terça-feira, 28 de abril de 2026

GUNS N' ROSES - 18/04/2026 - ARENA CASTELÃO - FORTALEZA/CE

 


GUNS N' ROSES
18/04/2026
ARENA CASTELÃO - FORTALEZA/CE

Texto: Thiago Rodrigues
Fotos: Divulgação

No último dia 18 de abril, o Guns N’ Roses marcou a vida de milhares de cearenses presentes na Arena Castelão. Um dia marcado por emoções, nostalgia, muita chuva e, principalmente, o resgate de grandes shows na capital cearense. A banda voltou à capital cearense exatamente 12 anos depois de sua primeira apresentação na cidade (coincidentemente, o show foi no dia 17 de abril de 2014). Mas, naquela ocasião, o Guns estava em baixa, não tinha Duff e Slash para reforçar a identidade da banda, e o Axl Rose não estava em seu melhor momento vocal. Sem falar que o show foi em um local muito menor. Este ano foi tudo diferente.

O evento começou com a excelente apresentação do Raimundos. Um show com muita empolgação por parte do público e com a animação do carismático Digão. Iniciou com a pesada e recente música "Calo", do seu último álbum. Boa música, com um bom instrumental. O show focou majoritariamente na primeira fase da banda, lançando clássicos como "Puteiro em João Pessoa", 'A Mais Pedida", "Me Lambe" e "Mulher de Fases", todas sendo acompanhadas pelo coro da plateia, que se mostrava empolgada com a apresentação. Foi uma excelente abertura!

Pouco tempo depois, começou a atração principal do evento. Finalmente entra o trio principal, Duff, Axl e Slash, tocando "Welcome to the Jungle". O público delirou com a energia da banda e com o clássico que ressoava pelo Gigante da Boa Vista. Particularmente, eu fiquei inerte nas duas primeiras músicas, ainda assimilando que à minha frente estavam nomes que admirei por muito tempo. Não conseguia nem pular. Por isso, a segunda música, "Bad Obsession", hoje se torna especial para mim por lembrar o sentimento que tive durante sua execução. Para quem reside em cidades que anualmente recebem grandes shows, talvez possa estranhar a emoção que correu no Castelão, até mesmo pelo fato de o Guns N’ Roses vir ao Brasil com certa frequência. Mas a carência que nós, do Nordeste, temos em relação a eventos internacionais acaba promovendo esse sentimento único em shows de bandas clássicas, como o Guns N’ Roses, em que sabemos que muita gente pelo Brasil afora acaba desmerecendo a banda por conta da voz do Axl Rose. Aliás, sua voz já não lembrava em nada o período mais obscuro em que foi alvo de piadas por bastante tempo na internet. Axl se cuidou, estava em boa forma e entregou uma ótima performance. Claro, não está mais no auge. Em músicas como "You Could Be Mine" e "Mr. Brownstone" ainda dá para perceber certa dificuldade, mas nada que comprometa sua apresentação.

Particularmente, algumas músicas acho desnecessárias no show, como o cover de Velvet Revolver, "Slither". A banda também apostou em material mais recente, como a ótima "Hard Skool" e a questionável "Absurd", que, curiosamente, funciona melhor ao vivo. "Nothin’" e "Atlas" completam esse pacote de lançamentos. Também houve um ótimo cover de "Sabbath Bloody Sabbath", em homenagem ao Ozzy Osbourne. O setlist apresentou variações entre algumas cidades e, particularmente, senti falta de três faixas que integraram a turnê: "Patience", "Shadow of Your Love" e "Coma". Ficam os parabéns ao pessoal de Belém, que teve a oportunidade de apreciá-las ao vivo.

A chuva tomou conta da cidade de Fortaleza naquela noite. Confesso que isso deu um clima mais sentimental ao show. Por muito tempo, fiquei com vontade de descer até a pista premium para assistir ao show no meio da chuva. E quis o destino que "November Rain" ocorresse durante o período mais chuvoso da noite. Se, por um lado, a chuva tornou a apresentação ainda mais emocionante, acrescentando um clima único ao espetáculo, por outro, os problemas técnicos causados pelo excesso de água comprometeram o icônico solo do Slash, deixando o som com ruídos e, após algum tempo, sem que as notas da guitarra saíssem como deveriam. Foi um momento triste, mas nada capaz de apagar a emoção da apresentação.


Se a épica "November Rain" acabou sendo prejudicada, a igualmente grandiosa "Estranged" (executada antes) tratou de compensar o pequeno dano que estava por vir. "Double Talkin’ Jive", para mim, sempre será uma das músicas mais subestimadas da banda. Ao vivo, ela é elevada a outro patamar, principalmente pela extensão do solo por parte do Slash. A minha favorita deles, "Rocket Queen", acabou sendo, para mim, o momento mais emocionante da noite (depois da abertura), aquele instante em que banda e o fã entram em sintonia e tudo ganha um significado mais pessoal.

"Don’t Cry" e "Sweet Child o’ Mine" foram as músicas mais celebradas durante sua execução. Clássicos que emocionaram o público cearense. É impossível não destacar o carisma de Axl Rose ao vestir o chapéu de cangaceiro durante "Civil War", um gesto que já se tornou símbolo da relação da banda com Fortaleza, repetido desde o show de 2014. Com certeza, foi mais um ponto alto e memorável da noite.

Sob mais chuva e trovões, o show caminhou para o fim com a delicadeza de "This I Love" (única música do Chinese Democracy) e explodiu na intensidade de "Nightrain" e "Paradise City", duas das faixas mais pesadas da banda, garantindo um encerramento à altura de toda a apresentação.

Guns N’ Roses em Fortaleza reuniu o maior público da turnê brasileira. A banda mostrou ao país o que é, de fato, uma turnê no Brasil, sem se limitar a uma única região. Isso reforça que o mercado de shows internacionais deve, sim, voltar os olhos para outras partes do país, pois há fãs e público suficientes para lotar estádios e casas de show. Se outras capitais não foram contempladas, ao menos a distância para vivenciar o show foi consideravelmente reduzida. Fica a expectativa de que este seja o início da retomada de Fortaleza e do Nordeste no mercado dos grandes shows.


SMITH/KOTZEN - 24/04/2026 - TORK N' ROLL - CURITIBA/PR

 


Smith/Kotzen em Curitiba: Uma noite de virtuosismo e sintonia no Tork n' Roll


SMITH/KOTZEN 
24/04/2026
TORK N' ROLL - CURITIBA/PR

Texto: Jay K.
Fotos: Simone Mueller

A noite de 24 de abril, foi marcada por um encontro de gigantes no palco do Tork n' Roll. A dupla Smith/Kotzen, formada por Adrian Smith (Iron Maiden) e Richie Kotzen (The Winery Dogs), trouxe a aclamada turnê "Black Light / White Noise" para Curitiba, entregando uma apresentação que mesclou técnica impecável, feeling e uma química inegável entre os músicos. O projeto, que nasceu de forma despretensiosa em Los Angeles por sugestão de Natalie, esposa de Adrian, provou mais uma vez sua força ao vivo.

Acompanhados por uma cozinha de peso, a talentosa baixista Julia Lage (esposa de Kotzen) e o virtuoso baterista brasileiro Bruno Valverde, Smith e Kotzen demonstraram por que são considerados dois dos maiores guitarristas de suas gerações. A turnê promove o segundo álbum da dupla, "Black Light / White Noise", lançado em março de 2025, e o repertório da noite refletiu perfeitamente a evolução do projeto.

O show teve início pontualmente às 21h, após uma introdução com o clássico "Bad Company", preparando o terreno para a explosiva "Life Unchained". O público curitibano foi presenteado com um setlist robusto, que passeou pelas diversas influências da dupla: do hard rock direto ao blues, passando por toques de R&B e jazz fusion. Faixas como "Black Light", "Wraith" e "Glory Road" mostraram a versatilidade dos músicos, que se revezavam nos vocais e nos solos de guitarra com uma naturalidade impressionante. Momentos de destaque incluíram a execução de "Taking My Chances", o primeiro single que apresentou o projeto ao mundo em 2021, e a intensa "White Noise", faixa-título do mais recente trabalho. A dinâmica entre as vozes de Smith e Kotzen, uma mais grave e contida, a outra mais aguda e rasgada, criou um contraste perfeito que manteve a plateia cativada durante as mais de duas horas de apresentação.



Após o encerramento do set principal com "Running", a banda retornou para um bis que levou o Tork n' Roll ao delírio. A primeira surpresa foi "You Can't Save Me", um clássico da carreira solo de Richie Kotzen, que permitiu ao músico brilhar intensamente. Mas o ápice da noite estava reservado para o final: uma versão arrebatadora de "Wasted Years", hino do Iron Maiden composto por Adrian Smith, cantada a plenos pulmões por todos os presentes.

A passagem da turnê "Black Light / White Noise" por Curitiba reafirmou que Smith/Kotzen é muito mais do que um mero projeto paralelo. É uma banda com identidade própria, capaz de entregar shows memoráveis que celebram a essência do rock and roll. Uma noite de virtuosismo, amizade e muita música boa, que certamente ficará na memória dos fãs paranaenses.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

SEPULTURA - THE CLOUD OF UNKNOWING (EP - 2026)

 


SEPULTURA
THE CLOUD OF UNKNOWING (EP)
Dynamo Records/Nuclear Blast - Nacional

Falar sobre o SEPULTURA é sempre mexer em um vespeiro. De um lado aqueles fãs incondicionais, que se a banda lança um ovo de Páscoa (sim, a banda fez isso), compram porque isso mostra a importância da banda. Do outro, aquelas viúvas dos Cavalera que acreditam piamente que a banda morreu em 1996. E tem aqueles que apenas ouvem a música e analisam os fatos, o que é o caso desse que vos escreve. Ainda que eu possa ser enquadrado na categoria de "viúvas", eu considero que a banda lançou alguns interessantes ("Dante XXI", 2006), bons discos ("Kairos", 2011 e "Machine Messiah", 2017) e um muito bom ("Quadra", 2020), o fato é que a banda nunca conseguiu repetir a genialidade dos áureos tempos. Obviamente que Andreas e cia. tiveram coragem de seguir adiante com o legado, mas a verdade é que por mais que tentasse, o nível de excelência só veio a ser atingido 25 anos depois da saída de Max. Mas dito isso, o grupo decidiu pendurar as guitarras de vez (ainda que eu não acredite muito nisso) e lançou no mercado seu último trabalho: THE CLOUD OF UNKNOWING, que sai nesta sexta-feira, 24 de abril, pela Nuclear Blast.

Derrick Green (vocal), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Xisto Jr. (baixo) e o estreante Greyson Nekrutman (bateria) nos trazem neste EP, quatro faixas distintas e que de certa forma, mostram o quão perdida a banda esteve nestes 30 anos. Temos brutalidade e agressividade, um certo ar de esquisitice e uma balada. Sim, uma balada. O trabalho, de forma simples e direta, encerra uma carreira que viveu dias de glória, de incerteza, de buscas e de um final não menos que melancólico. E, vou deixar bem claro: a resenha à partir daqui, é única e exclusivamente pra falar sobre as quatro faixas do EP, comparando o Sepultura de agora, com ele próprio, sem buscar comparações com o passado glorioso dos "jungle boys".

O EP abre com a violenta "All Souls Rising". Violenta mesmo, uma verdadeira porrada em seu início mas com algumas incursões interessantes que buscar fugir do lugar comum. Andreas mostra que é (e sempre foi) um grande guitarristas, com ótimos riffs e solos inspirados. Derrick por sua vez, continua com aquele vocal que soa deveras forçado, o que vai se comprovar mais adiante nessa mesma resenha. Mas, é uma ótima faixa de abertura. "Beyond the Dream" é a "balada" que pela primeira vez, se faz presente em um trabalho da banda. E aqui entra o que disse sobre a voz de |Derrick: ele é sim um bom vocalista, mas usando sua voz sem forçar, mostrando boa técnica e timbre diferenciado. Posso até estar errado, mas a faixa me lembrou um pouco as "baladas" do Testament. E entenda-se por balada, uma faixa pesada e intensa, não uma balada pra curtir a dois. Uma faixa não mais que interessante, muito mais por mostrar essa faceta de Derrick do que qualquer outra coisa. Na sequência "Sacred Books", pesada e equilibrada, a faixa passaria despercebida em qualquer outro trabalho da banda, ainda que o piano em alguns momentos crie uma atmosfera interessante. Pra fechar o caixão do SEPULTURA (perdoem o trocadilho infame), temos "The Place", faixa que havia sido divulgada anteriormente, erroneamente por alguns como sendo a "balada" do trabalho. Mesmo pesada, é outra composição que não acrescenta nada, apenas nos mostra o vocal limpo de Derrick novamente, que poderia ter sido muito melhor explorados nestes 30 anos.

Como eu disse lá no início, "THE CLOUD OF UNKNOWING" veio para ser o último prego no caixão do SEPULTURA. Um EP irregular, como foi a carreira da banda nestes últimos 30 anos. Se por um lado, enquanto fã de Heavy Metal fico triste em saber que esse é o "último" lançamento da banda, por outro fico contente em saber que é apenas um EP e não um álbum completo. Obviamente que muitos irão me criticar, xingar, etc... A verdade é que esse EP é muito mais uma amostra da melancolia que se tornou o grupo do que uma nostalgia. Triste fim de um gigante do metal mundial.

Sergiomar Menezes






BLOODHUNTER - SONS OF THE ABANDONED (2026)


 

BLOODHUNTER
SONS OF THE ABANDONED
ROAR - Importado

Vindo diretamente da Galícia, Espanha, o BLOODHUNTER reafirma sua posição como uma das forças mais resilientes do metal extremo europeu. Sob a liderança visceral de Diva Satanica, o grupo moldou sua identidade única que equilibra a brutalidade do Death Metal Melódico com um groove técnico e uma densa carga emocional. Com quase 20 anos de estrada e uma evolução artística constante, a banda entra agora em sua fase mais madura com SONS OF THE ABANDONED. Com lançamento pela gravadora ROAR, o novo trabalho marca um mergulho introspectivo e ambicioso, consolidando a banda espanhola como um nome forte e consistente para quem busca agressividade aliada à sofisticação narrativa. 

Formado pela já citada Diva Satanica (How We End, ex-Nervosa - vocal), que apresenta uma grande evolução a cada álbum lançado, pelos guitarristas Dani Arcos (criador de ótimos riffs) e Guillermo Starless, pelo baixista Fabian Tejada e pelo baterista Adrián Perales, o grupo mostra consistência e brutalidade em cada faixa presente no trabalho. Tue Madsen (Ektomorf, Gorefest, Sick of it All, Vader, The Haunted, entre outros) renomado produtor traz sua capacidade técnica para ensejar de forma brilhante o peso das guitarras e o equilíbrio da cozinha. Diva Satanica, após sua saída do Nervosa, parece ter encontrado no Bloodhunter o espaço ideal para expandir sua performance vocal. Seu gutural continua sendo um dos mais poderosos da cena atual, mas há uma entrega emocional mais latente nas novas letras, que abordam temas como autodeterminação e a busca por sentido em um mundo caótico.

O álbum abre com "The Devils Own", primeiro single. Aqui, a banda flerta com uma direção ligeiramente mais melódica, evidenciando que não têm medo de evoluir e desafiar as expectativas dos puristas do gênero. Aliás, o vídeo que a banda lançou para essa faixa tem um conceito bem interessante, além de contar com a presença marcante de Diva. "The Outspoken" é um manifesto de autenticidade e autodeterminação, com riffs agressivos, coma dupla Dani Arcos e Guillermo Starless mostrando ótimo entrosamento. Já "Threshold of Hell" traz a participação de Fernando Ribeiro (Moonspell) que dá um brilho extra à faixa que é um dos destaques do trabalho. Uma faixa visceral e que carrega consigo o posto de composição mais completa da banda até hoje, misturando o groove do metal moderno com camadas atmosféricas densas. "Ephemeral Youth" é outro momento brutal e agressivo, com guitarras ríspidas e baixo/bateria que intercalam momentos mais cadenciados com outros "bate estaca", reafirmando a capacidade do grupo de agrupar suas influências e manter sua personalidade. Já a faixa-título consegue traduzir musical e liricamente, todas as incertezas de uma geração que busca identidade em meio ao caos que vivemos no dia a dia.

"No One Beats Death", mostra DIva usando sua capacidade vocal de forma extrema, saindo de vocais mais rasgados até os mais guturais, explorando sua versatilidade. O que não é nenhuma novidade pra quem acompanha seu trabalho. Um andamento mais cadenciado, mas não menos brutal, é o que temos em "Code Aeternam", onde a dupla das seis cordas alternas riffs e solos intrincados, mas que buscam a melodia em determinados momentos. Algo que o Arch Enemy de outros tempos sabia fazer com maestria. Já faixa "The Path That Never Ends" traz um duelo de vozes e beldades: Diva Satanica e Laura Guldemond (Burning Witches). Belas, simpáticas e donas de vozes fortes e potentes, cada uma dentro de seu estilo, as duas representam bem a força do metal feminino na atualidade. O grupo mantém a tradição de faixas instrumentais com "The Night is Darker Before Dawn", explorando a versatilidade de seus integrantes. "Masters of Deceive" e "Human Insecticide" encerram o álbum, de forma consistente. E talvez, a palvra que melhor define esse trabalho é essa: CONSISTÊNCIA, pois o grupo mantém o nível elevado nas suas composições trazendo, pelo menos até aqui, seu trabalho mais maduro e intenso.

Com SONS OF THE ABANDONED, o BLOODHUNTER, definitivamente, deixa de ser uma promessa pra se tornar uma realidade entre os bons nomes do metal europeu. Uma pena que a turnê que o grupo faria pelo Brasil no ano passado acabou não rolando. Mas com o lançamento desse excelente trabalho e tudo mais que tem envolvido a banda, acredito que chegou a agora de aportar pelas terras brasileiras. Um álbum forte, intenso e de muita qualidade. Ao menos por enquanto, um dos melhores álbuns de 2026!

Sergiomar Menezes





TYKETTO - CLOSER TO THE SUN (2026)


 

TYKETTO
CLOSER TO THE SUN
Shinigami Records/Silver Lining Music - Nacional

Para todo o fã de Hard Rock, os novaiorquinos do Tyketto são considerados uma das bandas mais injustiçadas da história do Hard Rock. Formado em 1987, a banda só conseguiu lançar seu álbum de estreia, o clássico “Don´t Come Easy”, em 1991, bem no final de festa do estilo que dominou os anos 80.

Com o vocal poderoso de Dany Vaughn e riffs de guitarra cheios de groove e malícia, produzidos pelo guitarrista Brooke St. James, a banda rapidamente conquistou fãs de Hard Rock mundo afora, mas infelizmente foi mais uma banda que “chegou tarde” para ter um sucesso maior.

Mas de qualquer forma, entre idas e vindas, a banda se manteve ativa nas décadas seguintes e nos presenteia agora com o novo trabalho: “Closer To The Sun”. Da banda original temos apenas Danny Vaughn nos vocais guitarras acústicas e harmonica. Os demais músicos são o tecladista Ged Rylands (na banda desde 2012), Chris Chylds (baixista também da banda inglesa Thunder), o excelente guitarrista Harry Scott Elliot e o baterista Johnny Dee (Britny Fox/Doro).

O que temos em “Closer To The Sun” é um trabalho que vai agradar em cheio quem já conhece a discografia do Tyketto. Neste sexto trabalho de estúdio, posso afirmar que é o que mais se aproxima do favorito “Don´t Come Easy”. Riffs fortes, letras positivas e cheias de energia, cantadas com uma vibrante interpretação de Vaughn. Do início com o hardão “Higher Than High”, passamos pela bluseada à lá Whitesnake “Donnowhuddidis” (êta nome estranho e difícil de escrever). A faixa título é um AOR de arrepiar. ”Harleys & Indians “, um surpreendente cover dos suecos Roxette. “Hit Me Where It Hits”, mais pesada e certeira. Citei essas faixas como destaque, para mostrar que o álbum tem uma variação sem fugir do estilo do Tyketto.

Closer To The Sun” é um puta álbum, de uma banda que não teme seguir o coração e fazer músicas de alto nível, sem fugir de suas características e sem ceder a modismos. Fortemente indicado para os fãs de Hard Rock. Saindo nacional pela Shinigami Records.

José Henrique Godoy