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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

CORAZONES MUERTOS - ALIVE FROM THE GRAVEYARD (2014)



                 Pense em uma música cheia de energia, festiva, pesada, suja, totalmente livre de rótulos e que encarna perfeitamente a atitude e espírito do Rock n' Roll. Pensou? Com certeza, você pensou no que o CORAZONES MUERTOS faz! Mesmo que você ainda não conheça a banda, tenho que certeza que na hora que você ouvir ALIVE IN THE GRAVEYARD, lançado em 2014, você concordará comigo. Impossível ficar indiferente á música contagiante do quarteto! É aquele rock "sujo", inspirado em nomes como Ramones, New York Dolls, Hellacopters, Social Distortion, The Clash, Sex Pistols, Misfits e outros que só poderia resultar em algo extremamente viciante. Pode parecer exagerado. Mas não é. 

                 A história da banda é bastante peculiar. Afinal, que outra banda você conhece que surgiu na Argentina mas que, tempos depois acabou "ressurgindo" no Brasil? Sim, o grupo surgiu no início dos anos 2000 na terra do Messi e depois de dez anos e cinco discos lançados por lá, Joe Klenner (proprietário do Inferno Club e integrante da banda Daniel Belleza e os Corações em Fúria), guitarrista, vocalista e idealizador da idéia, resolveu "reviver" a banda com outra formação. Radicado no Brasil, Joe recrutou Guilherme Rosa (guitarra e backing vocal), Arthur Cocev (baixo e backing vocal) e Flavio Cavichioli (bateria, ex- Forgotten Boys) e em 2014 lançaram este disco ao vivo no Estúdio Lamparina e no Inferno Club. Hoje a banda conta com Cadu Pelegrini (guitarra) e Jeff Molina (bateria), que aliás, produziu este trabalho em conjunto com a banda. Além disso, o trabalho foi mixado e masterizado por Michel Kuaker no Wah Wah Studio. São dez faixas de pura adrenalina, onde a diversão e aquela pegada despojada mostram a cara, sem nenhum tipo de concessão. Rock n' Roll como ele deve ser!

                 Don't Kill Rock n' Roll abre o cd chutando a porta com tudo! Guitarras nervosas, riffs certeiros e uma levada com uma urgência punk, aliadas a um refrão fácil, que logo após ouvir, já dá pra sair cantando junto, fazem da faixa um cartão de visitas perfeito. Heart and Soul segue a festa em grande estilo, onde as guitarras se destacam, mantendo o peso e sujeira que a música do grupo pede. E aquela veia Hard Rock aparece de forma veemente, algo que bandas como o Backyard Babies faz com maestria. Teenage Roots mostra de forma ainda mais clara essa mistura entre a urgência do pun e a malícia do hard, como na escola clássica do Hanoi Rocks ( e que o mestre Michael Monroe ainda faz com a velha classe). Crown of Thorns é um pouco mais pesada, até mesmo, mais sombria (dentro do estilo da banda, que fique claro). O clima festivo e rock n' roll volta com tudo em No More Good Feelings. Daquelas músicas pra se ouvir ao vivo tomado uma cerveja!

                      Vagabunda, cantada em espanhol, ganha uma atmosfera diferente, provando que aquela história de que cantar em inglês faz diferença. Seja em português, espanhol, alemão... O rock não tem nacionalidade, seja a língua que for, se a música é boa, é o que importa. Fly Away tem guitarras bem entrosadas e aquele clima hard rock de volta, mesmo co a sujeira típicas do punk nas bases de guitarra. All The Things encerra as faixas que foram gravadas ao vivo e deixa aquele sentimento de foram poucas músicas no cd. mas que ao mesmo tempo despertam aquela vontade de poder assistir a um show do grupo. No encerramento, temos duas bônus tracks. Uma versão em estúdio de Fly Away (gravada em 2005) e Viejo Dolor, cantada em espanhol e que mantém o mesmo padrão das faixas ao vivo. Ou seja, enérgica, festeira e rock n'roll pra ouvir no volume 11.

                      ALIVE IN THE GARVEYARD é um álbum indicado pra quem tem o Rock n' Roll na veia, que aprecia aquele clima descompromissado, despojado e festivo. Se essa é sua praia, pode ter a certeza absoluta que o CORAZONES MUERTOS é a banda a ser ouvida!



                   

                   Sergiomar Menezes

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