Seguidores

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

PANDEMMY - RISE OF A NEW STRIKE (2017)



                Muitas bandas que batalham diariamente pelo seu lugar ao sol acabam falhando, em alguns casos, em não criar sua própria identidade. Obviamente que não há nada de errado em ser influenciado por grandes nomes. Mas que se faz necessário que o grupo tenha uma personalidade própria, independente e livre de estereótipos, todos nós concordamos, não é mesmo? E isso, o grupo pernambucano PANDEMMY tem de sobra! Fazer um Thrash/Death Metal com uma pegada trabalhada e brutal, mas com características próprias é a proposta da banda formada em 2009. E seu objetivo é atingido  de forma mais do que satisfatória em RISE OF A NEW STRIKE, gravado em 2016 e lançado virtualmente no mesmo ano, mas que chegou ao formato físico em 2017, através da parceria Sangue Frio Produções e Burn Distro.

               O grupo é formado hoje por Rayanna Torres (vocal), Pedro Valença (guitarra - fundador da banda), Guilherme Silva (guitarra), Marcelo Santa Fé (baixo) e Arthur Santos (bateria). Mas o álbum contou com os vocais de Vinicius Amorim. O trabalho mostra um sensível evolução do grupo em relação aos seus trabalhos anteriores, à saber "Idiocracy" e "Dialetic" (2011 e 2012, respectivamente), dois EPs que apresentaram o grupo ao underground nacional, e o primeiro full lenght "Reflections & Rebellions" (2013). Com uma produção crua mas ao mesmo tempo dotada de clareza (percebem-se nitidamente todos os instrumentos), o trabalho mostra personalidade por parte do quinteto. Méritos do produtor Júnior Supertramp que contou com a co-produção da dupla de guitarristas Guilherme Silva e Pedro Valença. A versão física do trabalho traz ainda dois covers, o que deixa tudo ainda melhor.

                "One Step... Forward" é uma introdução breve que nos prepara para a primeira pancada "Circus of Tyrannies". Com guitarras bem agressivas e um grande trabalho da cozinha composta por Marcelo e Arthur (baixo e bateria, respectivamente), a faixa deixa explícito o que o grupo realmente quer: mostrar seu Thrash/Death pesado e brutal, sem fazer concessões. Com momentos mais pesados e arrastados, a composição é um dos destaques do trabalho. Pendendo mais para o death metal mais tradicional, "State of War" mostra essa face mais ríspida e direta da banda, o que, diga-se de passagem, está presente durante toda a execução do CD. "7000 Days of Terror (And The New Attempt) é mais cadenciada e bem pesada, trazendo pequenos inserts de melodia em alguns momentos, o que mostra a versatilidade e a "falta" de preocupação do grupo com o que podem pensar ao seu respeito. "Almost Dead" tem, novamente, seu destaque na dupla Marcelo e Arthur, que cria um  base extremamente densa e compacta, enquanto a dupla Pedro e Guilherme, despeja riffs agressivos e por vezes melódicos em seu andamento.

                     "Rise of a New Strike", a faixa título é outro belo exemplo de como uma banda pode soar brutal, insana e ao mesmo tempo "cristalina". E aqui vai mais uma citação à produção do álbum, que soube deixar tudo dentro dos parâmetros estabelecidos pelo grupo fugindo daquele velho estereótipo "pra ser pesado, tem que ser sujo e mal gravado". E tome porrada em "Inferno Is Over", death metal direto, violento e mortal. Ótimas linhas de guitarra e vocais guturais, sem exageros, se destacam durante a execução da faixa. Não se engane com a melodia inicial de "Stars of Decadence", pois o peso impera aqui, fazendo nos lembrar, guardadas as devidas proporções o grande Arch Enemy em alguns momentos. "Against the Perfect Humankind" é rápida e pesada. Já "No Reasons For Losses" tem na coesão da banda seu destaque. Pra encerrar o álbum temos dois ótimos covers. "Ecce Homo" do grupo conterrâneo Decomposed God, ganhou uma roupagem tão brutal quanto sua versão original. Já "Nepenthe", da banda finlandesa Sentenced, presente originalmente em Amok, lançado em 1995. A faixa contou com a participação de Amanda Lins e André Lira, e se mostrou digna de estar presente neste grande álbum dos pernambucanos.

                       RISE OF A NEW STRIKE é um álbum pesado, agressivo, brutal. Um trabalho que mostra o amadurecimento de uma banda que está em constante evolução. Composições que agregam o peso das guitarras à momentos mais melódicos (dentro da proposta do grupo), além de apresentar aos fãs uma excelente cozinha, que não se furta em sentar a mão em bases bem intensas, fazem deste álbum o melhor trabalho lançado pelo PANDEMMY até este momento. E a julgar pela evolução do grupo de um álbum para o outro, só podemos esperar algo ainda mais pesado, agressivo e brutal, como citado no início do parágrafo. Que venha o próximo petardo!




               Sergiomar Menezes



terça-feira, 17 de julho de 2018

SABBATH BRAZIL SABBATH - THE BRAZILIAN TRIBUTE TO BLACK SABBATH (2018)



                    Houve uma época em que os álbuns tributo fervilham no mercado. A cada três meses, saíam os mais variados tributos por diversas gravadoras. Alguns eram excelentes, outros nem tanto. Alguns eram verdadeiros caça-niqueis (alguém por aí lembrou de Nativity in Black II?), porque, ao menos na minha visão, tributo é quando uma banda ou artista resolve homenagear alguém que o influenciou. E isso nem sempre acontecia neste trabalhos lançados lá atrás. Mas, recentemente, a Secret Service Records tomou a iniciativa de reunir bandas brasileiras para homenagear grandes ícones do metal mundial. Tudo começou como tributo ao Motorhead. E agora, a gravadora solta este espetacular SABBATH BRAZIL SABBATH - THE BRAZILIAN TRIBUTE TO BLACK SABBATH, onde grandes bandas nacionais mostram que apesar dos estilos bem diferentes, todas trazem consigo toda a inspiração que Ozzy, Iommi, Butler, Ward, Dio, Martin, Gillan, Hughes (entre outros músicos que passaram pelo grupo), uma vez que todas as fases do BLACK SABBATH foram lembradas aqui. TODAS. Inclusive, o mais recente e último (?) trabalho, o excelente 13 (2013).

                   Como citado logo acima, temos aqui, um verdadeiro quem é quem no metal nacional. Desde nomes lendários e consagrados, até nomes já bem estabelecidos, mas que não possuem ainda uma grande visibilidade por parte dos bangers brasileiros. Soou contraditório o que eu disse? O que posso dizer de bandas que já possuem uma discografia bem consistente mas que acabam não obtendo reconhecimento por parte do público? Bom, mas isso não é assunto para esse momento. SABBATH BRAZIL SABBATH é um trabalho muito bem desenvolvido. Desde a arte gráfica, formato (CD Duplo), passando pela qualidade sonora (que conseguiu algo bastante raro neste tipo de álbum, uma vez que temos 30 gravações realizadas em estúdios diferentes, com produções diferentes), que ficou sob a responsabilidade de Sebástian Carsin , temos aqui, o melhor tributo aos mestres do heavy metal já lançado. E não tenho nenhum receio em dizer isso!

                    O CD 01 abre com a banda cearense Obskure, que consegue imprimir sua personalidade na clássica "The Wizard" (Black Sabbath - 1970). O death metal do grupo surge de forma imponente durante a execução da faixa, mostrando que não precisa fugir de suas características para se fazer uma homenagem digna de nota. Na sequência, uma das lendas do thrash metal nacional, a banda gaúcha Leviaethan, um dos grandes destaques do álbum com outro grande clássico do quarteto inglês. "Children of the Grave" (Master of Reality - 1971) ganhou uma dose extra de peso através da banda. "Heaven in Black" (TYR - 1990), ganhou uma versão correta e cheia de garra do grupo paulista Tailgunners. Já o Genocídio, outra lenda do metal brasileiro mostrou que o Sabbath corre nas veias dos músicos. "Tomorrow's Dream" (Vol.4 -1972) ganhou uma aura soturna, muito próxima da sonoridade que consagrou o grupo brasileiro.  Já os mineiros da Uganga trazem a primeira da fase Dio. "Voodoo" (Mob Rules - 1981) foge das características habituais do grupo, que pratica um thrash/crossover visceral em sua carreira e que aqui, soube transformar toda sua agressividade em passagens carregadas de feeling numa excelente interpretação do vocalista Manu Henriques. "Sabbra Cadabra" (Sabbath Bloody Sabbath - 1973) ganhou uma bela versão das mãos do Ancesttral, uma das melhores bandas brasileiras da atualidade. Se o grupo pratica um thrash meoderno e direto em seu trabalho, aqui o quarteto incorporou a atmosfera do Black Sabbath de forma bem consistente. Os catarinenses do Orquídea Negra honram de forma ímpar "Heaven and Hell" (Heaven and Hell - 1980), que na opinião deste que vos escreve, é o maior clássico do Black Sabbath. Ótima versão!

                    O death metal do grupo paulista Chemical Disaster é substituído pelo doom metal em uma versão pesada e insana de "Iron Man" (Paranoid - 1970). Os paulistas do Hellish War incorporam uma dose generosa de Hard Rock ao seu Heavy metal tradicional e mandam ver em uma versão muito interessante de "Get a Grip" (Forbidden - 1995). A fase Ian Gillan surge com "Digital Bitch" (Born Again - 1983) através do grupo de Minas gerais For Bella Spanka, que eu ainda não conhecia. O Gothic Rock/Metal do grupo foi adicionado à faixa de forma sutil, deixando a versão com um cara bem própria. "Supernaut" (Vol.4 - 1972) foi revisitado de forma sublime pelo grupo paulista King Bird, que "cometeu" uma das melhores versões do tributo. O classic/hard rock do grupo caiu como uma luva em uma das melhores músicas do Sabbath.  A banda carioca Syren, do vocalista Luiz Syren, traz uma versão de "Black Moon" (The Eternal Idol - 1987), cujo destaque é a grande interpretação de Luiz. Então, uma das maiores instituições do metal brasileiro dá as caras com uma versão excepcional de "Neon Knights" (Heaven And Hell - 1980). Dizer o quê sobre o Korzus? Simplesmente destruidor em uma versão cheia de personalidade, peso e paixão pelo metal! A gaúcha Panic traz uma versão completamente diferente de "I" (Dehumanizer - 1992), deixando claro sua identidade thrash metal na execução da clássica composição. O primeiro CD fecha com a banda baiana Malefactor que traz "War Pigs" (Paranois - 1970), que não deixa nada a dever para tantas versões que surgiram por aí...

                        O CD 02 abre com o grupo Silver Mammoth que com seu rock clássico, faz uma bela e pesada versão de "Symptom of the Universe" (Sabotage - 1975). O Taurus, outra lenda do metal nacional, traz uma versão de "Cornucopia" (Vol.4 - 1972), onde a veia thrash do grupo paulista fica bem latente, uma vez que as guitarras acrescentam uma dose generosa de peso na execução da faixa. "Mob Rules" (Mob Rules - 1981), outra pérola da era Dio, ganhou uma versão muito foda nas mãos do veterano grupo paulista de thrash MX. E o bacana em muitas versões aqui é aquilo que escrevi anteriormente. Mesmo que muitas versões tenham ficado semelhantes às originais, as que mais se destacam são aquelas em que as bandas deixaram suas características nortearem o andamento da composição. E esse é um desses casos. "In For The Kill" (Seventh Star - 1986) traz a fase "Black Sabbath Featuring Tony Iommi", na presença do gruo de death metal Vulture, que também traz uma interpretação bem pessoal em sua execução. O grupo baiano Headhunter D.C. apresenta uma versão de "Electric Funeral" (Paranoid - 1970) bastante modificada, completamente inserida dentro de sua sonoridade. Já o Drowned mostra que tem personalidade e coragem ao trazer uma versão da clássica "Sabbath Bloody Sabbath" pesada, com seus vocais tipicamente death metal, até mesmo na parte acústica da faixa. O metal tradicional do grupo catarinense Steel Warrior vem para apresentar "The Shinning" (The Eternal Idol - 1987), uma das melhores faixas da fase Tony Martin. O thrash dos paranaenses do Jailor se faz presente com "After Forever" (Master of  Reality - 1971). Apesar da comparação inevitável com a versão destruidora do Biohazard presente em Nativity in Black (1994), podemos dizer que a versão do gruo brasileiro tem personalidade e aquela pegada que só as bandas de thrash conseguem imprimir em suas composições.

                      O Anthares, outro nome lendário do cenário nacional, comparece com uma bela versão para "Hole in the Sky" (Sabotage - 1975). "TV Crimes" surge através do Voodoopriest. E mais uma vez, temos uma interpretação bem pessoal por parte do grupo, recriando algumas passagens, de forma que se encaixasse em sua sonoridade. Já o grupo Attrachtha agregou o peso de seu heavy metal à sua sonoridade mais Hard n' Heavy e fez de N.I.B. (Black Sabbath - 1970) um outro grande momento deste homogêneo trabalho. E o representante do Symphonic Metal no tributo, o grupo carioca Revengin traz "Headless Cross" (Headless Cross - 1984). E a bela voz da soprano Bruna Rocha deu uma nova cara á composição. E os veteranos mineiros do Sextrash trazem uma das grandes e belas surpresas do álbum. Trata-se  de "Loner"(13 - 2013), faixa do mais recente e último (?) álbum dos mestres supremos do Heavy Metal. Próxima da versão original, aqui a faixa ganhou uma dose extra de "sujeira" deixando a composição com  cara dos mineiros. "Psychophobia" (Cross Purposes - 1994) ganhou uma interpretação raivosa e agressiva por parte do grupo mineiro Aneurose. O encerramento vem com o "clássico dos clássicos". "Paranoid" (Paranoid - 1970) interpretada pelo Demons of Nox ( na verdade, trata-se do grupo Colblood, que por questões judiciais não pôde usar o nome), ganhou vocais guturais que deixaram o clima de encerramento ainda mais agressivo e pesado.

                   SABBATH BRAZIL SABBATH - THE BRAZILIAN TRIBUTE TO BLACK SABBATH cumpre sua proposta de forma grandiosa. Não apenas traz bandas brasileiras homenageando a maior banda de Heavy metal da história, como, na opinião deste que vos escreve, vem a ser o mais completo e elaborado tributo ao Black Sabbath já realizado. parabéns a Secret Service Records que soube valorizar o metal brasileiro de forma respeitosa e exemplar. Que venham mais tributos com essa qualidade!





                      
                   Sergiomar Menezes



domingo, 8 de julho de 2018

ANGRA - OMNI (2018)



             Antes de mais nada uma coisa precisa ficar clara: o último álbum do ANGRA que eu realmente curti foi "Temple of Shadows" (2004). Depois disso, ao menos para mim, a banda se tornou repetitiva e sem aquela pegada característica que sempre norteou sua carreia. Não que seu trabalhos que vieram na sequência fossem álbuns ruins. Em se tratando da banda, isso é algo muito difícil. Mas "Aurora Consurgens"(2006), "Aqua"(2010 - e na opinião deste que vos escreve, o trabalho mais fraco na discografia do grupo) e "Secret Garden" (2014), apesar de alguns bons momentos, não refletiam ou traduziam aquilo que  a banda poderia e pode oferecer. Mas eis que, após a saída de Kiko Loureiro (que foi ara o Megadeth), a banda parece ter "renascido" e traz agora, em 2018, seu mais consistente  e pesado trabalho desde o já citado "Temple of Shadows". OMNI, lançado por aqui pela Shinigami Records é sem dúvidas, um disco para ser ouvido com atenção e, uma vez feito isso, teremos a certeza de que a banda está de volta a um período criativo de enorme qualidade e relevância.

                  Fabio Lione (vocal), Rafael Bittencourt (guitarra e vocal), Marcelo Barbosa (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Bruno Valverde (bateria) gravaram este ótimo trabalho no Fascination Street Studios na Suécia, sob a produção de Jens Brogen, responsável também pela produção do álbum anterior. Jens também teve sob seu comando a mixagem do trabalho enquanto a masterização foi feita por Tony Lindgren. E, mais uma vez, como em quase todos os álbuns do grupo, tudo ficou milimetricamente no lugar. Se em um primeiro momento isso pode soar artificial, essa afirmação não se confirma, tendo em vista a complexidade das músicas e  arranjos criados pleo grupo. Cristalina e  ao mesmo tempo pesada, a produção soube deixar tudo no lugar certo, dando ao trabalho uma qualidade ainda maior. Já a capa traz a assinatura de Daniel Martin Diaz, sendo que o layout ficou a cargo de Gustavo Sazes. Com relação ao conceito do álbum, em muitas entrevistas Rafael deixou claro que se trata de uma reflexão sobre um sistema de cognição humana chamado OMNI, que mudaria a maneira de pensar e enxergar a realidade, algo na qual o guitarrista vinha trabalhando a cerca de 6 anos. 

                   Logo na primeira faixa, "Light of Transcendence" temos, pelo menos na opinião deste que vos escreve, a volta daquele Angra "clássico", melódico e ao mesmo tempo pesado e intenso. Dona de um refrão "tipicamente Angra", a música traz as características da banda e uma ótima performance de Fabio Lione. O que, diga-se de passagem, não é nenhuma novidade. Mas preciso confessar que ainda é um pouco difícil ouvir sua voz nas músicas antigas do grupo. Mas o experiente e talentoso vocalista mostra que está mais do que adaptado ao estilo da banda e cria linhas vocais muito boas. Já "Travelers of Time" tem aquela inserção de ritmos brasileiros tão inerentes á sonoridade da banda. Surgida de um riff criado pelo guitarrista Marcelo Barbosa. e aqui vai uma constatação: o guitarrista acrescentou muito à banda, pois além de ótimo músico, Marcelo participou da composição de boa parte das faixas, imprimindo sua personalidade d e forma bem consistente. Pesada, a música é um dos inúmeros destaques do álbum. Então, na sequência temos a faixa que, antes de seu lançamento gerou certa polêmica e algumas discussões. "Black Window's Web" traz a participação de Alissa White-Glutz (Arch Enemy) e Sandy. E, longe de todas as discussões (desnecessárias, que fique bem claro), a faixa é uma das melhores, se não a melhor do álbum! A participação de Sandy, pequena e que poderia até mesmo ter sido melhor explorada, não faz muita diferença no resultado final. O destaque fica entre o contraste da voz de Lione  e Alissa, que canta de forma extremamente brutal aqui. Em seguida, "Insania", uma faixa mais próxima dos últimos trabalhos do grupo, mas dona de uma bela melodia e de um refrão grudento como só o grupo sabe fazer dentro do metal melódico. A dupla Felipe e Bruno apresenta aqui um grande trabalho. Pesada e bastante técnica, a dupla é o destaque da composição. "The Bottom of My Soul" tem os vocais de Rafael Bittencourt e é uma das faixas que fogem um pouco do que o grupo apresenta no restante do álbum. Praticamente uma balada, a faixa traz um solo muito inspirado e um linha de teclado muito bem executada por Alessio Lucatti.

                 O peso reina absoluto em "War Horns". Como é bom ouvir o metal melódico do Angra dessa forma, inserindo o peso dentro do contexto, sem soar forçado. A faixa conta ainda com a participação de Kiko Loureiro. Uma das faixas mais rápidas, a música é daquelas que não podem faltar nos shows desta turnê. A modernidade e brasilidade do grupo se aliam na ótima "Caveman". Com algumas partes cantadas em português pelo coral (não tem como não lembrar de "Carolina IV", presente em "Holy Land" - 1996). Já "Magic Mirror" é uma faixa grandiosa. Guitarras fantásticas, pesadas, mas que trazem consigo uma influência de world music, que acaba sendo incorporada na faixa de uma forma tão consistente que chega até mesmo a emocionar quem era (e ainda é) fã da banda. isso mostra mais uma vez que o grupo pode ser versátil sem ser burocrático. faixa para ser ouvida inúmeras vezes, pois seu arranjo é algo que expõe toda a criatividade do grupo ( a faixa leva a assinatura dos cinco integrantes). Lione mostra em "Always More" porque é um dos maiores e melhores vocalistas do metal na atualidade. O italiano consegue cantar de forma suave e limpa de uma maneira cativante, da mesma forma que se impõe na hora de soltar o gogó em favor do heavy metal. E aqui cabe um comentário bem particular: sua entrada na banda abriu uma gama maior de possibilidades ao grupo, uma vez que o vocalista canta músicas de todas as fases da banda sem qualquer tipo de problema. "Omni - Silence Inside" é uma faixa de extremo bom gosto. Poderia ser classificada como uma mistura entre o Angra fez em "Holy Land" e "Temple of Shadows". Dona de complexidade e beleza ímpares, temos peso, variação e um trabalho de guitarras fantástico, mostrando o ótimo entrosamento da dupla Rafael e Marcelo. O encerramento vem com a instrumental "Omni- Infinite Nothing", que contou com a orquestração e arranjos de Ronaldo "cordas" Oliveira.

                   Não tenho nenhuma dúvida nem receio em afirmar aqui que OMNI é um dos principais trabalhos da vitoriosa carreira do ANGRA. Pesado, melódico, bem trabalhado e recheado de ótimas composições, o nono álbum de estúdio do grupo, retoma, de certa forma, a ousadia e criatividade que sempre estiveram presentes nos trabalhos do grupo. Se temos dois álbuns fundamentais da fase André Matos ("Angels Cry" - 1993 e "Holy Land" - 1996), bem como na fase Edu Falaschi ("Rebirth" - 2001 e "Temple of Shadows" - 2004), já podemos dizer que a fase Fabio Lione tem seu álbum pertencente a este círculo. Que o grupo mantenha essa pegada e siga nos presenteando com  mais álbuns fortes e intensos como OMNI. Sem dúvida, um dos discos do ano de 2018.





                     Sergiomar Menezes

sexta-feira, 6 de julho de 2018

THREESOME - KEEP ON NAKED (EP) (2017)



                     Uma interessante mistura entre o Rock n' Roll praticado nas décadas de 60 e 70 e aquele rock mais alternativo, que reinou nas rádios na primeira metade dos anos 90. É mais ou menos dessa forma que podemos classificar a música feita pelo quinteto THREESOME. Após o lançamento de seu trabalho de estréia, GET NAKED (2014), o grupo resolveu colocar sob uma nova perspectiva o álbum, motivados pelo desligamento do antigo vocalista, já pensando assim no futuro da música do grupo. E o resultado é o EP KEEP ON NAKED, lançado em 2017, que traz três faixas, sendo que duas delas estão presentes no trabalho de estréia e uma faixa inédita.

                  Juh Leidl (vocal),  Fred Leidl (guitarra/piano/vocal), Bruno Manfrinato (guitarra), Bob Rocha (baixo) e Henrique Matos (bateria) decidiram gravar o EP de uma forma completamente inversa ao trabalho de estréia. Para isso chamaram Maurício Cajueiro, renomado produtor brasileiro que já trabalhou com nomes como Linkin Park, Gene Simmons, Glenn Hughes, Steve Vai, entre outros, que foi o responsável pela captação, mixagem e masterização das faixas. Gravado no estúdio Cajueiro em Campinas/SP, diretamente na fita de rolo, ao vivo. E isso deixou a sonoridade bem viva, orgânica, que casa muito bem com a música e atitude do grupo. A capa é obra da da vocalista Juh Leidl, que já tinha assinado também a do álbum de estréia. E com relação as letras, o grupo navega pela estética sexual, seja pela seara artística, seja pela perspectiva social.

                    A primeira faixa, "Sweet Anger", é uma regravação de "Why You Are So Angry" e ganhou uma nova roupagem, apesar de manter a mesma letra. E a faixa ficou muito boa pois traz uma pegada pesada e cheia de "malícia", muito pleos vocais de Juh Leidl. Dona de um timbre bem peculiar, a vocalista entrega uma performance ousada e sexy. Interessante também o timbre de guitarra utilizado pela dupla Fred e Bruno. Na sequência, "My Eyes", faixa inédita e que traz nos vocais o guitarrista Fred Leidl. Bem próxima da sonoridade das bandas alternativas dos anos 90 (percebi algo de Hole, Screaming Trees e até mesmo Pixies - que não é dessa turma - no que a banda apresenta aqui. Pra encerrar, "ERW", que também está no primeiro álbum do grupo, endo que lá, a faixa se chamava "Every Real Woman". Com destaque para as guitarras, a composição mostra a versatilidade da banda no momento de compôr, e mostra o bom entrosamento da cozinha composta por Bob e Henrique (baixo e bateria, respectivamente).

                           KEEP ON NAKED mostra uma banda disposta a seguir por um caminho cheio de personalidade. Sem se prender muito á rotulos, o THREESOME tem luz própria e vai ter seu trabalho reconhecido. Basta apenas a galera se ligar que tem muita banda boa pelo Brasil.





                 Sergiomar Menezes

quinta-feira, 5 de julho de 2018

MOFO - EMPIRE OF SELF-REGARD (EP) (2017)



                Sabe aquele Thrash Metal, pegado, bem na linha da Bay Area, mas que agrega uma forte influência de Hardcore? É o que o grupo brasiliense MOFO nos traz em seu EP de estréia, o soco na boca do estômago chamado EMPIRE OF SELF-REGARD, lançado no ano passado. Se entre suas bandas preferidas estão Metallica (antigo), Exodus, Death Angel, Forbiden, Vio-Lence, Testament, entre outras, essa banda é mais do que indicada! Formado em 2010, o quinteto, mesmo que tem sua base nas bandas supracitadas, tem uma pegada bem atual, criando com isso uma identidade rara de se encontrar hoje em dia. E me arrisco a dizer que este EP coloca no bolso muito lançamento de banda "grande" atualmente que se preocupa muito mais me viver do passado do que em fazer música.

                   Emiliano Gomes (vocal), Arthur Colonna (guitarra), Rodrigo Shakal (guitarra - fundador do grupo), Pedro Dinis (baixo) e João Paulo "Mancha" (bateria) - no EP, as baquetas foram gravadas por Gustavo Melhorança - formam hoje o grupo, que sem nenhuma sombra de dúvida, tem um futuro mais do que promissor pela frente. Gravado no Broadband Studio por caio Duarte (Dynahead), que também foi responsável pela mixagem e masterização, o EP ficou com uma sonoridade excepcional, uma vez que o peso e a intensidade das faixas saltam "aos ouvidos". Com todos os instrumentos perfeitos (destaque para a timbragem das guitarras), podemos perceber que a banda além de ótima técnica, tem muito sangue no olho, pois executa as faixas como se dependesse disso pra viver. E talvez por isso, sua música soe tão contagiante e cheia de garra. Aliás, se todas as bandas tocassem dessa maneira...

                     "Mountain of Origin" abre o EP e já deixa nítido que a escola Holt/Hunolt (Exodus) de guitarra foi muito bem estudada pela dupla Arthur  e Rodrigo! Que riffs meus amigos! E a cozinha não fica atrás, pois tanto Pedro (baixista) quanto Gustavo (bateria) criaram linhas excelentes, onde o peso e  a velocidade andam lado a lado. Um solo muito bem construído e encaixado na faixa mostram que a conversa aqui é de nível profissional! "Tartarus" vem na sequência e mantém aquela pegada bem característica, bateria marcada, bate-estaca, enquanto as guitarras deixam aflorara um pouco de outra linha do Thrash, mais precisamente o que Kerry King e Jeff Hannemann (Slayer) faziam na época de Reign in Blood (1986) e South of Heaven (1988). "Eternal Stealing of Souls" é outra faixa que faz um mix entre o passado e o presente do Thrash, pois mesmo que os riffs tragam uma pegada na linha oitentista, com até uma pegada dose de metal tradicional, as excelentes mixagem e masterização, deixaram a sonoridade bem atual e com personalidade. Já "Black Squad" é uma música daquelas que não saem da cabeça. Que riff é esse??? E aqui, ainda de forma mais consistente, podemos perceber que o quinteto não brinca em serviço. Fico imaginando a destruição que essa faixa deve proporcionar ao vivo. Pra encerrar, "We Are Metal". Apesar do nome um tanto quanto clichê e "true", a faixa é outro petardo, onde mais uma vez os riffs comandam o massacre sonoro. Brutal, agressiva e contagiante, a composição é "apenas" mais um dos destaques desse destruidor EP.

                      A única ressalva, se é que pode se dizer assim, é quanto à duração do trabalho, uma vez que temos aqui pouco menos de 20 minutos. Mas a destruição criada por ele é inversamente proporcional ao tempo de execução. Uma pena que eu não tenha ouvido esse EP no ano passado, pois ão tenho dúvidas de que ele entraria na minha lista de melhores de 2017. Que venha logo um trabalho completo para que o grupo venha definitivamente  a se firmar entre os grandes do Thrash nacional. Ou melhor, que apenas confirme isso. Afinal, quem grava um trabalho desse nível, merece estar entre os grandes! THRASH 'TILL DEATH!!!!





              Sergiomar Menezes

quarta-feira, 4 de julho de 2018

HEAVIEST - THE WALL OF CHAOS-T (2018)



                     E um dos discos mais aguardados deste ano chega para confirmar as expectativas criadas. THE WALL OF CHAOS-T, do grupo paulista HEAVIEST vem para estar em todas as listas de melhores do ano da mídia especializada. Duvida? Após escutar o que o quarteto apresenta aqui, pode ter certeza que você irá concordar comigo. Guitarras pesadas, modernas (sem sorem forçadas), groove na medida certa, classe e bom gosto nas composições, produção perfeita e um vocalista que deu à banda uma maior gama de opções na hora de compôr, mostram que, apesar das mudanças de formação, o grupo deu a volta por cima e fez um trabalho ainda mais pesado, intenso e criativo que seu álbum de estréia, NOWHERE, lançado em 2015.

                          A banda hoje é formada por Alax William (vocal), Guto Mantesso (guitarra), Renato Dias (baixo) e Vito Montanaro (bateria). No trabalho anterior, o grupo contava com duas guitarras. Após a  saída de Márcio Eidt, Guto ficou como o único responsável pelas seis cordas. Outra importante alteração se deu nos vocais. A saída de Mário Pastore trouxe ao grupo Alax, que de certa forma, ampliou a gama de possibilidades do grupo em suas composições. Assim, deixando mais explícitas suas influências de Pantera, Adrenaline Mob, Stone Sour, Disturbed e, porque não dizer, Korn, o grupo apresenta aqui 11 excelentes composições. Envolto em uma bela arte gráfica (que ficou sob a responsabilidade de Alax), o álbum foi produzido pelo guitarrista Guto e teve a co-produção da própria banda e Roy Z (Bruce Dickinson, Rob Halford, Rob Rock, Sebastian Bach, entre outros), o que por si só, já era garantia de qualidade, pois o guitarrista e produtor americano, sabe como poucos, tirar das guitarras um som pesado e denso. E para abrilhantar ainda mais o trabalho, o CD contou com as participações especiais de Zak Stevens (vocalista, Circle II Circle, ex-Savatage), Matias Kupiainen (guitarrista, Stratovarius) e Lucas Bittencourt (guitarrista).

                         O álbum abre com a faixa "Like Those Ones", uma música intensa, pesada e dona de uma pegada bem atual. De cara, podemos perceber a versatilidade de Alax, que consegue navegar de forma bem consistente entre o lado mais pesado da música do HEAVIEST e o lado mais climático. Aliado a isso, a guitarra de Guto traz muita influência de nomes como Mike Romeo (Adrenaline Mob) e do saudoso Dimebag Darrel (pantera). A cozinha composta por Renato e Vito esbanja categoria numa base pesada e muito bem trabalhada. A faixa já nasce clássica! Na sequência, temos "Thieves of Life", outra grande composição, dona de um riff "grudento" (no bom sentido) e que também traz consigo um melodia cativante. Mais uma vez, temos outro belo trabalho de guitarra, sem dúvidas, um dos grandes destaques do CD. O clima oriental no início de "Blood" prepara o ouvinte para mais uma aula de peso e bom gosto. Com uma boa variação em seu andamento, a faixa prova que o grupo compõem sem nenhum tipo de marra ou delimitação, sem se preocupar com algo pré-determinado. E isso conta e muito, a favor da banda. "Cant You See" traz a participação do guitarrista Matias Kupiainen (Stratovarius) e possui muito peso. Em alguns momentos, a faixa nos mostra que o Pantera é uma das grandes influências do grupo, que consegue injetar toda sua personalidade na composição. E tome mais peso em "Fire it Up". Alax mostra desenvoltura, alterando sua forma de cantar ao longo da faixa, indo de momentos mais agressivos à passagens mais densas e limpas, criando linhas vocais bastante técnicas.

                      "Hunted" traz uma pegada mais tradicional, mostrando que o heavy metal mais clássico também faz parte da veia artística da banda. A faixa conta com a participação de Zak Stevens que faz um belo dueto com Alax. E a qui cabe também destacar a ótima performance de Vito que senta a mão sem dó na bateria. Já "Kill The King" começa metendo o pé na porta sem piedade. Talvez a faixa mais agressiva do trabalho, a composição apresenta linhas bem atuais em sua forma de  execução, mesmo que traga aquela veia mais metal tradicional presente na faixa anterior. "All of This" traz a participação do guitarrista Lucas Bittencourt. A faixa tem linhas que variam durante sua execução, com algo bem próximo daquilo que vem sendo feito dentro do "metal americano" e outros mais introspectivos. Destaque para o belo solo de Lucas. E o que dizer sobre "The End"? O entrosamento e coesão atingidos pela banda nesta faixa estão perfeitos. A guitarra de Guto tem um timbre  e peso fora do comum aqui (mas vejam bem, dentro da proposta do grupo). Além disso, Renato e Vito mostram enorme sintonia, enquanto Alax entrega aqui sua melhor performance no álbum. Escute com atenção e você entenderá o que quero dizer. O peso reina de forma absoluta em "Wake Up", mais uma aula de como uma banda pode soar moderna, atual e não soar chata ou pretensiosa. O encerramento vem com "E-Crime Suicide", que fecha esse grandioso trabalho de forma magistral.

        THE WALL OF CHAOS-T mostra que a HEAVIEST teve coragem e principalmente,convicção daquilo que queria apresentar neste novo álbum. Olhando para frente e criando faixas carregadas de peso, criatividade e bom gosto, o grupo criou um trabalho digno de figurar em todas a listas de melhores de 2018 no fim deste ano. Que este segundo CD sirva para afirmar a posição do grupo dentro do cenário nacional, uma vez que coloca a banda na linha de frente dos grandes nomes do metal brasileiro. Mesmo que o grupo esteja apenas no início da carreira, já deu mostras mais do que suficientes que é um nome que deve, e muito, ser respeitado pelos bangers brasileiro e de todo o mundo. 





                Sergiomar Menezes

sexta-feira, 4 de maio de 2018

TAKKEN - SEEDS OF ANGER (EP) (2017)



                Impossível ficar indiferente quando se ouve um trabalho como esse! Sabe aquela vontade de sair quebrando tudo ao seu redor? É exatamente isso que sentimos ou colocar pra rodar SEEDS OF ANGER, EP de estréia do grupo TAKKEN! Thrash metal visceral, agressivo, brutal, violento... defina como quiser. Mas o que a banda apresenta em apenas três faixas, coloca muita, mas muita "grande" no bolso. Guitarras primorosas, que trazem consigo riffs perfeitos, são a base de toda a classe e categoria que o quinteto mostra aqui. Aliás, formada em 2015, por nomes conhecidos e reconhecidos dentro do cenário (músicos de bandas como Scars, ChaosFear), a banda se prepara para lançar seu full lenght agora em 2018. E a julgar pelo que ouvimos neste EP, podemos esperar algo de altíssimo nível!

                  Régis F. (vocal), Fernando Boccomino (guitarra), Eduardo Boccomino (guitarra), André Sterzza (baixo) e Billy Houster (bateria) trazem a proposta de fazer um thrash metal que resgata as raízes do estilo, tendo por base a década de 80, mas agrega uma sonoridade bastante atual, criando uma música vibrante e dinâmica. Na época da gravação do EP (realizada no Loud Factory Studios, sob o comando dos produtores Wagner Meirinho e Tiago Assollini), o grupo era um quarteto, pois não contava ainda com as seis cordas de Edu Boccomino. E se com apenas uma guitarra, o poder de destruição do grupo já era devastador, imaginem agora? E também cabe ressaltar que  a produção não ficou menos que sensacional, pois soube valorizar o peso e a agressivdade do grupo de forma bem consistente.

                      "Die By Your Faith" já começa a devastação com os dois pés na porta! Que riff, meu amigo. Que riff! Sabe aquele thrash à moda antiga, mas que não soa datado e nem deslocado do contexto atual? É isso que temos nessa baita música. A cozinha do grupo, composta por André e Billy (baixo e bateria, respectivamente) mostra coesão e entrosamento, caprichando numa base bem sólida e pesada. Já Régis F. possui um vocal bem característico. Quem conheceu o seu grupo anterior, o espetacular Scars, sabe bem o que estou dizendo... "Political Genocide", mostra que não é apenas na esfera musical que o grupo apresenta qualidade. Sua preocupação com as letras também merece destaque, pois a abordagem vai desde o contexto atual da política, religião até as guerras e as grandes transformações que acontecem em nossa sociedade. Mais cadenciada, a faixa mostra a versatilidade da banda em explorar os limites do estilo. "Taken By Hate" também vai por essa linha mais cadenciada, mas nem por isso perde peso e brutalidade. Mais uma vez, as guitarras mostram como devem soar em álbum de thrash metal! 

                      O TAKKEN precisa urgente lançar um álbum completo. Um grupo com a qualidade e sangue no olho como ele não pode ficar restrito à apenas três faixas. Os fãs de um dos estilos mais fodas do planeta aguardam ansiosos pelo full lenght. Que venha o quanto antes. Nossos pescoços agradecem!






                  Sergiomar Menezes