BABYLON A.D.
WHEN THE WORLD STOPS
Kivel Records/Apocalypse Records - Importado
WHEN THE WORLD STOPS
Kivel Records/Apocalypse Records - Importado
Fundada no final da década de 80, mais precisamente me 1987, a banda BABYLON A.D. é uma cria da Bay Area de San Francisco. Obviamente que por ser uma banda de um estilo diferente, ela não carrega consigo riffs nervosos, bateria intensa e veloz e vocais rasgados. Muito pelo contrário. Prestes a completar 40 anos de carreira (entre algumas idas e vindas) o quinteto californiano chega agora ao seu 6º álbum de estúdio. WHEN THE WORLD STOPS, lançado lá fora pela Kivel Records em parceria com a Apocalypse Records, é um trabalho maduro, repleto de boas melodias, mas que não apresenta nada de novo, apenas uma mescla daquela Hard Rock clássico com toques mais modernos, criando boas composições mas que, invariavelmente, servem apenas para aqueles que já conhecem sua sonoridade. Uma pena, pois ainda que de certa forma genérico, o grupo nos traz músicas bem elaboradas, ótimos refrãos e intensidade.
Derek Davis (vocal e teclados), Ron Freschi (guitarra e backing vocals), John Matthews (guitarra), Craig Pepe (baixo e backing vocals) e Dylan Soto (bateria) - os dois últimos entraram na banda em 2023 - nos trazem 11 faixas que equilibram energia e emoção — transitando desde faixas mais hard rock repletas de adrenalina até instantes mais introspectivos. E isso parece refletir na sequência do álbum, faixa a faixa, pois as composições trazem linhas harmônicas bem variadas e demonstram a versatilidade de Babylon A.D. mesmo décadas depois.
Abrindo com a faixa-título, "When the World Stops", o grupo já nos entrega uma levada totalmente Hard Rock 80's, com boas linhas melódicas e com aquele típico refrão que apesar de repetitivo, não enjoa e gruda facilmente na cabeça. E se estamos falando de refrão com essa característica, na sequência temos a ótima "Come on Let's Roll", onde esse quesito assume ares de maior significado. Com uma pegada simples e eficaz, a música parece perpetuar na mente após a primeira audição. Ótimo momento! Uma quebra de ritmo em "Don't Ask Questions", mais cadenciada e com um ótimo solo, carregado de melodia e intensidade, mostram o que citei anteriormente: a versatilidade dos músicos. Como estamos falando de um álbum típico de Hard Rock, "Love is Cruel" é aquela balada que não pode faltar, pois traz consigo emoção e outro belo solo de guitarra. Aliás a dupla Ron Freschi e John Matthews tem um ótimo entrosamento, dosando feeling na medida certa, quando necessário. o Hard Rock volta à carga em "Toxic Baby" com aqueles vocais "espertos", enquanto baixo e bateria "marcam" a faixa em seu andamento.
"I Don't Believe in You", talvez seja o ponto fraco do trabalho. Cadenciada, um pouco mais pesada (pro som do Babylon A.D.), os vocais acabam saindo um pouco daquilo que se propõem. Não é ruim, mas destoa um pouco do restante. No entanto "Power of Music" é o grande destaque do álbum! Com som parecendo "ao vivo", a faixa empolga do início ao fim, com ótimos riffs, levada e refrão forte e intenso, a música é perfeita pra ser tocada num pub esfumaçado, num teatro ou numa arena. A empolgação será a mesma! Quando termina a gente quer ouvir de novo! A pesada "Torn" vem na sequência, com quebradas de ritmo e bons momentos, assim como "Damage is Done", onde a parte acústica ficou sob a responsabilidade do batera Dylan Soto. Aquele baixo gordo e vigorosa dita o ritmo da malemolente "Oh Suki", que antecede o final que vem com "Sadness Madness", dona de um ótimo riff, indo da power ballad ao hard sem fazer feio.
WHEN TEH WORLD STOPS não muda o mundo. E, tenho certeza que você concorda comigo, ele não tem essa intenção. Mas que com esse trabalho, o BABYLON A.D. nos garante bons momentos de diversão, eu não tenho dúvidas. Se você curte aquele Hard Rock com melodia e sem compromisso, confira sem medo!
Sergiomar Menezes





.webp)

