O Kamala é uma das bandas mais interessantes e consistentes do cenário do metal brasileiro. Misturando thrash metal com influências modernas e um forte senso de identidade, o grupo construiu uma trajetória sólida ao longo de mais de 20 anos de estrada. Com turnês internacionais frequentes, lançamentos marcantes e uma sonoridade única, o trio formado por Raphael Olmos (guitarra e vocal), Isabela Moraes (bateria e vocal) e Allan Malavasi (baixo e vocal) segue expandindo seus horizontes e conquistando fãs dentro e fora do Brasil.
Nesta entrevista exclusiva para o Rebel Rock, conversamos com Raphael Olmos sobre a história da banda, os desafios enfrentados ao longo dos anos, a evolução do Kamala, o impacto de álbuns como “Mantra” (2015), “Eyes of Creation” (2018) e “Karma” (2023), além das experiências internacionais que marcaram sua trajetória. Raphael também compartilhou detalhes sobre o futuro da banda, sua relação com o público e a filosofia por trás do trabalho do Kamala.
Por: William Ribas
Fotos: Wellington Penilha - Orquestra por Corentin Charbonnier
Rebel Rock: Para começar, essa é a primeira entrevista do Kamala para o Rebel Rock. Gostaria que contassem como surgiu a banda. Como foi o processo de formação e quais foram as principais influências musicais no início?
Raphael: Desde já agradeço pelo convite William, e esperamos que seja a primeira de muitas! Vamos lá. Formei o Kamala em 2003, e desde o começo tinha claramente que gostaria de fazer músicas que gostaria de ouvir. Nunca quis me apegar somente em um determinado estilo, mas claro que minha escola é o Thrash Metal, porém gosto muito de melodias e groove também. E as principais influências no início foi sem dúvida bandas como Metallica, Sepultura, Pantera, Slayer, Machine Head, Slipknot, In Flames, Dream Theater e Nevermore foram grandes influências.
Rebel Rock: Ainda falando sobre o começo da trajetória do Kamala, como foi a repercussão dos álbuns “Kamala” (2007), “Fractal” (2009) e “The Seven Deadly Chakras” (2012) na época de seus lançamentos? Esses trabalhos ajudaram a definir a identidade sonora da banda?
Raphael: Foram muito importante para a época de cada lançamento, acredito que esses 3 álbuns foram importantes para mostrar que a banda estava focada em fazer um trabalho contínuo e buscando a evolução a cada álbum. Foi importante também para experimentar e achar a nossa sonoridade, mas vejo que a banda se encontrou mesmo à partir do “Mantra”, que é nosso 4º álbum, lançado em 2015.
Rebel Rock: Aproveitando o gancho, esses três álbuns não estão disponíveis em algumas plataformas de streaming. Existem planos para relançá-los ou até regravá-los em algum momento?
Raphael: Esses 3 álbuns estão disponíveis para a galera escutar gratuitamente no nosso canal do YouTube. Acho que regravá-los na totalidade não, talvez uma música ou outra, como versões ou algo do tipo, mas preferimos sempre olhar para frente, mas nunca renegando o passado e a história da banda.
Rebel Rock: A primeira vez que ouvi falar do Kamala foi com o álbum “Mantra”(2015), através de uma resenha que li na época. Mas o momento em que a banda realmente entrou no meu radar foi com “Eyes of Creation”(2018). Lembro de escutar e pirar. Esses dois álbuns representaram uma virada de chave para o Kamala? Você acredita que foi a partir deles que a banda conseguiu romper uma espécie de bolha e expandir para outros horizontes?
Raphael: COM CERTEZA ABSOLUTA! Na minha opinião, esses dois álbuns cravaram o nome da banda não só no Brasil, como fora também, até porque foi a partir do “Mantra” que fizemos nossa 2º turnê europeia, e meses depois já fizemos a 3º e entramos no circuito de shows no velho continente. Além das turnês, achamos “nosso som” nesses dois álbuns, e começamos de fato ter uma boa repercussão nacional e internacional, tanto criando nossa base de fãs, quanto com ótimo feedback na mídia especializada.
Rebel Rock: Ao percorrer a discografia do Kamala, é perceptível o quanto o som da banda é único. É claro que vocês transitam entre o passado e o presente do metal pesado, mas existe uma identidade própria. O Kamala nasceu e cresceu para ser exatamente o som que vocês queriam ouvir quando começaram a curtir metal? Ou isso foi algo que se desenvolveu naturalmente ao longo do tempo?
Raphael: Muito obrigado pelas palavras! Claro que temos diversas influências claras no nosso som, mas sempre pensei em criar algo com personalidade própria. Pois penso, entre escutar uma banda que é muito parecida com o Slayer e o próprio Slayer, quem que o fã de metal vai escutar? Claro que o próprio Slayer! Então acho importantíssimo as bandas buscarem criar sua própria cara. Eu escuto muito nossas músicas até hoje, não enjoo, e também não escuto somente para estudá-las, escuto porque realmente gosto delas!
Rebel Rock: Em 2019, vocês lançaram “Live in France”, um álbum ao vivo que coloca o ouvinte literalmente dentro do show. O Kamala é conhecido por ser uma banda muito ativa em turnês pela Europa. Como surgiu a oportunidade de gravar esse registro ao vivo justamente na França?
Raphael: Esse álbum foi NADA PLANEJADO, e acho que é por isso que ele soa tão verdadeiro e tem uma energia incrível. Estávamos na nossa turnê de 2019, e esse show foi o último da turnê, que aconteceu em outubro. Assim que acabamos a apresentação e atendemos todos os fãs na nossa mesa de merch (algo que fazemos questão até hoje — estar presente, tirar fotos, assinar os álbuns e conversar com a galera), começamos a guardar nosso material. Foi então que o dono do local, que também era o responsável pelo som (um baita técnico, por sinal), chegou para mim e falou: “Gravei o show de vocês completo, multi-pista. Vocês gostariam de ter esses arquivos?”. Simplesmente respondi: “COM CERTEZA!”.
Colocamos tudo em um pendrive e, além das faixas separadas, havia uma faixa com tudo junto. Fomos escutando durante o caminho até Paris, onde pegaríamos o voo de volta para o Brasil. Por ter sido o último show da turnê, estávamos muito bem com o repertório e, ainda no trajeto, já mandamos mensagem para o produtor Ricardo Biancarelli (que depois também produziu Karma, Aimless e Dukkha). Assim que chegamos a Paris, enviamos os arquivos para ele. Somos completamente contra regravar algo ao vivo, e todos os álbuns ao vivo que amamos têm essa “verdade” na gravação. Então, apenas pedimos para o Rica fazer a mix e a master, e lançamos esse álbum exclusivamente nas plataformas digitais menos de dois meses depois, em dezembro. O disco foi escolhido por muitos jornalistas como o melhor álbum ao vivo lançado por uma banda brasileira, algo que nos enche de orgulho!
Outra curiosidade é que, nesse show, tocamos três músicas do “Karma”, que ainda iríamos gravar. Aproveitamos o público da turnê para testá-las e ver as reações. Tocamos “Misery and Pain”, “Never Enough” e “My Will Be Done”, mas essas faixas não foram lançadas no álbum ao vivo.
Rebel Rock: Inclusive, vocês estarão novamente em turnê pelo Velho Continente neste ano. A França parece ter se tornado uma espécie de sede central para o Kamala. Como é a recepção do público francês em relação ao som da banda? O que torna essa conexão especial?
Raphael: De fato, a França virou nossa 2º casa. Hoje nossa gravadora é francesa (M&O Music), já fizemos algumas turnês unicamente com shows na França, disparado é o país europeu em que o Kamala mais fez show até o momento. E tudo foi acontecendo de forma orgânica e totalmente natural, a França foi abraçando a banda e temos um enorme carinho e respeito pelo país, “vibe” dos shows sempre são incríveis e temos grandes amigos por lá!
Rebel Rock: Desde a explosão do Sepultura no exterior, algo parece não ter mudado: muitas vezes, uma banda brasileira precisa ser reconhecida lá fora para ser valorizada em seu próprio país. Vocês concordam com essa percepção? Já pensaram na possibilidade de se mudar para fora do Brasil para expandir ainda mais a carreira?
Raphael: Realmente isso não mudou e acredito que também não vai mudar. Mesmo com mais de 20 anos, ainda temos a visão de “banda nova” aqui no Brasil, pessoas ainda estão descobrindo a banda e isso é ótimo. Mas sabemos que essa descoberta, acontece por ver os movimentos e repercussão que temos fora do país. Tem pessoas que descobrem a banda, e nem sabem que somos brasileiros em um primeiro momento. Sobre mudar para fora do país, nunca fazemos nada dando “o passo maior que a perna”, e isso se aplica também em tomar decisões com o pé no chão e uma mudança da banda toda para fora do país, não é excluída a possibilidade, mas sabemos também que hoje, ainda não seria o movimento certo para nós 3, mas quando sentirmos que esse momento chegou, conversaremos sobre e quem sabe?
Rebel Rock: Depois de “Live in France”, o Kamala lançou “Karma” (2023), um disco pesado, mas que soa bastante orgânico, apresentando estruturas rítmicas novas. Como foi o processo de composição e gravação desse álbum? Houve alguma mudança significativa na abordagem em relação aos trabalhos anteriores?
Raphael: “Karma” foi produzido pelo Ricardo Biancarelli e desde as primeiras reuniões sobre o álbum ele falou: “A banda ainda não tem um álbum que passe a real energia do show de vocês”. Ele fez questão de acompanhar esse processo bem de perto e fizemos algo que nunca até então tínhamos feito, uma pré produção com a banda tocando as músicas ao vivo no ensaio. Todos os álbuns anteriores, as pré produções eram feitas em Home Studio, para sentir como as músicas funcionam, mas nunca tínhamos feito uma pré, onde de fato, tinha a banda tocando todas as músicas juntos. Fizemos um primeiro ensaio com a presença do Rica, ele gravou tudo, e fez algumas anotações. Analisamos tudo e trabalhamos em cima desses pontos, e poucos dias depois repetimos o processo. Com certeza isso trouxe um impacto positivo para o álbum. Outro ponto importante, é que buscamos fazer takes longos, para ter algo mais orgânico e não tudo super “picotado e montado”, como acontece em muitas gravações. Na parte rítmica, a grande responsável por isso foi o trabalho incrível da Isabela nas composições das linhas de bateria. Foi também o primeiro álbum que não cheguei com NENHUMA ideia de bateria para os riffs, e isso também foi muito positivo para o resultado final, pois a Bela fez linhas de bateria que nunca eu teria pensado como compositor.
Rebel Rock: Um dos destaques do “Karma” foi a inclusão dos vocais limpos da baterista Isabela Moraes em algumas faixas. O resultado ficou excelente, trazendo um contraste muito interessante entre as vozes. Como surgiu essa ideia? A intenção é explorar ainda mais essa dinâmica vocal em futuros lançamentos?
Raphael: Para variar, aconteceu de forma orgânica, não foi nada pensado ou programado. O Karma tem duas versões, e, na primeira, havia apenas vocais meus e do Allan (baixista). Finalizamos toda a mix e master em fevereiro de 2020 e começamos a procurar uma gravadora internacional para lançar o álbum.
Porém, a pandemia aconteceu e o mundo parou, principalmente para os negócios. Não queríamos lançar o álbum sem fazer shows para divulgá-lo, pois tínhamos medo de que a pandemia durasse muito tempo e o disco ficasse “o álbum do ano passado” quando os shows voltassem. No fim, durou muito mais do que todos imaginavam.
Ainda em 2020, conversamos e resolvemos seguir caminhos diferentes do Allan. Sempre colocamos nossa amizade e respeito à frente de tudo, mas, para trabalhar como parceiros de banda, não estava mais funcionando. Após várias conversas e novas tentativas, tomamos essa decisão para manter o respeito entre nós três. Com isso, nos encontramos sem baixista e sem shows — o que foi bom, pois não tínhamos turnês e também não havia uma urgência para encontrar um novo membro. As partes que o Allan cantava no álbum, especialmente os vocais limpos, eu não sentia conforto em executar, tanto pelo alcance das notas quanto pelas linhas de guitarra que tinha feito, muitas delas mais complexas.
Foi então que a Isabela resolveu assumir essa responsabilidade e começou a fazer aulas de vocal com nossa amiga e incrível professora Maya Silva. Após menos de cinco meses de aula, marcamos a regravação dos vocais do Allan. As partes mais brutais eu regravei, e todos os vocais limpos ficaram com a Bela. Sua execução no dia foi tão impressionante que o Ricardo (produtor) conversou com a gente e disse que tinha ficado tão bom que poderia trazer novos fãs para a banda e somar muito à nossa sonoridade. De fato, ele estava 100% certo. A resposta do público foi sensacional.
Porém, não lançamos o álbum logo após a nova mix/master ser finalizada, pois a pandemia ainda estava lá... Foi aí que tivemos a ideia de lançar dois singles, “Aimless” e “Dukkha”, para dar algo novo para a galera ouvir e mostrar a nova formação da banda. Decidimos fazer de Aimless um aperitivo do que estava por vir no “Karma”. A resposta foi tão positiva que sabíamos que, assim que o álbum fosse lançado, novas pessoas se conectariam com nossa arte. Allan voltou para a banda no ano passado e, mesmo assim, continuaremos explorando os vocais da Bela nas novas músicas. Os shows já contam com três vocais, e as próximas composições também terão essa abordagem. Mas, acima de tudo, sempre respeitaremos o que a música "pede", sem forçar nada — nem para nós, nem para os ouvintes.
Rebel Rock: Um momento bastante marcante da turnê de divulgação do álbum foi a apresentação com uma orquestra na França. Como surgiu essa oportunidade? Quem teve a iniciativa desse encontro? E como foi a experiência de unir o som pesado da banda com elementos orquestrais?
Raphael: Novamente algo maravilhoso que aconteceu na França, e novamente algo que aconteceu naturalmente através de um grande amigo nosso, que fez a ponte com a orquestra “Union Musicalle en Combrailles”. Foi simplesmente uma das experiências mais incríveis da nossa vida e esperamos repetir isso em um futuro próximo!
Rebel Rock: Alguns vídeos dessa apresentação circularam, mas confesso que fiquei na expectativa por um álbum ao vivo. Existem planos para um lançamento oficial desse show? Quem sabe algo no estilo “S&K” (em alusão ao “S&M” do Metallica)?
Raphael: Confesso que também torço para que isso aconteça, seria LINDO! Mas o que gravamos nesses 3 shows que fizemos com a orquestra, não ficou um material legal para uma boa mix. Mas se no futuro isso se repetir, quem sabe não conseguimos fazer uma nova tentativa de captura.
Rebel Rock: Pedi ao Victor Augusto, um grande amigo e fã da banda, que fizesse uma pergunta para vocês. A faixa 'Fear' aborda o medo da morte ou de perder alguém querido, enquanto 'Made Me Bleed' fala sobre a dor de ser abandonado por alguém em um momento crucial. Podemos dizer que ambas tratam da morte, sendo uma sobre a morte física e a outra sobre a morte simbólica de alguém que, embora viva, deixa de existir em nossas vidas?
Raphael: Victor é um grande amigo e um escritor fantástico, ele por ser fã da banda, consegue captar as coisas, sem mesmo a gente conversar sobre. Sua análise sobre as letras e diferentes formas de “morte”, é cirúrgica e certeira, com certeza podemos fazer essa análise!
Rebel Rock: Embora “Karma” ainda esteja sendo trabalhado na estrada, já existem ideias para um próximo álbum? Ou ainda é muito cedo para pensar nisso?
Raphael: Já sim, mas ainda é um processo que ainda está na sua fase inicial. Embora o “Karma” seja antigo pra gente, pois foi composto em 2019, ele ainda é “novo” para o público e completou 2 anos de lançamento agora em fevereiro desse ano. Queremos e achamos que o álbum merece ser ainda mais trabalhado. E estou já com mais de 120 riffs (nunca paro de escrever), e na hora certa, essas novas ideias serão trabalhadas. Em 2025 com certeza não teremos um novo álbum da banda, mas quem sabe em 2026.
Rebel Rock: O Kamala em cima do palco é extremamente forte e energético. Há algum show em especial que marcou profundamente a história da banda? Tirando o show da orquestra, obviamente (risos).
Raphael: Sim, o show com a orquestra foi aquele show inesquecível (risos), mas, se for para escolher um show especial, talvez tenha sido o que fizemos no SBO Rock Fest no ano passado. Além de ser a terceira vez que fizemos o aquecimento para o Sepultura na nossa carreira, o festival tem uma estrutura incrível e um público com altíssima energia. Mas esse show também marcou por ter sido um dia especial para nós. Seis dias antes do evento, fomos surpreendidos pela saída do baixista que estava na banda até então. Tínhamos um show de 1h30min, com 21 músicas no setlist, para fazer. Cancelar nem passou pela nossa cabeça. Pensamos em alguns nomes, conversamos com algumas pessoas, mas, devido ao tamanho do setlist e ao curto período de tempo para o preparo, te garanto: foram dias tensos.
Então, eu e a Isabela resolvemos ligar para o Allan para ver se ele poderia salvar o show. Liguei, expliquei toda a situação, e, na hora, ele topou. Allan comentou que não tocava com nenhuma banda desde que saiu do Kamala em 2020, mas já tinha tocado todas as músicas do setlist, com exceção de Aimless e Dukkha, que foram escritas após sua saída. Ele fez um trabalho intensivo para “tirar a ferrugem”, e marcamos um único ensaio na quinta-feira, um dia antes do show. Fizemos o ensaio e sentimos como se tivéssemos tocado juntos na semana passada, sabe? No dia seguinte, fizemos o show, e tudo foi muito leve — como tem que ser. Tanto os momentos antes e depois do show quanto a apresentação em si foram incríveis. Para nós três e também para o público presente, foi uma grande surpresa ver, após quase cinco anos, nós três juntos no mesmo palco novamente.
Deixamos os dias passarem, a adrenalina baixar, e, depois de conversar bastante com a Bela, resolvemos marcar uma conversa com o Allan. Queríamos falar sobre o que estávamos sentindo, entender como estava a vida dele após esses anos e conversar abertamente sobre tudo o que não estava dando certo antes, levando à sua saída em 2020. Fizemos tudo com muita calma e clareza. Nessa primeira conversa, falamos que estávamos considerando a possibilidade de tê-lo de volta na banda. Mas, para isso acontecer, dependia dele avaliar se o Kamala cabia na vida dele atualmente, se ele não repetiria o que já tinha acontecido e se entendia como a banda evoluiu profissionalmente nesses anos. Conversamos bastante, e ele teve alguns dias para pensar a respeito. Marcamos uma segunda conversa e, internamente, alinhamos tudo.
Rebel Rock: Para finalizar, participar no ano passado da exposição Diabolus in Musica na Philharmonie de Paris certamente foi um marco importante. Estar lado a lado com itens de artistas que inspiraram vocês deve ter sido emocionante. De que forma essa conquista influenciou a sua visão sobre a trajetória do Kamala após pouco mais de 20 anos de sua fundação? Isso trouxe novas perspectivas ou objetivos para o futuro?
Raphael: William, viu só? Mais uma grande conquista e experiência acontecendo na França! (risos) Foi algo MÁGICO! Não temos palavras para descrever o que sentimos quando soubemos que estávamos na exposição e, ainda por cima, eu e a Isabela tivemos a oportunidade de ver isso com nossos próprios olhos, em setembro do ano passado, nos “47 do 2º tempo”, já que a exposição aconteceu entre abril e setembro de 2024. Foi uma exposição incrível, com itens raríssimos, como a primeira guitarra do Iommi, o último baixo do Cliff Burton, além da primeira guitarra e bateria dos irmãos Duplantier, do Gojira. Havia também muitos outros equipamentos, roupas, fotografias e itens de palco de lendas do metal mundial — ídolos que nos fizeram amar esse estilo de música e de vida.
Além do Kamala, havia itens do Sepultura, Sarcófago e Max (com peças do Soulfly), o que tornou tudo um grande privilégio. Toda a equipe da exposição fez um trabalho magnífico. Quem quiser ter um gostinho do que foi esse momento pode conferir um vlog desse dia tão especial para nós e para a carreira da banda no nosso canal do YouTube!
Sobre “perspectivas e planos para o futuro”, o que essa experiência nos trouxe, especialmente, foi a reflexão de que realmente vale a pena fazer tudo com muita ética. Sem comprar oportunidades, likes ou plays, mas sim sentir o real “gosto do merecimento” em cada conquista que acontece com o Kamala.
Rebel Rock: Obrigado pela entrevista, gostaria que deixassem um recado para os leitores do Rebel Rock e para os fãs do Kamala.
Raphael: Eu, em nome da banda, agradeço muito pelo convite e pelas ótimas perguntas! Gostaria de convidar todos os leitores do Rebel Rock a conhecerem mais o nosso trabalho, escutarem o “Karma” e outros álbuns nas plataformas digitais, seguirem a gente nas mídias sociais e se inscreverem no nosso canal do YouTube. Basta procurar por kamalaofficial, que vocês nos encontram facilmente.
E fiquem ligados, pois, como sempre, estamos trabalhando intensamente para trazer muitas novidades para quem se conecta com nossa arte!
Kamala é:
Raphael Olmos (Guitarra e Voz) Isabela Moraes (Bateria e Voz) Allan Malavasi (Baixo e vocal)
Links:
Nenhum comentário:
Postar um comentário