segunda-feira, 13 de março de 2023

STARGAZER - LIFE WILL NEVER BE THE SAME (2023)


STARGAZER - LIFE WILL NEVER BE THE SAME (2023)
MIGHTY MUSIC - Importado

Nem só de Black Metal vive o metal norueguês. Com 15 anos de estrada e já com a experiência de explorar vertentes diversas do lado mais pesado da música, o STARGAZER chega ao seu terceiro trabalho, o consistente ‘Life Will Never Be the Same’, trabalho este que irá agradar a fãs de bandas como Axel Rudi Pell, Michael Schenker Group e até Deep Purple.

O trabalho anterior, ‘The Sky is the Limit’ (2019) já colocou a banda nos holofotes com boas críticas ao redor do planeta e uma turnê estava no script, porém a pandemia atrapalhou e muito os planos do Stargazer e de outras tantas bandas. Mas o gruponão estavam dispostos a parar e durante a inatividade, compôs todas as 11 faixas que fazem parte deste novo lançamento.

O título do álbum é mais do que apropriado em relação às letras maduras que refletem em um pensamento mais positivo e que dias melhores virão após os tempos sombrios em que todos vivemos. Difícil apontar alguma faixa de destaque, já que o trabalho é muito coeso, com influências de Blues em quase todas as faixas. As baladas são um destaque a parte, como a belíssima ‘Live Today’ e a viajante instrumental ‘Beyond the Moon’.

Também podemos destacar ‘Rock the Sky’ e ‘Heartbroken’ que são as faixas mais longas e trabalhadas do tracklist. Ambas possuem levadas mais progressivas onde o guitarrista William Ernstsen se destaca incrivelmente. O vocalista Tore André Helgemo não inventa nada, faz a sua parte de forma mais comedida deixando os instrumentos cativarem o ouvinte, e é aí onde atingem a sua melhor forma.

De maneira geral, ‘Life Will Never Be the Same’ traz a fusão do Heavy Metal com o Hard Rock, algo que tantas outras bandas o fazem, fato este que pode fazer com que este bom trabalho caia no esquecimento se a banda não sair em turnês para divulgação. Se no álbum anterior a banda foi mais Hard Rock rápido e visceral, aqui deixou suas músicas mais lentas e trabalhadas. Uma mudança e tanto, mas creio eu, para melhor. Ouça e divirta-se!

Mauro Antunes




MESHUGGAH - NOTHING (2002/2022)

 

MESHUGGAH - NOTHING (2002/2022)
Shimigami Records/Atomic Fire - Nacional

Depois de colapsar as contradições (Contradictions Collapse 1991); de destruir, apagar e melhorar (Destroy, Erase, Improve 1995); de explodir a mente na Caosfera (Chaosphere 1998), era chegada a hora de mergulhar no esvaziamento e perceber o que o Nada, tem pra discorrer sobre anseios, temas apocalípticos e paradoxais. NOTHING, originalmente lançado em 2002, teve um remaster em 2006, numa versão com DVD inclusa (e capa com cor azul) – contendo partes do live at Download 2005) e no seu aniversário de segunda década, 2022, o trabalho é relançado pela Atomic Fire e que chega ao Brasil pela parceria com a Shinigami Records.

Nothing, quiçá, tenha sido a base para a concretagem da pedra fundamental do Djent. Para além disto, o disco passa a impressão que funciona como uma grande narrativa cronológica. As faixas são tão coesas, dentro do peso e da pegada “palm muting” (ou abafamento de cordas), que fica difícil imaginar escutar uma faixa sozinha, solta. Carregadíssimo e cheio de energia, o disco abre com a “Stengah”, numa arritmia inigualável abusando das quebras de tempo, a faixa entrega a missão que o disco veio executar. Meshuggah de 2002, já estava deixando claro que sua sonoridade não era feita para agradar massas e/ou para “qualquer ouvido”. Muito embora, sim, eles tenham unido um verdadeiro exército no seu fã clube. “Ratinal Gaze”, deixa nítida a assinatura digital da banda. Daqui em diante, sentiremos menos elementos thrash metal, e muito mais diversidade, modernização sonora, apoiados em componentes do estilo progressivo com variações do New Metal. Quando “Rational Gaze” encerra, e você já está com essa batida impressa no córtex frontal inferior, inicia a “Perpetual Black Second”, na mesma pegada, porém numa direção completamente contrária. Como se você estivesse navegando por um rio, que manteve o ritmo das águas, porém, que mudou de direção, causa um certo desconforto que faz vocês se voltar para o som para buscar entendimento. Aqui fica estampada excelência musical dos integrantes, no que se refere ao dinamismo sonoro do disco (e da banda, claro). Dinamismo e brutalidade caminhando de mãos dadas. De um lado do passeio toda expertise sonora inspirada por Mekong Delta, do outro lado a malandragem do peso do Voivod. 

O que faz do Nothing um play diferenciado são alguns detalhes que são velhos conhecidos dos fãs. Um deles é que o baixo só foi gravado posteriormente. “Glints Collide” serve agressividade sonora na bandeja. Tomas Haake segura o tranco na batera para as guitas de Fredrik Thordendal e Mårten Hagström destilarem seus venenos a vontade. Sim, Frederik (que também fez baixo nesse disco e mixou e engenharia sonora) foi responsável por uma das guitas. E o mesmo Tomas que deu suporte para o groove na bateria, também foi o responsável pela arte da capa. O que faz desse disco, um trabalho total e inteiro da banda, entre criação, composição, mixagem e arte. Para um disco que surge como um estandarte do estilo, em sua época, é difícil eleger um único ponto alto entre os sons, mesmo em razão de que a audição completa do álbum é muito convidativa aos fãs do estilo. A sequência dos quatro sons que fecham o play composto por “Straws Pulled at Random”, “Spasm”, “Nebulous” e “Obsidian”, carregam um compendio de riffs que, talvez, sejam as melhores passagens do Djent, atemporais. Destaque para a “Obsidian”, que encerra o disco de forma totalmente deformada, torta, se esquivando da monotonia. O som abre com um preambulo, um suspiro em forma de melodia. Depois assume a forma de um riff cadenciado, conduzindo a audição para os passos finais, brincando com as quebras e tempo sem diminuir o ritmo, até que encerra de forma seca, bruta. Uma porta que se fecha sob pressão de um vento forte, na cara do ouvinte. Deixando uma mensagem de que, aquela história, não acabaria por “alí”.
Nothing não é só um disco nominado entre os precursores do Djent, é uma experiência sonora que precisa ser experienciada. 

Bom, a Atomic Fire e a Shinigami Records nos deram essa segunda chance. E se você curte bandas como Monuments, Animal as Leaders, Tesseract, Jinjer e demais do estilo, será uma excelente audição. Selo de qualidade Rebel Rock, recomenda!

Uillian Vargas



SONATA ARCTICA - ECLIPTICA (REVISITED) (2014/2023)

 


SONATA ARCTICA - ECLIPTICA  REVISITED- 15TH ANNIVERSARY EDITION (2014/2023)
Shingami Records/Nuclear Blast - Nacional

Todos vivemos algum tipo de nostalgia. Fechar os olhos e lembrar dos velhos tempos, os anos dourados.

Em 1999, o Heavy Metal mundial vivia o começo do fim do “boom” do Power Metal. Graças a megaexposição o estilo saturou, enjoou ou simplesmente, deu no saco!

“Ecliptica”, é o pontapé inicial do Sonata Arctica, ou, o Scorpions da Finlândia. Todos os clichês estão ali: vocais agudos, bumbos duplos, solos rápidos e cheios de harmonias, refrãos altos e grudentos, baladas e a sensação de inocência no ar.

Quinze anos se passaram, e os finlandeses resolveram comemorar repetindo o passado, mas com outros olhares e novas roupagens. Mexer em clássico é literalmente se lançar aos leões, justamente pelo amor guardado do fã, mas, aqui, a grande intenção foi mostrar como o grupo soava após tantos anos, dar aos novos e velhos fãs algo mais atual e menos “adolescente”.

Musicalmente temos mínimas mudanças nas estruturas, um trecho aqui e acolá, nada de mais. Possivelmente, Tony Kakko, seja o ponto que difere os dois álbuns, tudo pela questão da idade e experiência adquirida. O vocalista acaba sendo mais contido, mas, isso não tira o brilho de faixas como “Blank File”, “Fullmoon”, “Replica”, “My Land” ou a melosa, “Letter to Dana”.

Talvez, o erro seja comparar “Ecliptica: Revisted” com o seu original, contrastando quem eles eram e quem são. O poder de um não se encaixa no outro, mas é respeitável a tentativa de recriar algo tão mágico e clássico.

Foi bom “entrar na máquina do tempo”, ouvir algumas músicas esquecidas e concordar com um amigo: Sim, Welbe, o Heavy melódico é “mara”!

William Ribas




sexta-feira, 10 de março de 2023

IN FLAMES - FOREGONE (2023)



IN FLAMES - FOREGONE (2023)
Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional



O IN FLAMES surgiu criando um novo estilo. Isso é inegável. O início da carreira do grupo é primoroso, com álbuns importantes e que moldaram um cenário juntamente com outras bandas da Suécia. Sem dúvidas que a banda foi a que alcançou maior destaque e com isso, tenha cometido alguns deslizes em sua carreira. Se a banda não possui álbuns ruins em sua discografia, também podemos dizer que alguns desses trabalhos não correspondem a toda criatividade e genialidade que a turma de Anders Fridén e cia. Mas recentemente, o grupo parece ter retomado, não aquela sonoridade dos primeiros trabalhos, mas sua identidade e isso se torna mais nítido e perceptível em FOREGONE, novo trabalho da banda lançado por aqui pela Shinigami Records/Nuclear Blast Records.

A bela "The Beggining of All Things" nos prepara para um álbum repleto de riffs marcantes e vocais precisos. Se não temos o bom e velho In Flames de antigamente, a faixa seguinte "State of Slow Decay", nos mostra que temos o bom In Flames de agora! Uma pegada intensa e atual direciona a faixa que resgata o peso de outrora. Assim como "Meet Your Maker", com Anders Fridén muito bem colocados e as guitarras de Björn Gelotte e Chris Broderick alinhadas e coesas. Aliás, a entrada de Broderick parece ter dado um novo gás ao grupo! "Foregone pt.1" e "Foregone pt.2" se completam, buscando, principalmente na segunda parte, a melodia tão recorrente à carreira da banda.

"Foregone" é um álbum que vai agradar aos fãs da banda, pois faixas como "Pure Light of Mind", que traz uma levada mais atual do grupo, cercada de um tom mais "comercial", contrastam com pedradas como "The Great Deceiver", pesada e com as guitarras de Broderick comprovando sua classe e categoria, e "Become One", que fecha o álbum com uma pegada veloz, pesada e intensa. Como dito anteriormente, se não temos o velho IN FLAMES de volta, temos uma banda que soube reincorporar seus melhores momentos, esquecendo de vez as nuances mercadológicas, dando espaço para aquilo que sempre soube fazer de melhor: música de qualidade!

Sergiomar Menezes




quinta-feira, 9 de março de 2023

BANDAS QUE VOCÊ PRECISA CONHECER - GOATEN

 




A banda gaúcha de heavy metal GOATEN foi fundada no início do ano de 2018, na região metropolitana de Porto Alegre; integram a banda Francis Lima, baixo e vocal, Rafael DrinkWine na bateria e Daniel Limas, guitarra. A sonoridade do grupo é fundamentada essencialmente no heavy metal tradicional da década de 80, como Judas Priest, Accept e King Diamond.

No ano de 2019 foram lançados os primeiros singles da banda: “Soul Decay” e “Mistress of Ilussion”. Enquanto preparava o lançamento de seu primeiro EP, o trio realizou uma série de shows no Rio Grande do Sul e demais estados da região sul do Brasil.

Em Março de 2020 a banda lança seu EP de estréia, intitulado “The Following”. Contando com 5 faixas, o álbum, além da versão em CD, lançado em parceria com o selo Cianeto Discos, foi disponibilizado nas principais plataformas de streaming, obtendo bons reviews na crítica especializada nacional e internacional.



Devido ao avanço da pandemia do covid-19, nos meses posteriores ao lançamento do álbum o grupo adaptou suas atividades à nova realidade, dando foco na pré-produção de seu próximo EP e na participação em festivais online, como o Roadie Crew Online Festival e Laguna Metal Fest Online.

Em março de 2021 a Goaten revelou o primeiro single de seu próximo EP. Chamada “Bells”, a canção fará parte da trilha sonora do filme “The Macabre” da produtora Grime House Films. Em Outubro de 2021 a banda lançou nas plataformas digitais as 5 faixas de seu segundo EP, “Crimson Moonlight”, mantendo a parceria com a Cianeto Discos para o lançamento físico em CD, além de uma edição especial em K7 reunindo seus dois EP's pelo selo Tcheco Tapes of Terror Records.



Recentemente a banda lançou o single “Phantom Chaser”, com 2 faixas, nos formatos 7” e digital. A banda está gravando seu primeiro álbum, que será lançado em julho de 2023.



Sem a preocupação com rótulos, a banda possui uma capacidade criativa ímpar, pois pode agradar aos fãs de um metal mais tradicional e pesado, bem como aos fãs de Hard Rock. Sendo assim, a GOATEN é uma banda que VOCÊ PRECISA CONHECER!

Contatos:

goatenband@gmail.com

Francis Lima - (51) 984531294

Redes sociais:

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YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCKn32O8HNjVYLt2nnTticzg

Spotify: https://open.spotify.com/artist/4XySqoSNwnMU4BcCPollT9

iTunes: https://music.apple.com/us/artist/goaten/1449237580


Ouça o EP “The Following”:

https://open.spotify.com/album/0OqC6Zco8WhzaGMFcC2gSJ

https://goaten.bandcamp.com/album/the-following


Ouça o EP “Crimson Moonlight”:

https://open.spotify.com/album/2wZsIP6a4oZdI0QKUOb56R?si=vU74E78aQDiOldQtP7WU9w


Ouça o Single “Phantom Chaser”:


https://open.spotify.com/album/1tiVoTxKfofaugKcpvgXwS?si=jeNjRaSPRieHjNkj7wgffw


goatenband.com

Sergiomar Menezes