segunda-feira, 13 de julho de 2026

13/07 DIA MUNDIAL DO ROCK - OS DISCOS QUE MUDARAM NOSSAS VIDAS!

 

13 de julho é o Dia Mundial do Rock. Claro que, pra nós que fazemos do estilo uma parte de nossas vidas, esse é apenas mais um dia. No entanto, é bom sabermos que temos um dia dedicado ao Rock mesmo que de forma simbólica. E pra não deixarmos passar essa data em branco, a equipe do REBEL ROCK fez um breve relato sobre aquele disco que mudou nossas vidas, mesmo que esse não seja aquele disco mais ouvido, o preferido, mas aquele que nos fez ver e ouvir o mundo de outra maneira. Então, se por um descuido ou por uma pequena falta, você ainda não ouviu um desses álbuns, ficam aqui nossas dicas. Enjoy it!




CHAOS A.D. - SEPULTURA

"Em 1995, eu já ouvia rock e metal. Aos 11 anos, já carregava o rótulo de "adolescente rebelde" estampado na testa, até que ouvi falar de um tal de Sepultura. Uma banda brasileira? Existia uma banda do Brasil que fazia um som pesado? Foi aí que o meu mundo mudou para sempre. Encontrei Chaos A.D. em uma banca de jornal, comprei aquele tal de Sepultura e, quando coloquei o CD para tocar, foi como levar um soco no peito. “Refuse/Resist”, "Territory", "Slave New World", "Amen", "Kaiowas", "Propaganda", "Biotech Is Godzilla" e "Nomad" — uma sequência de aniquilar pescoços. Naquela época, eu não me importava com técnica, bumbo duplo, viradas tribais, riffs, solos ou qualquer outro malabarismo musical. Eu queria barulho. Queria ser barulhento! Perturbar!. E foi justamente nesse aspecto que o Sepultura e Chaos A.D. mudaram a minha vida. Descobri diversas outras bandas, graças ao explosivo som de um quarteto que saiu de Belo Horizonte.
Sepultura, do Brasil!!!"
William Ribas



METALLICA - MASTER OF PUPPETS

"Tem discos que a gente escuta, e tem discos que mudam a nossa vida. Master of Puppets foi isso desde a primeira vez que ouvi aquele riff de abertura, onde tudo mudou e nunca mais seria o mesmo ouvinte. Não é só técnica, é raiva e poesia juntas, um disco que só ficou mais atual com o tempo. Pra mim é o ápice do metal, o ponto mais alto que o gênero já alcançou, algo quase transcendental. Impossível explicar em palavras o quanto ele mudou minha vida."
Fernando Aguiar



KISS - CREATURES OF THE NIGHT

"Fui apresentado em 1983 a "Creatures of the Night", simplesmente o disco que mudou minha vida! Quando ouvi "I Love It Loud" nunca imaginei que o som de uma bateria pudesse soar tão brutal. Naquele momento, foi como receber um soco no cara daqueles bem dados. "I Still Love You", "Killer" e principalmente "War Machine", me levaram definitivamente ao Metal, sendo este, um caminho sem volta. Obrigado KISS por isso! Eu e o mundo, os reverenciamos.."
Mauro Antunes



JUDAS PRIEST - DEFENDERS OF THE FAITH

"Quando agulha tocou o vinil de Defenders of the Faith pela primeira vez, eu não estava apenas ouvindo música; eu estava sendo apresentado a um novo mundo. Foi o meu primeiro contato real com o Heavy Metal, e o impacto foi imediato. A abertura estrondosa de 'Freewheelers Burning' me pegou de surpresa, uma velocidade e uma agressividade que eu nunca tinha sentido antes. De repente, o Metal não era mais um conceito distante, mas algo tangível, encarnado pela voz inconfundível de Rob Halford e pela força daquelas guitarras duplas. A capa, com o 'Metallian' emergindo das chamas, era a tradução visual perfeita do que eu estava ouvindo: poder, desafio e uma rebeldia inabalável. ​Aquele álbum não foi apenas um conjunto de músicas, foi um divisor de águas. Ele definiu o padrão de como eu passaria a enxergar a música dali em diante. Mais do que um disco, Defenders of the Faith foi o meu portal para o Heavy Metal."
Jay Frost



IRON MAIDEN - THE NUMBER OF THE BEAST

"The Number of the Beast" me pegou de jeito, a impressão que tenho é que foi realmente um pacto com o Heavy Metal. Sua primeira audição foi tão impactante, que até hoje eu ouço com a  mesma emoção, todas as músicas são perfeitas e irrepreensíveis! De "Invaders" à "Hallowed by thy Name", tenho aqui o álbum transformador da minha vida!"
Márcio Jameson



GUNS N' ROSES - APPETITE FOR DESTRUCTION

"My Michelle" e "Think About You". Essa foram as duas primeiras músicas do Guns n' Roses que eu ouvi. E isso porque um grande amigo ao gravar uma fita k7 de 60 minutos com as "melhores do Ramones", gravou ao sobrar um certo espaço. Fiquei curioso em conhecer o restante do álbum e daí em diante... Não tenho muito a dizer. De "Welcome to the Jungle" até "Paradise City", passando por faixas espetaculares como "It's so Easy", "Out ta Get Me", "Mr. Brownstone", "Nightrain", "Sweet Child o' Mine", "Anything Goes" e "You're Crazy", Apppetite For Destruction moldou meu caráter. Se antes Ramones e Iron Maiden ditavam as horas do Radio National, Axl e sua turma acabaram invadindo o espaço e tomaram conta. E continuam tomando até hoje...
Sergiomar Menezes



BLACK SABBATH - VOL. 4

Meu início no Rock/Metal foi com o KISS e a sua turnê pelo Brasil em 1983. Mas alguns anos antes, eu ainda criança pegava o LP de uma prima minha e ficava analizando a capa. A silhueta de um cara em laranja na capa e o álbum gatefold tinha a foto de dois bigodudos com seus instrumentos, e eu ficava intrigado: "Qual desses caras é o Black Sabbath?" Minha prima só tocava uma faixa do álbum, uma música lenta e que me soava triste. Era a linda "Changes"... Eu queria saber como eram as outras musicas e então peguei o disco pra ouvir. E um turbilhão sonoro tomou conta da minha alma e coração. "Wheels Of Confusion", "Tomorrows Dream", "Supernaut", "Snowblind", "Under the sun".... Toda vez que escuto o Black Sabbath "Vol.4" , todas as faixas, sem excluir nenhuma, tem o mesmo impacto que da vez da primeira audição, e o misto de satisfação e alegria é a mesma que aconteceu naquele garoto de 13 anos.
José Henrique Godoy



KISS - HOTTER THAN HELL

"Eu tinha apenas doze anos quando, em um início de tarde chuvosa, entre filmes de ninjas na TV e gibis da Marvel espalhados pela sala, resolvi colocar um dos discos do meu pai pra tocar, e era um daqueles que sempre me chamava a atenção pela capa: quatro caras mascarados que eu tinha certeza que haviam saído de algum multiverso onde os sonhos se concretizavam e nosso alter ego duelava entre heróis e vilões de Stan Lee e Frank Frazetta… Era a maior banda de todos os tempos que estava ali bem na minha frente: o KISS! A capa era um misto de psicodelia teatral com mistério, e a agulha do toca discos foi parar diretamente no fim da primeira faixa, “Got to Choose”, e um som poderoso de um acorde me transportou na segunda, chamada “Parasite” e aqueles riffs me causaram um orgasmo tão intenso que tudo o que eu queria ser na vida ganhou uma força tão grande que eu não consegui mais ser o mesmo gordinho tímido de sempre. Aliás, continuei sendo, mas agora eu tinha uma força que me integrava a uma egrégora especial. “Hotter Than Hell” foi meu primeiro amor em formato de som, ouvi aquele disco o dia inteiro e me apaixonei igualmente por “Comin’ Home”, “Going Blind”, “Let me Go Rock’ n’ Roll”, “Hotter Than Hell”, “Watchin You“, e percebi que aquele som era tudo o que me fazia queimar por dentro, despertava o melhor dos amores, a mais quente das percepções. Não é o mais bem produzido, nem o mais “bem sucedido”, mas “ Hotter Than Hell” forjou o Gustavo que está escrevendo aqui, e é o meu favorito. Abençoada seja a fenda do espaço tempo que se abriu nesse dia, e eternos agradecimentos ao meu amado pai e aos senhores Gene Simmons, Ace Frehley, Paul Stanley e Peter Criss que me permitiram acordar pra tudo o que eu tinha pra viver, mudou todas as minhas perspectivas sobre tudo o que existe e ali eu renasci."
Gustavo Jardim

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