sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

HAMMERFALL - CHAPTER V - UNBENT, UNBOWED, UNBROKEN (2005 - RELANÇAMENTO 2025)

 


HAMMERFALL
CHAPTER V - UNBENT, UNBOWED, UNBROKEN
Shinigami Records/ Nuclear Blast - Nacional

Lançado em março de 2005, Chapter V: Unbent, Unbowed, Unbroken é o quinto trabalho de estúdio do  HAMMERFALL, um dos principais nomes do power metal na Europa. Com este trabalho, a banda reforçou sua identidade sonora, preservando sua abordagem épica e melódica, ao mesmo tempo que explorava uma produção mais robusta e algumas sutilezas musicais diferentes dos trabalhos anteriores. Ainda que não esteja entre os melhores e mais inspirados trabalhos do quinteto, o álbum traz faixas que mantém o espírito do heavy/power metal do grupo de forma consistente. E agora, 25 anos depois, temos seu relançamento no Brasil pela parceria Shinigami Records/Nuclear Blast.

Joacim Cans (vocal), Oscar Dronjak (guitarra), Stefan Elmgren (guitarra), Magnus Rosén (baixo) e Anders Johansson (bateria), para muitos, a formação clássica o HammerFall, se uniram ao produtor Charlie Bauerfeind, conhecido por seu trabalho com bandas como Blind Guardian, Helloween e Gamma Ray, entre outras, e dessa forma,  garantiram uma produção cristalina e bem equilibrada, evidenciando tanto os riffs potentes quanto as melodias vocais. Se nos primeiros álbuns, a sonoridade era mais crua e direta, aqui há um cuidado especial na mixagem, com arranjos refinados e uma maior variedade rítmica, mesmo que isso tenha tirado um pouco do brilho das composições.

O álbum abre com "Secrets", dona de um riff rápido e melódico, refrão grandioso, criando uma boa expectativa para o álbum. "Blood Bound", um dos maiores "hits" da banda, vem na sequência com um refrão extremamente cativante. A faixa acabou se tornando uma das músicas mais populares do Hammerfall até hoje. Podemos destacar ainda "Fury of the Wild", faixa agressiva e veloz, com riffs pesados, "Hammer of Justice"  mais cadenciada e com uma vibração clássica, lembrando bandas como Accept e Judas Priest (influências mais do que declaradas da banda), e a extensa "Knights of the 21st Century", o momento épico do álbum, com mais de 12 minutos de duração. Conta com vocais guturais de Cronos, vocalista do Venom, o que adiciona uma camada extra de agressividade. Uma escolha ousada para o HammerFall, mas que funcionou bem na construção de uma faixa intensa e cheia de variações.

Embora o trabalho não tenha revolucionado o estilo da banda, ele consolidou ainda mais sua identidade  no cenário do power metal, conseguindo equilibrar agressividade, melodia e intensidade, oferecendo momentos muito interessantes para quem é fã do quinteto sueco, mesmo que, alguns fãs mais "die hard" preferiram os álbuns anteriores, alegando que este disco soava um pouco mais acessível e abaixo que Legacy of Kings ou Renegade. Ainda assim, Chapter V: Unbent, Unbowed, Unbroken é um disco que precisa estar na coleção do fã do HammerFall.

Sergiomar Menezes




HAZZERD - 3rd DIMENSION (2025)

 


HAZZERD
3rd DIMENSION 
M-Theory Audio - Importado

Há alguns anos, meu grande amigo Victor Augusto me apresentou ao Hazzerd. O típico thrash metal sorrateiro que me faz sorrir de orelha a orelha. No segundo trabalho de estúdio dos canadenses, tive a oportunidade de resenhá-lo e, obviamente, continuei acompanhando a banda de perto.

"3rd Dimension" é a sequência natural de um grupo que segue escalando os muros do underground. Com o passar dos anos e dos lançamentos, fica evidente que aquela rebeldia de tocar tão rápido quanto um golpe de um cavaleiro de ouro vai se transformando. A banda passou a dosar melhor melodia e cadência, incorporando essas nuances cada vez mais em sua musicalidade. A abertura com "Interdimension" segue o modo antigo, pisando fundo no acelerador, com diversas viradas e um riff maravilhoso no meio da faixa, capaz de arrepiar até os cabelos da bunda.

A célebre frase de Heráclito de Éfeso – “Nada é permanente, exceto a mudança” – se encaixa perfeitamente na estrutura do álbum. Logo na segunda faixa, "Scars", percebemos uma banda coesa, mas disposta a explorar linhas melódicas. Aqui, as guitarras gêmeas dão um verdadeiro espetáculo, enquanto o instrumental beira o absurdo de tão técnico, quebrado e destruidor. A trinca "Unto Ashes", "Deathbringer" e "T.T.T" mantém o ouvinte pegando fogo e batendo cabeça, preparando-o para "Plagueis", uma faixa que te transporta diretamente ao mundo de Dave Mustaine. Não sei, mas ao ouvi-la, sinto que ela poderia estar em alguns dos principais trabalhos do Megadeth. Escute e me diga: estou louco? Ou certo? (Risos)

Quem pegar "3rd Dimension" para ouvir e der aquela conferida nos nomes das faixas certamente ficará intrigado, ou, no mínimo, curioso, ao se deparar com "ThArSh TilI DeTh". O trocadilho que todos nós lemos sem prestar atenção se traduz em guitarras nervosas e uma banda despejando agressividade sem dó. A instrumental "A Fell Omen" é épica: seus quase 9 minutos são uma inquietude artística, alternando momentos belos e harmônicos com uma tempestade de riffs ríspidos e tenebrosos. À medida que a densidade da faixa oscila, cada minuto que passa arranca aplausos de Cliff Burton no paraíso.

O encerramento com "Control" é a cereja no topo do bolo deste disco ímpar, que, sem dúvida, trará ainda mais notoriedade ao Hazzerd.

William Ribas




quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

DARK DIMENSIONS FEST - 25/01/2025 - CARIOCA CLUB - SÃO PAULO/SP

 


DARK DIMENSIONS FEST

NERVOSA
TORTURE SQUAD
ELM STREET
ESKRÖTA
THROW ME TO THE WOLVES
THE DAMNNATION

CARIOCA CLUB
25/01/2025
SÃO PAULO/SP

Texto: William Ribas

Fotos: André Simões (andresantos_mnp) e Metal Na Lata 

Desde o primeiro dia do anúncio do Dark Dimensions Fest e seu line-up, eu soube que queria estar ali. Olhando para o cast, temos, no mínimo, três grandes expoentes da música pesada brasileira — e de gerações diferentes — o que só agregaria ainda mais ao público. O bônus ainda viria “da gringa”. Então, posso dizer que a minha primeira parcela do décimo terceiro salário foi muito bem aproveitada.

Foram dois meses de ansiedade. Por motivos pessoais, não pude assistir às apresentações do The Damnnation e do Throw Me to the Wolves, mas pessoas próximas me garantiram que fizeram excelentes shows e conseguiram agitar o público.

Cheguei ao Carioca Club menos de dez minutos antes da entrada da Eskröta no palco. Eu já havia assistido elas em 2019 e resenhado o disco “Cenas Brutais” em 2020, então tinha boas expectativas para a apresentação. É interessante ver como a maturidade e o tempo de estrada moldaram Yasmin Amaral (guitarra e voz), Tamy Leopoldo (baixo) e Jhon França (bateria). O trio é incendiário, inquieto, e a cada música instigava o público a “se movimentar”. Rodas e "wall of death" eram abertos a todo instante. Músicas como "Grita", "Cenas Tóxicas", "Mosh Feminista" e "Filha de Satanás" demonstraram a força da banda no underground, com um número considerável de pessoas vestindo suas camisetas.


Algumas cervejas, encontros e bate-papos sobre a cena e futebol foram a pauta do intervalo entre o fim da Eskröta e o começo da próxima atração. O Elm Street me conquistou com a música "The Darker Side of Blue", do álbum The Great Tribulation, de 2023. Mas, como dizem, treino é treino, jogo é jogo — então, eu não fazia ideia do que esperar dos australianos ao vivo. E que loucura! A qualidade do áudio me deu a sensação de estar ouvindo o CD em casa. O heavy/thrash da banda é cativante e extremamente técnico. Por muitos momentos, fiquei na dúvida: agito ou apenas fico hipnotizado pela execução impecável da linha instrumental?

A abertura com "A State of Fear", seguida pela dupla de respeito "Face of Reaper" e "Heart Racer", mostrou logo de cara que Ben Batres (vocais e guitarra), Aaron Adie (guitarra), Nick Ivkovic (baixo) e Tomislav Perkovic (bateria) não vieram a passeio — muito pelo contrário.

"Behind the Eyes of Evil" precedeu um dos momentos mais marcantes do festival. Todos nós que frequentamos shows já ouvimos inúmeras bandas fazendo cover de Iron Maiden — é quase uma regra no livro do heavy metal. Mas ouvir Running Free logo após a morte de Paul Di’Anno trouxe um sentimento a mais. A música foi cantada por todos, e de onde quer que esteja, Di’Anno nos ouviu.

O grand finale veio com as maravilhosas "Heavy Metal Power" e "Metal Is the Way". Os títulos já falam por si, né? Se a primeira impressão é a que fica, podem ter certeza: o Elm Street ganhou o público e já pode voltar para São Paulo.



Mais um intervalo? "One more beer"!

Algo bastante elogiável foi a rápida troca de bandas. Tudo bem organizado e ágil, sem deixar o clima esfriar. Seguindo um relógio britânico, o Torture Squad subiu ao palco exatamente na hora programada.

Promovendo o álbum “Devilish” (2023), Amílcar Christófaro (bateria), Castor (baixo), Mayara Puertas (vocal) e Rene Simionato (guitarra) entraram com os dois pés no peito dos fãs. "Hell Is Coming", "Flukeman" e "Buried Alive" foram recebidas com uma energia absurda. Essa formação já está junta há quase uma década, e Mayara possivelmente é a frontwoman mais carismática da cena. Tem o público na palma das mãos.

"Abduction Was the Case" foi dedicada a Cristiano Fusco, fundador da banda, que faleceu poucos dias antes do festival.

Nós do Rebel Rock desejamos muita força aos amigos e familiares de Cristiano.

O show seguiu com "Raise Your Horns", que, para mim, é a música mais emblemática dessa “nova” (já velha) formação. Eu a colocaria lado a lado com "Pandemonium", num empate técnico de qual usar para apresentar a banda a alguém. No palco, Amílcar, Castor e Rene eram a definição de energia. O trio é literalmente headbanger, agitando tanto quanto o público.

Um dos momentos mais esperados foi a participação de Leather Leone (ex-Chastain). "Warrior" é heavy metal em seu estado mais puro. Guitarra afiada, bateria pulsante e um refrão contagiante que fez estrago. Leone continua detonando, e sua voz mais rouca é um show à parte ao vivo. O Torture Squad ainda entregou "Pull the Trigger", "Horror and Torture" e "The Unholy Spell". E aí, meus amigos, esse que vos escreve foi pro mosh!

Apresentação absurda de um dos grandes pilares do death/thrash metal brasileiro.
Torture Never Stop!!!



Todos estávamos lá por uma banda.

A verdade é que todos estávamos lá para reverenciar a luta e as conquistas de Prika Amaral e o grande legado que a Nervosa vem construindo nos últimos 15 anos. O Carioca Club estava lotado, mostrando a força de uma banda que batalhou muito e conquistou seu espaço com álbuns como "Victim of Yourself" (2014), "Agony" (2016), "Downfall of Mankind" (2018), "Perpetual Chaos" (2021) e "Jailbreak" (2023).

Os gritos de "Nervosa! Nervosa!" ecoavam a cada pausa, a cada palavra de Prika, que anunciou que a noite estava sendo gravada. Então, era hora de festa! "Seed of Death" e "Behind the Wall" fizeram as honras, representando bem o trabalho mais recente. E eu só conseguia pensar: "Por que diabos ela já não cantava antes?"

O setlist teve 18 músicas, sendo sete do último álbum. O restante foi um verdadeiro revezamento entre os discos anteriores. Além de Prika, a banda conta com Helena Kotina (guitarra), Emmelie Herwergh (baixo, substituindo HelPyre) e Gabriela Abud (bateria). A sinergia com o público foi enorme, especialmente em músicas mais antigas como "Death", "Kill the Silence", "Masked Betrayer" e "Into Moshpit".


Alex Camargo, do Krisiun, dividiu os vocais com Prika em “Ungrateful”. É estranho ver ele sem seu baixo, fica aquela coisa de “faltando” algo, mas a performance foi extremamente sólida e brutal. Mais participações, Mayara Puertas e Yasmin Amaral voltaram ao palco para “Cultura do Estupro” e deram o momento mais “crossover”, junto com “Uranio em Nós”, onde Prika largou a guitarra e ficou apenas ao microfone.

Quando Fernanda Lira e Luana Dametto saíram da banda, o disco “Perpetual Chaos” veio pra mostrar que a força estava intacta, a faixa título esteve presente em São Paulo e ao vivo vira um dos grandes fazendo todos gritarem o refrão. Prika prometeu um setlist longo, mas, mesmo que os números mostrem isso, os minutos passaram num piscar de olhos deixando diversas músicas de fora, principalmente de “Downfall to Mankind”.

As meninas têm por obrigação voltar e fazer um setlist “No Repeat”, hein?

O repertório ainda teve “Kill or Die”, “Hostages”, “Wayfarer” ( um show vocal a parte de Prika), “Guided by Evil” e “Endless Ambition”. Tive a oportunidade de assistir a banda desde o lançamento do seu primeiro álbum, e, é gratificante ver como se firmaram de vez como um grande nome do underground mundial.



Uma noite de consolidação e uma amostra do passado, presente e futuro.

Obrigado a todas as bandas pelos shows incríveis e parabéns ao pessoal da Dark Dimensions pelo excelente trabalho e ao André Simões e Metal na Lata pelas fotos!




quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

THE HELLACOPTERS - OVERDRIVER (2025)

 


THE HELLACOPTERS
OVERDRIVER
Shinigami Records/ Nuclear Blast Records - Nacional

A máquina de Rock n' Roll sueca, que atende pelo nome de The Hellacopters, está de volta, com seu novo “Overdriver”. Com a baixa do guitarrista Dregen, que desde 2023 trata de uma lesão na mão, todas as guitarras do álbum ficaram a cargo do “capitão” Nicke Anderssonm que por óbvio também é o vocalista. Os demais “infernocópteros” são o baterista Robert Eriksson, Anders Lindström nos teclados e Dolf de Borst no baixo.

“Overdriver” nada mais é do que a sonoridade clássica do Hellacopters, aquele Rock n' Roll retrô com aura de “ensaio na garagem”, porém neste novo trabalho, as composições, que continuam em alto nível, parecem mais polidas e não tão agressivas como em trabalhos passados. Seria a ausência de Dregen? Pode ser. O que importa é que mesmo com essa leve “domesticada” no som, “Overdriver” é composto por Rocks que levantam faíscas, como na abertura “Token Apologies”, grande riff e grande refrão, ”Doomsday Daydreams”, “Coming Down” e o primeiro single, “Do You Fell Normal?”

Aquela aura antiga, que desde o inicio da banda está presente em “The Stench” a mais lenta e mais Blues do álbum. “Leave a Mark” é outro destaque, com um baixo pulsante e riff marcado, sem trocadilhos desnecessários, a faixa encerra “Overdriver” que “deixa a sua marca” na discografia do Hellacopters. Se o trabalho já não tem a mesma garra e selvageria de “Grande Rock“ ou “High Visibility”, por outro lado entrega um álbum com bastante vibração e consistência.

Fãs mais ardorosos podem não curtir tanto esta fase um pouco mais “refinada” do Hellacopters, mas até mesmo o fã mais “die hard” não vai negar a qualidade de do trabalho, que será lançado no dia 31 de janeiro de 2025, via Nuclear Blast e ganhará edição nacional através da Shinigami Records. “Overdriver” é uma ótima forma do Hellacopters comemorar seu trigésimo aniversário, e ainda demonstrarem ser uma das melhores bandas de rock do planeta.

José Henrique Godoy



THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA - GIVE US THE MOON (2025)

 


THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA
GIVE US THE MOON 
Shinigami Records/ Napalm Records - Nacional

Poucas bandas alcançam o sétimo álbum mantendo-se consistentes e inovadoras. Fato é que poucas conseguem apertar os cintos, decolar e explorar tantas paisagens sonoras sem cometer erros. O The Night Flight Orchestra, um supergrupo que rivaliza com os projetos principais de seus membros, consegue mais uma vez esse feito com maestria em “Give Us The Moon”.

Formado por uma verdadeira seleção de talentos, Björn Strid (vocal), Sharlee D’Angelo (baixo), Jonas Källsbäck (bateria), Sebastian Forslund (guitarra e percussão), John Lönnmyr (teclado), Rasmus Ehrnborn (guitarra) e as backing vocals Anna Brygard e Åsa Lundman, o grupo mostra porque é tão admirado. A habilidade de criar músicas que são tanto nostálgicas quanto inovadoras resulta em um álbum brilhante, que hipnotiza e convida o ouvinte a “dançar conforme a música”.

O trabalho te leva por uma jornada sonora emocionante, equilibrando histórias envolventes inspiradas em experiências reais. A intro “Final Call” emite o “chamado” de uma viagem repleta de emoções. “Stratus” surge logo em seguida, liderada por uma linha de teclado marcante e uma performance vocal cativante de Björn, culminando em um refrão explosivo que já conquista os fãs de primeira. A lindamente nostálgica “Shooting Velvet” traz uma cadência clássica que reafirma a pergunta inevitável: Como o THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA ainda não é uma banda GIGANTE?

Ao longo das 13 faixas, o álbum combina influências dos anos 70 e 80, com uma produção moderna, criando uma trilha que oscila entre o emocional e o eufórico. “Like The Beating Of A Heart” prende o ouvinte logo nas primeiras notas, levando a um refrão irresistível, enquanto “Melbourne, May I?” se destaca como um verdadeiro hino, com solos exuberantes que continuam brilhando em “Miraculous”.

No lado mais introspectivo, “Paloma” oferece uma pausa emocional de dar arrepios antes de mergulharem de cabeça na elétrica, “Cosmic Tide”. A faixa-título é um convite a cantar junto, enquanto “A Paris Point Of View” impressiona com seu instrumental rico, destacando teclados inspirados nos anos 80 e linhas de baixo groovadas. Já a cinematográfica “Runaways”, transporta o ouvinte para uma música que poderia facilmente acompanhar um filme clássico.

Nos momentos finais, o tracklist pega fogo com a animada “Way To Spend The Night”, antes do encerramento épico com “Stewardess, Empress, Hot Mess (And The Captain Of Pain)”, uma faixa teatral que encapsula a grandiosidade e a criatividade do álbum.

Give Us The Moon” é uma obra-prima que equilibra passado e presente. Impossível não sorrir, bater o pé ou se deixar levar pelas melodias cativantes.

Entre no avião, aperte os cintos e viva a nostalgia e a euforia, aproveite o voo!

William Ribas




segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

NILE - THE UNDERWORLD AWAITS US ALL (2024)



NILE  
THE UNDERWORLD AWAITS US ALL
Shinigami Records/ Napalm Records - Nacional

Em The Underworld Awaits Us All, os veteranos do Nile nos brindam com mais um trabalho de estúdio impecável, talvez a marca de décimo álbum lançado seja um dos motivos de uma quase celebração de seu death metal praticado.

Abrem o álbum em seu melhor estilo com "Stelae of Vultures" num início com clima egípcio, é claro, e mudando rapidamente pro técnico death metal que já caracterizou a banda nos últimos anos, principalmente depois da entrada do excepcional George Kollias na bateria, um dos destaques do Nile, já que sua técnica, velocidade e precisão são amplamente comemorados por bateristas de todos os estilos, aqui, Kollias se mostra impecável tanto em execução técnica quanto em feeling ao longo de todas as composições.

A sequência com "Chapter for not Being Hung Upside Down on a Stake in the Underworld and Made to eat Feces by the Four Apes", sim! Karl Sanders, guitarra, vocal, teclados, dono, chefe e tudo mais da banda americana, adora esses nomes de música longos e já deu entrevistas dizendo que nem se importa se eles cabem nos encartes ou não, nos trazem o Nile de forma muito rápida, e inspirada, faixa inclusive escolhida pra um vídeo clip em um cenário em meio as pirâmides, esse é o mesmo andamento escolhido pras músicas da sequência, até chegarmos a quinta faixa, "The Pentagrammathion of Nephren-Ka", uma linda vinheta nas cordas, que pros fãs mais atentos, trazem notas e partes de riffs de álbuns anteriores, posso citar aqui a "Unas Slayer of the Gods" do álbum de 2002 In Their Darkned Shrines.

Audição atenta pra "Doctrine of Last Things" com uma levada mais lenta e bem pesada, mas que como todas as músicas desse álbum, se mostra bem equilibrada entre partes rápidas e partes mais sombrias e cadenciadas. Entre todas as 11 músicas que temos aqui, o fim do álbum num arranjo de perfeita transição entre a faixa título e a espetacular "Lament for the Destruction of Time", que nos traz a sonoridade que talvez tenha caracterizado de forma mais famosa o Nile num clima nos remetendo direto as antigas catacumbas do Egito, mesclando essa sonoridade folclórica com solos de extrema melodia e bom gosto, num final com dois bumbos num clima egípcio apocalíptico, muito adequado para o fim de mais esse brilhante trabalho do Nile.

Márcio Jameson





LEFT TO DIE - 08/01/2025 - GRAVADOR PUB - PORTO ALEGRE/RS

 


LEFTO TO DIE
Abertura: HUMAN PLAGUE
08/01/2025
Gravador Pub - Porto Alegre RS
Produção: M.A.D. Produtora

Texto e fotos: José Henrique Godoy


E a temporada de shows na capital do RS foi aberta em grande estilo: o Left To Die, banda composta por dois ex-integrantes do lendário Death, Rick Rozz (guitarra) e Terry Butler (baixo), acompanhados pelo baterista Gus Rios e Matt Harvey, guitarra e vocal, evocaram o velho espirito do Metal da Morte, e pulverizaram o Gravador Pub.

A escolha para a abertura da noite foi a banda Human Plague, da cidade de Santa Maria. O quinteto iniciou sua apresentação as 20h15, com a longa e trabalhada “Uncreation”, cheia de variações e climas, despejando um Death Metal que alterna muita técnica, com momentos de pura “sarrafeira”. O público ainda não era definitivo, mas os presentes testemunharam uma ótima apresentação do Human Plague. “Suffering Symphony” fechou o set de 45 minutos dos gaúchos, que agradaram muito e demonstraram ser uma escolha muito acertada para o evento.



Passavam alguns instantes das 21h15, quando as luzes se apagam e começa a rolar “E5150”, a clássica faixa do não menos clássico “Mob Rules” do Black Sabbath, como introdução, enquanto o Left To Die entra no palco e o quarteto toma suas posições e iniciam com “Leprosy” faixa título do segundo e clássico absoluto da discografia do Death. E já nos primeiros acordes as rodas e o “headbanging” tomaram conta de um Gravador Pub cheio de fãs da banda fundada por Chuck Schuldiner. O Left To Die foi formado por Rick Rozz e Terry Butler para manter o legado construído por Chuck, e o fazem de maneira magistral. Como o próprio nome da tour entrega, o set list contém músicas dos dois primeiros álbuns, “Scream Bloody Gore” e o já citado “Leprosy”. Matt Harvey tem a aparência de um James Hetfield da época do "Ride The Lightning", porém seu vocal é muito semelhante ao de Schuldiner, enquanto reproduz fielmente os solos e riffs do fundador do Death, e da mesma forma o baterista Gus Rios também segue fielmente as linhas criadas nos clássicos álbuns citados.

Não demorou muito para os mais entusiasmados subirem ao palco e iniciarem um sucessão de “Moshes”, ao som de “Born Dead”, “Infernal Death”, “Sacrificial”, “Forgotten Past”, “Open Casket”, “Primitive Ways”, “Choke On It”, “Torn To PIeces” e “Regurgitated Souls”. O clima era de uma sensacional nostalgia Old School, um set list repleto de clássicos do Death, para uma casa cheia e um público sedento por Death Metal original. Quase sem espaço entre uma “paulada” e outra, Matt Harvey saúda os presentes, anuncia as músicas e segue o baile brutal! A audiência responde à altura a performance matadora da banda, sendo com os já citados moshes e rodas, sendo cantando as letras e solfejando os riffs, tudo isso envolto numa aura de brutalidade entusiasmada, tendo em vista que o Death nunca passou por estas terras, e o Left to Die é o mais próximo que podemos chegar do legado de Chuck Shuldiner.



Antes de “Zombie Ritual”, Matt pergunta se o “Death Metal original da Florida estava presente em Porto Alegre?” e a resposta quase que em uníssono é afirmativa, e em seguida ele cita Chuck Shuldiner e todos bradam a plenos pulmões “Chuck, Chuck, Chuck!”. Uma bela homenagem para o cara que construiu o legado que estava sendo celebrado ali.

Após a tradicional “final falso”, o Left to Die volta ao palco para finalizar com “Pull The Plug” e “Evil Dead” (esta que originalmente não estava no set, mas foi adicionada à pedidos das plateias nos shows da tour). Após oitenta minutos o show terminava e a cara de satisfação era geral! Todos os presentes que lotaram o Gravador Pub ficaram satisfeitos com o que viram e ouviram, o Left to Die foi magistral. Tenho certeza que Chuck Shuldiner também deva ter ficado feliz, esteja ele onde estiver. Agradecimentos especiais ao Gravador Pub e a M.A.D. Produtora.




quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

THERION - LEPACA KLIFFOTH (1995 - RELANÇAMENTO 2024)



THERION
LEPACA KLIFFOTH - (1995 - 2024)
Shinigami Records/ Nuclear Blast - Nacional

Therion – Lepaca Kliffoth (1995 / 2024)

O Therion é, sem dúvida alguma, um dos expoentes do Metal Sinfônico, mundialmente falando. Todo este legado, podemos pontuar que começou com “Lepaca Kliffoth” no ano de 1995. Anteriormente, nos anos iniciais da carreira, início dos anos noventa, o Therion era mais uma banda de Death Metal, ao meio de tantas que estavam surgindo mundo afora. Mas é com este quarto trabalho, que o Therion começa a se destacar na cena do Metal mundial.

A abertura do álbum , com “The Wings Of Hydra”, mantém o peso do Death metal dos trabalhos anteriores, porém se aproximando mais do tipo de som que o Kreator estava fazendo à época, um thrash metal mais cadenciado. O Vocal de Christofer Johnsson inclusive lembra bastante o vocal de Mille Petrozza. Na segunda faixa, “Melez” já podemos notar as diferentes influências e atmosferas que marcam não apenas este trabalho, como toda a discografia seguinte do Therion: Aqui uma introdução de baixo acompanhada de bateria, que nos lembra muito o clima do rock gótico oitentista, quem lembrou do Sisters Of Mercy , lembrou certo.

A partir de “Arrival Of The Darkest Queen” , o lado sinfônico é apresentado com grandiosidade, sendo uma bela faixa instrumental calcada nos teclados, que abre caminho para “ The Beauty In Black” com seu clima medieval. Esta faixa tem inclusive um promo-vídeo produzido para ela. Nesta música, grandiosos coros com vocalizações femininas entregam todo o clima que a composição necessita.Um dos destaques do álbum. “Riders Of Theli”, volta ao peso e agressividade Death, porém com arranjos lá pelo meio que nos remetem ao Iron Maiden, passagens intrincadas, incluindo solos “dobrados” de guitarras “gêmeas”.

“Black” e “Darkness Eve” seguem a mesma linha, pegando forte na influência Death Metal, porém não esquecendo a melodia nas suas passagens e trocas de andamento. “Sorrows Of the Moon”, cover do magnânimo Celtic Frost, entrega uma das influências de Christofer Johnsson, numa versão fiel a faixa lançada em 1987, no mais que clássico “ Into The Pandemonium”. Inclusive a faixa seguinte “Let The New Day Begin” é puro Celtic Frost. Talvez a sequência destas duas faixas deva ter sido premeditada. A faixa título é a seguinte , e uma das mais cheias de climas do álbum , alternando os andamentos entre o gótico, punk rock, e mais uma vez um quê de Maiden. Uma mistura estranha, mas pode confiar, ficou muito boa. Finalizando “Evocation of Vovin”, voltamos ao death metal cadenciado, porém alternando com partes sinfônicas, cheias de teclados e corais,e numa alteração total de andamento no minuto final, ela se torna um power metal “felizão” , que fecha o álbum.

Lepaca Kliffoth não é apenas um álbum clássico do Therion, mas sim a grande “virada de chave” da carreira da banda. A Shinigami Records acaba de relançar este trabalho em território brasileiro, e é a oportunidade para se conhecer um trabalho muito influente e interessante, mesmo que você não curta os estilos referidos.

José Henrique Godoy








 


SUNBOMB - LIGHT UP THE SKY (2024)

 


SUNBOMB
LIGHT UP THE SKY
Shinigami Records / Frontiers Music srl - Nacional

Dois ícones do Hard/Heavy americano, a saber, Michael Sweet (Stryper) e Tracii Guns (L.A. Guns), se juntam novamente na sua empreitada batizada de Sunbomb, e “Light Up The Sky” é o seu segundo trabalho. Se voltarmos aos anos de maiores glórias das bandas principais de ambos, lá nos anos oitenta, seria uma parceria um tanto quanto inesperada, tendo em vista que, por mais talentosos que Sweet e Guns sejam, os estilos eram totalmente diferentes. O Stryper com seu Heavy/Hard com temática cristã, enquanto o L.A.Guns uma das maiores e melhores bandas representantes do Sleaze/Hard rock, vivendo a vida louca da Sunset Strip ao extremo.

Os tempos são outros, e décadas depois as duas bandas estáo na mesma gravadora (Frontiers), o que facilitou, com certeza, este encontro. O que o Sunbomb se propõe aqui é homenagear a sonoridade do Heavy Rock clássico, pagando tributo as suas influências e referências, como Rainbow (fase Dio), Ozzy Osbourne (abro aqui um parêntese: a faixa título tem um riff que me fez pensar ser cover da maravilhosa “Diary Of A Madman”), Black Sabbath e Judas Priest.

Mas com todas essas características e componentes que acabo de relatar, este deveria ser um dos álbuns do ano, certo? Errado. Na minha opinião, falta algo. Longe de ser um álbum fraco, mas falta combustível de alta octanagem para que ele decole de vez. Talvez um pouco mais de punch. As composições são boas, porém parecem feitas “sob encomenda”, meio um mais do mesmo, um “já ouvi isso antes centenas de vezes e com mais brilho”. Por óbvio temos destaques e ficam com as faixas “Stell Hearts” (lembra “Frankstein” de Edgar Winter, mais uma vez pensei tratar-se de uma versão), a “Sabbathica” “Rewind” e “Scream Out Loud”(puro Heavy Metal Tradicional oitentista).

Obviamente a produção é de alta qualidade, e vale a pena principalmente para quem admira o trabalho de Sweet e Guns. Todas as guitarras e baixo foram gravadas por Tracii, deixando Michael soltar o seu poderoso vocal. Na bateria, o também L.A. Guns Adam Hamilton. Um bom disco, que poderia render mais, dado o talento dos envolvidos. Lançamento nacional Shinigami Records.

José Henrique Godoy




segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

BANGERS OPEN AIR - EDIÇÃO DE 2025



O Bangers Open Air, que acontecerá nos dias 2 (Warm-Up), 3 e 4 de maio de 2025, no Memorial da América Latina (SP), anuncia seu line-up completo final e revela ter muitas surpresas para os três dias de música. Entre as atrações, estão W.A.S.P., DORO e o tão requisitado pelo público AVANTASIA, além das já anunciadas bandas POWERWOLF e SABATON. Também foram confirmadas as presenças do LACRIMOSA, VADER, MUNICIPAL WASTE, WE CAME AS ROMANS e a banda solo de KERRY KING, guitarrista do SLAYER. Para o Warm-Up, ninguém menos que a rainha do metal, DORO, os dinamarqueses do PRETTY MAIDS e o mestre das quatro cordas e uma das vozes mais influentes do rock clássico, GLENN HUGHES, completam o cartaz da edição do Bangers Open Air.

O AVANTASIA, liderado pelo carismático vocalista e idealizador do projeto Tobias Sammet, levará ao Bangers Open Air 2025 o seu novo show, divulgando o álbum "Here Be Dragons", décimo álbum de estúdio. Pela primeiríssima vez, Avantasia trará para a América Latina um show “full set” e com produção completa! Com esta produção ainda maior e mais elaborada, este novo trabalho pretende levar os fãs ao mundo fantástico do Avantasia, com o mentor do projeto e vocalista do grupo alemão Edguy, Tobias Sammet. Os shows incluirão novas músicas, clássicos e algumas faixas raramente tocadas ao vivo. A ambiciosa produção, com efeitos especiais e elementos imersivos, convidará o público a "se juntar do outro lado" em um mundo de fantasia e escapismo. Esse será um show exclusivo, sendo o único show da turnê na América Latina.


A produção do Bangers Open Air também confirmou a banda do guitarrista KERRY KING que, atualmente é o mais próximo que os fãs de Slayer chegarão da banda, já que a banda não está em turnê. Só o nome Kerry King já denota uma instituição do thrash metal. Em carreira solo, o guitarrista americano segue praticando o mesmo estilo que o deixou mundialmente famoso com o Slayer. Atualmente, ele e seus parceiros de banda – Mark Osegueda (vocal, Death Angel), Phil Demmel (guitarra, Vio-lence, Machine Head, Category 7), Kyle Sanders (baixo, Hellyeah, MonstrO) e Paul Bostaph (bateria, Forbidden, Exodus, Systematic, Testament) – promovem o álbum "The Hell I Rise".


No set dos shows, além de composições do álbum solo, como "Idle Hands", "Residue" e "Where I Reign", Kerry King e sua banda apresentam clássicos do Slayer, como "Raining Blood" e "Black Magic”. Com uma abordagem agressiva e rápida, combinada com riffs pesados e palhetadas abafadas, Kerry King segue espalhando brutalidade sonora. E é justamente isto que os brasileiros irão ver no Bangers Open Air 2025.


Os americanos do W.A.S.P. também marcarão presença no festival. A banda fará um retorno triunfal ao Brasil e, primeira vez em 40 anos, apresentará seu álbum de estreia “W.A.S.P." ao vivo na íntegra, em um show muito especial. Formada em 1982 na cidade de Los Angeles, a banda atualmente conta com o mentor e líder Blackie Lawless (vocal e guitarra), Doug Blair (guitarra), Mike Duda (baixo) e o amplamente conhecido dos brasileiros Aquiles Priester (Edu Falaschi, Hangar, Angra, Noturnall e outros) na bateria. Para conseguir seu intuito no concorrido cenário musical da época, o W.A.S.P. apresentou um mix robusto de hard rock e heavy metal, uma postura de palco eletrizante no melhor estilo shock rock, letras provocativas e vídeos rodando na MTV. Em suma, tinham o pacote completo. Os fãs poderão sentir o impacto das músicas do debut, como "I Wanna Be Somebody" e "L.O.V.E. Machine", além de outros clássicos eternos no show do W.A.S.P. no Bangers Open Air 2025!

Enquanto isso, no dia do Warm-Up teremos GLENN HUGHES, ex-baixista e vocalista do Deep Purple, conhecido mundialmente como "The Voice of Rock" e membro do Rock and Roll Hall of Fame, além de atual frontman do supergrupo Black Country Communion. O show celebra sua passagem pelo Deep Purple, trazendo grandes clássicos, como “Burn”, “Stormbringer”, "Might Just Take Your Life" e "Mistreated", além de faixas do período MK 4, que contou com Tommy Bolin, com "Gettin' Tighter" e "You Keep On Moving". Hughes incluiu também os sucessos da era MK 2, "Highway Star" e "Smoke on the Water". Hughes, que tem 14 discos lançados em carreira solo, também gravou com Trapeze, Gary Moore, Black Sabbath, John Norum, Tony Iommi, Rata Blanca, Phenomena, Voodoo Hill, California Breed, The Dead Daisies, entre outros, além de projetos como Hughes/Thrall e Hughes Turner Project.

Além dessas e das outras bandas previamente anunciadas também estarão presentes DREAM SPIRIT da China, PRESSIVE do México, entre muitas outras atrações nacionais e internacionais.

Abaixo as datas do festival com as bandas que tocarão em cada dia:


SÁBADO, 3 DE MAIO 2025

SABATON
POWERWOLF
SAXON
KAMELOT
LACRIMOSA
SONATA ARCTICA
MUNICIPAL WASTE
DARK ANGEL
ENSIFERUM
H.E.A.T.
BURNING WITCHES
DYNAZTY
VIPER
MATANZA RITUAL
DREAM SPIRIT
CARRO BOMBA
PRESSIVE
MALEFACTOR
GLORIA PERPETUA
VÁLVERA
SCHOOL OF ROCK
NEW BLOOD


DOMINGO, 4 DE MAIO

TOBIAS SAMMET’S AVANTASIA
W.A.S.P.
KERRY KING
I PREVAIL
KNOCKED LOOSE
WE CAME AS ROMANS
PARADISE LOST
NILE
HAKEN
VADER
LORD OF THE LOST
BEYOND THE BLACK
DORSAL ATLÂNTICA
BLACK PANTERA
HIBRIA
MAESTRICK
HATEFULMURDER
WARSHIPPER
THE HEATHEN SCYTHE
READY TO BE HATED
RONNIE JAMES DIO TRIBUTE


WARMP-UP - SEXTA-FEIRA, 2 DE MAIO

GLENN HUGHES
DORO
PRETTY MAIDS
ARMORED SAINT
DOGMA
KISSIN’ DYNAMITE


O BANGERS OPEN AIR 2025 promete ser uma experiência inesquecível para os fãs de metal. Este evento não apenas celebra a música pesada, mas também a paixão e a energia que unem fãs de todo o mundo. Com um line-up que mistura lendas consagradas e talentos emergentes, o festival se consolida como um dos mais aguardados do ano. Prepare-se para três dias de pura adrenalina e performances épicas que ficarão na memória de todos os presentes.

Os ingressos estão disponíveis de forma online, através do Clube do Ingresso. O ingresso solidário do GRAACC está disponível no valor de R$565,00 por dia, com doação de R$20,00 à instituição já inclusa. Outras modalidades e setores estão disponíveis através do link:
*Crianças de até 10 anos de idade não pagam entrada.


Mais informações

Mais sobre o festival: https://linktr.ee/bangersopenair

Outras informações em: https://bangersopenair.com/

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IMPELITTERI - WAR MACHINE (2024)

 


IMPELITTERI
WAR MACHINE
Shinigami Records/ Frontiers srl - Nacional


O virtuoso e incansável Chris Impelitteri está de volta com seu novo lançamento, “War Machine”. Junto a ele, o seu fiel parceiro de décadas, o excelente vocalista Rob Rock, o baixista James Pulli, e na bateria, ninguém mais, ninguém menos que o monstro Paul Bostaph, (Forbidden, Slayer e atual Kerry King).

Chris Impelitteri iniciou sua carreira lá no final dos anos oitenta, em meio ao “boom” de guitarristas ditos “shredders”, porém, na contra mão dos seus “concorrentes” nunca quis gravar um trabalho unicamente instrumental, e ao invés disso, sempre manteve o Impelitteri como uma banda, com vocalistas, dentre eles o veterano Graham Bonnet no álbum inicial ("Stand In Line" de 1988 – um clássico e altamente recomendável) e na maioria da sua discografia, Rob Rock.

“War Machine” é um álbum com composições pesadíssimas, e na sua maioria com Bostaph imprimindo velocidade e com dois bumbos proeminentes. Aliás, o baterista caiu como uma luva na banda, e só agrega valor ao material composto. Creio que ele não vá seguir em turnê com Impelitteri, tendo em vista os seus compromissos com Kerry King, mas enfim deixou a sua marca grandiosamente neste trabalho.

Sobre o trabalho de Chris, não é necessário apresentações nem comentários. Solos e riffs inspiradíssimos como sempre, onde ele presa muito pelos riffs pesados e solos rápidos, mas dentro do que a música pede, sem fírulas desnecessárias. Da abertura da faixa título, até “Just Another Day”, o que temos são 11 composições de Heavy Metal no seu estado puro, com grande performance do quarteto e excelente produção. Todas as músicas tem entre três a quatro minutos, ou seja, sem “encheção de linguiça”. Curto e grosso, como um bom álbum deve ser.

War Machine” fica tranquilamente entre os melhores álbuns do estilo em 2024. Se você curtiu “Firepower” e “Invincible Shield” do soberano Judas Priest, este lançamento é para você. Lançamento nacional pela Shinigami Records, não deixem de conferir.

José Henrique Godoy