domingo, 7 de abril de 2019

RAVEN - SCREAMING MURDER DEATH FROM ABOVE: LIVE IN AALBORG (2019)



             "Este disco é o que melhor representa a banda ao vivo, seja tecnicamente, seja dinamicamente falado". Essa palavras foram proferidas por ninguém menos do John Gallagher, líder e fundador de um dos mais importantes grupos da NWOBHM, o lendário RAVEN. SCREAMING MURDER DEATH FROM ABOVE: LIVE IN AALBORG é o terceiro registro ao vivo da banda, que saiu por aqui através da Shinigami Records. E, discordemos ou não do vocalista baixista, a verdade é que o trabalho é um puta de um álbum ao vivo! Toda a energia do trio está presente de forma praticamente como foi captada, e meu amigo, estamos falando de uma banda com mais de quatro décadas de estrada!

                   Além do próprio John, o trio é costo por Mark Gallagher (guitarra e vocal) e pelo baterista Mike Heller e, juntos esbanjam uma energia quase que inigualável ao longo das onze faixas presentes aqui. O que é mais interessante nesse registro gravado na Dinamarca, é que a banda não tinha nenhuma intenção em gravar a apresentação, só que, após o show, o grupo recebeu um pen drive contendo as faixas gravadas ao vivo e gostou muito do que ouviu! E, com poucas mexidas em estúdio (durante a apresentação o baixo de John "quebrou" e houve problema em um dos microfones), o álbum traz um registro fiel do que é um show do grupo. Contagiante e repleto de muito peso, esse trabalho só corrobora o que sempre foi dito a respeito do Raven: ao vivo a banda é direta, enérgica, pesada e muito, mas muito dinâmica.

                          Unindo composições mais recentes como "Destroy All Monsters" e "Tank Trads (The Blood Runs Red)", presentes em "Extermination", lançado em 2015, à faixas clássicas como "Rock Until You Drop", "Hell Patrol", "All For One", "Hung Drawn & Quartered", "Faster Than The Speed of Light", "On and On", Break the Chain" e "Crash Bang Wallop", mostrando vitalidade e muita garra. Obviamente que, ao falarmos do Raven, 11 faixas ao vivo são pouco, se compararmos a história e relevância do grupo, mas também, podemos entender pois, essas faixas não estavam sendo gravadas com esse intuito. O melhor é que em logo mais o grupo estará se apresentando no Brasil e poderemos conferir toda essa energia e disposição em favor do Hard/Heavy de qualidade.

                SCREAMING MURDER DEATH FROM ABOVE: LIVE IN AALBORG é obrigatório para os fãs do grupo. MAis do que um registro ao vivo do RAVEN, o álbum é um belo exemplo de como uma banda pode envelhecer sem se entregar às imposições do mercado nem se vender, mostrando além de boa música, princípios! STAY HARD! ROCK UNTIL YOU DROP!




                    Sergiomar Menezes

HAMMERFALL - GLORY TO THE THE BRAVE - 20 YEAR ANNIVERSARY EDITION (2017)



             Em 1997, uma banda e um álbum foram responsáveis por uma retomada do Heavy/Power Metal de forma mundial. Não que o estilo estivesse jogados às traças. Nunca este e nunca estará. Mas GLORY TO THE BRAVE, lançado pelo grupo sueco HAMMERFALL, resgatou aquele sentimento mais "True", por assim dizer" que parecia andar um tanto quanto esquecido naquela época. Obviamente que também tivemos outros grandes álbuns nesse ano. Stratovarius com seu aclamado "Visions", Bruce Dickinson com o excelente "Accident of Birth", Edguy com "Kingdom of Madness", entre outros. Mas todos esses discos vieram de artistas consagrados ou estabelecidos. O que não podemos dizer do Hammerfall, afinal, esse era o trabalho de estréia da banda capitaneada por Oscar Dronjack (guitarra). E o álbum ganhou sua versão especial de aniversário de 20 anos, que saiu por aqui em um belo pack lançado pela parceria Shinigami Records/Nuclear Blast.

                Se no seu início o grupo era um projeto paralelo, tudo tomou forma e consistência quando a formação se estabilizou com Joacim Cans (vocal), Oscar Dronjak (guitarra), Glen Lingström (guitarra), Fredrik Larsson (baixo) e Jesper Strömblad (In Flames - bateria). Durante as gravações, ocorreram participações que acabaram por se tornarem definitivas no line upu, visto que Jesper estava muito ocupado com o In Flames e deu lugar a Patrik Räfling. Tivemos também a participação de Stefan Elmgren, que logo em eguida se tornaria a segunda guitarra do grupo. Os teclados ficaram sob a responsabilidade do produtor Fredrik Nordström (Dream Evil, mas produtor de inúmeras outras bandas consagradas), que também foi o responsável pela remasterização do álbum agora em 2017. Essa edição de aniversário é muito atrativa, vez que traz além do álbum remasterizado com a adição de duas faixas bônus, um CD ao vivo contendo faixas gravadas em 1998, 2012 e 2017, além de um DVD muito interessante, pois traz capítulos de "The First Crusade", vídeo lançado pelo grupo anteriormente apenas em VHS, além de entrevistas realizadas em 2017 e uma curta apresentação do grupo no festival Dynamo Open Air em 1998. Ou seja, um edição mais que atrativa.

            Falar da importância e qualidade das músicas presentes em GLORY TO THE BRAVE é chover no molhado, afinal, "The Dragon Lies Bleeding", um power/heavy daqueles destruidores, , "The Metal Age", a sensacional "Hammerfall", a bela balada "I Believe", o cover de "Child of the Damned", do Warlock, a até hoje presente no setlist das apresentações do grupo, "Steel Meets Steel", "Stone Cold", "Unchained""Glory to the Brave", são faixas obrigatórias para todo fã de Heavy Metal. Além dessas, a edição especial traz no CD 01, "Ravenlord", cover do Stormwitch e uma versão editada para as rádios da faixa título. Já o CD 02 traz sete faixas, qual sejam, "The Metal Age", "Steel Meets Steel" e "Stone Cold", gravadas ao vivo em 1998, "Glory to the Brave", "Hammerfall" e "The Dragons Lies Bleeding", de 2012 e um medley de "Glory to the Brave", de 2017, todas com ótima qualidade de gravação. Mas a cereja do bolo é o DVD, imperdível tanto para os fãs do grupo que já assistiram o VHS, quanto para aqueles (ainda mais) que não tiveram essa oportunidade.

              GLORY TO THE BRAVE 20 YEAR ANNIVERSARY EDITION é ítem obrigatório para os fãs do grupo, pois mostra que o HAMMERFALL era uma banda pronta na época de seu lançamento, o que só veio a se confirmar na sequência. Se o Heavy metal seguiu firme e forte com todas a agruras que lhe acometeram na década de 90, os suecos têm muita "culpa" nisso...





                   Sergiomar Menezes
  

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

BURN INCORPORATED - SUPERNOVA (EP) - 2018



                 É extremamente gratificante quando recebemos um trabalho de uma banda formado por garotos, que apostam no Heavy Metal e o fazem com paixão. É o caso da banda BURN INCORPORATED, formada em 2014 em Monte Alto (SP) pelo baterista Vincenzo Nucitelli, que na ´poca tinha apenas 10 anos! Com o objetivo de tocar cover de bandas clássicas, a banda rsolveu, com o passar do tempo, se dedicar às suas próprias composições, e quatro anos após sua formação, lançou em 2018 o EP SUPERNOVA.

                    Na gravação do EP, a banda era formada por Hariel Davela (vocal, que deixou a banda recentemente), Gabriel Alonso (guitarra), Raphael Alonso (baixo) e o fundador do grupo, Vincenzo Nucitelli (bateria). Muito bem produzido, mixado e masterizado por Fábio Fonzare, SUPERNOVA traz quatro composições que mostram o potencial do grupo. Obviamente que por s etratar de seu primeiro trabalho, algumas arestas precisarão ser aparadas, mas nada que possa causar algum tipo de demérito ao grupo. Aliás, acredito que a saída de Hariel possa ser benéfica ao grupo, uma vez que seu vocal pareceu um tanto quanto deslocado, pois a sonoridade do grupo traz uma interessante mistura entre o Heavy metal, o Prog (na praia Dream Theater) e o Thrash. 

                      O EP começa com a faixa "Hate", com um instrumental bem trabalhado, com destaque para o entrosamento dos jovens músicos. Com uma pegada bem atual, mas sem abrir mão do peso, a música mostra que apesar da idade, a molecada apresenta grande versatilidade. Os riffs do guitarrista Gabriel se destacam, da mesma forma que em "Lonely", mas aqui, a cozinha composta por Raphael e Vincenzo mostra que sabe muito bem o que faz e onde quer chegar. Com um refrão de fácil assimilaçao, a faixa guarda uma certa semelhança com a fase "Load/Reload" do Metallica. "Until my End" vem na sequência e tem quase  dez minutos de duração. E podemos dizer que a banda é corajosa, pois em seu primeiro EP, de cara apresentar uma faixa bastante longa, mostra que o grupo está disposto a arriscar. Confesso que não sou adepto a composições longas, pois músicas assim precisam ser muito bem estruturadas, para prender o ouvinte, algo que nem sempre acontece. E aqui, mesmo que bem trabalhada e executada, a faixa não prendeu minha atenção. Mas o grande destaque do trabalho é a faixa título, que encerra o EP, a instrumental "Supernova". Uma faixa que traz consigo todas as influências dos músicos, mostrando peso, técnica e o mais importante, a entrega de todos na execução da faixa. Com um misto de Heavy/Hard/Prog, a composição consegue transpôr a perigosa barreira da faixa instrumental com extrema desenvoltura.

                      SUPERNOVA surge para apresentar o BURN INCORPORATED e mostra uma banda que apesar de jovem, sabe onde quer chegar. É provável que a entrada de um novo vocalista aumente ainda mais o potencial do grupo e o transforme rapidamente de promessa a uma realidade. Ta aí um nome pra guardar e acompanhar seu crescimento!




                Sergiomar Menezes

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

NASHVILLE PUSSY - PLEASED TO EAT YOU (2018)



              "A última grande banda de Rock n' Roll da América!". Foi assim que deus, também conhecido por Lemmy, definiu o grupo californiano NASHVILLE PUSSY! E quem somos nós pra discordar, não é mesmo? E o sétimo álbum de estúdio do quarteto, mostra que sua música continua com aquela pegada AC/DC/Motörhead de ser. Com o sintomático título PLEASED TO EAT YOU, o álbum chega ao Brasil através da Shinigami Records em um belo digipack, com um encarte sensacional, daqueles que deixam a gente com vontade de adquirir o CD só por isso. Mas a música, ah, meu amigo... É muito mais interessante que o encarte!

                    Blaine Cartwrigt (vocal e guitarra), Ruyter Suys (guitarra e backing vocal), Bonnie "Bon" Buitrago (baixo e backing vocal) e Ben Thomas (bateria), nos trazem treze faixas repletas de adrenalina, com aquela pegada "suja", como o Rock n' Roll deve ser, politicamente incorreto, repleto de referências sexuais. Sabe a tríade Sexo, Drogas e Rock n' Roll? Pois é... O NASHVILLE PUSSY é uma das poucas bandas que sustenta essa ideologia de forma contagiante! O álbum foi gravado e mixado por David Barrick (Black Stone Cherry, Marshall Tucker Band) e foi produzido por Daniel Rey (quem é fã do Ramones conhece esse sujeito muito bem), que já produziu entre outros nomes, o próprio Ramones, White Zombie, Raging Slab, etc. Ou seja, uma dupla que sabe como as bandas de rock verdadeiras devem soar, deixando tudo no lugar. E a arte gráfica do trabalho também merece ser destacada. Como citado no começo, o encarte do álbum é muito bacana, cheio de detalhes, além de no verso tarzer um pôster do grupo com o roteiro da turnê atual. 

                    Abrindo com "She Keeps Me Coming and I Keep Going Back", o grupo mostra que o Motörhead e AC/DC ainda corre nas veias de Blaine e Ruyter Suys, principais compositores da banda. Aliás, muitos chamam a guitarrista de "Angus Young de saias", não apenas pela sua maneira de tocar, mas também pela energia dispensada por ela nos shows do quarteto. "We Want War" tem uma levada mais cadenciada, cheia de swing, enquanto "Just Another White Boy" é daquelas faixas que a gente ouve e põe no repeat de tão legal que é! Mais uma vez, a veia rocker da dupla aparece, mas cabe destacar também a cozinha composta pela baixista Bonnie e pelo baterista Ben, que mostram entrosamento em bases sólidas. "Go Home and Die" traz uma atmosfera mais densa mas nem por isso menos contagiante. O clima volta a esquentar em "Low Down Dirty Pig", com sua levada rápida e direta. As letras do grupo primam pelo politicamente incorreto. Fico pensando como seria aqui no Brasil com essa cambada de chata pra caramba... "Testify", apesar do refrão bem construído, fica um pouco aquém das faixas apresentadas até aqui. Os riffs ficaram bons, mas alguma coisa não composição não encaixou da maneira certa.

                      O Rock n' Roll retorna com "One Bad Mother", com guitarras em perfeita sintonia, no melhor estilo irmãos Young. Inclusive, o grupo dedica o trabalho ao mestre Malcolm Young, além de Lemmy. O espírito bluesy de "Woke Up This Morning", cortesia de Ruyter, mostra a musicalidade do grupo, bebeu, e muito, na fonte do blues. "Drinking My Life Away", mostra aforça do grupo em compôr faixas repletas de energia, onde o vocal de Blaine assume um timbre bem característico. A pesada "Endless Ride", também foge um pouco das demais faixas, uma vez que sua levada sai um pouco da linha adotada pelo grupo, e mesmo com boas idéias e sendo sobre Lemmy não mantém o ritmo pegado do álbum, que volta ao "normal" com "Hang Tight", uma faixa viciante, na linha ZZ Toppra ouvir tomando uma gelada dirigindo um carro por uma estrada deserta. Ok, não dá pra beber o dirigir não é mesmo? Mas estamos falando do Nashville Pussy... "CCKMP" é um cover de Steve Earle e ganhou uma interpretação bem pessoal do grupo. O encerramento vem com "Tired to Pretend That Give a Shit", um som insano e com guitarras bem na cara.

                      PLEASED TO EAT YOU não vai mudar o mundo da música. E provavelmente, não tem essa intenção. Segunda a própria Ruyter Suys, a música do NASHVILLE PUSSY serve para que você esqueça dos problemas e mergulhe em meia hora de pura diversão. Poucos artistas conseguem expressar de forma tão simples e clara sua arte. E o "Angus Young de sais" consegue de forma muito consistente. Longa vida ao verdadeiro Rock n' Roll!





                  Sergiomar Menezes

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

MALKUTH - VOODOO (2018)


             
                          Com 25 anos de carreira (o grupo foi formado em 1993), uma das mais importantes e blasfemas hordas nacionais chega ao seu mais novo trabalho. VOODOO, lançado no ano passado pelo grupo pernambucano MALKUTH, é um álbum de uma qualidade absurda, seja pelo nível das composições apresentadas, seja pela produção, que se por um lado, não está tão "tosca" e suja como nos trabalhos anteriores, por outro, deixa nítida a capacidade e competência do quarteto, ao mostrar toda a brutalidade e agressividade do grupo de uma forma mais "limpa".

                      Voodoo foi gravado por Sir Ashtaroth (vocal e guitarra), Agares (guitarra e teclado), Dmysteriis (baixo) e Destroyer (bateria), mas a banda hoje conta com a presença de Rangda Daeva (guitarra e teclado) e Ghoul (baixo). E as nove faixas que compõem o trabalho ostra o porquê da relevância do grupo dentro do cenário. O peso e fúria das guitarras continuam intactos, repassando nos riffs toda a agressividade que a atmosfera lírica do grupo pede. E isso é fruto de muito trabalho e dedicação, pois não é preciso ser um expert em black metal para saber das dificuldades existentes pra quem pratica o estilo no Brasil. Produzido pela banda e por Joel Lima, o trabalho é uma obra repleta de blasfêmias e muita brutalidade. Profano, denso e sombrio. E o que se mostra muito interessante é que o MALKUTH não faz uso apenas da velocidade, dosando muitos momentos mais cadenciados e até mesmo melódicos (?!) dentro de sua proposta. Uma sonoridade única e extremamente cativante.

                          Rite of the Fullmoom Over the Sepultures abre o trabalho como uma introdução, nos preparando para a porrada Shoot to Kill (je$u$), presente no EP homônimo lançado pelo grupo em 2017. Velocidade e peso, aliados à momentos bem próximos do metal tradicional, fazem desta faixa uma das mais mortais já compostas pelo grupo! O início de The Old Blade traz um riff quase thrash, que logo em seguida mostra que em matéria de black metal (como ele deve ser), poucas bandas podem se igualar ao quarteto. Os riffs aqui, assumem uma dimensão mais sombria e até mesmo fria, enquanto a bateria de Destroyer "castiga" os ouvidos menos  preparados em momentos insanos. E tome mais blasfêmia em Anticristum (Bellicus), cantada em português, e que mostra como que teclados bem encaixados podem sim fazer a diferença dentro do black metal sem exageros. Dead (Cold... As the Graveyard) também possui essa característica, se mostrando uma faixa bem soturna, com as características que se tornaram a marca registrada do grupo.

                        Voodoo (Demoni Invocation) é dona de uma bateria brutal, além de mostrar um grande trabalho de guitarra. Sir Ashtaroth possui um timbre bem peculiar, pois procura impôr de forma consistente seus vocais que muitas vezes, parecem ter vindo diretamente do inferno! Assim como Dense Forest, Nocturnal Paths, que mostra toda a influência do metal tradicional no trabalho do grupo. E isso é algo mais do que louvável, uma vez que muitas bandas tentam mascarar suas influências, o que no caso do Malkuth, não acontece. Place of Pain, Desolation, Sadness and War é outro belo exemplo de como criar uma faixa pesada, agressiva, rápida e extremamente soturna. Soa estranho? Ouça a faixa coma tenção que você entenderá. O encerramento vem com Shadows, que fecha o álbum de forma tão blasfema e intensa como começou. 

                         25 anos de carreira. VOODOO, sétimo álbum de estúdio do MALKUTH, não pode ser considerado apenas como um dos melhores álbuns de 2018, mas também, como um dos principais trabalhos já lançados pelo grupo nestas duas décadas e meia. A brutalidade  e agressividade, inerentes ao trabalho da banda, seguem firmes em sua batalha dentro do underground. Fazendo uso de forma equilibrada dos teclados e aproximando-se do metal tradicional, a banda prova que não é necessário fazer nenhum tipo de concessão em sua sonoridade para se manter no mercado. Basta ser honesto e verdadeiro consigo mesmo. 
              





                     Sergiomar Menezes