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quinta-feira, 2 de junho de 2016

AEON PRIME - FUTURE INTO DUST



         Uma coisa que nunca pára de me surpreender é o nível de qualidade das bandas brasileiras. Seja no estilo que for, mas especificamente no heavy metal e no hard rock. E não é diferente quando falamos do AEON PRIME, quinteto paulista que lançou no final de 2015 seu primeiro full lenght. Intitulado FUTURE INTO DUST, o trabalho traz uma mistura bem homogênea entre o passado e o presente do heavy metal, pois podemos encontrar passagens que nos remetem aos anos 80, mas também, momentos ue trazem a sonoridade atual que o estilo vem propagando. Dosando ambas de forma correta, o grupo (que em 2010 lançou o EP The Poet and The Wind), mostra sua força e que tem muito á oferecer.

        Formado por Michel de Lima (vocal), Yuri Simões (guitarra), Felipe Mozini (guitarra), André Fernandes (baixo) e Rafael Negreiros (bateria - na gravação do álbum, a banda contou com a participação do baterista Anderson Alarça como convidado em todas as faixas), o grupo dosa o peso e melodia, fazendo com que seu som tenha uma característica própria. Mesmo usando suas influências, a banda mostra personalidade. A produção,mixagem e masterização foram feitas por pedro Esteves (guitarrista do Liar Symphony) e ficou muito boa, cristalina, deixando todos os instrumentos muito bem equilibrados. A arte de capa ficou por conta de Ed Anderson, enquanto todo o conceito e design envolvendo o material, ficaram por conta de Fernando Laruccia.

         Coliseum abre o trabalho e já mostra a forte influência do metal tradicional no som do quinteto. Guitarras em harmonia, baixo e bateria marcados e um vocal cheio de estilo, com um timbre um pouco diferente. Solos muito bem estruturados e cheios de técnica, indicam que as guitarras possuem muita qualidade. Future Into Dust, a faixa título, segue essa linha, com uma levada um pouco mais atual, mas perder a atmosfera mais tradicional. Novamente, as guitarras guiam a faixa, que possui passagens mais melódicas e que alternam momentos mais pesados e agressivo. Revolving Melody é mais cadenciada, com riffs pesados e uma bela performance de Michel de Lima, que como dito anteriormente, não faz uso de agudos exagerados. Ghost tem um início bem simples, ameno, mas ganha peso. Apesar de manter um ritmo mais suave, a faixa se destaca pelos belos solos. The Commandments traz uma certa influência do hard rock, mas sem exageros. A dupla responsável pela cozinha ( André e Anderson - baixo e bateria, respectivamente), capricham em manter o peso constante a execução da faixa.

         Deadly Sacrifice traz o heavy metal de volta, com uma levada bem típica. Bons riffs aliados á uma linha melódica, acabam dar criar uma clima mais "Maiden" á faixa. Já About Dreams and Lies começa com um clima introspectivo, mas ganha intensidade em sua execução. Com boa variação em seu andamento, a faixa mostra a versatilidade do grupo em sua linha de composição. O peso volta com tudo em Newborn Star. Riffs fortes, vocal intenso e uma pegada mais rápida garantem bons momentos. A trabalho do baterista Anderson ganha destaque aqui, pois o baterista demonstra boa técnica e competência na execução da faixa. In Gold We Trust segue a linha do metal tradicional. Baixo e bateria pesados e guitarras bem agressivas, além de solos criativos, são os destaques da faixa. O álbum se encerra com a pesada In The Dephts of Me, com guitarras fortes e backing vocals bem encaixados.

       Um trabalho de que mostra que o AEON PRIME tem muito potencial. Apesar da boa estréia, o grupo motra que pode evoluir mais, pois logo neste primeiro trabalho, a amostragem foi excelente. E com a evolução, não apenas a banda ganhará, mas todo fã do bom e velho Heavy Metal!



       Sergiomar Menezes

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