quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

ROBIN McAULEY - SOULBOUND (2025)


ROBIN McAULEY
SOULBOUND
Frontiers Music srl - Importado

E o veterano Robin McAuley está de volta, com seu terceiro álbum solo, “Soulbound”, via Frontiers Records. Robin continua sendo um dos melhores da sua classe, e do alto dos seus setenta e dois anos, pode se orgulhar de ser um dos melhores vocalistas de Hard Rock/Melodic Rock em atividade, com uma voz intacta e forte, tanto quanto foi nos seus anos de Gran Prix, McAauley/Schenker Group e tantos outros.

Não adiantaria em nada a sua qualidade individual, se não estivesse cercado de ótimos músicos, e a gravadora italiana garantiu a Robin um time de primeira: Andrea Seveso e Alessandro Mammola – guitarras, Aldo Lonobile – baixo, Alfonso Mocerino - bateria, Antonio Agate – teclados adicionais. E mesmo com um time de “Série A do Calccio Italiano”, se as composições não fossem de alto calibre, nada funcionaria também.

Em “Soulbound” tudo soa positivo e vibrante. A faixa inicial “Till I Die” dá o tom do trabalho, faixa forte com ótimo riff de guitarra, e Robin, para variar brilhando. A faixa título é como um AOR praticado pelo Deep Purple, uma faixa ótima, e posso garantir que só ela já vale o álbum. “Best Of Me” muda o tom e lembra as faixas rápidas do Van Halen, com bateria dando a tônica, e dois bumbos proeminentes. “Crazy” dá uma relaxada e nos joga de volta para os anos oitenta, uma faixa que flerta novamente com o
AOR. Outro destaque que joga a nota média do álbum nas alturas.

“Let It Go” é uma das faixas mais “rockers”, cheia de groove e malícia. “Wonder Of The World” e “One Good Reason” poderiam estar tranquilamente num álbum de Robin com o “Deus” Michael Schenker, e quem sabe até não tenham sido escritas para algo nesse sentido. Então temos “Bloody, Bruised and Beautiful”, com riffs magníficos de guitarra, batera com ritmos “quebrados” um puta refrão. Neste momento que escrevo sobre o álbum, é a minha faixa preferida de “Soulbound”. “Paradise” é mais genérica, porém se deixar o nível baixar. Seguindo o trabalho temos a ótima “Born to Die”, com uma aura Hard/Heavy oitentista, me lembrando algo que o Dokken fez nos seus dias de glória, e fechando o álbum, “There Was A Man”, outra faixa forte, que ficará ótima executada a vivo.

Finalizando, “Soulbound” é mais um ótimo trabalho que envolve o grande Rodin McAuley. Vale a pena ir a procura e gastar uns trocados para ter este álbum na sua coleção.

José Henrique Godoy




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