quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

KATAKLYSM - WAITING FOR THE END TO COME (2013/2025) RELANÇAMENTO

 


KATAKLYSM
WAITING FOR THE END TO COME
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional

Em 2013, o Kataklysm chegou ao seu 12º álbum de estúdio com uma declaração de guerra: “Waiting for the End to Come”. São 12 faixas, pouco menos de 50 minutos, onde o quarteto canadense mostra que a chama do Northern Hyperblast continua queimando furiosa e incontrolável. Não há espaço para descanso — apenas fúria, técnica e o peso de uma banda que se recusa a envelhecer em silêncio.

O disco começa em chamas com “Fire”, um ataque implacável de riffs congelados e violência blackened, abrindo caminho para a majestade brutal de “If I Was God… I’d Burn It All”, uma das melhores músicas que o Kataklysm já escreveu, com seu equilíbrio perfeito entre thrash, melodia épica e precisão quase industrial. “Like Animals” é puro instinto selvagem, riffs que esmagam ossos e ritmo para quebrar colunas vertebrais. “Kill the Elite”, “Under Lawless Skies” e “The Promise” soam como manifestos de ódio e resistência, prontos para incendiar palcos.

O motor dessa destruição começa com a estreia do baterista Oli Beaudoin, que injeta velocidade e precisão assassina ao som. Ao seu lado, Stéphane Barbe sustenta tudo com um baixo denso e pulsante, erguendo muralhas sonoras em cada faixa. Jean-François Dagenais, além de assinar a produção, crava sua guitarra como uma lâmina que alterna melodias gélidas e riffs que esmagam, criando a base perfeita para os vocais de guerra de Maurizio Iacono.

Há momentos em que a brutalidade encontra nuances mais densas, como em “Dead & Buried”, carregada de groove sufocante, ou em “The Darkest Days of Slumber”, que mistura atmosfera sombria e violência pura. O ápice da velocidade vem em “Empire of Dirt”, um turbilhão de riffs e bateria que relembra os tempos mais insanos da banda, mas com a maturidade de quem domina o caos. O encerramento com “Elevate” e “Open Scars” é devastador: um soco final que te manda para a lona sem misericórdia.

Waiting for the End to Come” não é apenas mais um capítulo na longa história do Kataklysm — é um renascimento em sangue e fogo. A banda soa mais faminta, mais perigosa e mais técnica do que em muitos anos. Para quem abraça a fase mais melódica e lapidada dos canadenses, este é sem dúvida um dos melhores trabalhos da carreira.

William Ribas




Nenhum comentário:

Postar um comentário