EDENBRIDGE
SET THE DARK ON FIRE
Steamhammer/SPV - Importado
SET THE DARK ON FIRE
Steamhammer/SPV - Importado
O grupo austríaco EDENBRIDGE retorna com seu décimo segundo álbum, intitulado SET THE DARK ON FIRE, um trabalho que representa tanto o retorno da banda à Steamhammer/SPV quanto seu som mais pesado. Mas, ao mesmo tempo, permanecem fiéis ao estilo que lhes garantiu muitos fãs ao longo dos anos. O som do grupo sempre primou pela elegância e melodia, e dessa vez, não poderia ser diferente, considerando sua produção grandiosa. O álbum é mais um daqueles trabalhos que soam quase como se fossem uma "metal opera", trazendo elementos e letras unidas por um tema que aborda de narrativas e temas ligados à vida e aos elementos naturais da terra.
Completando 27 anos de carreira, o grupo formado pela vocalista Sabine Edelsbacher, pelo guitarrista e tecladista Arne "Lanvall" Stockhammer (principal compositor), Pelo também guitarrista Sven Sevens e pelos baixista e baterista, respectivamente, Stefan Gimpl e Johannes Jungreitmeier, nos traz um álbum, como já citado anteriormente, bastante pesado, mais voltado ao Heavy Metal, mas sem deixar de lado suas características melódicas, com passagens sinfônicas e orquestrações muito bem elaboradas, cortesia de Lanvall. A bonita capa entrega aquilo que ouviremos: uma mistura entre o peso e a harmonia, numa bela coleção de momentos que se fundem, criando o clima perfeito para a sonoridade do grupo.
"The Ghostship Diaries" abre o álbum com guitarras pesadas numa pegada bem metal tradicional, enquanto a bela voz de Sabine nos guia pelas harmonias da composição. E aqui eu deixo um questionamento: porque Sabine nunca é lembrada como uma das grandes vocalistas do estilo? Sua voz é suave e ao mesmo intensa, forte, sem precisar fazer malabarismos mirabolantes pra ficar em evidência. Baixo e bateria garante uma base pesada, mostrando a ótima escolha para a abertura: uma faixa impactante e criativa! Na sequencia, outro momento bastante pesado e denso "Cosmic Embrace". Apesar de passagens mais suaves, que ganham maior consistência na voz da vocalista, os riffs garantem a intensidade que o estilo praticado pelo grupo pede. No entanto, uma pegada mais medieval, com toques de Blackmore's Night, invade "Where the Wild Things Are", com um refrão melódico e de fácil assimilação. A curta instrumental "Tears of the Prophets" antecede "our Palce Among the Stars", que faz o ritmo cair, não em intensidade, mas em velocidade. Num andamento mais lento, a banda explora várias nuances, navegando entre o sinfônico e o melódico, enquanto Sabine mostra sua qualidade em belas linhas vocais.
A faixa-título, "Set the Dark on Fire", é uma composição com toques mais modernos, em mais um ótimo momento da duplas Stefan e Johannes, que formam uma cozinha coesa e entrosada. A faixa traz também um dos refrãos mais voltados ao metal melódico do álbum. "Bonded by the Light", por sua vez, me remeteu a alguma trilha sonora, daqueles filmes ambientados na Nova Yorque dos anos 50/60. Um momento mais suave e belo dentro de um álbum intenso. "Divine Dawn Reveal", outra pequena instrumental, com elementos folk e celtas, nos guia até "Lighthouse", uma faixa grandiosa, épica e imponente, de longe, o momento mais melódico e sinfônico do trabalho. O encerramento vem com "Spark of the Everflame", dividida em quatro partes. Na verdade, são quatro faixas totalmente diferentes. "Let Time Begin", é como se fosse uma intro majestosa, que antecede "The Winding Road to Evermore", que em certos momentos, nos remete ao metal mais atual, até mesmo ao que bandas como o Evanescence fez em algum de seus trabalhos. Mas eles não têm a classe e categoria de Sabine. "Per Aspera Ad Astra" traz elementos sinfônicos muito bonitos enquanto "Where it Ends, Where it Starts", encerra o álbum com todos os elementos do Edenbridge: melodias, belos vocais, solos técnicos, elementos sinfônicos e muita classe.
SET THE DARK ON FIRE não é um álbum inovador. Muito menos estará entre os melhores álbuns do ano deste que vos escreve. Mas é um trabalho revigorante de uma banda que merecia (e merece) um maior reconhecimento por parte do público e não apenas por seus fãs. Guitarras pesadas, belas melodias e uma vocalista que canta de forma suave sem exageros, fazem do EDENBRIDGE uma banda a se conhecer melhor.
Sergiomar Menezes


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