quinta-feira, 12 de outubro de 2017

HAVOK - CONFORMICIDE (2017)



                      Se tem um estilo que cada vez mais vem se "fortalecendo", esse estilo é o Thrash Metal! E não falo apenas com relação aos medalhões, mas também à inúmeras e excelentes bandas que, mesmo não sendo tão novas assim no cenário, injetam um sopro revigorante a cada novo lançamento. e dentre essas bandas, podemos, com a mais absoluta certeza, citar os norte americanos da HAVOK. Na estrada desde 2004, o grupo traz em sua bagagem dois EPs e três full lenghts. E agora em 2017, lançam esse petardo intitulado CONFORMICIDE, que chega por aqui na parceria Shinigami Records/Century Media. E, não tenho nenhum receio em afirmar que, independente do que você vier a escutar dentro do estilo, este CD estará em sua lista de melhores do ano.

                Formada por David Sanchez (vocal e guitarra), Reece Scruggs (guitarra), Nick Schendzielos (baixo) e Peter Webber (bateria), o quarteto traz toda a energia e fúria que consagrou as bandas do estilo. Tendo suas raízes na Bay Area, o grupo consegue de forma extremamente eficiente, agregar algo do Thrash alemão, principalmente tendo o Destruction como ponto de referência. E o resultado disso é um thrash metal atual, mas que tem toda sua base nos anos de ouro do estilo. o HAVOK consegue soar moderno sem ser chato, pois acaba entrando naquilo que se convencionou chamar de Retro-Thrash". O álbum foi produzido e mixado por Steve Evetts, enquanto a masterização ficou sob a responsabilidade de Alan douches. E a dupla deixou tudo no ponto. Guitarras bem timbradas, baixo e bateria pesados e insanos (o trabalho do baixista Nick merece ser destacado) e o vocal, que fica num meio termo entre Zetro Souza (Exodus) e Schmier (Destruction), criam músicas empolgantes e cheias do espírito característico do Thrash Metal.

                           Riffs agressivos e uma pegada que nos remete aos clássicos dos anos 80 (vejam bem, não disse aqui que o álbum é clássico como aqueles, ok?) aliados à uma execução cheia de garra fazem de músicas como F.P.C. (daquelas aberturas que mostram que o grupo sabe bem o que está fazendo e que escancara a qualidade do baixista Nick), Hang 'Em High, que possui riffs rasgados e certeiros, Dogmaniacal, outra paulada carregada de riffs mortais, Masterplan, a melhor do trabalho, cheia de variações, onde as guitarras mostram excelente desenvoltura, com um entrosamento digno de nota, Peace is in Peaces, que além do belo título, traz toda a versatilidade do grupo na hora de compôr e Claiming Certainty, que parece ter sido gravada nos anos 80 e trazida para o momento atual depois de ter sido encontrada em alguma demo perdida. A versão nacional conta ainda com duas faixas bônus: String Break e Slaughtered, duas pauladas que mantém a adrenalina presente no versão regular do trabalho.

                          Sem muito mais o que acrescentar. CONFORMICIDE é um álbum para ser apreciado por todo fã de Thrash Metal. Seja ela mais "simpático" à Bay Area, seja ele mais adepto ao Thrash alemão. O HAVOK consegue unir essas duas vertentes com maestria e com este lançamento, crava seu nome entre os grandes nomes da cena atual. vai figurar fácil em muitas listas de melhores do ano...





                      Sergiomar Menezes

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

FIRE STRIKE - SLAVES OF FATE (2017)



                          E eis que, após, 12 anos, a FIRE STRIKE lança seu primeiro full lenght. Se, quando do lançamento do EP "Lion and Tiger", lançado em 2013, já podíamos perceber a qualidade do grupo, aqui, em SLAVES OF FATE, que chega ao mercado pela Shinigami Records, temos uma boa evolução. A NWOBHM continua sendo o norte da banda, mas a personalidade que o quinteto imprime às suas composições se mostra de forma mais consistente. Guitarras pesadas e melódicas, riffs com uma pegada oitentista, mas sem soarem datados, baixo/bateria "marcados" e uma vocalista que sabe usar sua voz em favor da música. temos aqui, mais uma grande banda do cenário nacional!

                          Aline Nunes (vocal), Helyad Amaro (guitarra), Henrique Schuindt (guitarra), Edivan Diamond (baixo) e Alan Caçador (bateria) apresentam 09 faixas recheadas de boas melodias, mas que em nenhum momento abrem mão do peso característico do heavy metal. Afinal, estamos falando de um estilo que alia peso e melodia em sua estrutura, e o grupo mostra que sabe muito bem o que está fazendo. Buscando referências, podemos citar nomes como Iron Maiden, Saxon, Accept, King Diamond, Judas Priest, entre outros. Mas como citado anteriormente, a banda injeta suas características, criando composições que nos remetem à momentos clássicos do estilo. A produção ficou sob a responsabilidade de Andria Busic, que deixou tudo no lugar, pesado e ao mesmo tempo, cristalino, deixando que o grupo expressasse sua identidade, sem comprometer.

                          Reach For Your Life abre o álbum e já coloca tudo em seu devido lugar! As guitarras da dupla Helyad e Henrique fazem uma bela parceria, com as grandes bandas do estilo. Cumplicidade e coesão, criando melodias bem encaixadas, o que deixa Aline muito à vontade para cantar de forma forte e cheia de garra. Se o que você procura é heavy metal, direto, sem nenhum tipo de concessão ou invencionice, a FIRE STRIKE é a banda! Na sequência, Master of The Seas traz os anos 80 de volta, com uma pegada bem típica. Aqui, Aline em alguns momentos, procura notas mais altas, mostrando grande capacidade vocal. Slave of Your Fate traz a vocalista em momentos mais "suaves" e limpos, o que mais uma vez, comprova sua versatilidade. A faixa, apresenta algo de hard rock em sua estrutura, o que acaba criando uma ótima atmosfera. Em Electric Sun, aquele bom e velho metal tradicional dita as regras, principalmente na linha adotada pela cozinha da banda. 

                           The Wolves Don't Cry traz riffs certeiros, cavalgados, como manda a cartilha. Além disso, os solos são eficientes, pois estão encaixados no contexto da composição, e não jogados à esmo, como algumas bandas costumam fazer, apenas para mostrar  atécnica de seus integrantes. o que é um terrível engano, uma vez que na música, o feeling deve SEMPRE falar mais alto. Depois de um início mais introspectivo, Losing Control traz o metal tradicional de volta à pauta. Assim como Streets of Fire, uma das melhores faixas do álbum! Melodia, riffs, pegada... Tudo aqui soa perfeito, com a adrenalina à mil! faixa ótima para aquela air guitar! Lust é outro ótimo momento. O álbum se encerra com a sintomática Our Shout Is Heavy Metal, "We're making... singing... playing... living... HEAVY METAL!" Um encerramento cheio de sentimento pelo estilo!

                        A FIRE STRIKE, depois de bastante tempo, chega ao seu primeiro trabalho completo, esbanjando classe e categoria em favor do metal tradicional. Se a inspiração vem dos anos 80, a sonoridade do grupo ganha características próprias ao mesclar uma pegada mais atual em suas composições. SLAVES OF FATE é indicado á todo fã do estilo. principalmente para aquele que cai naquela velha ladainha de que o metal nacional anda mal das pernas...



                
                         Sergiomar Menezes

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

CANÁBICOS - INTENSO (2017)



                O título do quarto álbum da banda mineira CANÁBICOS não poderia ter sido melhor escolhido. INTENSO define de forma clara, aquilo a que o grupo formado em 2013 se propõe a fazer: Rock n'Roll direto, forte e, perdoem a redundância, intenso! desde a criação do grupo, já foram lançados três álbuns em uma interessante sequência. "La Bomba" (2013), "Reféns da Pátria" (2014) e "Alienígenas" (2015), vieram na sequência de um ano de diferença. Já este mais recente trabalho, "passou" um pouco do tempo, mas mostra-se um trabalho mais forte e variado que os anteriores. 

                   Clandestino (vocal), Murcego González (guitarra - UGANGA), Marcelo Maluco (baixo) e Mestre Mustafá (bateria) apresentam uma sonoridade bastante rica em influências, que se encaixam de forma bem uniforme dentro da sonoridade do grupo. Beatles, Rolling Stones, Black Sabbath, Led Zeppelin, The Doors, Jimi Hendrix, Raul Seixas, Mutantes, Steppenwolf... Consegue imaginar todas essas bandas "juntas"? E ainda por cima, cantado em português? Pois o Canábicos conseguiu agrupar essas influências, criando uma música cativante. Principalmente pelo excelente trabalho de guitarra, que consegue soar suja e pesada, mas na medida, usando uma timbragem muito bem escolhida. O álbum foi gravado, produzido, mixado e masterizado por Gustavo Vazquez (Uganga, Black Drawing Chalks, Hellbenders), no estúdio RockLab em Goiânia (GO), e ficou na medida. 

                   Planeta Estranho abre o play e já entrega que as guitarras conduzirão o álbum. Um rockão que traz, além das influências citadas anteriormente, algo de AC/DC e Motorhead, o que dá um tempero ainda melhor ao rock n'  roll cheio de atitude do grupo. O vocal de Clandestino se mostra bem encaixado no estilo. E o fato de ser cantado em português, cria uma certa nostalgia que acaba se contrastando ante o som despojado da banda. Fora da Lei possui um andamento mais cadenciado, ms que com o andamento da faixa, ganha velocidade em determinados momentos. Os riffs de guitarra fazem a diferença, pois não soam monótonos. A cozinha também se destaca, pois o entrosamento da dupla MM e Mestre Mustafá (baixo e bateria, respectivamente) é consistente. Já a faixa título,fala sobre a morte, imprevisível e inevitável. Com passagens introspectivas, a composição possui um arranjo bem elaborado. A levada mais cadenciada e "viajante" de Não Faz Sentido, acaba destoando um pouco da "intensidade" das três primeiras faixas. Mesmo assim, a composição apresenta bons momentos.

                    Lei do Cão possui uma levada groove e bons riffs. O refrão se torna sintomático, ainda mais do jeito que as coisas se apresentam em nosso país nos dias de hoje: "Você tem que mentir pra sobreviver"... Viagem Espacial é um rock à moda antiga. Guitarra, baixo e bateria diretos, sem firulas, reto, vigoroso. Sem dúvidas, uma faixa que deve e precisa ser executada ao vivo pela banda. Rotina tem um quê do mestre Iommi nos seus riffs... A faixa tem um andamento bem trabalhado, e mostra a criatividade e versatilidade do grupo na hora de compôr. A última faixa não foge muito que se apresenta durante todo o álbum, mas tem um pequeno diferencial: sua letra retrata a viagem completa que as drogas proporcionam. A curiosidade inicial, a euforia da primeira sensação, a "bad trip" e, no final, a exaustão. Eu Não Sei o Que Vai Ser de Mim, acaba, no fim do álbum, remetendo sua letra ao nome do grupo. Mas segundo a própria banda, o grupo não faz apologia, mas sim, propõe um debate mais sério sobre o assunto.

                      INTENSO foi lançado pela Monstro Discos, que nas palavras do sócio-fundador e diretor executivo da gravadora "apresenta uma banda que faz um power rock vigoroso. Como o rock tem que ser". Intensidade e criatividade. assim é o CANÁBICOS. Que o grupo siga fazendo música "intensa" e cheia de energia!



                       

                           Sergiomar Menezes

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

THE CHARM THE FURY - THE SICK, DUMB & HAPPY (2017)



                 A banda holandesa THE CHARM THE FURY chega ao seu segundo álbum. Fundado em 2010, o grupo apresenta uma continuação da sonoridade apresentada em eu trabalho de estréia, "A Shade of My Former Self", lançado em 2013, mas mostrando uma boa evolução, principalmente no que diz respeito às composições. Guitarras bem timbradas e pesadas, aliadas a um vocal que sabe ser intenso e agressivo, fazem de THE SICK, DUMB & HAPPY, que chega por aqui pela parceria Shinigami Records/Nuclear Blast, um trabalho mais elaborado e forte que o anterior. Além disso, o grupo se encaixa naquela categoria de difícil enquadramento, uma vez que mesmo tendo uma pegada bem próxima do metalcore, ainda agrega um peso característico do thrash metal moderno.  

                Formada por Caroline Westendorp (vocal), Rolf Perdok (guitarra), Martijn Slegtenhorst (guitarra), Lucas Arnoldussen (baixo) e Mathijs Tieken (bateria), a banda vem buscando seu espaço, tendo participado de alguns festivais europeus, agregando dessa forma, experiência. E isso pode ser percebido neste novo trabalho. A sonoridade apresentada aqui, soa mais direta e orgânica. E isso se deve ao excelente trabalho das guitarras, que como dito anteriormente, estão pesadas e muito bem timbradas. A dupla Rolf e Martijn mostra ótimo entrosamento, deixando que a cozinha composta pela dupla Lucas e Mathijs (baixo e bateria, respectivamente), mandem ver em bases sólidas e bem densas. Já a vocalista Caroline possui uma garra vocal que merece destaque, uma vez que não fica a dever em nada se comparada á algumas vocalistas atuais. A produção ficou por conta do baterista, que soube deixar tudo no devido lugar. Já a capa, chama a atenção pelas cores "exageradas", mas que se torna impossível de passar despercebida.

                    Composto por 11 faixas, THE SICK, DUMB & HAPPY possui momentos bem pesados. A faixa de abertura, Down on the Hopes, traz uma pegada de bateria cheia de intensidade e varição, enquanto os riffs proporcionados pelas guitarras, trazem momentos que podem, mesmo que remotamente, nos trazer à mente o saudoso Pantera. Echoes por sua vez tem uma roupagem bem mais atual, principalmente pelos vocais, que acabam revelando a versatilidade de Caroline, pois a  moça vai da agressividade à melodia com facilidade. Weaponized mostra um pouco de groove, mas não esquece suas raízes advindas do hardcore/metal. O baterista Mathijs quebra tudo na pesada No End In Sight. Blood and Salt tem um andamento mais moderado, o que dá uma "acalmada" no clima  mais agressivo que vinha se apresentando. E dessa forma, a faixa pouco acrescenta à pegada mais metal do grupo. 

                    Corner Office Maniacs é uma "faixa" que só traz barulhos irritantes, mas que nos prepara para uma das faixas mais interessantes do álbum. The Future Need Us Not mostra a capacidade criativa do grupo, pois traz consigo as influências e nomes como Machine Head e, porque não dizer, Slipknot. A "acústica" Silent War traz uma bela interpretação de Caroline. e mais uma vez a vocalista se mostra extremamente competente, ao cantar de forma limpa, sem destoar em nenhum momento. The Hell in Me acaba ficando um pouco atrás do restante, pois se mostra um tanto quanto confusa em sua execução. O que não acontece em Songs of Obscenity, que incorpora a modernidade do metal americano, com doses generosas do metalcore praticado por bandas como The Agonist. Break and Dominate fecha o bom trabalho lançado pelos holandeses, deixando claro que o grupo quer ser mais do que já é, ou seja, pretende crescer mais dentro do cenário. E potencial tem para isso.

                     THE SICK, DUMB & HAPPY, o segundo álbum do THE CHARM THE FURY apresenta uma boa evolução em relação ao trabalho anterior. Se o grupo continuar nesse crescente e manter o nível das composições, poderá ganhar ainda mais destaque dentro do concorrido mundo do metal. Seja ele qual for.





                     Sergiomar Menezes

domingo, 1 de outubro de 2017

DVD ROADIE METAL VOL. 01 (2017)



                      E um dos veículos especializados que mais crescem atualmente, mais uma vez apresenta uma ótima iniciativa! Trata-se da primeira coletânea em DVD envolvendo bandas do nosso underground, em um projeto da ROADIE METAL, capitaneada pelo incansável batalhador do underground brasileiro, o brother Gleison Júnior! Aqui, temos um DVD duplo, contando com 32 bandas dos mais variados estilos, algo que já bem característicos dos projetos envolvendo a Roadie, visto as coletâneas em CD que já se encontra em vias de lançamento de sua 10º edição! Então, sem muito papo, vamos a que interessa: DVD ROADIE METAL VOL.I.

                              Como dito anteriormente, trata-se de um DVD duplo contando com  a participação de 32 bandas. E como acaba por acontecer nas coletâneas em CD, algumas bandas acabam sempre se destacando. Mas aqui, isso é uma das coisas que menos importa, uma vez que a idéia central do projeto é levar ao conhecimento dos bangers brasileiros (e do mundo todo) a qualidade e variedade que o rock/metal nacional apresenta dentro do underground. Assim, muitas bandas tem a oportunidade de mostrar seu trabalho pra uma galera que talvez não tenha acesso, ou até mesmo, que não se liga no que vem acontecendo no cenário brasileiro. Envolto em uma bela embalagem, o trabalho merece o digno reconhecimento, e por que não dizer, ser saudado como pioneiro neste tipo de lançamento.
       
                        O primeiro DVD apresenta 16 bandas, que vão desde o metal mais extremo até o Hard/Heavy sem soar maçante. Aliás, esse tipo de escolha deixa o tracklist bem atrativo, uma vez que mostra uma variação que prende a atenção de quem assiste. Podemos destacar entre as 16 bandas, o metal forte e vigoroso do VoodooPriest, do mestre Vítor Rodrigues, com a faixa Juggernaut, a técnica e variedade dentro do metal extremo da banda carioca Tellus Terror, co a faixa Blood Vision (com um vídeo muito bem produzido), a pegada brutal e extrema do Death Chaos com a faixa House of Madness, o thrash metal com influência de death metal da banda paranaense Krucipha, com a faixa Reason Lost, a ótima variação entre o thrash, o death e até mesmo o black metal dos também paranaenses do Division Hell, na faixa Bleeding Hate, o metalcore bem executado pelo No Trauma na faixa Fuga, o thrash metal violento e agressivo do Monstractor  que apresenta Immortal Blood, uma faixa muito bem executada, o Vorgok, que traz uma ótima mistura entre o thrash metal e death metal (com maior enfase para o estilo consagrado pela Bay Area) na faixa Hunger, o Heavenless, do Rio Grande do Norte, que agrega o thrash, death e hardcore de forma perfeita na faixa Hatred, os catarinenses do Matricidium que apostam num thrash/death cheio de peso na faixa The Beating Never Stops e o Forkill, com a faixa Vendetta, resgatando de forma brilhante o thrash old school.

                          No segundo DVD, temos também 16 bandas e aqui podemos destacar o excelente Hard/Prog da banda Elephant Casino, com a ótima faixa Believe, a interessante mistura de southern, heavy, hard e thrash da banda gaúcha SuperSonic Brewer, que comparece aqui com a faixa Blood Washed Hands, mais voltada para o lado southern, o som inspirado no Motorhead do Jäilbäit, na faixa Take It Easy, o heavy tradicional, mas ao mesmo tempo moderno do grupo mineiro Apple Sin com a faixa homônima, que traz influências latentes do trabalho solo do mestre Bruce Dickinson, o thrash cantado em português da banda Cervical, com a faixa Arquétipo (com destaque para o bom trabalho da guitarra, pesada e timbrada corretamente), o instrumental com ótima pegada da banda maranhense Gallo Azhuu na faixa Bruxa ( apenas o vocal que poderia mudar a entonação, mas nada que venha  a comprometer o bom trabalho feito pelo grupo), o heavy metal oitentista dos mineiros da Exxordium, que deixa tudo ainda mais nostálgico ao cantar em português, com a faixa Heavy Metal (com um refrão grudento!), a pegada rock n' roll da banda Magnética com a faixa Super Aquecendo, o grupo carioca Basttardos, que capricha em um mix de southern rock e heavy metal, mas que aqui comparece com a ótima faixa Despertar do Parto (que bela composição!), o mix de heavy metal e country bem pesado do grupo Hellmotz, com a faixa Wielding the Axe, o thrash metal cantado em português dos mineiros da BurnKill, que nos transporta aos bons tempos do metal mineiro da década de 80, com a faixa Cadáver do Brasil, o doom envolto na levada mais heavy do Fallen Idol com a faixa The Boy and the Sea e o stoner cheio de personalidade dos gaúchos da Dust Commando, com a faixa P.O.T.U.S.

                         O trabalho, além dos DVDs, traz um livreto contendo informações detalhadas de todas as bandas participantes, o que mostra o apuro que a ROADIE METAL apresenta com seus projetos. Fica aqui meus parabéns a mais essa bela iniciativa. Que tanto as coletâneas em CD como esta em DVD, continuem apresentando aos apreciadores de rock/metal mundo à fora o que de melhor o underground brasileiro tem a oferecer. 



                     Sergiomar Menezes