segunda-feira, 31 de março de 2025

DIMMU BORGIR - GODLESS SAVAGE GARDEN (1998/2024) RELANÇAMENTO DELUXE EDITION

 


DIMMU BORGIR
GODLESS SAVAGE GARDEN - DELUXE EDITION
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional

Após o seu orgasmo criativo em “Enthrone Darkness Triumphant”, os noruegueses do Dimmu Borgir definitivamente iriam conquistar o trono de maior banda de Black Metal do mundo, caindo nas graças de fãs mais radicais e ao mesmo tempo forjando seu nome no cenário do heavy metal mundial.

Pegando uma carona nas frutíferas turnês e entre sobras de estúdio, nasce em 1998 novamente com a produção de Peter Tagtgren o excelente “Godless Savage Garden”, uma compilação de muito bom gosto que de certa forma serve como cartão de visitas para até mesmo quebrar barreiras do estilo que se propõem a fazer.

A bolacha conta com duas inéditas, “Moonchild Domain”, com um andamento obscuro e interessantes melodias de teclado e a marcante “Chaos Without Prophecy”, apresentando linhas mais sinfônicas, e duas faixas regravadas do debut  "For All Tid”, a poderosa e veloz “ Hunnerkongens Sorgsvarte Ferd Over Steppenne” e a melancólica “Raabjorn Speiler Draugheimens Skodde”, contando com uma produção mais cristalina e ao mesmo tempo evocando acertadamente a síntese do que seria a proposta inicial da banda, fase essa ainda com as letras em sua linguagem nativa.

Dentre as faixas ao vivo, as matadoras “Stormblast”, “Master of Disharmony” e “ In Death’s Embrace” mostram a versatilidade de uma banda bem poderosa no palco, esbanjando energia. E a cereja do bolo vem com um magnífico cover de “Metal Heart” do Accept executada com a cara da banda e que viria a fazer parte de um tributo aos alemães.

Essa versão bônus edition lançamento da SHINIGAMI RECORDS ainda conta com duas faixas ao vivo gravadas em São Paulo no ano de 2004 na tour do aclamado “Death Cult Armageddon”, “Spellbound (by the Devil)” e “ Mourning Palace”, um verdadeiro presente aos fãs.

Um ótimo registro que marca a entrada de Astennu nas guitarras e a despedida do tecladista Stjan Aarstad, e abre caminhos ao próximo opus da banda, o marcante “Spiritual Black Dimensions” do ano de 1999. A capa é um show a parte, produção da Nuclear Blast, engrandecendo a obra ainda mais.

Gustavo Jardim





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