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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

POWERWOLF - BLESSED & POSSESSED



                       Em doze anos de carreira, o POWERWOLF vem crescendo no mercado musical. Com 6 álbuns lançados, mantendo uma média de um lançamento a cada dois anos, o grupo segue apostando em um power metal vigoroso e criativo. E o resultado atingido em BLESSED & POSSESSED, lançado por aqui via Shinigami Records, é muito bom! O grupo alemão traz em seu som as características básicas da maioria dos grupos oriundos de seu país, mas tem um cuidado maior na questão da melodia. Com teclados que se encaixam perfeitamente nos arranjos de suas canções, dando por vezes um cima bastante soturno ás composições, o grupo vem consolidando uma carreira, que, me arrisco a dizer, tem, por enquanto, seu ápice neste trabalho.

                      Attila Dorn (vocal), Matthew Greywolf (guitarra), Charles Greywolf (guitarra e baixo), Roel van Helden (bateria) e Falk Maria Schlegel (teclados) investem em guitarras variando entre o peso e melodia (com referência ao seu estilo), vocais mais graves que fogem da mesmice, baixo e bateria corretos e precisos e corais que fazem o diferencial num cenário que pede por inovações. Produzido por Fredrik Nordström, que deixou a grandiosidade da música do grupo com uma sonoridade bastante limpa, mas nem por isso sem peso, e com uma bela arte gráfica, os alemães devem subir mais degraus na difícil escada do metal.

                      O álbum abre com a poderosa faixa título. Blessed & Possessed tem belos riffs e um instrumental bastante inspirado, aliados ao um refrão que fica na cabeça por dias. Daqueles de cantar de punho cerrado nos shows. Solos melódicos encontram riffs agressivos e já mostram o poderio criativo da banda. Dead Until Dark, já tem mais a cara do power metal das bandas germânicas. Um belo solo enquanto baixo e bateria fazem sua parte, imprimindo velocidade. Mais um belo refrão (característica que se mantém ao longo do trabalho). A melodia dita o ritmo de Army of the Night, mas nem por isso o grupo esquece do peso, Agressiva em algumas passagens, melódicas em outra, os vocais de Attila ganham destaque aqui. Armata Strigoi apresenta uma interessante variação com teclados bem encaixados. O vocal grave de Attila cria uma atmosfera mais pesada na interpretação.
Na seqüência, We Are The Wild, mais cadenciada e com belos riffs, também possui um refrão pra cantar junto!

                    Higher Than Heaven, com corais quase operísticos, possui uma pegada bem heavy, onde a bateria ganha destaque. A faixa possui uma variedade em sua execução que mostra a técnica apurada dos músicos. A vigorosa Christ & Combat continua com o belo trampo de guitarras que em algumas passagens, remete as guitarras gêmeas do metal britânico, principalmente no início. Sanctus Dominus, com passagens bem melódicas, principalmente nos solos, possui uma particularidade, pois é cantada em latim. Não que outras bandas já não tenham feito isso antes ( a primeira que me veio á mente é o Helloween com Laudate Dominun, de Better Than Raw), mas ela dá uma certa dramaticidade á interpretação. Sacramental Sister tem um andamento mais lento e tem destaque o teclado. All You Can Bleed com belos arranjos e grande trabalho de baixo e bateria, tem em sua melodia o andamento perfeito ao vocal de Attila. Mais um refrão pra cantar junto. E o encerramento vem com Let There Be Night, onde o vocalista dá um show de interpretação. Uma composição com um capricho nos arranjos e com o peso das guitarras que dão ao cd, um final grandioso, como fora durante toda a sua execução.

                 O POWERWOLF consegui ser inovador e criativo mesmo sem grandes mudanças em sua sonoridade. A prática de  um Power metal cheio de garra e energia, pesado e melódico, e principalmente, sem soar repetitivo, é o trunfo que o grupo possui. Isso tudo aliado ao talento e criatividade fazem de BLESSED & POSSESSED um grande trabalho, que deve fazer da banda um nome mais reconhecido no cenário. Afinal, não é isso que procuramos nas grandes bandas?



Sergiomar Menezes

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