quarta-feira, 22 de julho de 2026

LEX LEGION - LEX LEGION (2026)


 

LEX LEGION
LEX LEGION
Valhall Music/MNRK Heavy - Nacional

Imagine só, caro leitor, em pleno 2026, ver que quase todo o lineup de 2 álbuns clássicos da discografia do mestre King Diamond, se reuniria para gravar um trabalho com o mesmo feeling daqueles longínquos anos, qual seria sua reação? Quando vi o lineup desta nova super banda realmente fiquei empolgado. Contando com o mestre Andy LaRoque (guitarra), Pete Blakk (guitarra), Hal Patino (baixo), Mikkey Dee (bateria) e o vocalista Nils k. Rue, a banda parece pronta para alçar voos grandiosos dentro da cena Heavy Metal mundial.

Nils K. Rue tem uma voz excelente para o que o Lex Legion se propõe a ser, com seu timbre que fica entre King Diamond e Biff Byford (Saxon), e sobre os instrumentistas nada mais precisa ser dito. O disco é curtinho, 9 faixas em pouco mais de 34 minutos de duração, sendo daqueles que ouvimos e nem sentimos o tempo passar.

A faixa de abertura, “Sleep Eternally” é a fusão perfeita entre King Diamond e Saxon, ou seja, Metal com um nível de pureza de um diamante. Mais uma vez, LaRoque é um mestre com seus solos alucinógenos. “Gyspsy Tears” não fica atrás e segue dando ao ouvinte aquela sensação de ouvir algo com tanto feeling e pegada bem Old School of Heavy Metal.

“When the Stars Align” perde um pouco do forte embalo inicial, mas nada que assuste ou desabone o trabalho como um todo. Mikkey Dee e LaRoque, são, pra variar, dois monstros que levantam a música que tem uma melodia um tanto quanto cansativa. “(I Am) the Resurrected” tem no seu início uma melodia que me lembrou um clássico dos The Rolling Stones, “Paint it Black”. Também tem um quê de Accept nela, realmente um destaque, talvez a melhor do trabalho. A fúria da guitarra de LaRoque está mais presente que nunca em “Life Eternal”, composição essa feita pra ele brilhar. Não tem como, missão dada é missão cumprida. “Dreams of Darkness” é a faixa onde Nils K. Rue tem uma performance realmente matadora, em certas passagens dá pra sentir um pouco da linha vocal de Ian Gillan, por exemplo. Indiscutivelmente, a faixa mais pesada do disco. Essa merecia ganhar um single.

O trio “Saviours”, “Life Eternal” e a bela instrumental “Far Away” fecham o trabalho com aquela levada que remete mais a fundo os trabalhos que fizeram lá em “Conspiracy” (King Diamond, 1989).

No geral, podemos concluir que qualquer uma das 9 faixas aqui inclusas, poderiam estar nos trabalhos mais clássicos de King Diamond, já que todas possuem aquele clima teatral, melódico, com cara de trilha sonora de filme de terror. Como o mestre King Diamond segue “nos enrolando” para lançar mais algum trabalho completo, o Lex Legion parece a solução perfeita para que gente do quilate de LaRoque brilhe intensamente. É tão bom quanto poderia ser? Talvez! Mas fato é, que quem curte boa música tem motivos de sobra pra ouvir Lex Legion. Então, cumpra sua parte e ouça! Vale a pena.

Mauro Antunes




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