MALEVOLENT CREATION
DOOMSDAY X
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional
DOOMSDAY X
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional
Quando tratamos de música extrema, prezamos por honestidade e integridade, sobretudo quando o assunto é Death Metal e seus expoentes. Permanecer na elite e manter bons trabalhos realmente não é para qualquer um, em um cenário que é convidativo a explorar limites e ao mesmo tempo se reinventar. Três anos depois do lançamento do poderoso “Warkult” e também do seu disco ao vivo “Conquering South America”, extraído numa turnê por aqui em 2003, o Malevolent Creation entra em estúdio para nos brindar com mais um grande trabalho, “Doomsday X”(2007). O trampo dessa vez teve parceria com Gus Rios e Matt Laplant, e saiu mais uma vez pela Nuclear Blast/Shinigami Records.
A formação também trazia boas novidades, com o retorno de Jason Blachowicz nos graves e Jon Rubin na guitarra, além da volta do saudoso Brett Hoffmann (falecido em 2018), o que gerou naturalmente um alvoroço entre os apreciadores.
O resultado? Um disco consistente em agressividade e despretensioso no sentido de inovar ou mesmo se reinventar, musicalmente falando. A sonoridade old school um pouco mais lapidada explora nuances melódicas que se soldam perfeitamente com a cozinha, e o vocal de Brett nunca decepciona.
“Culture of the Doubt” e “Unleash Hell” são mais agressivas, recheadas de blast beats, enquanto faixas como “Archaic”, “Buried in a Nameless Grave” e as excelentes “Strenght in Numbers” e “Prelude to Doomsday” trazem uma veia mais tradicional à velha escola, com extraordinário peso e uma avalanche de riffs inspirados de Phil Fasciana e Jon Rubin. “Deliver my Enemy“ merece maior atenção, mesclando muito bem características de Thrash Metal com grandes refrãos, contando com a participação de Mick Thomson do Slipknot, enquanto “Dawn of Defeat” tem uma certa influência de escola sueca, com um riff lembrando Dismember. Outro destaque,“Hollowed” é mais na veia de Possessed e Slayer antigo com riffs cortantes e alguns ‘tappings’ de guitarra muito bem encaixados.
A bateria é novamente a cargo de Dave Culross e apresenta grandes momentos como na intro de “Bio-Terror”, onde velocidade e técnica dispensam apresentações. De modo geral acerta em cheio em termos de composição e claro, brutalidade.
É um trabalho que mantém a banda em alto nível, com a já citada inspiração e peso, e que traz grandes momentos, mas acaba não entrando em patamares maiores como em “The Ten Commandments” ou “Retribution”, e tá tudo certo. Em 2025 a bolacha sai pela Shinigami Records, com distribuição nacional, e você pode adquirir sem medo de errar.
Gustavo Jardim

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