LABYRINTH
IN THE VANISHING ECHOES OF GOODBYE
Shinigami Records/ Frontiers Music srl - Nacional
IN THE VANISHING ECHOES OF GOODBYE
Shinigami Records/ Frontiers Music srl - Nacional
No final dos anos 90 os brasileiros descobriram o Rhapsody Of Fire que na época chamava-se apenas Rhapsody. Os discos deles viraram uma febre impressionante entre os fãs brasileiros, e assim, a partir daquele momento, as bandas italianas entraram na mente dos brasileiros headbangers. À época, Fabio Lione (Angra), também integrava outras duas bandas, o Vision Divine e o Athena, então para que outras bandas daquele país passaram a ser vistas de uma forma, digamos, mais atenta pelos ferverosos fãs de Power Metal, não faltou coisa nenhuma. Daí, para conhecermos o Labyrinth foi um pulo.
A banda entrou definitivamente no cenário com o lançamento do clássico “Sons of Thunder” (2001) que no Brasil foi lançado em versão dupla com o EP “Timeless Crime” (2000) de bônus, um material e tanto para os colecionadores de plantão. O cartaz das bandas era tamanho, que junto ao Vision Divine, tocaram em São Paulo/SP, na extinta casa Via Funchal algum tempo depois.
Durante esse período a banda perdeu um pouco o fôlego, tanto que chegou a lançar discos medianos, como por exemplo, “Freeman” (2005), mas felizmente, a banda retomou rapidamente o rumo certo e segue seu caminho com a maturidade de uma banda que já atingiu a impressionante marca de 30 anos de carreira.
“In the Vanishing Echoes of Goodbye” é um disco muito pesado, talvez o mais pesado da carreira do Labyrinth. A faixa de abertura, “Welcome Twilight” é rápida, quase um Speed Metal. Aí entra a segunda faixa e penso, agora os caras vão pegar mais leve. Que nada!! “Accept the Changes” é ainda mais brutal, aliando pancadaria com melodia de uma forma ímpar. Impressionante como Roberto Tiranti está agressivo neste disco, ao menos até aqui.
Aí veio “Out of Control” pra dar uma pisada no freio, um descanso merecido já que adrenalina estava a milhão. A faixa flerta com o Hard Rock, deixando de lado a veia progressiva tão marcante na música do Labyrinth, aí entra o solo, e eles dão o recado: “chega de descanso, tomem aí mais pancadaria”. Um dos destaques do disco!
“At the Rainbow’s End” e “The Right Side of My Mind” são outras faixas com riffs extremamente rápidos e pesados, “The Healing” é a baladinha do disco, dá tranquilamente pra imaginá-la em algum dos trabalhos mais recentes do Angra, por exemplo. ”Heading for Nowhere” é a mais pesada de todas, o som da bateria é de arrepiar até o menos afeito ao instrumento e Roberto Tiranti volta a soar mais agressivo do que nunca. Essa é boa demais!
Na trinca de encerramento, o destaque vai para “Inhuman Race” que tem uma levada épica e arrastada, diferenciando-se um pouco das demais sem perder o brilho.
O Labyrinth é daquelas difíceis de compreender o porquê não são muito maiores do que realmente são. Talento e rodagem os caras tem de sobra. Muito bom vê-los ainda relevantes mesmo muitos anos após seus maiores clássicos, “Return to Heaven Denied” (1998) e o já citado, “Sons of Thunder”. Olaf Thörsen (guitarra) é um gênio e seus fãs, no qual me incluo, agradecem sua existência. Confira!
Mauro Antunes
Nenhum comentário:
Postar um comentário