terça-feira, 25 de março de 2025

BONFIRE - HIGHER GROUND (2025)

 


BONFIRE
HIGHER GROUND
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional

Não há como negar que o BONFIRE é uma das lendas da metal alemão. E o grupo está de volta após um hiato de cinco anos, trazendo um novo vocalista, que na opinião deste que vos escreve, se encaixou muito bem na proposta atual da banda, qual seja, voltar a fazer aquele Hard/Heavy bem característico. HIGHER GROUND chega para tentar devolver à extensa discografia da banda, um trabalho que soe masi próximo daquilo que trouxe muitos fãs ao grupo: melodias e peso dosados de maneira correta. A Shinigami Records em parceria com a Frontiers Music srl, lança por aqui o álbum que contém dez faixas que mostram muita classe, sem deixar de lado o peso nas composições exacerbando a veia mais metal dos alemães.

O novo vocalista Dyan Mair juntamente com o líder e fundador Hans Ziller (guitarra), Frank Pané (guitarra), Ronnie Parks (baixo) e Fabio Alessandrini (bateria) nos entregam um álbum com riffs cativantes, melodias envolventes, trazendo assim, uma combinação perfeita de solos eficientes e vocais técnicos e memoráveis. Isso resta evidente evidente nas dez faixas que compõem o trabalho, além da faixa bônus, uma regravação de "Rock n' Roll Survivor", presente originalmente em "Fistful of Fire" de 2020. Longe de ser um novo clássico, ou de se equiparar aos primeiros e melhores álbuns do grupo, "Higher Ground" explora de maneira correta o passado do quinteto, com uma sonoridade moderna, mas baseada naquele estilo que fez o Bonfire famoso: o Heavy metal combinado com o Hard Rock. No caso em questão, puxando mais para o primeiro.

"Nostradamus", é uma intro que abre o álbum, nos preparando para "I Will Rise", com riffs hard/heavy e bateria/baixo pesados. Dosando velocidade, peso e melodia, a banda inicia bem o trabalho, com uma performance bem ajustada de Dyan, cuja voz libera o grupo a explorar mais possibilidades. As guitarras Hans Ziller e Frank Pane se encaixam de forma perfeita, assim como na mid-tempo faixa título. As guitarras se destacam, mas os corais ficaram muito bem arranjados, criando um ótimo momento do trabalho. O refrão, melódico e intenso é um momento à parte. "I Died Tonight" é uma viagem ao passado mais melódico do grupo, enquanto "Lost All Controll", é pesada, veloz e um dos grandes destaques do álbum, com ótimos riffs, solos inspirados e vocais que navegam pela melodia e agressividade (dentro da proposta musical do Bonfire) com facilidade. A versatilidade vem à tona com "When Love Comes Down", com belas passagens acústicas, resultando numa bela balada.

Mais riffs Hard/Heavy surgem em "Fallin'", com uma pegada meio Deep Purple (não sei se fui só eu, mas tem um quê de "Smokin' on the Water no riff inicial...), que é uma das influências do quinteto. No entanto, "Come Hell or High Water" é intensa e pesada, cadenciada e voltada totalmente para o lado mais Heavy metal do grupo, com a utilização de "talk box". A precisão cirúrgica alemã surge através da cozinha composta pelo baixista Ronnie Parks e pelo baterista Fabio Alessandrini em "Jealousy". Um entrosamento milimétrico e uma pegada visceral mostram a técnica, classe e vibração da dupla. O final regular do álbum vem com "Spinni' in the Black", um Hard bem estruturado. Como já citado anteriormente, temos como bônus na versão nacional, uma versão de "Rock n' Roll Survivor", que pouco difere de sua versão original, tendo o acréscimo de talk box.

HIGHER GROUND não tem a força necessária para se juntar aos principais trabalhos do grupo, mas pode sim ser o início para novos fãs que não conhecem a carreira do BONFIRE. Ainda que não esteja à altura dos clássicos, o álbum é um ótimo exemplo de uma banda que procura soar consistente e verdadeira mesmo depois de 40 anos de carreira. Se você ainda não conhece, dê uma chance e curta esse novo trabalho!

Sergiomar Menezes




WARBRINGER - WRATH AND RUIN (2025)

 


WARBRINGER
WRATH AND RUIN
Napalm Records - Importado

Na década de 2000, tivemos um forte revival do Thrash Metal, com muitas bandas novas resgatando o estilo que teve seu surgimento e dias de glória na década de oitenta. Uma destas bandas é o Warbringer, originária do Sul da California, marcou seu território com seus dois primeiros álbuns, “War Without End” (2008) e “Waking Into Nightmares” (2009). E agora em 2025, chega até nós o sétimo álbum do quinteto, batizado de “Wrath And Ruin”.

O que chama a atenção no Warbringer, é a facilidade que eles tem de mesclar as sonoridades do Thrash europeu, especialmente o alemão e o Thrash praticado na América. Ao escutar a faixa “Strike From The Sky”, nos deparamos com um quase tributo ao gigantes Destruction, enquanto “A Better World” tem riffs que lembram o seminal Exodus. O vocalista John Kevill é um destaque a parte, com vocal com alto teor de agressividade, fazendo a alegria dos fãs de Mille Petrozza.

Outras faixas que merecem destaque: ”The Jackhammer” ultraveloz, mas com um “Mosh Part” no meio que faz esta ser uma das minhas preferidas. “Neuromancer” é mais cadenciada e cheia de groove, e que me fez recordar como era bom o Sepultura na fase “Arise”. E a faixa que fecha o trabalho, “The Last Of My Kind”, uma verdadeira intimação ao “bate-cabeça”.

Como uma banda da terceira ou quarta geração do Thrash Metal, o ponto que conta muito a favor do Warbringer, é que eles tem a plena consciência de que o que há de melhor no estilo já foi feito, e não há como ser superado, e seguindo esta linha, o grupo não tenta reinventar nenhuma fórmula, apenas segue a cartilha para um bom álbum de Thrash Metal. Um dos destaques do estilo neste começo de 2025, sem dúvida.

José Henrique Godoy




MARÇO MALDITO - BEWITCHED, DESASTER, SACRAMENTUM, OSSUARY - 20/03/2025 - BAR OPINIÃO - PORTO ALEGRE/RS

 


MARÇO MALDITO

BEWITCHED
DESASTER
SACRAMENTUM
OSSUARY

20/03/2025
BAR OPINIÃO
PORTO ALEGRE/RS

PRODUÇÃO: ABLAZE PRODUCTIONS

Texto: Gustavo Jardim
Fotos: José Henrique Godoy

Duas coisas no mês de Março deixavam os headbangers gaúchos entusiasmados e ansiosos: o fim do escaldante verão no Sul e o Março Maldito fest, evento que prometia uma celebração de altíssimo nível contando com as bandas Ossuary (URU/ BRA), Sacramentum (SUE), Desaster (ALE) e Bewitched (SUE ) no bar Opinião.

Pontualmente as 18h30, a veterana banda Ossuary nos traz seu grandioso death metal nos moldes da velha escola. "Rising Kingdom“ do clássico “Silence Means Gold“ abre o set de maneira mais direta possível, seguido de mais duas canções do seu EP de 1998, “We Await The Secret Conspiracy“, “Visions Through Darkness” e a poderosa “Celebrating the Cure“. A seguir uma homenagem á memória do guerreiro Rafael Lavandovski (Exterminate, Reborn in Flames). Sebastian Carsin empunha sua velha guitarra e o saúda, executando músicas inéditas da banda, maneira mais verdadeira possível de homenagem a um deathbanger. ”I Never Walk Alone”, “Ascending to Kether”, “Killed by Pride” são os destaques de uma apresentação emblemática, densa, caótica como os velhos moldes de Mortem, Morbid Angel, Incantation e Sarcófago nos brindam desde meados dos anos 80. A qualidade do som impecável e as execuções precisas de Diego Pereira (bateria), Luis Alves (baixo), Maurício Nespeca (vocal e guitarra) capitaneados por Sebastian Carsin (guitarra), nosso “Scott Burns” gaúcho, fizeram um dos melhores shows da noite…



Pouco mais de quinze minutos depois, o Sacramentum sobe ao palco pra nos trazer seu Black Metal melódico noventista. “Burning Lust” abre os trabalhos, seguida de canções do seu maior clássico “Far Away from the Sun“ (1996). ”Fog’s Kiss”, “Far Away…”,  “When Night Surrounds Me” e um dos pontos altos da apresentação, “Blood Shall be Spilled”! Destaque para a performance carismática e insana do vocalista e compositor Nisse Karlen, com seus gestos hipnóticos no palco e riffs precisos de Anders Brolycke. “To the Sound of Storms” e “Awaken Chaos” do “The Coming of Chaos” (remixado em 2024 e produzido por Andy LaRocque, registra-se) fecham um set empolgante mas que, na minha opinião, deveria ter uma melhor produção de palco, o som pareceu meio embolado e baixo em alguns momentos, tirando um pouco o brilho do seu ritual.



Eram próximo das 20h30, quando adentram ao palco os demônios headbangers das terras germânicas para nos brindar com cerveja e sangue o melhor show da noite, na minha opinião. Desaster. Sem muita firula, “Satan Soldiers Syndicate” entra com pé na porta de maneira perfeita, seguida da clássica”Devil’s Sword”, dos velhos tempos de “A Touch of Medieval Darkness “, ganhando o público logo de cara. “Learn to Love the Void” com seus riffs empolgantes e remetendo ao metal tradicional é a próxima, mantendo o alto nível e, na sequência,  “Sacrilege“ representa com sabedoria o EP “ Stormbringer”.

Os veteranos Sataniac (vocal), Infernal (guitarra), Odin (baixo) e Hont (bateria, substituindo com maestria o ex-batera Tormentor ) demonstram um carisma e simpatia impressionante, interagindo a cada minuto com o público e mantendo um clima familiar dentre os presentes, cada vez mais empolgados. E eis que anunciam uma inédita e poderosa “Towards Oblivion”, seguida de “Damnation and Bestias”. A sequência emocionante das clássicas e épicas “Teutonic Steel” e “Necropolis Kartago” fazem velhos ThrashBlackers se emocionarem, entoando seus refrãos a plenos pulmões, e “Hellbangers” volta a evocar o frenesi com sua levada rápida e mortal dentre o público ( Sataniac remeteu a uma mescla de Bruce Dickinson incorporado com o demônio da Tasmânia em seu set... heeheheheh)

O grand finale acontece com a canção que maior representa o Black Thrash Metal mundial, “Metalized Blood” , contando com a participação do grande guerreiro Márcio Jameson ( mentor da seminal Aplace Artigos de Rock e figura extremamente presente no underground brasileiro desde a muito tempo e nosso colega na Rebel Rock) vociferando ao lado dos mestres e junto com um público já ensandecido que abriam imensas rodas de pogo e batizavam seus patches com suor e cerveja! Magnífica performance encerrando com chave de ouro o grande ponto da noite.



Em um rápido intervalinho, era o momento de conferir e adquirir um merchandising das bandas, interagir com os maníacos presentes e molhar as palavras, claro que não poderiam faltar fotos e trocas de impressões com o pessoal do Desaster que, mega receptivos, esperavam junto a nós na plateia. Enquanto isso, os caras do Bewitched se preparavam para fechar a noite.

Rapidamente, Vargher (vocal/ guitarra), Wrathyr (baixo), Hellfire (guitarra) e Znoid (bateria ) com seus corpse paints estilo anos 80, já estavam prontos a vociferar o seu Heavy/Speed/Black metal. O Bewitched, formado na Suécia na metade dos anos 90 ,já manda ver em duas matadoras canções do “Pentagram Prayer” (1997), ”Blood on the Altar” e “Night of the Sinner”. Na sequência “Holy Whore”, “Hellcut” e ”Deathspell” do excelente “Diabolical Desecration“ ( 1996) praticamente emendadas e com certo som embolado (mais uma vez poderiam ter dado uma atenção no som, principalmente baixo e guitarra) começam a abrir as primeiras rodas de mosh e absorver o competente set recheado de velocidade e riffs cortantes

“Sabbath of Sin” é anunciada e recebida com empolgação, sendo um dos um dos destaques da apresentação, seguida de “Triumph of Evil”, e em sequência após a intro, “Fucked by Fire” remete aos tempos de “ Spiritual Warfare” de 2006.



A empolgação do público cresce com as certeiras “Worship the Fire”, “Hellcut Attack”, e “Hellblood”, seguidas de “Cremations of the Cross” fechando mais uma visita ao “Pentagram Prayer”. Se ainda restava algum pescoço ao público, com suas camisetas encharcadas de Venom, Cruel Force, Bathory, Motorhead entre outras lendas representadas, receberam o golpe fatal em “At the Gates of Hell” e “Hard as Steel”, fechando com maestria uma apresentação enérgica de Speed Metal único que a banda proporcionou. Volto a dizer, mereciam uma melhor produção no palco, digna de uma performance matadora.

Uma grande noite de festa e Metal verdadeiro, celebração e devoção ao antigo culto. Saldo positivo 666%!

segunda-feira, 24 de março de 2025

THERION - VOVIN (1998/2024) - RELANÇAMENTO

 


THERION
VOVIN
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional

Um trabalho do THERION ou um álbum solo do seu líder e fundador Christofer Johnsson? Independente da maneira que se enxergar, a verdade é VOVIN é um dos pilares do metal sinfônico, grandioso, épico e clássico. Ainda que Christopher tenha contratado músicos para a gravação do álbum, podemos dizer sim, que estamos diante de um trabalho do Therion, pois a mente brilhante por trás de todas as composições continua intacta. Lançado em 1998, o CD é um dos álbuns mais icônicos da banda sueca, consolidando o grupo como referência no já supracitado metal sinfônico. Uma obra, que se destaca pelo equilíbrio entre o peso do metal e a sofisticação da música erudita, que tem seu relançamento no Brasil pela parceria Shinigami Records/Nuclear Blast.

O já citado Christopher Johnsson chamos vários músicos para gravarem este trabalho, dentre os quais podemos citar o experiente Waldemar Soryctha (guitarras, Grip Inc), Tommy Eriksson (guitarras), Jan Kazda (baixo) e Wolf Simon (bateria) como banda principal de apoio, no entanto outros músicos também se fizeram presentes como Ralf Scheepers (vocal em "The Wild Hunt") e Sarah Jezebel Devah (vocais soprano e vocais adicionais). A produção, mixagem e masterização ficaram por conta de do próprio Christopher em parceria com Siegfried Bemm, responsável também por algumas guitarras adicionais. O resultado? O álbum é uma entrega à orquestração sinfônica e vocais operísticos, criando uma sonoridade grandiosa e praticamente cinematográfica. Os riffs de guitarra ainda são marcantes, mas agora dividem espaço com arranjos orquestrais bem elaborados, ancorados por um coral poderoso.

Um trabalho homogêneo e grandioso, mas que mesmo nivelado por cima, acaba tendo alguns destaques. Entre eles podemos citar "The Rise of Sodom and Gomorrah", mm dos maiores clássicos do Therion! Essa faixa abre o álbum com um arranjo épico e um refrão imponente, impulsionado pelos corais e pelo peso das guitarras, bem como "Wine of Aluqah", uma composição que mescla velocidade e dramaticidade, com melodias orientais e um trabalho excepcional dos vocais. Podemos citar ainda "Clavicula Nox", a faixa mais longa e atmosférica do álbum, destacando-se pelo tom místico e pelos belíssimos arranjos orquestrais e "Raven of Dispersion" que encerra o trabalho num clima melancólico e sofisticado, quase ritualístico.

VOVIN é frequentemente citado como um dos melhores trabalhos do THERION e um dos álbuns mais importantes do estilo. Uma obra-prima do metal sinfônico, equilibrando com maestria peso e melodia, agressividade e sofisticação. Com um trabalho orquestral magnífico e composições envolventes, é um disco essencial tanto para fãs do gênero quanto para aqueles que desejam conhecer o lado mais sinfônico do metal.

Sergiomar Menezes




IN FLAMES - SOUNDTRACK TO YOUR ESCAPE (2004/2024) - RELANÇAMENTO

 


IN FLAMES
SOUNDTRACK TO YOUR ESCAPE (2004/2024)
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional

Se no trabalho anterior, o controverso "Reroute to Remain" (2002), o IN FLAMES já dava nítidas mostras de que estava se distanciando do death metal melódico, em SOUNDTRACK TO YOUR ESCAPE, álbum lançado em 2004 e que agora ganha relançamento por aqui através da parceria Shinigami Records/ Nuclear Blast,  a banda decidiu apostar ainda mais firma em um momento de transição na sua sonoridade. O álbum mostra o grupo sueco incorporando elementos mais modernos, incluindo influências de metal alternativo e industrial. De certa forma, o quinteto manteve suas raízes, mas extrapolou os limites do estilo que a consagrou, o que acabou agradando muitos fãs, mas que também desagradou uma parcela bastante significativa dos mesmos.

Anders Fridén (vocal), Jesper Strömblad (guitarra), Björn Gelotte (guitarra), Peter Iwers (baixo) e Daniel Svensson (batreria) contaram com a produção de Daniel Bergstrand, o que garantiu um processo bastante polido e denso, destacando camadas de sintetizadores (algo raro no trabalho da banda) e guitarras com afinação mais baixa. Com um clima mais "sombrio e atmosfera focado muito mais no groove, em vez da melodia tradicional e dos solos mais elaborados que marcaram álbuns anteriores como Clayman (2000) e Colony (1999), o álbum dividiu (e muito) opiniões. Destaque para a bateria de Daniel Svensson, que aqui ganhou um som mais mecânico, o que contribui para a sensação industrial do disco.

Ainda que controverso, "Soundtrack to Your Escape" apresenta bons momentos, que nos faz lembrar o quão técnica e clássica a banda ainda conseguia ser. Exemplos? A abertura com"F(r)iend", um dos momentos mais densos e pesados do álbum. As guitarras se unem ao baixo/bateria, criando uma muralha sonora, propícia para os vocais "esquizofrênicos" de Fridén. Assim como podemos citar "The Quiet Place", que foi lançada como single e traz os vocais mais melódicos, além de possuir um refrão forte e intenso, "Touch of Red", que apesar de ser uma faixa que mostrou a nova direção a ser seguida pela banda, trouxe qualidade, e "My Sweet Shadow", provavelmente, a faixa mais "In Flames" do trabalho, trazendo agressividade e melodia dosadas de maneira correta.

Um divisor de águas e de opiniões. Alguns fãs apreciaram a evolução da banda e a busca por novos sons, enquanto outros criticaram a ênfase nos vocais limpos, atmosferas eletrônicas e a espécie de "americanização" do som dos suecos. Apesar das controvérsias, SOUNDTRACK TO YOUR ESCAPE teve apelo comercial e ajudou a consolidar o IN FLAMES como uma das bandas mais populares do metal moderno. Abrindo as portas para um público maior e influenciando (e sendo influenciado) a cena nos anos seguintes. Um álbum que apesar das qualidades, deixou uma marca estranha na carreira da banda.

Sergiomar Menezes