BLADES OF STEEL
BLADES OF STEEL
Independente - Nacional
BLADES OF STEEL
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Às vezes, não precisamos de novas fórmulas, tecnologias ou reinvenções. O bom e velho heavy metal, forjado no mais puro aço, é suficiente para arrancar um sorriso de qualquer camiseta preta. E é exatamente isso que a estreia do Blades of Steel nos entrega: um tributo apaixonado ao melhor do metal tradicional dos anos 80. O grupo paulista bebe diretamente da fonte de Judas Priest, Saxon, Manowar e outros gigantes, entregando um álbum que exala nostalgia e autenticidade.
A banda é formada por Yara Haag (vocal), Jonas Soares (guitarra), Rafael Romanelli (guitarra), Filippe Tonini (baixo) e Bruno Carbonato (bateria). Desde a faixa de abertura, que leva o nome do grupo, fica claro o que esperar dos próximos 38 minutos: riffs cortantes e energia ininterrupta. Possivelmente, o ouvinte sairá com uma leve tendinite de tanto manter o braço erguido, fazendo os "chifrinhos" para o alto.Sem firulas, faixas como "Ruler of the Waves", "Vengeance of Mine", "Unholy Scrolls" e "Into the War" são verdadeiros socos na cara de quem pratica o "falso metal". Diretas, poderosas e carregadas de atitude, poderiam facilmente figurar em clássicos como “Wheels of Steel” (Saxon), “Spellbound” (Tygers of Pan Tang) ou “Metal Heart” (Accept).
Os refrãos repletos de backing vocals e os solos gêmeos carregados de emoção são um dos grandes trunfos da banda. E falando em emoção, toda banda de heavy metal precisa de uma boa balada, certo? "A Heart in the Dark" coloca Yara Haag no centro das atenções, onde a vocalista demonstra todo seu poder de interpretação, transmitindo carisma e sentimento em cada verso.
O peso retorna com força, mas de maneira mais cadenciada, em "Iron Hands", faixa que tem tudo para se tornar um dos destaques ao vivo. E para fechar o álbum com chave de ouro, "Shadow Huntress" chega como um hino de encerramento: riffs marcantes, refrão contagiante e um instrumental pulsante que mantém a energia até o último segundo, mostrando que o Blades of Steel veio para deixar sua marca no metal nacional.
No futebol, dizem que estrear com vitória é sempre bom. Mas vencer de goleada? Melhor ainda. O Blades of Steel entra em campo com tudo e já começa no “campeonato do metal nacional” no topo da tabela.
William Ribas
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