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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

MELHORES DO ANO 2017 - INTERNACIONAL

                   Agora, é chegada a hora dos MELHORES DO ANO 2017 - INTERNACIONAL. Apesar da grande quantidade de lançamentos, elaborar essa lista não foi tão complicada como foi com a NACIONAL. Mesmo com medalhões lançando grandes álbuns, essa lista precisou de algumas "inserções" para chegarmos aos 20, o que na lista anterior não foi necessário (pelo contrário, alguns trabalhos precisaram ser "limados" por causa do espaço). Mas está aí então, a lista do REBEL ROCK com os MELHORES DE 2017 - INTERNACIONAL. E mais uma vez, ressalto que a ordem em que os trabalhos aparecem é aleatória.

ACCEPT - THE RISE OF CHAOS

OVERKILL - THE GRINDING WHEEL

BLACK STAR RIDERS - HEAVY FIRE

KREATOR - GODS OF VIOLENCE

CRADLE OF FILTH - CRYPTORIANA
THE SEDUCTIVENESS OF DECAY

TERROR EMPIRE - OBSCURITY RISING

THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA - AMBER GALACTIC

DEEP PURPLE - INFINITE

HAVOK - CONFORMICIDE

RIVERDOGS - CALIFORNIA

WRAITH - REVELATION

IMMOLATION - ATONEMENT

ALICE COOPER - PARANORMAL

PANZER - FATAL COMMAND

ARCH ENEMY - WILL TO POWER

TANKARD - ONE FOOT IN THE GRAVE

BODY COUNT - BLOODLUST

WARBRINGER - WOE TO THE VANQUISHED

PARADISE LOST - MEDUSA

OBITUARY - OBITUARY


                       Sergiomar Menezes


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

MELHORES DO ANO 2017 - NACIONAL


                      E é chegado aquele momento bastante difícil. Escolher os melhores do ano é uma tarefa árdua. Pode parecer brincadeira, mas são tantos trabalhos que a gente acaba ouvindo (e eu acabo, por tabela, trazendo o que resenho para o METAL NA LATA e também para a ROADIE CREW), que muitas vezes, algumas injustiças acabam sendo feitas. Mesmo que a gente esteja sempre antenado, tem álbuns que chegam aos 49 do segundo tempo! E também, muitos trabalhos acabam nem sendo ouvidos, tamanha a demanda de trabalhos que chegam, principalmente de bandas nacionais. E isso é excelente, pois é uma bela resposta aos detratores do metal nacional, que só sabem criticar enquanto ótimos álbuns são lançados. E novamente, venho a pedir desculpas às assessorias e bandas que me enviaram material mas ainda não tiveram seu material publicado. Podem ter certeza que, mesmo com atraso TODOS serão devidamente resenhados aqui no REBEL ROCK. A lista que apresento agora, como vem acontecendo, acabou ficando maior. Muito disso pelo nível dos trabalhos apresentados. Temos aqui, então, os MELHORES ÁLBUNS NACIONAIS de 2017, na visão do REBEL ROCK. Só quero deixar claro que a ordem que aparecem é aleatória.  


WAEL DAOU - SAND CRUSADER

TALES FROM THE PORN - H.M.M.V.

DARK AVENGER - THE BELOVED BONES:HELL

HOT FOXXY - BURNING BRIDGES

DORSAL ATLÂNTICA - CANUDOS

BLOODWORK - FEED ON THE DEAD

TREZZY - CIRCO

SKINLEPSY - DISSOLVED

CAVALERA CONSPIRACY - PSYCHOSIS

QUINTESSENTE - SONGS FROM CELESTIAL SPHERES

HATEFULMURDER - RED EYES

CARNIÇA - CARNIÇA

WEAKLESS MACHINE - MANIPULATION

SEPULTURA - MACHINE MESSIAH

TORTURE SQUAD - FAR BEYOND EXISTENCE

POP JAVALI - RESILIENT

NERVOCHAOS - NYCTOPHILIA

VULCANO - XIV

SHADOWSIDE - SHADES OF HUMANITY

SUNROAD - WING SEVEN



SERGIOMAR MENEZES




quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

ACCEPT - THE RISE OF CHAOS (2017)



                             E parece que depois do retorno, com Blood of Nations (2010), o ACCEPT não cansa de nos presentear com ótimos trabalhos. THE RISE OF CHAOS é o quarto trabalho com o norte americano Mark Tornillo (ex-TT Quick), que entrou no lugar do lendário Udo Dirkscheneider, e apesar de ser fã do baixinho com cara de quem tá sempre chupando um limão azedo, podemos dizer que a banda ganhou, e muito, com a entrada de Tornillo. Na banda desde 2009, o vocalista incorporou, desde sua entrada, o espírito heavy metal que move a máquina de guerra chamada ACCEPT, tanto que os quatro álbuns lançados com ele, são muito acima da média. E este mais recente, que chega por aqui via Shinigami Records/Nuclear Blast, só confirma a ótima fase que a banda vem atravessando.

                        Após a saída de Herman Frank (guitarra) e Stefan Scharzmann (bateria) que resolveram tocar adiante o Panzer (que ainda conta com Schmier, do Destruction), Tornillo (vocal) Peter Baltes (baixo) e o mestre Wolf Hoffmann (guitarra) - únicos integrantes da formação original da banda - recrutaram o experiente Uwe Lulis (guitarra, ex- Grave Digger, ex- Rebellion) e Christopher Willians (bateria, War Within), que gravaram com a banda o excelente DVD Restless and Live, e ao lado do produtor Andy Sneap (quase um sexto membro do grupo após o retorno) nos entregam mais um ótimo álbum de heavy metal. Riffs e mais riffs, baixo e bateria pesados e marcados e a voz de Tornillo mostram que quem foi (e é) rei, nunca perde a majestade (sim, é clichê, mas cai como uma luva aqui).

                     Die By The Sword abre o álbum da melhor maneira possível, ou seja, com riffs inspirados de Wolf e Uwe, enquanto a cozinha de Baltes e Willians sentam a mão. Tornillo, apesar da similaridade com Udo, parece ter mais pegada e fôlego, pois em nenhum momento deixa a desejar. Pelo contrário. Apesar de seus 54 anos, o vocalista é um dos destaques do trabalho. Hole in the Head é aquela típica faixa cadenciada e pesada, uma das características do grupo. Uwe lulis mostra que não é apenas um simples substituto, dividindo com Wolf o excepcional trabalho de guitarras. E o refrão... bom, se você "cantando" ele logo após a primeira audição, é por que você tem algum pequeno problema...  The Rise of Chaos, a faixa título, é mais um festival de riffs totalmente na escola alemã. Escola essa em que o Accept lecionou e ainda leciona. Tornillo mais uma vez mostra grande capacidade vocal, enquanto Wolf Hoffmann mostra toda sua classe e categoria. Koolaid traz elementos mais próximos do rock n' roll, até mesmo com um pézinho no hard, algo que sempre se fez presente na música da banda. No Regrets é outro petardo. Variada, indo de momentos mais introspectivos até uma explosão de adrenalina e peso, a faixa mostra que o Sangue "nozóio" da banda ainda pulsa. 

                     Analog Man tem um pouco da atmosfera presente também em Koolaid. Mais cadenciada, a faixa apresenta os elementos hard/heavy (mas no jeito Accept de ser), com ótimos backing vocals em sua execução. E tome heavy metal em What's Done is Done! Peter Baltes mostra linhas de baixo bem interessantes, que acabam recebendo um complemento na bateria precisa e pegada de Christopher Willians, que se encaixou perfeitamente no que o Accept precisava. Um baterista técnico e eficiente. Em World's Colliding temos mais uma vez aquela levada mais próxima do hard, com riffs que navegam na tênue linha entre o estilo e o metal tradicional. Carry the  Weight é uma faixa mais power metal, tipicamente germânica. Bateria acelerada, e guitarras ditando o ritmo, com bases  e solos bem estruturados e inspirados. O encerramento vem com a "acceptiana" Race To Extinction, que fecha o álbum em grande estilo.

                             THE RISE OF CHAOS não é apenas mais um álbum na extensa discografia do ACCEPT. É sim, mais um grane trabalho dessa nova fase e prova (como se isso ainda fosse preciso) que os alemães ainda tem muita lenha para queimar. Já disseram certa vez que quem é metal curte ACCEPT. E não Há a mínima possibilidade de se discordar disso!




                     Sergiomar Menezes

QUINTESSENTE - SONGS FROM CELESTIAL SPHERES (2017)

           

                          E eis que o grupo QUINTESSENTE nos apresenta seu primeiro full lenght. SONGS FROM CELESTIAL SPHERES veio cerca de um ano após o EP The Belief of the Mind Slaves e só confirma aquilo que se esperava lá atrás: trata-se de uma grande banda! Apostando em uma grande mistura de influências (o que torna quase que impossível rotular o trabalho da banda), o quinteto mostra que a  classe e bom gosto apresentados anteriormente só foi aprimorada, uma vez que os elementos do gothic, death, doom, symphonic e até mesmo do black metal ganharam maior visibilidade por aqui. Uma banda mais do que pronta a estourar de vez no cenário nacional.

                              André Carvalho (vocal), Cristiano Dias (guitarra), Luiz Fernando de Paula (baixo), Cristina Müller (teclado e vocal) e Leo Birigui (bateria) chamaram o mesmo produtor do EP, Celo Oliveira, que juntamente com a banda, produziu o trabalho. Celo também ficou encarregado da mixagem e masterização. E assim como no EP, ficaram perfeitos, uma vez que o peso e intensidade das composições do grupo receberam um toque limpo e cristalino. Difícil imaginar tal combinação? Ao escutar o álbum, você entenderá, pois ao agrupar todos os elementos e dar vida aos ótimos arranjos compostos pelo grupo, o produtor soube deixar tudo no lugar. Cabe ainda destacar a bela capa e a arte gráfica do trabalho, que ficaram sob a responsabilidade de Marcus Lorenzet.

                             The Belief of the Mind Slaves abre o álbum. Presente no EP de mesmo nome,  a faixa é uma ótima referência para entendermos a proposta musical do grupo. Guitarras bem timbradas e pesadas, contando com uma ótima base rítmica (baixo e bateria muito bem entrosados, pesados e brutais) e teclados muito bem encaixados, deixando a faixa com uma certa atmosfera melódica e sinfônica. Delirium vem na sequência e mantém o clima agressivo de antes. André consegue desenvolver seu vocal de forma bem interessante pois sua voz é versátil, navegando entre o mais brutal (gutural e rasgado) e o mais melódico (limpo), sem que isso traga algum tipo de perda à sua voz. A Sort of Reverie começa de forma sombria, até mesmo introspectiva, com linhas voltadas para o doom metal, algo que ganha maior intensidade com as linhas de teclado criadas por Cristina Müller, que também responde por algumas partes vocais que contrastam com a voz mais agressiva de André. My Last Oath tem um ótimo trabalho de guitarra que recebe um "amparo" muito bem construído pelo teclado. Essente traz uma bela melodia, enquanto André e Cristina interpretam suas partes de forma perfeita, alternado suas vozes e criando um contraste digno de nota.

                   Eyes of Forgiveness traz novamente o peso ao álbum, com uma boa dose de agressividade, o que é praticamente uma marca registrada do grupo, que consegue equilibrar de forma bem eloqüente. Na sequência, L'Etrenitá Offerto mostra o lado mais metal tradicional do grupo, que em alguns momentos traz aquela bateria marcada, alinhado com riffs próximos até mesmo do bandas como o White Zombie fizeram. Pode parecer estranho em um primeiro momento, mas funcionou na estrutura da faixa. Unleash Them tem elementos mais "comerciais", se é que podemos dizer assim, pois a faixa se aproxima do pop eletrônico, mesclando uma atmosfera gótica em sua execução. Talvez, a faixa mais "diferente" do álbum, mas nem por isso, de menor qualidade. Reflections of Reason traz novamente a mistura entre o peso e a agressividade com ótimas linhas melódicas, enquanto Matronae Gaia, que fez parte do EP Lonely Seas of Dreamer, lançado anteriormente pelo grupo, mas com uma roupagem mais atual.

                              SONGS FROM CELESTIAL SPHERES mostra que o QUINTESSENTE é um grupo pronto. A além disso, tem um grande potencial para muito em breve, colocar seu nome no rol das grandes bandas nacionais. Ótimas composições, produção primorosa e apresentação gráfica de primeira linha fazem deste primeiro full lenght do grupo, um dos grandes lançamentos deste ano!





                   Sergiomar Menezes


            

HOT FOXXY - BURNING BRIDGES (2017)



              Quase todo fim de ano é assim. Você está lá, tranqüilo, com a sua lista e melhores do ano pronta. Aí vem uma banda com um CD excelente e dá um jeito de bagunçar tudo. Ás vezes, não tem como voltar atrás, pois a lista já tá publicada. Mas outras, ainda dá pra refazer... E felizmente, esse é o caso de BURNING BRIDGES, ótimo trabalho de estréia da banda paranaense HOT FOXXY. Hard Rock da melhor qualidade, feito por quem entende e pra quem entende! Guitarras sensacionais, vocal perfeito e uma cozinha mais do que eficiente. Pronto, temos aqui, mais um dos melhores álbuns de 2017! 

                 Marco Lacerda (vocal), Humberti Sprenger (guitarra solo), Eder Erig (guitarra base), Betão Sassarrão (baixo) e Daniel Schultz (bateriam) formam a banda que apresenta nesta estréia, 10 faixas (sendo duas versões acústicas) do mais puro hard rock, com aquela pegada típica dos anos 80, mas ao mesmo tempo, atual e moderno. Composto entre 2015 e 2016, o álbum foi gravado e masterizado no Funds House Studio em Curitiba e produzido por Alysson Irala (Sad Theory, Motorbastards) e ficou com uma sonoridade perfeita, limpa e cristalina, mas ao mesmo tempo, com uma atmosfera "crua", tão inerente ao hard rock. Glam, Hair... Chame como quiser. O que temos aqui é um trabalho de nível internacional, que não deixa nada a dever para muito material gringo que chega por aqui. E isso não é nenhuma novidade, basta lembrar os álbuns mais recentes de nomes como Tales From The Porn, Marenna, entre outros. Se faz Hard no Brasil sim! E de extrema qualidade!

                 Redhead Rocker abre o álbum e já nos mostra todo o potencial e categoria da banda. E não há como de cara, já destacar o excelente trabalhos das guitarras! Humberti e Eder se completam de forma perfeita, alternando bases bem estruturadas, cabendo a Humberti solos que, além de técnicos, transbordam aquele feeling genuinamente hard. O vocal de Marco também merece destaque, pois tem um timbre bem característico, totalmente singular. Clear Moon tem o mesmo espírito, com riffs na linha Kiss (fase sem máscara), usando a cozinha composta por Betão e Daniel (baixo e bateria, respectivamente) de forma bem eficiente. Humberti, mais uma vez, capricha em um belo solo. Burning Bridges, a faixa título, é mais acelerada e me trouxe a mente o Van Halen antigo (mas, apenas na forma da composição) e mostra a versatilidade do grupo, que alterna ótimas passagens durante a execução da faixa. Wrong Love tem como destaque a ótima interpretação de Marco, pois o vocalista consegue passar toda a emoção criada pela composição em sua voz de forma bem intensa. E, não querendo ser repetitivo, mas já sendo, que solo! Impressionante o nível atingido pelo grupo nesse quesito!

                    Getting Over You é aquela balada que não pode faltar em um grande álbum de hard rock. Com uma bela melodia, a faixa mostra a criatividade do grupo na hora de compôr, além de mostrar outra bela interpretação de Marco. I Don't Mind If It Won't Last Forever tem uma certa veia AOR, mas as guitarras se encarregam de moldar o hard do grupo. E o refrão é daqueles que grudam na cabeça após a primeira audição e não saem mais... Tatooed Girl in Black é uma das melhores, totalmente na linha hard 80's, principalmente no que diz respeito às guitarras, a faixa tem aquela malícia característica do estilo. Born To be a Rockstar é daquelas faixas perfeitas! Pesada (dentro do estilo), com riffs ótimos, vocal com aquela "urgência" hard, baixo e bateria marcados... Desde já, uma das faixas que serão sempre obrigatórias nos shows do grupo! O álbum se encerra com as versões de Getting Over You, acústica e com a participação da vocalista Gabi Nickel e Redhead Rocker, apenas no piano.

                     BURNING BRIDGES é, sem nenhuma sombra de dúvidas, um dos melhores álbuns lançados no Brasil em 2017. Ainda bem que chegou a tempo, antes de fechar minha lista. Indicado para todo fã de Hard Rock e de música de qualidade. o HOT FOXXY ainda vai dar muito o que falar. Anotem e me cobrem depois! Bandaça!




                   Sergiomar Menezes

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

BAD BEBOP - PRIME TIME MURDER (2017)



              A banda paranaense BAD BEBOP surgiu em 2015 com o objetivo de tocar Heavy Metal, mas sem abrir mão de sua influências, oriundas de outros gêneros. E ao ouvirmos o primeiro álbum do grupo, PRIME TIME MURDER, podemos dizer que o objetivo foi plenamente atingido! Fazendo uma música pesada, próxima na maioria das vezes do já citado heavy metal, o grupo consegue agregar influências do rock n' roll clássico, do punk, do hardcore, entre outros. O trio mostra desenvoltura em suas composições, pois não se prende a nenhum limite pré estabelecido, sendo que a única coisa que é recorrente em todas as faixas é o peso, principalmente no que diz respeito á guitarra.

                Juliano Ribeiro (vocal/baixo), Henrique Bertol (guitarra) e Celso Costa (bateria) trazem em sua estréia 08 faixas, onde o rock n' roll sujo e pesado dita o ritmo. Mas a música do trio não se restringe apenas à isso, uma vez que a cozinha acompanha de forma precisa o andamento mais agressivo que as composições da banda pedem. Isso mostra que a banda tem personalidade, apesar do pouco tempo de estrada. isso é mais que louvável, pois hoje em dia, não precisamos ir longe para encontrarmos bandas que apenas copiam outras sem se importar com aquilo que realmente importa: a música! Produzido pelo guitarrista Henrique Bertol, o álbum foi mixado por Felipe Debiasio enquanto  a masterização foi feita por Eraldo Cobra e Neto Grous no Absolute Master. E o resultado ficou ótimo, pois a sujeira que a música do grupo necessita está lá, sem que com isso, houvesse perda na sonoridade, pois tudo ficou no lugar. Ponto mais que positivo para o grupo. Além disso, o Cd vem em um belo Digipack, mostrando respeito pelos fãs.

                 O álbum abre com D.O.A. uma faixa bem pesada e com riffs fortes. Com um andamento cadenciado, a faixa traz elementos do rock alternativo, o que dá um molho especial á composição. E podemos perceber o bom entrosamento da dupla Juliano e Celso (baixo e bateria, respectivamente). Além disso, a voz de Juliano se encaixou muito bem, pois é rasgada sem soar forçada. Em seguida, Deceiver mantém o peso em alta, mas tem um ganho de velocidade, o que acaba sendo interessante, pois durante a execução da faixa, temos mudanças de andamento. Vicious começa de forma até que surpreendente, pois é mais "calma", mas logo em seguida, a guitarra de Henrique coloca tudo em seu devido lugar. Mais cadenciada, a composição traz um vocal bem variado mostrando que Juliano é bem versátil. Gone Wrong, talvez seja a faixa mais Heavy Metal do álbum, com um começo bem pesado, a faixa muda de direção rapidamente, trazendo elementos que até então ainda não haviam aparecido na música da banda. Algo até mesmo de southern aparece por aqui, mas o metal acaba se sobressaindo.

                  22 é uma faixa instrumental, que mostra que os músicos possuem "escola". Elementos de Jazz surgem em alguns momento, em uma composição bem diferente das demais. Trouble traz o peso de novo à tona. Que faixa empolgante, com um ótimo trabalho de baixo e bateria. Em alguns momentos, a música do Bad Bebop lembra um pouco o Black Label Society, mas sem perder sua identidade, pois o grupo tem personalidade, o que conta e  muito, a seu favor. Greed tem uma levada mais atual, moderna, mas mantendo as características do grupo, principalmente no que diz respeito ao andamento da faixa, pois é bem variada nesse sentido. O fechamento vem com River uma faixa puramente country/southern rock, como Zakk Wylde fazia nos bons tempos do Pride & Glory. 
                 
                    Em sua estréia, o BAD BEBOP mostra personalidade e uma sonoridade que vai agradar aos fãs de música pesada. Incorporando elementos de vários gêneros em sua música, mas tendo por base o heavy metal (mais precisamente em relação ao peso), o grupo prova que quer seu lugar ao sol no cenário nacional. PRIME TIME MURDER é um álbum pra ser ouvido e degustado. Como todo bom disco de rock deve ser.




                     Sergiomar Menezes

MARILLION - MARBLES IN THE PARK (2017)



             Prestes a completar 40 anos de carreira, o MARILLION nos brinda com mais um belo trabalho ao vivo. Gravado na Holanda em 2015, MARBLES IN THE PARK é um álbum duplo, que traz 18 faixas , sendo que temos aqui a execução na íntegra do álbum Marbles (2004), de muito bom gosto e classe. E sejamos sinceros, a essa altura do campeonato, o grupo não precisa provar mais nada a ninguém, não é mesmo? Lançado por aqui pela Shinigami Records, o trabalho merece ser apreciado por todo fã de música de qualidade. Algo quase que obrigatório quando se trata de MARILLION...

                 O grupo formado por Steve Hogarth (vocal), Steve Rothery (guitarra), Pete Trewavas (baixo), Mark Kelly (teclado) e Ian Mosley (bateria) possui uma extensa discografia. Tanto em estúdio quanto ao vivo, o progressive rock (ou chame como quiser) é muito bem feito. Seja na fase Fish (a preferida pela maioria dos fãs), seja com Hogarth (que não deixa nada a desejar à fase anterior), possui repertório para muitos trabalhos como esse. Produzido por Michael Hunter, o trabalho esbanja classe e categoria, além de mais uma vez, mostrar que Steve Hogarth é um excelente vocalista. Se a banda ficou mais "comercial" e "acessível" com sua entrada, isso não significa perda de qualidade. O que não é novidade pra ninguém. 

                     Além de executar Marbles na íntegra, o grupo trouxe também três outras faixas: Out of This World e King, presentes em Afraid of Sunlight (1995) e Sounds Tht Can't Be Made, do homônimo álbum lançado em 2012. Dentre as demais, algumas faixas acabam se destacando como a bela The Only Unforgivable Thing, Ocean Cloud, com uma bela melodia e interpretação cheia de sentimento por parte de Hogarth, The Damage, com um andamento marcado e um belo arranjo, a "rocker" Don't Hurt Yourself, You're Gone e suas linhas acústicas e com um belo trabalho de percussão, Drilling Holes, que apresenta uma certa dose de peso, Out of This World e seu clima mais denso, King, um dos grandes destaques do álbum e o encerramento com Sound That Can't Be Made.

                      MARBLES IN THE PARK é mais um grande trabalho do MARILLION. Mesmo que você não seja fã da banda, se dê a chance de ouvir um trabalho feito com classe e bom gosto. Você pode até não mudar de opinião, mas com certeza, terá momentos agradáveis em forma de música...




                    Sergiomar Menezes