quarta-feira, 13 de maio de 2026

MICHAEL MONROE - OUTERSTELLAR (2026)

 


MICHAEL MONROE
OUTERSTELLAR
Silver Lining Music - Importado

Michael Monroe é outro típico caso de verdadeiro Rocker. Incansável e imparável, ele acaba de lançar “Outerstellar” o seu décimo primeiro álbum de estúdio. Para quem não sabe, Michael foi o eclético frontman do Hanoi Rocks, banda da Finlândia que influenciou altamente a cena Glam/Hair Metal dos anos 1980, dentre os seus “inspirados” mais notórios eu poderia citar o Mötley Crüe e o Guns N' Roses.

Após o final trágico da banda em 1985 , após o acidente de carro causado por Vince Neil que vitimou o batera do Hanoi Rocks, Razzle, Michael Monroe deu inicio a sua carreira solo com o lançamento de “Nights Are So Long” (1987) e de lá para cá não parou mais, inclusive dividindo o trabalho solo com um retorno à ativa do Hanoi Rocks entre os anos de 2002 e 2009.

O que temos aqui em “Outerstellar” é o tradicional “Modus-Operandi” de Michael Monroe criar Rock N' Roll: uma pitada de Glam/Hard Rock, outra de Garage Rock, e muita influência de Punk Rock. Porém desta vez, a mistura saiu com gosto de “comida requentada”. Não que “Outterstellar” seja fraco ou um álbum que se deve desprezar. Ao contrário, a fórmula vencedora de Monroe está aqui, porém ela parece um pouco mais arrefecida e com menos “Punch” do que nos lançamentos anteriores.

Temos ótimos momentos como a faixa de abertura “Rockin Horse”, “Black Cadillac”, um rockão cheio de malícia, a semi-balada “Glitter And Dust”, a pesada e quase gótica “Painless” e a anárquica “Newtro Bombs”. Por outro lado temos “Precious” e “Pushin Me Back” que apesar de serem faixas “ok”, soam como se fossem sobras de outros álbuns, pois se assemelham muito com outras faixas que Monroe e banda criaram com mais consistência.

A maior surpresa do álbum fica para o final: “One More Sunrise” uma faixa com quase oito minutos de duração. Levando-se em conta que Michael Monroe é adepto do estilo músicas certeiras de três minutos, realmente “One Mores Sunrise” é uma novidade. Uma faixa “épica”, porém com muita melodia e a marca registrada de Michael Monroe. Outro detalhe que me chamou a atenção: a capa do álbum é bem semelhante a capa de “Sensory Overdrive” de 2011. Se “Outerstellar” não é o melhor trabalho de Michael Monroe, por outra via ele é um bom trabalho que mantém Monroe relevante e influente.

José Henrique Godoy




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