sexta-feira, 13 de março de 2026

BRYAN ADAMS - ROLL WITH THE PUNCHES TOUR - 11/03/2026 - ARAÚJO VIANNA - PORTO ALEGRE/RS

 


BRYAN ADAMS
ROLL WITH THE PUNCHES TOUR
11/03/2026
ARAÚJO VIANNA
PORTO ALEGRE/RS
Produção: EntreLike/Mercury Concerts

Texto: José Henrique Godoy
Fotos: Carolina Capeletti Peres (capa)/ Edu Defferrari 

Bryan Adams dispensa apresentações, é um dos músicos mais bem sucedidos do Rock/Pop Rock de todos os tempos. Com uma carreira cheia de hits , o cantor e multi-instrumentista canadense também têm grande popularidade no Brasil, porém ao contrário de outros artistas internacionais, não são muito frequentes suas visitas por aqui.

Todos esses fatores justificaram um Auditório Araújo Vianna completamente lotado na noite de onze de março. Segundo relatos, quando as bilheterias abriram no inicio da noite havia apenas cerca de quarenta ingressos à venda, que por óbvio se esgotaram rapidamente. E nada melhor que casa cheia para celebrar uma noite de boa música.

O telão no palco exibia uma imagem de Bryan Adams com um roupão de boxeador, escrito “Roll With The Punches“ nome do seu ultimo lançamento e que também batiza a atual turnê. Conforme se aproxima o horário do inicio do show, algumas situações “inusitadas” começam a acontecer no telão, ao redor da imagem de Adams, como um idoso de cadeira de rodas arrastando um carro com uma corrente, uma judoca que desfere alguns golpes e um cachorro que surge dando um passeio aleatório pela tela,

Próximo das 21h30, Bryan Adams surge no meio da plateia apenas com seu violão no formato acústico: “Can´t Stop This Thing We Started”, “Straight From The Heart” e “Lets Make A Night To Remember” são tocadas. Este formato de início de show, vem sendo executado durante toda a turnê atual, porém mesmo assim boa parte do público se mostrou surpreso.


Após a trinca inicial, Brian se dirige ao palco onde se junta à Luke Doucet (guitarras), Pat Steward (bateria) e Gary Breit (teclados) e dão inicio a “Kick Ass”, do álbum de 2022 “So Happy It Hurts”. Começava então um desfile de canções clássicas e atemporais de um artista que não sabe o que é derrota. Bem humorado e brincalhão, Bryan Adams divertiu e se divertiu no palco do Araújo Vianna: brincou que aqui no Brasil, as pessoas pronunciam seu nome como se fosse uma palavra só: “Bryanadam”. Em outro momento pegou alguns cartazes dos fãs mais próximos e começou a ler e interagir com os mais próximos do palco.

Outro fator interessante era o contraste da simplicidade da banda no palco (apenas quatro caras com seus instrumentos) com a exuberância visual do telão de Led e suas projeções. Todos os presentes receberam também uma pulseira de Led, que reproduziam as luzes do palco ao som das músicas executadas.


Na parte musical, Bryan apostou em todos os seus clássicos, mas também incluiu músicas mais recentes no set, como “ So Happy It Hurts” (nesta uma réplica inflável do carro do vídeo da música sobrevoa o Araújo Vianna, com faróis acesos e tudo mais). Porém o momento mais hilário ocorreu durante “You Belong To me”, quando sob incentivo de Adams, vários fãs tiraram as camisetas e giraram sob a cabeça. Foi divertido ver vários tiozinhos mostrando suas barriguinhas não tão saradas e dançando. Mas como falam, o que vale é ser feliz e se divertir. Durante as baladas como “Please Forgive Me”, “Have You Ever Loved A Woman” e “Everything I Do - I Do it For You” foi possível assistir vários casais dançando como se estivessem em uma reunião dançante na garagem dos pais. Estes momentos mais românticos se alternavam com a hora do “Rock-Arena” de canções como “Run To You” e “Somebody” onde o público cantava as letras de ponta a ponta. Neste quesito a mais que clássica “Summer Of 69” foi a mais ovacionada e entoada.


E ao final de mais de duas horas de espetáculo, Bryan Adams que tocou guitarra, baixo, harmônica e cantou perfeitamente com sua potente e característica voz, finaliza o show como começou: violão e voz interpretando “All For Love”. Um show excelente em uma “noite para se recordar“, como diz a música do nosso protagonista, que prometeu voltar o mais rápido possível. Nós vamos aguardar Sr. Adams. Agradecimento especial à Mercury Concerts e Entrelike pelo credenciamento e gentileza e ao staff do Auditório Araújo Vianna.



quinta-feira, 12 de março de 2026

IRON SAVIOR - AWESOME ANTHEMS OF THE GALAXY (2026)

 


IRON SAVIOR
AWESOME ANTHEMS OF THE GALAXY
Reigning Phoenix Music - Importado

Uma coisa que não se pode falar de Piet Sielck é que ele é acomodado! Durante seus quase 30 anos de carreira, o Iron Savior gravou inúmeros covers, em especial, do Judas Priest, banda do coração do dono da porra toda! Porém, alguns covers fugiram do padrão tradicional e fugiram totalmente do gênero Rock e Heavy Metal. Exemplos, são vários: “Crazy” (Seal), “Underneath the Radar” (Underworld), “Run to You” (Bryan Adams) e “Sweet Dreams” (Eurythmics) são os que me recordo no momento.

O Iron Savior é uma máquina que não tem receio de fazer o que lhes derem na cabeça e resolveram expandir seus horizontes e se aventurar por uma arriscada empreitada de fazer um álbum de covers com hits grandiosos que nada tem a ver com o estilo que tanto amamos.

A experiência já começa a se tornar maluca ao vermos a capa e o título do trabalho. Aqui, é tudo nostalgia, tudo anos 80, temos clássica da música Pop, clássicos temas de trilhas sonoras, outras não tão clássicas assim, enfim, tudo aquilo que as pessoas que tiveram o privilégio de ser daquela geração ouviram a exaustão.

Boa parte das faixas nós já reconheceremos apenas pelo nome, como “Maniac” e “What a Feeling” (Michael Sembello e Irene Cara, respectivamente), presentes na trilha sonora do filme “Flashdance” (1983), clássicos absolutos dos anos 80. Quer mais? “Take on Me” (A-Ha) não poderia faltar, e aqui não faz feio (veja o clipe abaixo).

A faixa que mais se aproxima do bom e velho Rock & Roll, é a clássica “Separate Ways” (Journey), uma música que já recebeu tantos e tantos covers diferentes ao longo dos anos, que aqui não se transformou em algo tão especial, parecendo um mero tapa buracos. Não chega a destoar, mas fica aquém das demais.

Tudo é legal pra quem gosta de Power Metal, mas indiscutivelmente, onde os caras mais ousaram foi em transformar as baladas melosas dos bailinhos dos anos 80 em furiosos hits metálicos. Não acredita? Ouça, “She’s Like the Wind” (Patrick Swayze), aquela mesma do também clássico filme “Dirty Dancing” (1987), e principalmente, “Forever Young” (Alphaville), uma das mais melosas baladas da história da música. Sim, eles conseguiram deixa-la soando um estridente e poderoso Power Metal. Pra mim, a melhor do disco! Ouça e delire (ou não!).

Uma de minhas frustrações é nunca ter visto o Iron Savior ao vivo. Com tantas e tantas bandas em um festival como Bangers Open Air, por exemplo, será que realmente não há um lugarzinho pra eles? Na boa, acho que sim, a banda tem muitos fãs no Brasil.

Se a ideia de Piet Sielck era se divertir, ele o fez tão bem que transformou um disco de covers em algo realmente especial. “Awesome Anthems of the Galaxy” é pura diversão, nostalgia e até emoção. Um dos melhores álbuns de covers de todos os tempos, recomendado para fãs de Power Metal e Heavy Metal em geral. Ouça alto!

Mauro Antunes









quinta-feira, 5 de março de 2026

DEVIL'S CIGARETTE - MEET ME ON THE FLOOR TONIGHT (2026)



DEVIL'S CIGARETTE
MEET ME ON THE FLOOR TONIGHT
Wild Kingdom/Sound Pollution - Importado

Sabe aquele tipo de disco que, logo no primeiro acorde, você já sente vontade de abrir uma cerveja, aumentar o volume e esperar os vizinhos que só ouvem música boa graças a você, começarem a te agradecer novamente? Pois é, MEET ME ON THE FLOOR TONIGHT o novo trabalho do DEVIL'S CIGARETTE, é exatamente desse tipo. Desde que se formaram em Estocolmo em 2023, o grupo construiu rapidamente sua reputação como uma banda a ser observada, com seus shows explosivos, energia incessante e capacidade de se destacar no meio do barulho. Isso tudo os levou de lugares apertados no porão a se tornarem um dos nomes mais comentados na nova onda de rock da Suécia. Sim, de novo, da Suécia. 

Adam Berg (vocal), Alexander Bergfeldt (guitarra), Miles Martin (guitarra), Lucas Kinari (baixo) e Kasper Brättemark (bateria - que gravou o álbum mas depois foi substituído por Iggy Lindén), são cinco garotos que decidiram resgatar o rock n' roll na sua essência, com uma energia crua e muita rebeldia. Influenciado por ícones do rock como The Stooges, MC5, The Beatles, The Hives e, obviamente, The Hellacopters, o Devil’s Cigarette cria uma mistura única de rock ‘n’ roll enérgico, cru e acelerado. O som deles pode atrair tanto a geração mais jovem quanto os fãs experientes de rock, fazendo a ponte entre o rock clássico e o contemporâneo. cabe destacar que o álbum foi Gravado por Otto Perrin e mixado e masterizado por Robert Pehrsson, renomado por seu trabalho com The Hellacopters e Tribulation.

O trabalho abre com a faixa título, e de cara, percebemos nitidamente que poucos releases realmente entregam as influências de uma banda como a do caso em questão. Aquela urgência suja dos Stooges, o "descompromisso" do The Hives, A falta de preocupação do MC5, a simplicidade dos Beatles e a veia anos 70 do Hellacopters. Claro, não podemos esquecer que estamos falando de uma banda novata, em busca de uma maior identidade, mas isso já começa a aparecer de forma mais interessante em "I'm Bored". Com um andamento mais intenso e com "guitarras suecas" bem características, a faixa ganha o ouvinte pelo baixo "gordo", outro ponto em comum com seus conterrâneos. "Bright Red Eyes" tem um quê de Stones, mas a sujeira toma conta. No entanto, não tem a mesma energia que a s faixas anteriores. Já a celerada "Dirty Fingers", tem cara de pub esfumaçado, cheiro de palco no nível do público e amplificador dando problema. Ou seja, Rock 'n' Roll! "A A-A" (sim, esse é o título da faixa) é tão estranha quanto seu título, apesar dos bons momentos. E acreditem, eu encontrei algo de Pixies em alguns momentos de sua execução, o que fez com os pontos dela subissem no meu conceito...

"Radio Baby" é outro grande momento rocker do álbum, rápida, direta e certeira, ainda que me determinados momentos o "noise" apareça perdido por suas linhas. Agora, "This is a Hippie Killing Device" é tão legal quanto seu título, com uma energia intensa e vocais que soam extremamente desleixados. Se é proposital ou não, a verdade é que ficou bem legal dentro da execução. a veia "The Hives" surge imponente em "Come on to Me", com sua parede de guitarras e vai de encontro à urgência de "Ordinary Man", outro momento rocker sem frescuras. Pra fechar o álbum, "The Greyhound Grace",a faixa mais "acessível", por assim dizer. E na opinião deste que vos escreve, poderia tocar em qualquer rádio por aí, que passaria despercebida facilmente.

Já tendo protagonizado algumas situações bem típicas, como aprontar em um camarim que estava reservado a uma famosa banda punk sueca e, depois disso, terem sido proibidos de tocar no local, o DEVIL'S CIGARETTE dá mostras de que tem o tal de rock 'n' roll nas veias. MEET ME ON THE FLOOR TONIGHT é um álbum que não vai salvar o rock (até mesmo porque ele não precisa disso), mas te garante bons momentos tomando aquela cerveja bem gelada e esquecendo dos problemas cotidianos. E nos dias de hoje, isso já é algo mais do que louvável...

Sergiomar Menezes

SAXON - EAGLES OVER HELLFEST (2026)

 


SAXON
EAGLES OVER HELLFEST
Shinigami Records/Silver Lining Music - Nacional

Um álbum ao vivo do SAXON só pode significar uma coisa: HEAVY METAL! E é exatamente isso que temos em EAGLES OVER HELLFEST, que como o próprio título entrega, foi gravado no festival francês em 2024. A adrenalina que emana do álbum é intensa e quem já teve o privilégio de assistir o grupo ao vivo (sim, é um privilégio poder assistir a uma apresentação do quinteto), sabe do que estou falando. Divulgando seu mais recente trabalho, o ótimo "Hell, Fire and Damnation", lançado em no início de 2024, mesmo ano da apresentação no Hellfest, a banda traz 14 faixas onde podemos captar a energia, vibração e toda a atmosfera que que faz com que todo fã de Heavy Metal coloque o Saxon entre suas bandas preferidas. E o melhor de tudo: o álbum está saindo por aqui através da parceria da Shinigami Records com a Silver Lining Music.

Liderada pelo icônico vocalista Biff Byford, a banda conta com a precisão de Nigel Glockler (bateria), a solidez de Nibbs Carter (baixo) e a aclamada parceria de guitarras entre Doug Scarratt e o "recém-chegado" Brian Tatler (Diamond Head - outra lenda do metal britânico). A integração de Tatler marcou um novo capítulo na trajetória do grupo. Sua chegada trouxe uma vitalidade revigorante, traduzida em riffs intensos e uma química imediata com Scarratt, elevando o patamar das apresentações ao vivo.

Clássicos absolutos do metal mundial como "Denim & Leather", "Motorcycle Man", "Strong Arm of the Law", "Power and the Glory", "Heavy metal Thunder", "Dallas 1 P.M.", "The Eagle Has Landed", "Heavy Metal Thunder", "Wheels of Steel", "Crusader", "747 (Strangers in the Night)" (que música sensacional!) e a a mais do que espetacular "Princess of the Night", se unem a "Hell, Fire and Damnation" e "Madame Guillotine" num CD que quando você menos espera, acaba. E, automaticamente, você aperta o play novamente.

Não há muito oq ue dizer sobre EAGLES OVER HELLFEST. Clássicos do Heavy Metal, executados por uma das maiores bandas do estilo em um dos maiores festivais do planeta. Se tinha tudo pra dar certo, com certeza deu. Ouça alto. MUITO ALTO!

Sergiomar Menezes




PEACE WILL COME - ROCK 'N' ROLL CITY (2025)

 


PEACE WILL COME
ROCK 'N' ROLL CITY
Independente - Nacional

O álbum ROCK 'N' ROLL CITY marca a consolidação definitiva da banda PEACE WILL COME como um dos nomes mais tecnicamente afiados do hard rock brasileiro contemporâneo. O que começou em 2020 como um projeto de Emerson Macedo para registrar composições autorais durante o isolamento da pandemia, evoluiu drasticamente com a chegada de músicos de peso e redefiniu o eixo sonoro do grupo, trazendo uma precisão rítmica e um vocal que elevam o patamar da obra. Este novo trabalho não apenas sucede o disco de estreia de 2021, mas expande os horizontes da banda ao apresentar entrosamento e coesão, onde a técnica instrumental e a identidade estética se fundem para entregar um repertório denso, autêntico e cheio de vitalidade para o cenário do rock atual.

Formada pelo já citado Emerson Macedo (guitarras) e pelos experientes Andria Busic (vocal/baixo), Cesar Bottinha (guitarras) e Ivan Busic (bateria/backing vocal), a banda nos entrega um álbum com nove faixas criadas coletivamente pela banda. O novo álbum (a banda possui um trabalho autointulado lançado em 2021) reforça sua unidade estética ao fundir riffs que referenciam a linha clássica de Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath a um lirismo introspectivo e contemporâneo, equilibrando energia  e entrega. Essa sonoridade robusta foi construída entre o Estúdio Trama NaCena (São Paulo), onde se registrou a base de baixo e bateria, e o LeBoot Studio (São Carlos), palco das guitarras e vozes, contando com a mixagem experiente de Marcelo Sussekind e a masterização precisa de Ricardo Garcia para garantir clareza, peso e um acabamento de padrão internacional às estruturas do rock pesado.

O álbum abre com a pesada "Among the Stars", com um excelente trabalho de guitarras. A inconfundível voz de Andria Busic nos remete ao Dr. Sin, mas o Peace Will Come tem personalidade própria. Emerson e Bottinha "conversam" muito bem nas seis cordas, enquanto os irmãos Busic mostram que classe e experiência não se compram na farmácia. Refrão melódico e forte já deixam nítido que o hard Rock do grupo trafega por todos os caminhos do estilo. "Don't Panic" começa introspectiva, mas ganha peso e mantém o clima mais denso inicial, ainda que as guitarras "abram" a atmosfera da composição. O peso também dita o ritmo da ótima "Lonely", talvez a faixa que traz a amior proximidade com o Dr. Sin, mas muito mais pelos vocais de Andria. Dona de um refrão de fácil assimilação, a faixa traz um grande momento de Andria e Ivan, algo que não é novidade pra ninguém, não é mesmo? Já "The Song" traz uma atmosfera mais hard/heavy, com uma pegada anos 80, mas com uma sonoridade bem atual e moderna. Os backing vocal de Ivan se encaixam muito bem aqui, dando destaque ao refrão.

"Rock 'n' Roll City", a faixa título, faz jus ao nome, com uma excelente levada rocker, daquelas que a gente escuta e já procura uma cerveja pra entrar no clima. Típica faixa pra colocar a galera pra "dançar" nos show! Na sequência, "Time Will Heal the Pain", é um blues pesadão, com ótimas linhas de guitarra. Baixo e bateria marcados com aquela pegada característica e vocais na medida, fazem dela um dos grandes destaques do álbum. O Hard Rock mais tradicional volta à carga com "Digital Pollution", enquanto "Get Ready" traz aquele clima mais festivo, mas ao mesmo tempo com melodias mais "adultas", se me faço entender. O encerramento vem com "Winds of Hope", acútica e com um toque country que faz com que a faixa mostre a versatilidade da banda.

“ROCK 'N' ROLL CITY” é um disco que busca sair do lugar comum, ou seja, trazendo o hard rock essencial para firmar a identidade de quem respeita a tradição, mas não se acomoda nela. Ao demonstrar total domínio na composição, nos arranjos e principalmente, sem querer reinventar a roda, o PEACE WILL COME se consolida como uma das bandas mais consistentes da atualidade, entregando um trabalho feito com tamanha convicção que conquista desde o fã mais dedicado até o ouvinte mais aleatório já na primeira virada de bateria.

Sergiomar Menezes

Foto: Stephanie Veronezzi