terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

MACABRE - DAHMER (2000/2025) RELANÇAMENTO

 


MACABRE
DAHMER
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional

O espetacular Macabre, após lançarem seus 2 primeiros trabalhos, lançaram no ano 2000, o álbum Dahmer, depois de um hiato de 7 anos desde o lançamento de "Sinister Slaughter", um trabalho conceitual dissecando (desculpe o trocadilho) a vida de Jeffrey Dahmer, um dos piores serial killers da história dos Estados Unidos. Aqui nossos caipiras fazem uma abordagem cronológica da vida do Canibal de Milwaukee, como era conhecido o querido assassino, inspirando simpáticos temas como estupro, necrofilia e canibalismo nessa biografia musical perturbadora. Musicalmente, o que se pode esperar desses caras é: a maior salada de mistura de estilos de todo o universo do metal, e sabem como fica tudo? Fica sensacional! Poucos no mundo tem habilidade técnica e bom gosto pra fazer esse crossover quanto Corporate Death, Nefarious e Dennis the Menace. 

Dahmer, como já dito antes é conceitual e tem partida com "Dog Guts", começando lenta, trocando pra um andamento no contra tempo, seguidos de 2 bumbos super rápidos, acrescentando blast beats, e tudo numa mistura absolutamente improvável, mas que tradicionalmente, no caso do Macabre, eles fazem tudo dar certo, e ficar extremamente bom e original. "Dog Guts" é o resumo de como o álbum soa por inteiro, solos rápidos, mudanças constantes nos timbres de vocais de forma simplesmente doentia, e habilidade técnica invejável! 

Temos a sequência com "Hitchhiker", que mantém irretocada a proposta sonora da banda, com destaque pro batera Dennis the Menace imprimindo muita velocidade e precisão em passagens a velocidade da luz. Ao longo das 26 faixas podemos encontrar death metal, grindcore, doom, groove, jazz, tudo repleto de solos hora lentos, hora rápidos, hora ultra rápidos, mudanças de andamentos constantes e de uma forma frenética e nada convencional, e expondo uma quebradeira quase progressiva em faixas como "Exposure", "Bath House", e "Baptized" com destaque total pro baixo de Nefarious. Não faltam também é claro, as canções de criança como "In the Army Now", ou "Jeffrey Dahmer and the Chocolate Factory", e "Media Circus", mostrando a versatilidade do guitarrista/vocalista Corporate Death, até um blues ganhou o Jeffrey Dahmer. "The Brain" fecha o álbum exatamente como começou, mantendo o padrão desse estilo que não existe, ou, que podemos chamar simplesmente de Murder Metal. 

Imperdível esse relançamento todo remasterizado, e com belas cores da carinha de Dahmer na capa, um clássico absoluto da música extrema desses maníacos que seguem junto desde 1987 numa formação coesa e produzindo material de altíssimo nível! Se fosse naquela época de dar nota, levava 10 fácil.

Márcio Jameson Kerber




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