KATAKLYSM
IN THE ARMS OF DEVASTATION
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional
IN THE ARMS OF DEVASTATION
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional
Quase duas décadas após seu lançamento, “In the Arms of Devastation” continua sendo um marco na discografia do Kataklysm. Para celebrar esse legado, a Shinigami Records trouxe o álbum de volta ao mercado nacional, permitindo que novos e antigos fãs redescubram um trabalho que elevou o nível da banda e consolidou sua identidade. O peso dos riffs certeiros domina a experiência, mas as nove faixas do tracklist vão além da brutalidade pura, incorporando nuances que tornam o disco ainda mais memorável.
Desde a abertura, percebe-se a fusão entre um tom mais moderno e melódico com a fúria característica do grupo. “Like Angels Weeping (The Dark)” inicia com uma breve introdução falada antes de explodir em pura agressividade. Já “Crippled & Broken” aposta em um groove acentuado sem perder a velocidade avassaladora como carro-chefe. A diversidade se mantém ao longo do álbum, sem jamais comprometer o peso. Um grande exemplo disso é a magnífica “It Turns to Rust”, que se encerra com riffs arrastados capazes de arrepiar até o último fio de cabelo.
O ataque sonoro segue com “Open Scars”, onde riffs hipnóticos e uma bateria insana garantem a aniquilação de ouvidos sensíveis. O caos não desacelera em “Temptation’s Nest”, uma faixa movida à inquietação e puro ódio. Já “In Words of Desperation” apresenta um trabalho instrumental primoroso, alternando o andamento várias vezes com muita técnica.
O desfecho vem com “The Road to Devastation”, que conta com as participações especiais de Tim Roth(guitarra) e Rob Doherty(vocal), do Into Eternity. Aqui, o lado melódico se destaca ainda mais, com trechos que flertam com o metalcore, adicionando ainda mais diversidade ao caos.
“In the Arms of Devastation” não apenas figura entre os melhores álbuns do Kataklysm, mas também se destaca como um dos grandes lançamentos do século XXI. Brutal quando precisa ser, e variado o suficiente para agradar gregos e troianos.
Imperdível!
William Ribas
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