POWERWOLF
WILDLIVE (LIVE AT OLYMPIAHALLE)
Shinigami Records/Napalm Records - Nacional
WILDLIVE (LIVE AT OLYMPIAHALLE)
Shinigami Records/Napalm Records - Nacional
Eis que, após 20 anos, podemos afirmar que o POWERWOLF se tornou um grande nome do metal mundial. E esse se torna ainda mais indiscutível com o lançamento de WILDLIVE (LIVE AT OLIMPIAHALLE), álbum que não é apenas um registro ao vivo: é uma verdadeira celebração ao Heavy Metal que desafia a imaginação. Gravado no emblemático show de encerramento da Wolfsnächte Tour 2024, em Munique, o álbum captura com perfeição a energia magnética e o brilhantismo teatral da maior turnê já realizada pelo quinteto. E jogar em casa, deixa tudo mais fácil, não é mesmo? E para os fãs, nada melhor do que saber que o trabalho sai por aqui num belo digifle sobressalente duplo, com capa e contracapa sobressalente, cortesia mais uma vez da parceria Shinigami Records/Napalm Record.
O grupo formado por Attila Dorn (vocal), Charles Greywolf (guitarra/baixo), Matthew Greywolf (guitarra), Falk Maria Schlegel (órgão) e Roel van Helden (bateria) entregaram aos fãs que estavam presentes no Olympiahalle um show repleto de energia, força e o mais puro power metal germânico capturando perfeitamente o amadurecimento sonoro e visual do grupo. O balanço impecável entre o peso das guitarras de Matthew e Charles Greywolf, as orquestrações do teclado/órgão de Falk Maria Schlegel e a cozinha precisa dão a base para que Attila Dorn tenha uma performance impecável, alcançando tons operísticos impressionantes sem perder o fôlego diante de uma plateia lotada e enérgica. A mixagem (assinada por Joost van den Broek) merece um destaque especial. Ela consegue equilibrar o peso da banda com a resposta ensurdecedora do público, fazendo com que o ouvinte se sinta no meio da pista.
Logo após a introdução, a banda emenda "Bless'em With the Blade" e "Incense & Iron", mostrando que não estavam ali para brincadeira. A execução de "1589" (faixa de "Wake Up The Wicked" - 2024) ganha contornos dramáticos no palco, carregada de corais épicos e uma atmosfera sombria sobre as caças às bruxas e lobisomens do século XVI. Hinos obrigatórios como "Army Of The Night", "Amen & Attack", "Armata Strigoi" e "Demons Are a Girl's Best Friend" ganham maior intensidade nos arranjos, enquanto a emocionante "Alive or Undead" cria um dos momentos mais intensos da noite. Sob o comando da dinâmica impecável entre o vocalista Attila Dorn e o tecladista Falk Maria Schlegel, cada faixa se transforma em um ritual inesquecível. É impossível não se arrepiar com a trinca final do show: "Sanctified With Dynamite", "We Drink Your Blood" e o encerramento com "Werewolves of Armenia".
WILDLIVE (LIVE AT OLYMPIAHALLE) não faz do POWERWOLF uma banda especial. Ele apenas reafirma sua posição já consolidada no cenário e abre um novo capítulo na jornada do quinteto alemão. Um reconhecimento aos 20 anos de carreira e uma promessa do que está por vir. O grupo, há muito tempo, ultrapassou as fronteiras do gênero e, com este lançamento, prova mais uma vez que, para seu fãs (e não são poucos), sua arte vai além da música... é uma religião.
Sergiomar Menezes
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