quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

RHAPSODY OF FIRE - THE FROZEN TEARS OF ANGELS (2010/2025) RELANÇAMENTO


 

RHAPSODY OF FIRE
THE FROZEN TEARS OF ANGELS
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional

A história do Rhapsody Of Fire é bem conhecida pelos headbangers brasileiros. Surgida no final dos anos 90 sob o nome de “Rhapsody”, a banda angariou vários fãs mundo afora praticando aquele Power Metal sinfônico repleto de referências a música clássica e muita, mas muita pompa. No Brasil, amparada pelo selo Rock Brigade Records, a banda foi um verdadeiro fenômeno; naquele momento, era quase obrigatório ouvi-los. Gostassem ou não, a banda era um assunto que rendia muito bate papo e discussões acaloradas naquela saudosa época.

Entre 1997 a 2002, a banda disparou 4 álbuns e 1 EP para a saga “Emerald Sword”, que foi um sucesso estrondoso; a banda estava no auge da criatividade e percebia-se que tudo, internamente, funcionava muito bem.

A partir de 2004, a banda focou em uma nova saga, “Dark Secret”. “Symphony of Enchanted Lands: The Dark Secret” (2004) e “Triumph or Agony” (2006) foram os dois primeiros capítulos que precederam “The Frozen Tears of Angels”, a terceira parte da atual saga.

Indiscutivelmente, a inspiração não era mais a mesma, a fórmula parecia desgastada, mas não era só isso: as coisas internamente não estavam bem, a ponto de que tempos depois, a banda se dividiu e 2 integrantes muito importantes (Fabio Lione e Luca Turilli) deixaram a banda. Mas, daí a achar que esta saga, e este álbum em particular são completamente descartáveis, é um exagero completo. O disco tem sim, bons momentos!

O destaque principal vai para Fabio Lione. Os anos se passaram e o cara seguia impecável e capaz de transformar músicas normais (para outros vocalistas) em verdadeiros hinos. Ouça por exemplo, “Sea of Fate” (a melhor do disco) e “Raging Starfire”. Outras como “Reign of Terror” e a faixa título possuem aquele clima épico com muitas e muitas orquestrações que o fã da banda adora (ou não!), também merecem reverência. Outro grande destaque vai para a linda balada “Lost in Cold Dreams”, uma das melhores, senão a melhor, já produzida pelos italianos.

Ainda há a faixa bônus, a instrumental “Labyrinth of Madness” que não acrescenta muito, mas também não destoa. De descartável mesmo, apenas a longa (demais!) intro “Dark Frozen World” que mesmo o vozeirão do saudoso Christopher Lee consegue deixar legal.

Hoje, 30 anos após a fundação do Rhapsody Of Fire, a banda segue o mesmo caminho, com pouco ou nenhum experimento. Para os fãs mais dedicados, isto pode ser ótimo, mas para aqueles que acompanham a banda por tanto tempo, talvez uma nova descoberta ou um novo pensamento pode ser algo de valor para que a banda volte a ser gigante e relevante como antes. Eu, pessoalmente, nunca deixei de curtir, mas que a banda pode buscar horizontes diferentes, isso pode.

The Frozen Tears of Angels” é um bom disco e pode sim, ser descoberto/redescoberto por novos/velhos fãs. Não chega a ser clássico, mas passa sem recuperação.

Mauro Antunes




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