É praticamente impossível não relacionar a trajetória do HAMMERFALL com a própria sobrevivência e resgate do Heavy Metal tradicional em meados dos anos 90. Quando os suecos lançaram sua álbum de estreia em 1997, o cenário musical global estava dominado pelo Grunge, pelo Metal Alternativo e pelo avanço do Nu Metal, enquanto o metal mais tradicional ao qual estávamos familiarizados — leia-se guitarras gêmeas, vocais melódicos e velocidade — era sumariamente descartado pela grande mídia e por parte do público como uma espécie de relíquia datada e obsoleta dos anos 80. Ao assumirem orgulhosamente a postura do coro, aço e tudo mais considerado "clichê" (até mesmo por parte do público), o HammerFall não apenas desafiou as tendências comerciais da época, mas liderou uma verdadeira cruzada que provou que o público ainda ansiava pela energia pura e pelos hinos de batalha inspirados em gigantes como Judas Priest, Iron Maiden e Accept. Essa postura destemida funcionou como um catalisador para toda a cena europeia, abrindo portas e pavimentando o caminho para o renascimento e a explosão comercial do Power Metal e do Metal Tradicional na virada do milênio, influenciando dezenas de novas bandas a se voltarem para o estilo sem vergonha de soar clássicas. Ao longo de quase três décadas de uma carreira marcada por uma consistência inabalável, o grupo se transformou em uma instituição do gênero; sua importância reside não apenas na nostalgia, mas na capacidade de manter acesa uma chama que muitos consideravam extinta, transformando refrãos grandiosos e riffs tradicionais em um elo que consolidou a Suécia como uma das maiores potências exportadoras de Metal do planeta. Aqui, resgatamos a discografia do grupo trazendo nosso tradicional ranking, baseado única e exclusivamente na opinião de nosso redator. Quer gostem ou não...
Sergiomar Menezes
13º - INFECTED (2011)
De longe, o disco que mais divide opiniões entre os fãs da banda. Buscando quebrar as expectativas e sair da própria zona de conforto, INFECTED soa como o trabalho mais experimental da discografia do HAMMERFALL, deixando de lado o icônico mascote Hector na capa em favor de uma estética de apocalipse zumbi. Musicalmente, a banda abandonou grande parte dos elementos clássicos do Power Metal para focar em um Heavy Metal e Hard Rock muito mais moderno, cru, sombrio e focado em riffs secos, como evidenciado em "Patient Zero" e "One More Time". Por outro lado "B.Y.H." mantém aquela atmosfera mais clássica e tradicional do quinteto. Embora tenha chocado os fãs mais tradicionais pela ausência dos tradicionais refrãos épicos e das temáticas medievais, o disco merece créditos pela coragem de arriscar e mostrou uma faceta vocal muito mais madura, agressiva e versátil de Joacim Cans.
12º - NO SACRIFICE, NO VICTORY (2009)
NO SACRIFICE, NO VICTORY chegou ao mercado apresentando o guitarrista Pontus Norgren (ex- The Poodles, Talisman, Humanimal) e trazendo de volta o baixista original Fredrik Larsson. A verdade é que o trabalho, apesar de ter injetado uma nova energia e um frescor técnico impressionante ao som do HAMMERFALL, o resultado foi um álbum que soa um tanto quanto pasteurizado se comparado a seus antecessores. Gravado parcialmente nos Estados Unidos (no estúdio de Andy LaRocque, guitarrista do King Diamond) e produzido por Charlie Bauerfeind, o álbum se destaca por soar muito mais agressivo, técnico e enérgico do que seu antecessor, "Threshold". A chegada de Pontus Norgren trouxe solos nitidamente mais complexos, rápidos e com uma pegada que flertava pesadamente com o Heavy Metal tradicional norte-americano e o Hard Rock virtuoso dos anos 80. A química renovada das guitarras é evidente em faixas como "Any Means Necessary" e "Hallowed Be My Name", mas ainda assim, não consegue resgatar todo o apelo tradicional e intenso que o grupo trazia. O álbum também chama a atenção pelo inusitado e divertido cover de "My Sharona" (do The Knack) - o grande destaque para este que vos escreve - mostrando que, apesar da temática de guerreiros e batalhas, a banda parecia que caminhava em uma direção que precisava de uma renovação. Só que o veio na sequência, não foi exatamente o que se esperava.
11º THRESHOLD (2006)
O fim de uma era. Assim que THRESHOLD ficou marcado, pois foi o último álbum com o guitarrista Stefan Elmgren e o baixista Magnus Rosén, e reflete uma banda operando em sua zona de conforto com máxima eficiência, mas talvez com menos criatividade e intensidade do que nos anos anteriores. Vindo na esteira do bem-sucedido "Chapter V: Unbent, Unbowed, Unbroken" (2005), o álbum mostra a banda operando dentro de sua zona de conforto. Embora não buscasse revolucionar a sonoridade ou trazer grandes experimentações, o álbum traz uma produção extremamente polida, moderna e por focar em alguns bons riffs, que grudam na mente do ouvinte logo na primeira audição. Dessa forma, o álbum traz bons momentos momentos, como a faixa de abertura "Threshold", a acelerada "The Fire Burns Forever" (que virou tema do Campeonato Europeu de Atletismo) e a pesada "Natural High", que demonstram a incrível habilidade da dupla de guitarras em criar harmonias cativantes. É um trabalho sólido, com uma produção moderna e polida, que fecha com chave de ouro a primeira grande fase dourada do HAMMERFALL antes das mudanças drásticas de formação que viriam a seguir.
Depois de um bom período longe dos palcos e dos álbuns, o HAMMERFALL retornou às suas raízes com força total em (r)EVOLUTION, um álbum que funciona como uma verdadeira declaração de amor aos fãs antigos e uma celebração de tudo o que tornou a banda gigante. Para entender o peso deste disco, é preciso lembrar o cenário que o antecedeu: em 2011, o grupo havia lançado "Infected", um álbum altamente criticado que experimentou uma sonoridade mais crua e moderna, abandonou a temática de fantasia e tirou o mascote Hector da capa. Após a recepção morna dos fãs e um desgaste natural de quase duas décadas de estrada, a banda anunciou um hiato estratégico em 2012 para recarregar as baterias. O álbum foi o retorno triunfal desse descanso forçado, e o título brinca perfeitamente com os conceitos de "evolução" e "revolução", significando uma volta às origens. O recado era claro: os suecos estavam de volta para reivindicar o seu trono no Power Metal tradicional. O mascote Hector voltou triunfante à capa (assim como o mestre Andreas Marshall), e músicas como "Hector's Hymn" (uma colagem brilhante de referências a letras antigas) e "Bushido" trouxeram de volta a velocidade, os corais de batalha grandiosos e a produção como nos velhos tempos assinada novamente por Fredrik Nordström (produtor dos dois primeiros discos). Foi o retorno triunfal à fórmula clássica, provando que o hiato fez bem à banda e que o espírito "true" estava longe de ser extinto.
9º - HAMMER OF DAWN (2022)
Lançado logo após o fim da pandemia, em um mundo que ainda se recuperava do isolamento, HAMMER OF DAWN trouxe um pouco de otimismo através de um Metal tradicional (que o grupo resgatou e parece ter decidido não largar mais) e altamente energético. A produção, dividida entre o estúdio da banda e a mixagem do renomado Fredrik Nordström, trouxe um som cristalino e de um peso absurdo, destacando o entrosamento de uma formação que vinha se consolidando como uma das mais estáveis e técnicas da história do grupo. A faixa-título é um clássico instantâneo (baseado na própria obra do quinteto), com um dos refrãos mais grudentos e épicos de toda a carreira da banda, reforçada pela participação especial do mestre King Diamond na sombria "Venerate Me", que adicionou uma camada extra de densidade e ocultismo ao álbum. Mantendo a produção cristalina e os arranjos de guitarras gêmeas perfeitamente sincronizados, o disco é uma demonstração de vitalidade e consistência, provando que o HAMMERFALL continuava sendo uma verdadeira banda de Heavy Metal, com o mesmo peso e precisão cirúrgica de sempre.
8º - BUILT TO LAST (2016)
O décimo álbum de estúdio, BUILT TO LAST, faz jus ao seu título ("Feito para Durar") ao entregar exatamente o que o HAMMERFALL sabe fazer de melhor, consolidando a presença do baterista David Wallin (ex-Pain), cuja pegada enérgica e precisa trouxe um vigor renovado para a cozinha rítmica da banda ao lado do baixista Fredrik Larsson. Sob a liderança da lendária dupla formada por Oscar Dronjak e Joacim Cans, o HammerFall entregou um disco previsível no melhor dos sentidos possíveis: um Heavy/Power Metal tradicional de altíssimo nível, recheado de faixas feitas sob medida para arenas, mostrando uma banda extremamente confortável em sua própria identidade. Faixas como "Bring It!" e "The Sacred Vow" transbordam a energia clássica do Power Metal, com solos melódicos inspiradíssimos e ritmos galopantes que remetem aos tempos de "Legacy of Kings". É um álbum previsível e clichê, no melhor dos sentidos: cada refrão foi composto para ser cantado a plenos pulmões em festivais, reafirmando que o grupo sabe como criar faixas fortes e intensas, provando mais uma vez, que é uma instituição inabalável no mundo do Heavy Metal, (quase) imune às tendências passageiras do mercado.
7º - DOMINION (2019)
Trazendo consigo uma confiança renovada e uma agressividade que há muito não se ouvia com tanta intensidade, DOMINION se destaca como um dos melhores trabalhos da banda em sua história recente, equilibrando perfeitamente o peso esmagador com ganchos melódicos irresistíveis. O grande trunfo do álbum é a sensação de urgência e vontade de tocar heavy metal que o álbum transmite. O guitarrista Oscar Dronjak e o vocalista Joacim Cans declararam na época que a banda se deu ao luxo de trabalhar nas composições com mais tempo e sem a pressão de prazos sufocantes, o que resultou em músicas muito mais dinâmicas, repletas de riffs memoráveis.A faixa de abertura "Never Forgive, Never Forget" começa com um grito dilacerante de Joacim Cans que prova que sua voz desafia o tempo, enquanto a épica "(We Make) Sweden Rock" serve como um tributo orgulhoso e emocionante à história do Rock e Metal de seu país natal. Com uma produção orgânica, viva e riffs de guitarra que celebram a atmosfera do metal oitentista, mas sem soar datado, o álbum mostra que o HAMMERFALL não estava apenas sobrevivendo, mas dominando o cenário com a mesma paixão de duas décadas atrás.
6° - AVENGE THE FALLEN (2024)
Sem dúvidas, o melhor álbum da banda nos últimos 20 anos. AVENGE THE FALLEN, mostra o HAMMERFALL olhando para trás com orgulho, mas segundo em frente com uma determinação feroz e um foco renovado em composições mais densas e épicas. O álbum foi concebido sob uma premissa clara do guitarrista e fundador Oscar Dronjak e do vocalista Joacim Cans: a necessidade de continuar marchando em frente com fome de vitória, sem apenas viver das glórias do passado. Para isso, a banda apostou em músicas focadas em riffs de guitarra diretos, dinâmicas épicas e, acima de tudo, em performances individuais muito acima da média. O álbum traz uma atmosfera ligeiramente mais madura e pesada, com músicas que alternam entre a velocidade clássica do Power Metal e o peso cadenciado do metal tradicional europeu, mantendo a voz de Joacim Cans em um nível impressionante de clareza e alcance. A faixa título, que abre o álbum já traz consigo os riffs afiados de Oscar Dronjak e Pontus Norgren que homenageiam o passado enquanto cimentam o presente, além de composições fortes e inspiradas como "The End Justifies", "Freedom" (pesada e cadenciada, no melhor estilo da banda) e "Hero to All", que mostram que mesmo com o desgaste do tempo, o grupo segue sendo um dos grandes nomes do estilo. Este disco é a prova definitiva de que, após quase três décadas de estrada, os suecos continuam sendo os guardiões legítimos e incansáveis do verdadeiro Heavy Metal. Em uma época em que muitas bandas veteranas preferem a estagnação ou o experimentalismo sem rumo, o HammerFall entrega um álbum que honra o seu próprio legado e mantém a chama do "True Metal" acesa com um orgulho feroz. É o som de uma banda que sabe exatamente quem é, o que faz de melhor e que continua dominando o seu próprio império.
Último grande trabalho da primeira fase da banda, CHAPTER V: UNBENT, UNBROKEN, UNBOWED, quinto capítulo da saga do HAMMERFALL manteve a fórmula consagrada da banda, apostando na consistência e na entrega de um Metal tradicional direto, pesado e sem firulas desnecessárias. Após o sucesso astronômico de "Crimson Thunder" (2002) e o lançamento do aclamado registro ao vivo "One Crimson Night", a banda estava no topo do mundo do Heavy Metal tradicional. A resposta dos suecos para manter essa posição não foi inventar a roda, mas sim fincar os pés com orgulho em sua fórmula sagrada, entregando um disco direto, pesado e com uma atitude inabalável — como o próprio título ("Inflexível, Altivo, Invicto") deixa claro. O álbum abre com a poderosa "Blood Bound", que rapidamente se tornou um clássico de seus shows graças ao seu ritmo pulsante e refrão memorável, e passeia por momentos de grande inspiração como "Hammer of Justice" e a longa e atmosférica "Knights of the 21st Century", que conta com a participação de Cronos (Venom) entregando vocais guturais como nos velhos tempos. Embora não traga grandes inovações estruturais, o disco é um testemunho da resiliência da banda, que se recusava a seguir modas e continuava entregando exatamente o que os fãs leais esperavam: hinos que remetiam aos tempos áureos do estilo, permeados de aço e batalhas.
4º - RENEGADE (2001)
Confesso que até minutos antes de escrever esse ranking, RENEGADE estava em terceiro lugar. Mas ao procurar analisar mais friamente, optei por deixá-lo na colocação que aqui se encontra. Com a chegada do renomado produtor Michael Wagener (que já havia trabalhado com Accept e Ozzy Osbourne), o terceiro álbum HAMMERFALL marcou uma sutil mudança em direção a uma sonoridade mais polida, comercial e profundamente influenciada pelo Hard Rock dos anos 80, sem perder a espinha dorsal do Power Metal. A produção de Michael Wagener poliu as arestas mais cruas do som do grupo. O álbum soa incrivelmente limpo, com guitarras cristalinas, vocais perfeitamente destacados e coros milimetricamente alinhados. Na época, alguns fãs de Power Metal acusaram a banda de soar "comercial demais". No entanto, foi exatamente essa polidez e o flerte com o Hard Rock que permitiram ao grupo encabeçar turnês mundiais ainda maiores e alcançar o status de headliner de grandes festivais. A faixa-título tornou-se um sucesso comercial estrondoso na Suécia, impulsionada por um riff incrivelmente grudento, enquanto músicas como "Keep the Flame Burning", a "totalmente Manowar" "The Way of the Warrior" e "Templars of Steel" (na minha opinião, uma das melhores músicas da carreira da banda) mostravam que o peso e a velocidade ainda eram a lei. Como dito anteriormente, embora alguns fãs mais radicais tenham torcido o nariz para a produção mais limpa na época, o álbum é hoje visto como um clássico indispensável que expandiu o alcance global da banda e definiu o som do início dos anos 2000.
Como cieti anteriormente, estive em dúvida quanto à posição neste ranking entre o trabalho anterior e este CRIMSON THUNDER. Mesmo que seja frequentemente apontado por muitos fãs como o ápice criativo e o álbum mais icônico da banda, o quarto trabalho do HAMMERFALL desacelerou um pouco o ritmo frenético dos discos anteriores em favor de riffs mais cadenciados, pesados e hinos de batalha que grudam na mente instantaneamente. A produção, assinada por Charlie Bauerfeind (conhecido por trabalhos com Blind Guardian e Helloween), trouxe guitarras extremamente encorpadas e uma cozinha de baixo e bateria esmagadora, criando a moldura perfeita para a performance vocal mais madura e confiante da carreira de Joacim Cans até então. É impossível falar deste trabalho sem reverenciar "Hearts on Fire", a música mais famosa da história do grupo, cujo refrão se tornou um hino e clássico do Metal tradicional, mas o álbum brilha intensamente em faixas como "Riders of the Storm", a espetacular "The Unforgiving Blade", o cover de "Angel of Mercy" (Chastain), além da grandiosa faixa título. Com uma atmosfera mais sombria, guitarras perfeitamente afinadas e a performance vocal mais confiante de Joacim Cans até então, este disco compreende perfeitamente o espírito do "True Metal" que a banda sempre jurou defender.
Uma estreia acima de qualquer suspeita. Em uma época em que o Heavy Metal tradicional era considerado "morto" pela grande mídia, sufocado pelo Grunge e pelo Metal Alternativo dos anos 90 (como citado lá no início da introdução deste Rebel Rock Research), o HAMMERFALL surgiu como um verdadeiro milagre com sua estreia destruidora e repleta do mais puro e tradicional Heavy Metal. E foi exatamente assim que o guitarrista Oscar Dronjak e o vocalista Joacim Cans (ao lado de músicos que na época também faziam parte de bandas de Death Metal, como Jesper Strömblad do In Flames) decidiram fincar a bandeira do que chamavam de "True Metal" GLORY TO THE BRAVE não apenas colocou a banda no mapa, mas também reacendeu a chama do Power Metal europeu com hinos imaculados como "The Dragon Lies Bleeding" e a faixa-título emocionante. O álbum é uma celebração pura de guitarras gêmeas inspiradas em Judas Priest e Iron Maiden, vocais limpos e agudos cortantes de Joacim Cans, e uma estética de fantasia medieval que trouxe de volta o orgulho de usar jaquetas de couro e erguer os punhos. Da capa icônica pintada por Andreas Marschall — que introduziu o mascote da banda, o paladino Hector — às letras sobre honra, espadas, dragões e batalhas (impossível ser mais "true" e clichê, não é mesmo?), o HammerFall abraçou o Heavy Metal com tanta convicção e orgulho que fez o público se lembrar do porquê havia se apaixonado pelo estilo anos antes. É uma obra-prima atemporal que definiu as regras do jogo para a virada do milênio.
Se algum outro álbum ou posição podem causar algum tipo de polêmico ou discussão, com certeza aqui não resta dúvidas: todos consideram LEGACY OF KINGS o melhor trabalho do HAMMERFALL. A pressão sobre a banda era gigante. Eles precisavam provar que o Power Metal tradicional tinha força para se manter vivo e não era apenas uma onda passageira. Para isso, o líder e guitarrista Oscar Dronjak e o vocalista Joacim Cans se uniram ao lendário produtor Fredrik Nordström no Studio Fredman e entregaram um disco que supera o primeiro em termos de peso, velocidade e refinamento técnico. Consolidando o sucesso estrondoso de sua estreia, o segundo álbum do quinteto sueco provou que o HammerFall não era uma banda ou projeto de um álbum só, entregando uma produção visivelmente mais encorpada e composições ainda mais maduras sob a liderança do guitarrista Oscar Dronjak. Músicas como "Heeding the Call", uma das músicas mais rápidas, galopantes e influentes de toda a carreira da banda, cuja a introdução de bateria com bumbo duplo e o duelo de guitarras gêmeas dão o tom de um clássico instantâneo do Power Metal europeu, a espetacular "Let the Hammer Fall", além da faixa título, sintetizam perfeitamente a identidade da banda: refrãos grandiosos com coros imponentes feitos sob medida para arenas lotadas, riffs pesados inspirados em Accept e ganchos melódicos irresistíveis. Enquanto isso, a belíssima "The Fallen One" manteve a tradição das baladas sentimentais da banda. E o que dizer de faixas como "The End of the Rainbow", "Dreamland" e "Stronger Than All"? Este trabalho solidificou a identidade visual e temática do grupo, estabelecendo o mascote Hector definitivamente como um ícone do Metal e provando que a New Wave of Swedish Heavy Metal havia chegado para ficar.
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