava uma banda sob extrema pressão. O Aerosmith, por outro lado, estava no auge da sua forma física e criativa. Eles não queriam soar como os "novos Rolling Stones" ou seguir as tendências do progressivo. Eles queriam capturar e externar a agressividade dos clubes noturnos diretamente no estúdio.

Um fato fundamental sobre Rocks é a produção de Jack Douglas. Diferente de muitos álbuns da época, Douglas focou no que ele chamava de "som de ambiente". Eles gravaram em um depósito convertido em estúdio, o The Wherehouse em Waltham, Massachusetts. 


A filosofia era simples: deixar a banda soar como banda. O som de bateria de Joey Kramer é seco e direto, o baixo de Tom Hamilton é pesado e melódico, e a interação de guitarras entre Joe Perry e Brad Whitford atingiu um nível que raramente foi igualado desde então. Eles não estavam apenas tocando as músicas: eles estavam vivendo as canções enquanto as registravam.

Rocks é um álbum sem "gordura". Não há baladas forçadas ou experimentos desnecessários. Alguns destaques de um álbum que definiu toda uma geração: "Back in the Saddle", que abre o disco com o som de um chicote e um riff que é a própria definição de "heavy". Foi a declaração de que eles estavam no comando da cavalaria do Rock. Cabe lembrar que essa faixa foi regravada décadas depois por Sebastian Bach nun dueto bem bacana com Axl Rose em seu álbum solo "Angel Down" (2007); "Last Child" mostra uma face mais blues e funk da banda, provando que o hard rock não precisa ser apenas rápido. Já "Nobody’s Fault" é, talvez, o ponto de maior conexão com o heavy metal que viria nos anos 80. A agressividade da letra combinada com a afinação mais sombria influenciou diretamente bandas como Metallica e Soundgarden. "Rats in the Cellar", que segundo Tyler era uma espécie de resposta à "Toys in the Attic" evoluiu de "Rattlesnake Shake", do Fleetwood Mac, um marco dos primeiros setlists da banda. “Combination” apresenta Perry dividindo os vocais principais com Tyler pela primeira vez, e o guitarrista admitiu em 1997 que a música era “sobre heroína, cocaína e eu”. 

Se hoje você ouve bandas como Guns N' Roses, Mötley Crüe ou Skid Row, você está ouvindo os ecos de "Rocks". O álbum criou o modelo para o que seria o "som das ruas" do hard rock dos anos 80. Ele provou que era possível ser comercialmente viável sem sacrificar a pegada e a atitude punk que estava borbulhando na cena subterrânea da época.

Enquanto muitos álbuns de 1976 soam datados pela produção da época, "Rocks" soa atemporal. Ele capturou o momento exato em que a química dos "Bad Boys from Boston" atingiu a perfeição atômica.

Celebrar 50 anos de ROCKS é mais do que nostalgia: é um exercício de estudo sobre o que torna o rock autêntico. Cinquenta anos depois, o disco continua a ser uma aula de como construir riffs memoráveis, como manter uma cozinha coesa e, acima de tudo, como ser autêntico em um mercado que sempre tenta vender o artista como um produto polido.

E a propósito: você sabia que "Rocks" era um dos álbuns preferidos de Kurt Cobain? Que em "Diários da Heroína", Nikki Sixx cita o Aerosmith diversas vezes? Que James Hetfield disse que "Rocks", assim como o Aerosmith, são influências importantes em sua música, afirmando que a banda foi a razão pela qual ele quis aprender a tocar guitarra? Que "Rocks" foi o álbum que mudou sua vida e o fez quere aprender a tocar guitarra?

Não á toa, Joe Perry, em sua autobiografia escreveu que "Rocks veio para nos redefinir como a mais importante banda de garagem da América, com guitarras devastadoras, vocais devastadores, produção ao máximo que destrói seus tímpanos... A capa mostrava cinco diamantes, um para cada um de nós. Víamos aquele disco como uma joia, o auge de toda a nossa angústia, raiva, empolgação e alegria como roqueiros que se entregam de corpo e alma".

Se você quer entender a espinha dorsal do Hard Rock americano, o caminho é um só: coloque ROCKS para girar no volume máximo. Ele continua atual. Como sempre foi.



segunda-feira, 4 de maio de 2026

VENOM - INTO OBLIVION (2026)

 


VENOM
INTO OBLIVION
Noise Records - Importado

O Venom é uma entidade, não apenas uma banda qualquer. Falar isso é ser simplório e até piegas e ingênuo. Mas precisa ser dito sempre. Pois verdades, ás vezes, precisam ser relembradas. Esta análise de álbum é feita por um fã do Venom, e se você não curte a banda, ou é um “hater” de carteirinha da banda de Newcastle, aconselho a parar a leitura do texto por aqui. Aqui é um “sócio-torcedor” da banda de Cronos e seus derivados (sim, pois agora temos três “Venoms” ativos) que escreve, e não há "liberdade de expressão" para quem não os curte.

Lembro como se fosse “anteontem” quando tive contato com o Venom original. Sim, a trindade Infernal: Cronos, Mantas e Abaddom. A música foi “Angel Dust” do obrigatório álbum “Welcome To Hell” e tocou na Rádio Ipanema FM , no programa Central Rock do saudoso “Guru” Ricardo Barão. Lembro de apenas querer ter o LP e descobrir que só existia o importado, com preço proibitivo para um garoto de 14 anos que recebia mesada dos pais. O jeito foi gravar em fita cassete na também saudosa Loja Megaforce, e com minha mesada gravei “Welcome to Hell” e “Black Metal”. Ouvi as fitas até gastar. E de lá para cá, foi fanatismo puro. Então vou tentar ser apenas fã, para descrever o que temos neste novo “Into Oblivion”.

Pesado, visceral, brutal e insanamente Metal. Este é “Into Oblivion”, o décimo sexto álbum de estúdio do Venom. Para nós do “Venom Army”, o álbum é perfeito. O que Cronos (baixo, vocal e líder supremo do Inferno), Dante (bateria) e Rage (guitarras) entregam aqui, é pura fúria, mantendo a tradição que fez o Venom ser a besta furiosa que sempre foi, mesclando com os timbres e recursos da atualidade, sem se tornar “modernoso”. A impressão que temos, é que o trio entrou no estúdio e decidiu: “Vamos abrir os microfones, vamos tocar e o que criarmos vamos gravar”. E piamente eu acredito que Cronos e comandados assim fizeram.

“Into The Oblivion, a faixa inicial, é o Venom como veio ao mundo, Um soco na vida do desavisado!. “Lay Down Your Souls” é uma das frases mais icônicas em uma letra no mundo do Metal, e aparece na letra do hino “Black Metal” de 1982, e ela retorna e intitula a segunda faixa. Aqui “deus não é Deus ou Satanás. É o Rock n' Roll! Essencialmente suja, pesada e extremamente metal, já nasceu clássica. ”Nevermore” é um pesadelo típico, mas um pesadelo acessível, que podemos conviver e até torcer para que ele volte. Peso sobre peso. “Man and Beast” é uma faixa típica do que se costumava chamar de Power Metal. Não o que se convencionou chamar depois, espadinhas, vocais felizes e solos de guitarra virtuosos”. Era o Metal Poderoso, que Venom, Exciter, Nasty Savage e outros trouxeram para o mundo.

“Death To Leveller” é a prova de que o Venom é representante legítimo da NWOBHM enquanto “As Above, So Below” desacelera o ritmo para invocar o Anjo Caído. “Kicked Outta Hell” e “Legend” demonstram que num mundo tão perturbado como o que vivemos, o Venom ainda consegue ser tão perturbador quanto.”Live Loud” cadenciada e convidativa ao headbanging é outro hino, que explicita a necessidade de viver em alto e bom som. “Metal Bloody Metal”.... com um título desses, não precisa de explanações: escute o trabalho está feito. “Dogs Of War” é uma faixa dedicada aos detratores que sempre vociferaram contra o Venom, os chamando de maus músicos e inimigos da melodia. Melodia?Temos aqui sim, mas sem deixar a agressividade para trás. Que faixa senhoras e senhores.

“Deathwish” é aquela faixa para relembrar de onde o Venom e todo o Metal veio: um fantástico riff Iomminiano executado por Rage relembra até o menos catedrático headbanger, que o pai de todos se chama Black Sabbath. “Unholy Mother” fecha este trabalho sensacional, com um clima gótico e vampiresco, com mais um riff de arrepiar por parte de Rage. O Venom está mais vivo que nunca e Cronos e os “caras novos” (que já estão a mais de década na banda) souberam fazer um álbum que não apenas reafirma o Venom como uma banda relevante e influente após quatro décadas, como também como uma banda que tem muito o que entregar ainda! Para este que vos digita, é o álbum do ano! Caso você discorde, eu avisei lá no início do texto que ele não era para você! Entregue sua alma para os Deuses do Rock n Roll!!! Eu fiz isso com 13 anos de idade e sou feliz para caraca!!!! E faz tempo, viu!!! VENOM FOR LIFE!!!




BATTLE BEAST - STEELBOUND (2025)

 


BATTLE BEAST
STEELBOUND
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional

O Battle Beast é mais uma cria do Metal Sueco. Vai ser terra abençoada essa tal de Escandinávia! Desde a sua formação em 2008, é uma banda que conseguiu unir Power/Heavy Metal, Hard Rock e Pop Music numa mesma embalagem, e que agrada em cheio. Presença constante nos festivais de Metal e Rock europeus, o Battle Beast fixou seu nome entre uma das bandas mais solicitadas da Europa.

No seu mais recente trabalho, batizado de Steelbound, a banda finlandesa retorna com força total com músicas simples, diretas e concisas de aproximadamente três minutos cada, nas quais não arriscam, mas sim recorrem à fórmula que lhes trouxe sucesso: guitarras e teclados que misturam agressividade, inspiração oitentista e diversão, ocasionalmente combinados com sonoridades épicas.

Tudo isso forma a base do elemento mais marcante da banda: a voz poderosa e impactante de Noora Louhimo , que personifica virtuosismo e versatilidade, transitando sem esforço de notas incrivelmente altas e roucas para tons mais graves, adotando também uma voz melódica, doce e emotiva quando a situação pede.

E a fórmula vitoriosa do Battle Beast segue em “Steelbound”. “The Burnin WIthin“ é praticamente Power Metal, porém vibrante e poderosa, enquanto “Here We Are” é mais festiva, com teclados em destaque e bateria reta no estilo anos oitenta. Imagine o a-ha com distorção e timbres mais metalizados? É isso! Porém sem deixar o lado Hard/heavy de lado. Soa empolgante do inicio ao fim. Eu peguei apenas as duas primeiras faixas como destaques do álbum, para definir como “Steelbound” segue.

É um álbum menor em relação aos anteriores, porém é acima da média do que se ouve no geral. O Battle Beast é uma banda diferenciada e se “Speelbound“ não segue no mesmo nível dos trabalhos anteriores, mantém a banda num patamar de “se você anda não conhece, deve conhecer”. Lançamento nacional pela Shinigami Records.

José Henrique Godoy




JOHN CORABI - NEW DAY (2026)


JOHN CORABI
NEW DAY 
Frontiers Music srl. - Importado

Um belo dia você abre o seu site preferido de noticias de Rock/Metal e pensa: “Nossa, o gigante John Corabi lançou um novo cd!!! E já vendeu um milhão de cópias!!!”. Esqueça, isso nem o próprio Corabi deve ter sonhado um dia, mas uma coisa eu posso garantir com a certeza de que o Pavón, jogador do meu Grêmio é um dos piores jogadores da história do esporte: John Corabi é um dos artistas do Rock e Metal mais injustiçados de todos os tempos.

Conheci o tal Corabi como vocalista da banda The Scream, um suposto “supergrupo” formado das cinzas do Racer X, do baixista monstro John Alderete e do incrível guitarrista Bruce Boillet. O álbum do The Scream , “Let It Scream” foi lançado em 1991, e muito por conta de um tal John Corabi, um misto de Steven Tyler/Ronnie James Dio se tornou um álbum cultuado e preferido do undergorund do Hard Rock noventista (estranho mas até 1993, temos excelentes álbuns sem a influência nefasta do Grunge Rock). E desde então me tornei fã do cara.

Não é necessário falar que ao substituir Vince Neil no Mötley Crüe, após o lançamento do álbum homônimo, ele dividiu opiniões: um álbum pesadíssimo de muita qualidade, porém diferente do Hard Rock tradicional do Crüe, não agradou no geral e a “culpa” recaiu em cima de John.

Particularmente eu acho o “Mötley Crüe 1994” um álbum espetacular, mas entendo que na época decepcionou os fãs, mas enfim, eram os anos 1990. Após sair do Crue, Corabi tocou guitarra em uma das encarnações do Ratt, montou o Union com Bruce Kulick e se tornou vocalista do Dead Daisies. Além de gravar um CD acústico e um álbum ao vivo tocando o “Crue 94” na íntegra. Mas faltava um disco solo de verdade, e a espera termina agora com “New Day”.

“New Day” é um trabalho inspirado e criado sob a influencia do Classic Rock dos anos 1960 e 1970, e COoabi não tenta esconder isso em nenhum segundo do álbum. A primeira música que os fãs ouviram do álbum foi "Così Bella". Lançada como single ainda em 2021, foi seguida por por "Your Own Worst Enemy', lançada no mesmo ano. Ambas as faixas estão incluídas no álbum, mostrando que o projeto já vinha há tempos sendo planejado. "Così Bella" é uma música de rock animada. Seu ritmo contagiante e melodia cativante a tornam uma canção leve e descontraída. O título, "Così Bella", significa 'tão bonita', que é exatamente a vibe que a música evoca. Em contraste, "Your Own Worst Enemy" é mais sombria e melancólica. É uma música com influência de blues e um toque funky. A faixa-título, "New Day", abre o álbum e é uma música de rock n' roll também vibrante, que promove uma mentalidade positiva. Novos dias oferecem novas oportunidades, e ouvir essa canção automaticamente imprime uma energia positiva, e vontade de escutar de novo!

“That Memory” é um Rock n' Roll direto, com influências dos anos 70, antes de “Faith, Hope and Love” adicionar um toque melancólico ao álbum. Esta música pode ser chamada de uma balada, mas é muito mais do que um clichê choroso de coração partido. “Faith, Hope and Love” é comovente e tem um nível de profundidade, o que também se deve aos vocais emocionais de Corabi. O homem realmente sabe colocar emoção no que canta.

“1969” é uma homenagem a uma época em que a música rock estava no auge. Tem uma vibração saudosa, e o álbum oferece profundidade emocional ao longo de toda a audição, seja quando você ouve os rocks animados ou os momentos comoventes. Isso se deve à toda emoção que Corabi imprime às suas composições e à sua voz distinta. Essas qualidades dão a cada uma das músicas uma sensação pessoal e muito autêntica, contribuindo para a impressão positiva de “New Day” como um todo.

O impressionante álbum de estreia de John Corabi vê rock, blues e soul se unirem. Tomando inspiração dos anos 1970, o cantor criou um álbum que se baseia nas suas origens e influências, o que torna “New Day” um “jogo ganho. Que grande Rocker e autêntico artista é John Corabi. Que “New Day” seja apenas o primeiro de uma extensa discografia solo.

José Henrique Godoy