terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

KORPIKLAANI - RANKARUMPU (2024)

 


KORPIKLAANI 
RANKARUMPU
Shinigami Records/ Nuclear Blast - Nacional

Os finlandeses do Korpiklaani seguem há anos trilhando sua jornada pelas “florestas encantadas” do heavy metal. Sua sonoridade é marcada por uma atmosfera mágica e inquieta, impulsionada por ritmos alegres e dançantes que tornam impossível ficar indiferente.

Cantado em finlandês, o impacto inicial é uma surpresa saborosa, onde cada nota se entrelaça de forma orgânica com a proposta vibrante do som. Em seu décimo segundo álbum de estúdio, o Korpiklaani entrega um trabalho que equilibra peso e tons dançantes na medida certa. Mesmo quando a banda pisa no acelerador, a sensação inevitável é ser arrastado para um redemoinho contagiante de celebração.

A abertura com "Kotomaa", traz o tom é definido em melodias folclóricas envolventes, letras celebrando a natureza e a cultura, e uma fusão harmoniosa entre instrumentos tradicionais, como acordeões e violinos, com um instrumental pesado. A música “Aita", tem um ritmo animado e letra leve — a interação entre acordeão e violino cria um clima festivo perfeito, com uma melodia que convida o ouvinte a cantar junto — daquelas faixas feitas sob medida para incendiar os shows.

O uso marcante desses instrumentos cria uma atmosfera que pode soar estranha para os novatos, mas a energia vibrante das 12 faixas logo cativa. "Saunaan" é um ótimo exemplo, trazendo a sonoridade acelerada e alegre típica da banda, homenageando a tradição finlandesa da sauna em um dos momentos mais animados do álbum.

Outro destaque é "Mettään" adiciona profundidade ao álbum com um tom sombrio e introspectivo, marcado por um andamento cadenciado e elementos quase xamânicos. A faixa-título é o ponto central do disco. Com percussões fortes e repetitivas que funcionam como um mantra, representa o compasso que marca o ciclo da vida, impulsionando dança, guerra, colheitas e festividades. Cada música soa como uma história contada ao redor de uma fogueira nas florestas finlandesas.

O encerramento com “Harhainenen höyhen” traz uma abordagem melódica e um toque melancólico, contrastando com a energia do restante do disco. O instrumental cresce gradualmente, proporcionando um final épico e reflexivo — um convite à celebração de um trabalho intenso e ímpar.

Rankarumpu” reforça o domínio do Korpiklaani em criar álbuns com identidade como poucos hoje em dia. Combinando tradição e novas abordagens, o disco mantém a banda relevante e garante que o "tambor pesado" continue ecoando mundo afora.

William Ribas





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