terça-feira, 25 de agosto de 2015

HELLSAKURA - VENÖMRIZER


                Rock n' roll sujo, pesado e nervoso. Com essa afirmação, podemos definir VENÖMRIZER, segundo trabalho do HELLSAKURA, que chega ao mercado via Shinigami Records. Com uma mistura entre os elementos do punk/hardcore e do heavy metal, o grupo formado por Cherry (guitarra e vocal, ex- Okotô), Donida (Guitarra, Matanza), Napalm (baixo) e St. Denis (bateria), traz uma pegada que se torna impossível ficar indiferente ao seu talento. Com vocais rasgados e sem soarem forçados, riffs certeiros (característica que se faz presente em todo o álbum), e uma cozinha que soa rápida quando necessário e pesada na medida certa, o cd nos mostra uma banda que tem muito a oferecer.

                Um riff "sujo" dá início a faixa de abertura. Emergency, tem uma levada pesada e vocais nervosos. Uma faixa que traz a energia da banda logo de cara. A "motorheadiana" Venom, vem na seqüência. Rápida e com riffs diretos, traz o vocal de Cherry um pouco mais contido, mas que se encaixa perfeitamente na proposta da música. Lethal, a terceira faixa, começa pesada. Cadenciada e muito bem arranjada, a faixa é um dos destaques do trabalho. Bateria e baixo pesados e a guitarra ditando o ritmo. Mark of the Witch, também cadenciada mas que durante sua execução tem variações, é uma faixa cheia de solos cortantes, além de possuir um trabalho muito bem desenvolvido pela banda. Já Blood Hell, é a faixa mais "rock" do trabalho e que poderia muito bem tocar nas rádios. Com solos muito bem inseridos e vocal rasgado, também é um dos destaques.

              Toxic, talvez seja a faixa que melhor define as características punk/hardcore do grupo. Veloz e com vocais acelerados, além de backing vocals encaixados de forma correta, a faixa mostra o perfeito entrosamento entre Napalm e St. Denis. No Serum, serve de introdução para uma das melhores músicas do trabalho. Gory. Pesada, agressiva e com grandes solos, a faixa possui vocais bem variados, por vezes guturais. Aqui as características mais pesadas da banda (leia-se Heavy Metal) ganham maior notoriedade. You Got The Metal traz de volta aquela pegada mais rocker da banda, com destaque para o trabalho do batera St. Denis. Death Row (faixa bônus), contou com as baquetas de Pitchu Ferraz (Nervosa). Acelerada e com guitarras cortantes, a faixa encerra o trabalho da maneira omo começou. Pesado e agressivo.

              A produção do álbum ficou muito boa. Bem "na cara", sem exageros, evidencia a pegada punk/metal da banda. O trabalho também teve várias participações especiais. Além da bateria de Pitchu Ferraz, houve as presenças de Bob Vigna (solo em Mark of the Witch), Serpenth (solo em Venom e Lethal), Guiller Cruz (ex- Nervochaos, vocal em Gory), Felipe Freitas e Edu Lane (baixista e baterista do Nervochaos, respectivamente nos backing vocals em Toxic), e João (intro vocal em Toxic).

               Com uma música sem invencionices, mas muito bem elaborada e executada, o HELLSAKURA tem tudo para se firmar entre os grandes nomes da cena nacional. Sem nenhuma dúvida, VENÖMRIZER é um dos destaques do ano!



Sergiomar Menezes

             

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

3° UNIÃO EXTREMA FEST - 15/08 18 HS EMBAIXADA DO ROCK - SÃO LEOPOLDO



                          Dia 15/08, a Embaixada do Rock (Rua presidente Roosevelt, 806) em São Leopoldo será o palco da 3° edição do União Extrema Fest, evento produzido  pela Heavy and Hell Prees e pelo All That Metal. Com início as 18 hs, e com a apresentação da primeira banda ás 19 hs, o encerramento está previsto para ás 22:30 hs, o que facilita o deslocamento aos bangers que dependem do transporte público. 

                          E essa terceira edição tem um atrativo a mais: a comemoração dos 7 anos de atividade de um dos melhores sites do meio metal, o Road To Metal. Subirão ao tradicional palco da Embaixada, quatro excelentes bandas, Sin Avenue (Hard Rock), Bloody Violence (Technical Death Metal), Astaria (Heavy Metal) e Carniça (Thrash Metal). 

                          E se além do nível das bandas e do baixo valor do ingresso, você ainda precisar de mais um motivo pra comparecer, saiba que o evento irá arrecadar roupas e alimentos para a cidade de Esteio que sofreu com uma forte enchente no mês passado! No som mecânico, este que vos escreve trará o que te de melhor entre o hard, heavy, thrash, death, black e tudo que envolve o mundo do metal! Haverá ainda, sorteio de brindes no intervalo de cada show.

Cronograma:

19:00 hs - Sin Avenue
19:50 hs - Astaria
20:40 - Bloody Violence
21:30 - Carniça

Ingressos:

R$ 10,00 (antecipado)
R$ 12,00 (na hora)

Pontos de Venda:
Loja A Place (Voluntários da Pátria, 294 - loja 150 - Centro Shopping - Porto Alegre)

* Ou diretamente com as bandas

Página do evento:

https://www.facebook.com/events/1070305659665299/


Sergiomar Menezes








                       
                         

terça-feira, 28 de julho de 2015

SPARTACUS - IMPERIUM LEGIS


                  Eis que uma das mais importantes bandas da história do Heavy Metal gaúcho e brasileiro lança seu segundo trabalho. E desde já, pode-se afirmar: nasceu CLÁSSICO! A SPARTACUS faz com que tudo soe perfeito neste cd. Gravado e mixado por Sebastian Carsin, nos Estúdios Hurricane em Porto Alegre entre Maio de 2010 e Agosto de 2011, IMPERIUM LEGIS, o sucessor do álbum de estréia, LIBERTAE (2004), traz composições feitas pela banda ao longo de seus 30 anos de carreira. compostas nos anos 80/90 e também mais recentemente, as músicas que compõem o cd, trazem o peso característico do Heavy Metal. Cantado em português, sem a preocupação se isso irá  soar datado ou não ( e podem crer, não soa), a honestidade e garra que emanam de cada faixa nos faz ter a certeza que a música, quando é feita com alma, não tem limites.

                  O grupo formado por Marco Canto (vocal), Marco Di Martino (baixo), Victor Petroscki (guitarra, backing vocal e teclados) e Guilherme Oliveira (bateria) esbanja classe nos arranjos,  timbragem "pesada" nos instrumentos e muitos riffs! Riffs! A alma de um disco de heavy metal está aí. E sendo assim, esse trabalho agradará aos amantes do estilo.

                  O início com a poderosa Encontro de Almas Perdidas já nos brinda com uma bela pegada de bateria e os vocais perfeitos de Marco Canto que se encarregam de passar a emoção que a música demanda. Dona de um belo solo e com muito peso comandado pela excelente cozinha da banda, a música mostra que a experiência faz a diferença. Na Rota de Colisão inicia pesada e com uma pegada bem típica dos 80's, mas sem soar em nenhum momento datada. Muito pelo contrário. O grupo faz uso da modernidade pra ressaltar sua qualidade e não pra "tapar" alguma falha. Não Morra o Sentimento, traz mais um belo riff e outra grande interpretação vocal. A guitarra comanda Império da Lei, um dos grandes destaques do álbum. Pesada e agressiva, e detentora de um solo matador, a faixa deve ficar ainda melhor ao vivo. Mais cadenciada e com destaque pra o baixo e bateria, pesados como uma cozinha de metal deve ser, Nas Trevas da Insanidade é a típica faixa pra bangear enquanto nossa boa e velha air guitar ecoa pelos PA's...

                 Noites sem Lua traz um pouco da influência Hard da banda ( hard n' heavy). Na seqüência, Nas Leis do Infinito, também mais cadenciada, não deixa o pique cair. Mais um belo solo de Victor Petroscki. Velho Rei, resgata uma pegada á moda antiga, sem esquecer do peso e com destaque pro batera Guilherme. Dono de uma pegada que casa perfeitamente com a técnica do baixista Marco Di Martino, aqui novamente se destaca. Com um inicio "suave", Sob a Sentença, Um Carrasco, prova que alguma coisa anda errada no cenário nacional. Como uma banda dessas não tem maior destaque? A rocker Fruto da Criação antecede o final com a sensacional Prisioneiro do Alvorecer. Uma faixa que sintetiza toda classe e qualidade da banda, onde todos os elementos que permeiam sua carreira se fazem presentes. 


                 Não há muito mais o que se dizer ou escrever. Um trabalho que deve constar em qualquer lista de melhores do ano em sites e revistas especializadas. Quem se diz headbanger precisa ter esse cd. Em uma palavra: OBRIGATÓRIO!

SPARTACUS

Sergiomar Menezes

terça-feira, 21 de julho de 2015

BLOODWORK - JUST LET ME ROT


                    Death metal brutal e direto. Não há outra maneira para definirmos o som do grupo gaúcho Bloodwork, em seu cd de estréia, JUST LET ME ROT. Em apenas 8 músicas e cerca de 30 minutos, o grupo passa seu recado de forma violenta, sem descanso para os ouvidos desavisados. Apostando em uma temática sexual gore, o trabalho foi gravado entre 2013 e 2014 e foi mixado e masterizado por Sebastian Carsin no Hurricane Estúdio. A arte da capa ficou sob a responsabilidade de Marcos Miller e o interessante é notar que a mesma é uma fusão entre todas as faixas que compõem o trabalho.


                   Formado por Fabiano (vocal), Deleon (guitarra), Rafael (guitarra), Henrique (baixo) e Felipe (bateria), o grupo caprichou nas composições e letras, pois não dá pra imaginar outro tipo de "lirismo" quando as músicas começam a tocar. Iniciando com a porrada Defecating Broken Glass, onde as guitarras nos entregam um death metal brutal, rápido e pesado, a banda mostra uma raiva que, quando você percebe, a faixa já acabou. Aliás, como dito anteriormente, todas as faixas são curtas. Cunt Suffocation mantém a brutalidade no nível máximo. E pode-se perceber, que apesar do estilo, houve uma preocupação com a produção, pois os instrumentos soam brutais mas com qualidade acima da média. Asphyxiant Cum Load, mais cadenciada mas nem por isso menos pesada, mostra a variedade do grupo, que dosa as músicas de maneira que não soam repetitivas. Sem dúvida um dos destaques do trabalho. Guitarras cortantes que casam com a cozinha pesada. Suck My Cunt Finger, continua com o peso e também é uma faixa mais cadenciada.


                  Human Slaughterhouse traz a velocidade á tona novamente e tem blast beats na medida certa. As guitarras de Fabiano e Rafael carregam nos riffs mortais enquanto a cozinha formada por Henrique e Felipe, capricha na velocidade. O vocal de Fabiano também se destaca, pois consegue passar toda a fúria das letras de forma violenta. Rotten 69 mantém a velocidade em alta. Necro Sex Club segue a linha, sendo por vezes rápida e brutal, com passagens que beiram a insanidade. Toothed Vagina, encerra o trabalho e é um dos destaques, pois sintetiza a música do grupo. veloz, insana e brutal. 

                  Um cd curto. Mas que passa seu recado de forma simples e direta. Bem gravado, bem produzido, bem composto. Sem invencionices. Rápido, pesado e brutal Como toda banda de death metal deve ser. Recomendado pra quem aprecia o lado mortal do heavy metal!

BLOODWORK

Sergiomar Menezes


segunda-feira, 20 de julho de 2015

LOSNA - ANOTHER OPHIDIAN EXTRAVAGANZA



               Uma porrada atrás da outra! Sem descanso! Assim podemos definir o excelente Another Ophidian Extravaganza, do trio gaúcho Losna! O terceiro trabalho do grupo, mostra a evolução do thrash metal pesado e vigoroso praticado por Fernanda Gomes (baixo e vocal), Débora Gomes (guitarra e backing vocal) e Marcelo "Índio" Pedroso (bateria). Formada em 2004, a banda sempre lançou bons trabalhos. E dessa vez, o cd traz uma mescla perfeita das influências da banda, num mix entre o thrash old school, uma pequena pitada de death e hardcore. 

               Amaro Sapore, faixa que abre o petardo, já chega como um pé na boca do estômago! Thrasheira das boas, onde o headbanging é garantido! Além dos belos riffs, a bateria de Marcelo tem destaque. Feronia, na seqüência, pesada e de início arrastado, mantém o pique inicial. Débora capricha nos riffs bem timbrados. Aliás, isso é algo a se destacar no play. A banda soa bem homogênea, mas a guitarrista mantém a pegada durante todo o trabalho de forma perfeita. Back to the Grotto e Immiscible Pleasures são duas pedradas que não dão descanso ao pescoço.

               Project 971, tem um início com riffs bem old school e se mantém nessa batida. Serpent Egg tem, talvez, o melhor trabalho vocal de Fernanda, pois mostra-se bem variado sem perder a característica da agressividade, além de mostrar que o thrash metal do grupo tem versatilidade. Mesmerized by Rotten Meat também mostra a capacidade não apenas técnica do grupo, mas na composição. No Time For Romance, a faixa mais cadenciada, e não por isso menos agressiva, vem provar que além do vocal perfeito pro som do grupo, Fernanda também manda ver no baixo! Animal Instinct com seu início na guitarra, já emenda mais uma porrada thrash. Strut! antecede a última faixa, Pneumonia. Talvez a mais diferente do trabalho, traz um clima pesado e uma variação do vocal que encerram de forma grandiosa o álbum.

                Thrash Metal pra quem gosta de Thrash Metal. Simples. Uma bela produção (suja na medida certa), um trabalho gráfico de respeito, e o mais importante, MÚSICA da mais alta qualidade. Sem dúvida alguma, um dos melhores cds lançados no metal nacional em 2015!

LOSNA

Sergiomar Menezes