sexta-feira, 28 de julho de 2023

GIRLSCHOOL - "WTFORTYFIVE?" (2023)

 

GIRLSCHOOL
WTFORTYFIVE?
Shinigami Records/Silver Lining Music - Nacional

Certa feita, “Deus Lemmy” falou que as Girlschool eram as melhores companhias femininas que o Motörhead podia ter, pois eram as únicas garotas que conseguiam acompanhá-los nas bebedeiras. Quatro décadas e meia depois da sua fundação, a mais longeva banda feminina do Metal segue chutando bundas, e com (muita) força.

O Girlschool não precisa de muitas apresentações, uma banda formada no efervescente cenário inglês do final dos anos 1970/início dos 1980, apadrinhadas pelo Motörhead e parceiras do Saxon, conseguiram, apesar dessa “pequena força dos amigos”, se impor por conta própria, crescer e marcar em definitivo o seu nome no cenário metálico mundial, muito por conta dos seus trabalhos de estúdio e explosivas apresentações ao vivo.

“WTFortyFive?”, décimo quarto álbum de estúdio do Girlschool, vem marcar e comemorar o quadragésimo quinto aniversário da banda, como o próprio nome sugestiona. O que temos neste lançamento é uma banda coesa, cuspindo fogo, com Hard Rock/Heavy Metal/Rock n' Roll, que só não agradará quem já passou deste para outro plano (e olhe lá!!!).

A faixa de abertura, com uma linha de baixo densa de Tracey Lamb (também da banda Rock Goddess) abre caminho para a crueza de “It Is What It IS”, refrão daqueles que o ouvinte se pega cantando junto já na primeira ouvida. “Cold Dark Heart” surge pesadíssima, com a batera de Denise Duffort esbanjando classe, dois bumbos na cara, mostrando como se faz bem feito nos pedalzinhos, sem precisar utilizá-los como se tivesse nas 500 milhas de Indianápolis...Puta faixa!

“Bump In the Night” é um Rockão cheirando a gasolina, enquanto “ Barmy Army” tem uma pegada mais punk Rock. “Invisible Killer” também rock n' roll, porém um pouco mais polida que caberia bem nas rádios rock enquanto “Believing in You” tem um quê de AC/DC. “Its a Mess” e “Into the Night” tem a sonoridade própria do Girlschool, e na mesma vibe “Are You Ready” tem a participação do guitarrista Joe Stump.

Novamente a influência punk aparece em “Up to no Good”, enquanto “Party” é mais um rock n' roll de fazer balançar as estantes. A faixa que fecha o álbum é mais que uma homenagem ao Padrinho Lemmy Killmister: é uma celebração com convidados especiais, a saber: Biff Byfford (Saxon), Phil Campbell (Motorhead) e Duff McKagan (Guns N Roses), coverizando a clássica “Born To Raise Hell”.

Tenho certeza que este é um dos lançamentos do ano, um álbum forte de uma banda lendária, que faz jus aos 45 anos de estrada e está com certeza entre seus melhores álbuns. E a parte boa que em breve será lançado nacionalmente pela Shinigami Records, e em setembro estas maravilhosas senhoras estarão no Brasil, para participar do festival Setembro Negro em São Paulo. Quem puder, compareça, pois o show do Girlschool é inesquecível.

José Henrique Godoy



CRYPTA - "SHADES OF SORROW" (2023)

 


CRYPTA
SHADES OF SORROW
Napalm Records/Shinigami Records - Nacional

“Echoes of the Soul” (2021) alcançou excelentes números pelo mundo afora, aclamado pela crítica e pelos fãs. A banda detonou no Wacken, tocou no Rock In Rio, Summer Breeze e diversos festivais fazendo uma turnê extensa de divulgação do primeiro disco. Crescendo de forma significativa — Seja por aqueles que amam, sejam pelos haters (Sim, falem bem, falem mal, mas falem de mim), a Crypta esteve “na moda” nestes últimos anos, mas era esperado o segundo ato — A confirmação de terem virado uma realidade, uma grande potência do metal brasileiro. E digo, uma das melhores coisas em acompanhar uma banda, é sentir a sua evolução. Ver que os integrantes não estão estagnados no sucesso do passado, repetir as mesmas fórmulas não funcionam. Subir degraus deveria ser uma regra, e por sorte, as meninas da Crypta partem desse princípio neste novo trabalho de estúdio, o poderoso e instigante — “Shades of Sorrow”.

A grande força motriz neste novo disco está na junção da agressividade, melodias, passagens intrigantes e atmosféricas, carregando consigo uma carga de densidade perfeita onde deixa o ouvinte em hipnose total. O início com prelúdio “The Aftermath”, uma peça lenta ao piano com ar inquieto, deixando em aberto para logo Fernanda Lira explodir com seu “fryer” característica em “Dark Clouds”. Inclusive, a faixa traz um lado mais old school tendo Lira detonando em linhas mais brutais e urradas, que, aliás, no disco todo são surpreendentes por muitas vezes saírem do óbvio.

“Poisonous Apathy” e “The Outsider” têm características que vão do Death Metal moderno ao Black Metal, com brutalidade, “blasts beats” de Luana Dametto, e a dupla das 6 cordas Jéssica di Falchi e Tainá Bergamaschi afiadas despejando riffs furiosos. Fiéis ao seu som único, “Stronghold” apresenta mudanças constantes, por ora violenta, por ora cadenciada, passagens que transmitem tensão e solos geniais cheios de melodias. Sua letra é extremamente forte, o refrão gruda — “Stronghold - Until reality is a safe place to live. Stronghold - Bonded with fear, my only company”.

O berro “Dear Anger”, faz logo em seguida, a banda meter o pé no acelerador em “The Other Side of Anger”, música que tem como destaque Luana. Sem medo de errar, a baterista em “Shades of Sorrow” apresenta o seu melhor trabalho de estúdio. Ela literalmente surrou o kit, criou excelentes viradas e usou e abusou dos bumbos duplos, tudo com uma criatividade absurda. Os riffs em “Trial of Traitors” são alucinantes, será o recado para que rodas se abram nos shows e headbangers batam cabeça. Curioso ao decorrer do disco como as inclusões de dedilhados e paradinhas para que as músicas voltem para destruição mostram que a sinergia entre elas transborda criatividade e intensidade.

“Lullaby for the Forsaken” começa de um jeito confortável e “angelical” de Fernanda para depois caminhar pelo vale das sombras com onde a vocalista expressa solidão em confiar em si mesmo : “The loyalty I need lies only within me”. É interessante como as músicas onde a banda pisa no freio ganham um teor de suspense criando uma maravilhosa atmosfera tenebrosa onde o instrumental e vocal se casam muito bem, como também é o caso de “Agents of Chaos”. Por muitas vezes, a parte lírica apresenta confissões, uma libertação de sentimentos ruins, que acredito eu, os fãs pegaram para si o que é libertado da alma de Fernanda:

“How much I failed myself
How much I questioned myself
Now I shall stand for myself”

O final apoteótico com “Lift the Blindfold” e “Lord of Ruins” traz a agressividade novamente em primeiro plano. Duas faixas rápidas, brutais, de rasgar a carne e sangrar os puristas, deixando claro que elas fazem o que querem neste disco, são donas do seu tempo. “The Closure”, termina o trabalho do jeito que começou, suave e nebuloso.

A Crypta continua bruta, mas sem se deixar levar por regras “escritas” nos anos 80, adicionando ingredientes que só fazem sua música crescer mais e mais. “Shades of Sorrow ” é o passo adiante de mulheres que estão prestes a chegar ao olimpo.

William Ribas




ARCH BLADE - "KILL THE WITCH" (2023)

 


ARCH BLADE
KILL THE WITCH
Rockshot Records - Importado

O Arch Blade chega ao seu primeiro lançamento, merecendo pontos positivos antes mesmo de ter apertado o play. No mundo das resenhas normalmente “esbarramos” com artistas e assessorias que nos tratam como detectives ou caçadores de recompensa, pois, quase que sempre os álbuns chegam sem releases, ou sem todos os detalhes da história do trabalho ou do artista (se for iniciante). O grupo entregou tudo em seu presskit, um trabalho perfeito, deixando para os jornalistas somente a “tarefa da audição” de suas músicas.

Adentrando no mundo de “Kill The Witch”, temos um grupo que apostam suas fichas num Heavy/Power Metal vigoroso, cheio de vitalidade e riffs, mas, não sendo uma regra fixa no álbum. As guitarras são comandadas pela dupla pai e filho Rob V e Big Rob que colocam nas 6 cordas bastante influências de nomes como Annihilator, Iced Earth, Jag Panzer e Nevermore, por exemplo.

A abertura com “Abduction” é basicamente clássica no mundo do heavy metal por ser energética e com um ótimo refrão, obviamente será uma cartada certeira nos vindouros shows. Seguida por “Nightbreed” e “Tyrant Rhapsody”, ambas ganham uma cara mais thrasher por serem bem calcadas em palhetadas certeiras e solos gêmeos que carregam o DNA do Testament.

“House of Dreams” deixa explícita a temática do disco, baseada principalmente nos sonhos e pesadelos do vocalista, e em histórias em quadrinhos, ficção científica, filmes de terror e documentários. A música ganha um tom dramático envolta de uma balada bem inspirada e cativante. Após a calmaria, temos agressividade com “Break Silence” e “Touched By Death”, típicas faixas que deixam o gostinho do moshpit no ouvinte, com a banda pisando fundo no acelerador.

“Queen of the Dammed” tem consigo detalhes épicos e teatrais, com coros e mudanças de andamento, com um pesinho no Iron Maiden. O fechamento do disco se dá com a maravilhosa “Under the Mask”. Se alguém me perguntar o que é Arch Blade, em 2023? Está é a faixa definitiva que merece ser mostrada ao mundo neste trabalho de estreia — Rápida, pesada, grudenta, cheia de elementos do prog metal e com o vocalista colocando o drive para funcionar sem dó, não existindo defeitos.

Arch Blade chega com os dois pés na porta trazendo debaixo do braço “Kill The Witch”, um disco que é uma ode ao passado do power metal poderoso dos anos 90.

William Ribas





ASHRAIN - "REQUIEM RELOADED" (2023)

 

ASHRAIN
REQUIEM RELOADED
Metalville Records - Importado

Reunir um excelente time de músicos não é uma tarefa fácil. Compor, gravar e lançar um DISCAÇO logo de cara se torna ainda mais complicado, certo? Pois bem, o guitarrista Nozomu Wakai conseguiu tudo que foi descrito acima. O cara recrutou uma equipe dos sonhos com: Peter Baltes (Baixo, ex-Accept), Iuri Sanson (Vocal, ex-Hibria) e Andy C (Bateria, ex-Lords of Black) nascendo o Ashrain.

Juntos, o quarteto está lançando “Requiem Reloaded”, um disco de Power Metal com pitadas de Hard Rock chiclete. Ao primeiro instante que “Are You Ready to Rock ” ecoa é inevitável não sentir a adrenalina percorrer a espinha com uma música tão empolgante com a linha melódica remetendo ao final dos anos 90. “Requiem for Screamer”, começa com um “tecladinho” cheio de suspense para logo explodir um agudo de Iuri e tudo pegar fogo com a parte rítmica acelerando até cair num refrão fácil, mas maravilhoso (o melhor de todo disco).

O grande destaque de todo álbum fica pela sinergia dos integrantes, cada um é ”perito” no seu instrumento, mas, ninguém joga para si, o metal aqui é de equipe, cada sabendo o seu para o som do Ashrain soar melhor. O instrumental é açucarado, mas não ao ponto de subir a glicose, a banda adiciona melodia na medida certa, sentimento nos solos de forma que verse com o ouvinte e bumbo duplo quando requisitado (quase sempre).

“Still Burn”, “Break Through the Fire”, “Believe” e “No Surrender” trazem nostalgia e alegria para aquele adolescentes que cresceram ao som de Edguy, Hammerfall, Stratovarius e Crystal Ball. O Ashrain só comete um pequeno pecado, onde está aquela balada? A banda pisa tão fundo no acelerador que não quis frear e fazer o ouvinte respirar. As duas últimas faixas “End of Sorrow” e “We Fight to Win” fecham de maneira primorosa, uma boa variação estrutural, com bastante quebradeira em meio a virtuose e refrãos chicletes, quase um encontro entre Yngwie Malmsteen e Gamma Ray em seus tempos áureos.

O disco é rápido (em todos os sentidos), de fácil assimilação e te faz perder a voz na tentativa de imitar os incríveis agudos de Iuri Sanson. O “deslize” estraga o belíssimo trabalho em “Requiem Reloaded”? Não, mas, ficar sem uma balada, ainda mais com tanta qualidade e refrão marcante, é um crime perante as leis do heavy melódico (risos).

William Ribas



ROSA TATTOOADA - TOUR 35 ANOS - SESC CANOAS - 22/07/23

 

ROSA TATTOOADA
TOUR 35 ANOS
SESC CANOAS
CANOAS/RS
22/07/2023

Texto e fotos: Sergiomar Menezes

Muito mais do que a celebração dos 35 anos de atividade de uma das mais importantes bandas do cenário gaúcho, o show proporcionado pela ROSA TATTOOADA no Teatro do Sesc Canoas no dia 22/07, foi uma verdadeira homenagem ao "rock gaúcho", como bem ilustra a foto que abre essa resenha. Não apenas os clássicos do grupo formado por Jacques Maciel (vocal e guitarra), Valdi Dalla Rosa (baixo e vocal) e Dalis Trugillo (bateria) foram tocados com perfeição e paixão, mas também hinos imortais do estilo que consagrou muitas bandas do RS, estiveram presentes nesta festa dedicada ao Rock n' Roll.

O Teatro do Sesc é um local muito bacana, estrutura excelente para shows desse nível. Ainda que tenhamos que assistir ao show sentados (prática um tanto quanto estranha pra nós brasileiros), todos assistem ao show de um ótimo ponto de visão, sem contar com um palco bastante satisfatório, permitindo a movimentação dos músicos sem prejuízo do espetáculo. Dito isso, vamos ao que interessa: que grande show o trio nos proporcionou na quente noite de sábado (isso que estamos no inverno gaúcho!)!

Exatamente às 20h, como programado, Jacques, Valdi e Dalis sobem ao palco e de cara mandam ver uma da melhores músicas do rosa: "Rendez Vouz", faixa título do álbum lançado pelo grupo em 2006. Cabe ressaltar a qualidade de som do local, pois tudo soava ao mesmo tempo cristalino e pesado. Dava pra perceber nos músicos a alegria em estar ali celebrando esse momento junto aos fãs. E aqui quero deixar um registro/reclamação: apesar de razoável, o comparecimento do público foi muito aquém do eu esperava, pois o show fica numa região de muito fácil acesso e os ingressos estavam acessíveis. Mas tenho certeza que aqueles que não foram são os mesmos que reclamam da falta de shows assim na cidade... Sem se preocupar com isso, a banda emenda "Fora de mim, Dentro de você", presente em "Carburador" (2001). Uma ótima faixa que antecedeu um dos momentos de maior interação com a plateia (outros ainda aconteceriam): "Um Milhão de Flores", faixa presente em "Hard Rock Deluxe" (2023). Composição forte e sentimental, a música se tornou um dos grandes sucessos do Rosa, assim como a próxima faixa "Tardes de Outono", lançado no debut do grupo em 1990 de forma independente e que ganhou as rádios do Brasil com seu relançamento pela major Sony em 1992. E foi uma ótima sacada do grupo essa junção, vez que ambas guardam similaridades, sendo mais melódicas (ainda que "Um Milhão de Flores" tenha mais peso).

Era chegada a hora da primeira homenagem às bandas que influenciaram o grupo e construíram o rock no nosso Estado. Valdi Dalla Rosa assume os vocais e o grupo detona "Campo Minado", clássico maior da Bandaliera que é conhecida e reconhecida em todo Rio Grande do Sul. Antes, Jacques lembrou do mestre e poeta Fughetti Luz, mentos da Bandaliera e um dos ícones do rock gaúcho, que nos deixou recentemente. Em seguida, para relembrar o início de tudo, "Na Estrada", faixa do primeiro álbum, mostrou o poder que as músicas desse trabalho tem nos dias de hoje. Não soam datadas, muito menos sem pegada, algo que acontece com muitas bandas que executam seus primeiros trabalhos. Pra dar sequência à vida sobre duas rodas, "Born to be Wild", do Steppenwolf. Podemos dizer que foi uma das sequências mais matadoras do show!

Valdi assume os vocais novamente, para cantar "Você é Tudo que Eu Quero", uma das músicas mais bonitas de uma das bandas mais fundamentais do cenário gaúcho: Garotos da Rua! Afora a genialidade de Bebeco Garcia, a versão do Rosa ganhou um pouco mais de peso na guitarra e Valdi lembrando e muito, os vocais tão característico do saudoso músico. "è sempre bom falar de amor", ressaltou Jacques antes de tocar essa verdadeira pérola da nosso "cancioneiro". Seguindo na linha do amor, "Diamante Interestelar", semibalada do álbum "Carburador" fez os casais presentes cantarem e se emocionarem diante da bela melodia presente na canção. 

Mais duas homenagens que não poderiam ficar de fora: "Velhas Fotos", a música mais pesada da Tequila Baby (a qual Jacques fez questão de mencionar que é uma das bandas preferidas dele e que está fazendo falta, chegando a começar a campanha #voltatequila), ganhou um peso extra o que contrastou com a próxima música. Sem dúvida, um dos maiores clássicos da história do rock gaúcho, a música mais tocada na extinta e saudosa Rádio Ipanema: "Sob um Céu de Blues", da maior banda que esse Estado já teve, simplesmente OS CASCAVELLETES. Falar sobre a genialidade de Flávio Basso, também conhecido por Júpiter Maçã, é chover no molhada, mas dentre os tantos feitos geniais do herói mais louco do rock gaúcho, o de sugerir a Jacques e Beat Barea montarem uma banda para abrirem seus shows foi um dos maiores. Cabe lembrar que tanto Jacques quanto Beat trabalhavam como roadies do grupo (Beat é irmão de outra lenda gaúcho, o baterista Alexandre "Lord" Barea). Impressiona como essa música segue linda e emocionante!

O Final do show se aproximava e "Carburador", pesada e intensa ganhou o palco com uma execução cheia de garra e energia e antecedeu o momento mais aguardado por todos: "O Inferno vai ter que Esperar", faixa mais conhecida do grupo que ganhou o Brasil e o mundo. Escrita por Thedy Corrêa do Nenhum de Nós, a faixa foi um presente ao grupo, que escreveu a música e... o resto é história! Cantada por todos presentes, a música é mais um dos clássicos do rock do nosso Estado, perdendo em número de execuções apenas para "Sob um Céu de Blues". Dessa forma, terminava o show...

Como se isso fosse verdade, Jacques chegou a brincar com o público, se despedindo mas dizendo que se todos gritassem pedindo "mais um", a banda voltaria. Obviamente que todos começaram a gritar pedindo a volta do grupo, então o trio retorna ao palco e detone dois hinos da banda que simboliza e sintetiza de forma perfeita o espírito do rock gaúcho: TNT! "Não Sei" e "Cachorro Louco" foram executadas com o público à frente do palco, saindo de suas cadeiras e celebrando com a banda esse grande momento! Um show que representou muito mais do que uma simples comemoração, mas um resgate e homenagem aos heróis que fizeram e ainda fazem a vida de todos nós um pouco melhor. E, sem nenhuma dúvida, o ROSA TATTOOADA é uma delas!