MALEVOLENT CREATION
WARKULT
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional
WARKULT
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional
Pouco mais de duas décadas atrás, o Malevolent Creation, um dos maiores nomes do Death Metal americano chutava nossas bundas com o lançamento de “Warkult”, seu nono álbum de estúdio.E que álbum! O sucessor de “The Will to Kill” (2002) traz uma temática bélica com uma produção soberba da própria banda contando com a parceria do guitarrista e produtor Jean François Dagenais (Kataklysm). O play foi gravado no Liquid Ghost Recording Studio, em Boca Raton, Flórida, capitaneado por Phil Plaskon e lançado pela Nuclear Blast.
Em suas doze faixas, a banda consegue atingir um nível impressionante, desde a intro “Dead March” (com uma sonoridade remetendo ao Sodom, como se este tivesse cheirado um barril inteiro de pólvora!) até faixas totalmente aniquiladoras como as excelentes “Preemtive Strike”, “Murder Reigns” e “ Tyranic Oppression”, essa última com excelentes linhas de guitarra de Robb Barret (Cannibal Corpse) e o capitão Phil Fasciana, recheadas de blast beats e viradas insanas na caixa.
Mais cadenciadas e trabalhadas, temos pontos altos como em “Captured“, “On Grounds of Battle” e “Section 8”, com uma pegada bem similar ao Cannibal Corpse, mesclando peso e uma crescente de brutalidade. Não posso deixar de mencionar as excelentes “Merciless”, “Supremacy Through Annihilation” e uma das minhas preferidas “Shock and Awe”, que mantém o alto nível de destruição. Um cover mais que honesto de “Jack The Ripper” de Hobb's Angel of Death fecha com maestria a bolacha, abrilhantando o trabalho ainda mais.
A produção do álbum realmente impressiona, as linhas de guitarra de Barret/Fasciana soam sensacionais, a precisão de Gordon Simms nas quatro cordas ora acompanhando a rifferama e ora marcando os andamentos garantem ainda mais peso, e a bateria de Dave Culross mescla intensidade e velocidade com timbres de muito bom gosto, seja com os bumbos graves, como nuances bem interessantes na condução e viradas sensacionais. Os vocais de Kyle Simmons soam em alta performance, não deixando margem de dúvidas sobre sua qualidade, peso define.
A sonoridade Old School do álbum é bem ríspida e direta ao ponto, sem espaço para exageros de produção e firulas, como deve soar um bom petardo de som extremo, e a atmosfera bélica e opressiva brinda ao ouvinte com o perfume dos mísseis.
“Warcult” agrada em cheio e os Deathbangers terão o prazer de adquirir o relançamento físico por aqui através da parceria Shinigami Records e Nuclear Blast, um verdadeiro presente aos fãs do estilo. Caso não tenha adquirido na época, não poupe seu pescoço dessa vez, mas cuidado, você pode derrubar suas paredes.
Gustavo Jardim

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