NAZARETH
Abertura: PHORNAX
LATIN AMERICA HITS TOUR
26/07/2026
BAR OPINIÃO
PORTO ALEGRE/RS
Produção: Opinião Produtora/Top Link Music
Abertura: PHORNAX
LATIN AMERICA HITS TOUR
26/07/2026
BAR OPINIÃO
PORTO ALEGRE/RS
Produção: Opinião Produtora/Top Link Music
Texto e fotos: José Henrique Godoy
“Nazareth não é banda que só se escuta em fuscas”... Eu li esta frase, ao mesmo tempo pitoresca, confusa e meio sem sentido, naquele site que era o maior portal de noticias sobre Rock e Metal, há uns vinte anos... Lembro que na ocasião eu ri bastante ao ler a tal sentença, mas depois refleti sobre ela: Era um fã tresloucado defendendo a seminal banda escocesa da “acusação” de serem “bregas” pela quantidade de baladas constantes nas sua discografia, ou algo que o valha... Nada contra fuscas, pois ainda quero ter um, mas depois de pensar a frase fazia sentido, e era justa. O Nazareth é, foi e sempre será uma puta banda de HARD ROCK/ROCK N' ROLL!!!
Resolvi fazer essa introdução, pois toda a vez que penso no Nazareth, essa frase me vem a cabeça. Mas vamos ao que interessa, e relatar sobre esta nova visita dos escoceses ao Brasil, banda que tem muito carinho por eles, e vice-versa, tendo em vista a quantidade de tours que eles fizeram por aqui ao longo das décadas. Desta vez, com um novo vocalista: o suiço Gianni Pontillo. E aqui era o foco principal da atenção de todos os fãs: seria capaz o “cara novo” substituir minimamente o insubstituível Dan McCafferty?
A abertura da noite ficou com a banda gaúcha Phornax, que entrou no palco as 19h55 e entregou um show vigoroso e forte, com seu Power/Heavy Metal que vem se destacando no cenário nacional. O Phornax foi responsável por todos os shows de abertura da Tour do Nazareth no Brasil. Após 40 minutos, a banda se despede e agradece a ótima recepção do excelente público que tomava quase a totalidade dos espaços do Opinião.
Às 21h10, as luzes se apagam, e a intro com sons de gaitas de fole tradicionais da Escócia são ouvidas. Aos poucos os integrantes adentram o palco com a clássica faixa de abertura dos shows do Nazareth, na maioria das suas tours de 1976 para cá: “Telegram” inicia o espetáculo. Do lado esquerdo do palco, Pete Agnew, o baixista e único membro original, com seu baixo poderoso, óculos escuros e um sorriso que permaneceu no seu rosto do primeiro ao último acorde. Ao lado direito, Jimmy Murrison, o guitarrista do Nazareth desde 1994, e a sua postura “rocker-até-o-talo” . Ao fundo Lee Agnew, o baterista e filho de Pete, firme, pesado e seguro, dando a cadência do Nazareth. E lembram do cara novo, o tal Gianni? Pois bem, se havia dúvidas se ele era capaz de liderar a voz do Nazareth, após alguns minutos a dúvida se transformou em certeza absoluta.
O grande Dan McCafferty deixou o Nazareth em 2013, por motivos de saúde e ele foi substituído por Carl Sentance, até 2025. Carl era um bom vocalista, gravou discos e fez várias tours, porém sempre quis deixar a sua marca própria na banda. Já Gianni parece não querer nada além de manter o legado de Dan intacto e trazer o velho espírito do Nazareth de volta. E conseguiu!
O som estava perfeito, se ouvia perfeitamente todos os instrumentos, todos os clássicos foram executados com suprema perfeição: “Miss Misery”, “Razamanaz”, “Dream On”, “Holyday”, ”Changin Times”, do mais que clássico “Hair Of The Dog” (este álbum teve cinco faixas executadas, no total de dezessete, é verdadeiramente a Obra-Prima do Naz) teve uma versão extendida, onde Jimmy exibiu toda a sua técnica e habilidade com a guitarra. Sim, “Hair Of The Dog” e “Love Hurts” foram executadas e cantadas a plenos pulmões por todo Opinião, comandado por Gianni, que além de excelente vocalista, é um ótimo frontman. Inacreditável pensar que ele está na banda há apenas cinco meses.
Após noventa minutos, o Nazareth encerra seu excelente show com “Go Down Fighting”, do também clássico álbum de 1973, "Loud n' Proud". Uma sensação incrível ver o sorriso e as caras felizes de todos saindo do Opinião, fossem eles senhores na casa dos setenta anos, ou a garotada nova que vai atrás pesquisar sobre os grandes do Rock e ainda tem a sorte de poder ver alguns deles na ativa, como o Nazareth. Lembram da frase que abri esse texto? Ela é correta, mas eu me permito ajustá-la: “Nazareth não é banda só para se ouvir em fuscas. É pra se ouvir em qualquer lugar, pois sua obra é eterna!” Longa vida ao Nazareth, e que retornem ano que vem, como prometeram!


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