quinta-feira, 9 de abril de 2026

EXTREME - 06/04/2026 - ARAÚJO VIANNA - PORTO ALEGRE/RS


 

EXTREME
06/04/2026
ARAÚJO VIANNA
PORTO ALEGRE/RS
Produção: EntreLike/Mercury Concerts

Texto e fotos: José Henrique Godoy

Dentre todos os estilos de Rock/Metal que aprecio, o meu preferido sempre foi o Hard Rock. O que causava uma certa estranheza, até para mim, é que até 2015 eu nunca havia dado muita atenção para o Extreme. Sabia de quão exímio era seu guitarrista Nuno Bittencourt, e de seus hits, mas sei lá, não me “apetecia“ muito consumir o material fonográfico da banda.

Em junho de 2015, isso mudou drasticamente, pois ao ver o Extreme ao vivo, me tornei rapidamente fã da banda, comprei todos os CDs, e Nuno Bittencourt passou rapidamente a ser um dos meus guitarristas preferidos. Então, para esta segunda passagem pela capital gaúcha, estava bem ansioso para assistir a banda ao vivo novamente.

Com um pequeno atraso, as 21h15, o Extreme invade o palco do Araújo Vianna, de cara detonando as clássicas “It´s a Monster“ e “Decadance Dance”, ambas do mais que clássico e multiplatinado “Pornografitti”(1990). A qualidade do som se destacava já nos primeiros acordes, altos e claros, como tem que ser um show de Rock n' Roll.

Gary Cherone é um frontman de mão cheia, um verdadeiro entertainer, um misto de Freddie Mercury com Dave Lee Roth e Steven Tyler. Guardadas as devidas proporções, é claro. Seu vocal soa impecável. Nuno é um monstro! Chega a ser difícil adjetivar o que esse cara faz com as suas guitarras. Parece estar pegando fogo. O baixista Pat Badger segura os graves com maestria e detona nos backing vocals, enquanto Kevin Figueiredo é um animal nos tambores, o baterista estilo “lenhador”: pesado e preciso.


O público não lotou a Auditório, porém a plateia era formada apenas por fãs da banda, isso era visto apenas em uma olhada no numeroso número de camisetas do Extreme, ou por alguns presentes com visual mais caprichado, remetendo a “era de ouro do Hair Metal”. A Tour atual do grupo promove o seu sexto álbum, e a prova que as composições deste trabalho são fortes, é que elas casam muito bem com faixas clássicas da banda.: “Rebel”, "Thicker Than Blood” e “Banshee” casam perfeitamente com “Rest In Peace”, “Hole Hearted|”, “Cupid s Dead”, dentre outras.

Nuno exibe toda a sua técnica na instrumental acústica “Midnight Express”, que introduz a popularíssima balada “More Than Words”. “Façam muito barulho para meu irão Gary Cherone”, diz ele em um português cheio do simpático sotaque lusitano. Aliás, Nuno toma a frente ao se comunicar com a plateia, especialmente pela similaridade de idiomas. Ele perguntou quem assistia ao Extreme pela primeira vez. E ao perguntar quem assistiu em 1992 (primeira passagem da banda no Brasil), ele apontou para quem levantou o braço e respondeu em tom de zoeira: ”velho, velho...muito velho!”.


O final com “Get The Funk Out”, e após uma tradicional “saída falsa de palco”, o Extreme fecha com chave de ouro seu show, após 1h40h com a pesadíssima “Rise”, faixa de abertura do álbum “Six”. Se o Extreme é ótimo nos seus álbuns, melhores ainda eles são ao vivo. É uma banda para se ver ao vivo sempre que possível. Que voltem muito em breve. Nossos agradecimentos para a Mercury Concerts e Entrelike e para todo o staff do Auditório Araújo Vianna.





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