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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

MAVERICK - THE MOTOR BECOMES MY VOICE


   
                   Thrash metal com uma pegada bem na linha dos anos 90. Assim o quarteto paulista MAVERICK estréia em cd. Peso e vigor se alinham á garra, com riffs viscerais, baixo e bateria que não economizam na hora de sentar a mão e um vocal raivoso e por vezes rasgado definem de forma objetiva o que encontramos em THE MOTOR BECOMES MY VOICE, que chega ao mercado via Shinigami Records. O grupo é formado por Gabriel Semaglia (vocal e guitarra), Caio Henrique (guitarra), Lucas Silva (baixo) e Gustavo Polississo (bateria) mostra em seu debut, que o heavy metal não precisa se prender a estilos e traz influências de bandas como Pantera, Machine Head e Lamb of God. Mas o grupo imprime sua personalidade, dando um toque pessoal ás composições.

                  Uma produção muito boa, limpa, mas que manteve  a "sujeira" da sonoridade da banda adequada ao thrash vigoroso e intenso do grupo, combinada com composições que transpiram uma fúria cheia de groove, fazem que os alto falantes sintam a energia contagiante das guitarras bem timbradas e seus riffs cortantes, o peso da cozinha e seus arranjos que, se não soam inovadores, transmitem a sinceridade e honestidade do som do grupo. 

                  A introdução V8, nos prepara para Upsidown, um faixa pesada e intensa, com vocais rasgados e que nos entrega riffs caprichados. Guitarras na cara e uma pegada por vezes mais cadenciada mostram a personalidade da banda. Motor Becomes My Voice tem um início mais cadenciado e uma parede de guitarras bem estruturada. Os vocais nos remetem aos bons tempos de Phil Anselmo (Pantera). Baixo e bateria intensos e cheios de groove dão destaque á faixa. Shadows Inc. tem uma boa variedade na estrutura, o que nos mostra que a banda tem a preocupação de não soar repetitiva em suas composições. Com passagens mais cadenciadas, as guitarras ganham em peso e intensidade. Disorder tem uma forte pegada de bateria, algo que é recorrente durante a execução do trabalho. As guitarras proporcionam uma energia vital á faixa. Aliás, a boa técnica dos músicos também merece destaque. 

                 Karma Extinction vem carregadas de bons riffs que encontram no groove proporcionado pela cozinha um encaixe que nos mostra a personalidade do grupo. Um toque de hardcore dá um tempero extra á faixa. As guitarras, sempre á frente, ganham destaque, com riffs e solos bem elaborados. Dehumanized, a sétima faixa, começa com a bateria ditando o ritmo, para em seguida, riffs e mais riffs estourarem nossos tímpanos. Um dos grandes destaques do álbum, o vocal cheio de fúria ganha ares perturbadores e intensos. O cd se encerra com Scarecrow, uma porrada que faz com que o álbum termine da forma como começou: intenso, furioso e cheio de energia.

               O trabalho de estréia do MAVERICK nos mostra uma banda que capricha nos riffs, peso e intensidade. O grupo dá sinais de que pode ser um dos nomes de destaque no cenário, pois potencial tem de sobra. Basta manter a personalidade e a garra. O futuro tende a ser promissor para a banda. 



Sergiomar Menezes

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