sexta-feira, 28 de agosto de 2026

METAL CHURCH - GENERATION NOTHING (2013/2025) RELANÇAMENTO

 


METAL CHURCH
GENERATION NOTHING
Shinigami Records/Reaper Entertainment - Nacional

Lançado em 2013, GENERATION NOTHING chegou em um momento curioso da trajetória do METAL CHURCH. Após anunciarem o fim das atividades em 2009, a instituição do heavy/thrash americano liderada pelo por Kurdt Vanderhoof retornou da breve aposentadoria movida por uma urgência renovada. Este décimo álbum de estúdio consolida a última fase do vocalista Ronny Munroe à frente da banda, apostando em uma sonoridade que tenta equilibrar o peso tradicional da velha guarda com texturas um pouco mais diretas.

Ainda que a banda tenha se dissolvido em 2009, a formação que se reuniu para gravar o presente tranbalho foi a mesma de "This Present Wasteland": Ronny Munroe (vocal), o mastermind Kurdt Vanderhoof (guitarra), Rick Van Zandt (guitarra), Steve Unger (baixo) e Jeff Plate (bateria), e assim, se criou uma atmosfera intencionalmente crua que remete aos anos 80, funcionando como um esforço consciente de Vanderhoof para reconectar a banda às suas origens em álbuns como o homônimo de 1984 e "The Dark".

O disco abre com a combustão de “Bullet Proof” e “Dead City”, duas faixas que exibem o DNA clássico do grupo: riffs funcionais, uma cozinha pesada e entrosada — impulsionada pela bateria precisa de Jeff Plate — e o timbre rasgado de Munroe. Músicas como “Scream” entregam momentos de puro thrash metal enérgico, enquanto faixas do miolo do disco, a exemplo de “Suiciety” e “Hits Keep Comin’”, dialogam diretamente com a herança técnica e grooveada que o grupo lapidou nos anos 90 com "The Human Factor".

O grande "senão" do ábum" reside em suas ambições um tanto quanto progressivas. É o caso de “Noises in the Wall”, uma faixa de nove minutos que se desenvolve através de escalas e uma forte densidade instrumental, exigindo mais do ouvinte. O encerramento com “The Media Horse” reforça essa postura analítica, trazendo críticas sociais ácidas embaladas em um heavy metal cadenciado.

Embora divida opiniões entre os fãs mais saudosistas, GENERATION NOTHING se sustenta como um manifesto de sobrevivência criativa. É um trabalho honesto que prova que, mesmo diante das intempéries da indústria e das idas e vindas, o METAL CHURCH continuava sua saga em prol do Heavy Metal.

Sergiomar Menezes




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