quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

DEATH TO ALL - 20/01/2026 - BAR OPINIÃO - PORTO ALEGRE/RS

 


DEATH TO ALL
20/01/2026
BAR OPINIÃO
PORTO ALEGRE/RS
Produção: Abstratti Produtora/Overload

Texto: José Henrique Godoy
Fotos: Billy Valdez

Brutalmente linda ou lindamente brutal. É assim que devo classificar a noite de 20 de janeiro de 2026 e os eventos ocorridos no palco/plateia do Bar Opinião em Porto Alegre. O Death To All entregou tudo e muito mais que os fãs do icônico Chuck Schuldiner e do Death esperavam.

Não é necessário falar aqui a importância do Death e do seu mentor para o Metal Extremo e o Heavy Metal num geral. Seria redundante da minha parte. Infelizmente o público brasileiro nunca teve a oportunidade de ver ao vivo o Death original, porém no espaço quase exato de um ano, tivemos duas tours das bandas que homenageiam o legado de Chuck Schuldiner.

Em janeiro de 2025, tivemos o Left To Die, formado pelos ex-membros do Death Rick Rozz e Terry Butler, focando na fase mais primitiva e com o set list focado nos primeiros álbuns do Death. Foram ótimos shows. Agora, foi a vez do Death To All, que foca praticamente todos os álbuns da banda e com dois ex-integrantes da fase mais técnica: os monstros Steve DiGirogio (baixo) e Gene Hoglan (bateria). Completam a formação Bobby Koelbe (também ex-membro do Death) e Max Phelps (Cynic).

Se o Left To Die entregou ótimos shows em 2025, o Death To All arregaçou !! Às 21h em ponto, inicia-se o massacre, com a intro “Infernal Death” e logo o quarteto entra no palco e despejam “Living Monstrosity“ e “Defensive Personalities” as duas do seminal “Spiritual Healing”, álbum que é o preferido deste que vos digita. Nos segundos iniciais de “Living...”, o mosh pit iniciou loucamente e foi assim durante todas as duas horas de show!!!



“Lack Of Comprehension” deu sequência e a energia trocada pela banda e público (em excelente número) era de emocionar. “Altering The Future” é a próxima antes da primeira pausa, quando Steve Di Giorgio pega o microfone e saúda os presentes. Ele fala que estamos todos lá presentes para homenagear e manter o legado de Chuck mais vivo do que nunca. Neste momento um fã levanta um cartaz onde está escrito “Chuck Lives”. Steve aponta e pede que o fã vire e mostre o cartaz para que todos os presentes possam ver.

“Zombie Ritual”, “Within The Mind”, “The Philosopher” e “Spiritual Healing” não deixam pedra sobre pedra. O Mosh pit se torna insano a cada riff e se você não é adepto da prática, é melhor sair da pista. Foi o que eu fiz!!! Aliás, em quase trinta anos assistindo shows no Bar Opinião, creio esta deve ter sido uma das rodas/mosh pit mais insanas que eu presenciei! Não lembro de nenhuma parecida.



No palco a banda estava se divertindo também. Era visível as caras de alegria e satisfação dos músicos. E que músicos! Steve DiGiorgio é um dos maiores baixistas da música pesada de todos os tempos. A destreza dele com um baixo de TRÊS (!!!) cordas é inacreditável!!!! Gene Hoglan igualmente, é uma força da natureza. Sua habilidade e técnica são únicas, e é obrigação de todo aquele que se diz baterista neste mundo fazer reverência à este cidadão. Max e Bobby, a dupla de guitarristas, soa perfeita e cirúrgica, e a similaridade do vocal de Max com a do saudoso Chuck chega a assustar! Sensacional!

Steve novamente vai ao microfone e anuncia a “segunda parte do show” O clássico álbum “Symbolic” será tocado na íntegra! E assim se fez!!! Que momento especial ver um dos melhores álbuns do Death tocado de ponta a ponta por uma banda tão coesa e fiel a gravação original! Da abertura com “Symbolic” até a última faixa “Perennial Quest”, a execução deste clássico ao vivo!



Infelizmente, todo grande espetáculo tem seu final e ele vem com “Spirit Crusher” e “Pull The Plug” do álbum “Leprosy”, que fecha a noite com chave de ouro! A felicidade na cara dos músicos e dos presentes no Opinião demonstrava o dever cumprido de ambos: a banda fez um show perfeito e o público respondeu a altura. Fico pensando como a galera que ficou no mosh pit durante duas horas foi trabalhar no dia seguinte! Uma coisa tenho certeza: com um sorriso no rosto ao se lembrar do que o Death To All proporcionou na noite anterior.

Agradecimentos a Abstratti Produtora, Overload e à Tedesco Comunicação e Mídia pelo credenciamento e ao staff do Bar Opinião pela cordialidade de sempre!





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